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sábado, 1 de agosto de 2015

PESSOAS QUE COMEM CHOCOLATE TÊM CORAÇÃO MAIS SAUDÁVEL

As pessoas que comem mais chocolate têm um risco menor de sofrer do coração no futuro, descobriu uma nova pesquisa científica. Um novo estudo descobriu uma relação entre o consumo de chocolate e um menor risco de sofrer com problemas cardiovasculares. Estas foram as conclusões de uma análise de seguimento de 20.951 pessoas durante 12 anos, levada a cabo na Universidade de Aberdeen. O estudo, que foi publicado na revista Heart, também incluiu uma revisão de trabalhos publicados em todo o mundo acerca da relação entre consumo de chocolate e doença cardiovascular, que incluem 158.000 pessoas. Embora se saiba que o chocolate é uma fonte importante de flavonoides, compostos procedentes das plantas que protegem contra doenças cardiovasculares, os investigadores reconhecem que com os estudos disponíveis é difícil estabelecer uma relação de causa-efeito entre comer chocolate e ter um coração mais saudável. "É possível que as pessoas que consumem más chocolate tenham outros comportamentos que sejam benéficos para a saúde cardiovascular", reconhecem os pesquisadores. No estudo, aqueles que consumiam mais chocolate eram mais jovens, tinham um índice de massa corporal menor, menor pressão sanguínea e faziam mais exercício físico (todos fatores que reduzem os riscos cardiovasculares). Os autores do trabalho apontam que existe a possibilidade de que as pessoas com maiores problemas cardiovasculares comam menos chocolate. No entanto, enfatizam que para realizar a sua análise, eles não incluíram pessoas que tinham doenças cardíacas. A análise mostrou que, quando comparadas com as pessoas que não comiam chocolate, as pessoas que comiam mais chocolate apresentavam um risco 11% menor de desenvolver doenças cardiovasculares e um risco 25% de morrer derivado a essas doenças. Ainda assim, os autores consideram serem necessários mais estudos que, além de constatarem a correlação entre um maior consumo de chocolate e um coração saudável, procurem os mecanismos biológicos responsáveis por esse efeito. Além disso, indicam que "é possível que alguns indivíduos não beneficiem de um maior consumo de chocolate, como as pessoas com excesso de peso ou diabetes". Por último, os cientistas descobriram também que os benefícios não só se produziam ao comer chocolate negro, como se tinha visto até aqui, mas também se associaram ao consumo de chocolate com leite. "Isto pode indicar que além dos flavonoides, também outros compostos relacionados com o leite, como o cálcio e os ácidos gordos, poderão proporcionar uma explicação para a associação observada", concluem os investigadores. FONTE: ciencia-online.net/2015/06/comer-chocolate-coracao-mais-saudavel.html

terça-feira, 15 de abril de 2014

O CONSUMO DE ÁLCOOL AUMENTA O RISCO DE CÂNCER DE MAMA

O consumo de álcool é um fator de risco estabelecido para câncer de mama em geral. Porém, um novo estudo descobriu que o álcool aumenta o risco de tumor lobular, mas não necessariamente tumor ductal. Ou seja, a relação entre consumo de álcool e risco de câncer de mama se aplica a alguns subtipos da doença. Para entender como o álcool pode influenciar subtipos de câncer de mama, pesquisadores realizaram um estudo observacional, conduzido entre 1993 e 1998, que incluiu 87.724 mulheres com idade entre 50 e 79 anos, na pós-menopausa. Os cientistas olharam particularmente para os seguintes dados de 2.944 mulheres que desenvolveram câncer de mama invasivo: subtipos de tumor e status hormonal, consumo de álcool, características demográficas e estilo de vida, história familiar de doenças e história reprodutiva. As mulheres foram classificadas como as que nunca beberam, as que pararam de beber e as que bebiam atualmente. As que bebiam foram agrupadas em seis categorias de acordo com o número médio de bebidas por semana, desde menos de um drinque por semana até mais de 14 drinques por semana. Os pesquisadores descobriram que o consumo de álcool é mais fortemente relacionado ao risco de tumor lobular do que de tumor ductal, e mais fortemente relacionado ao câncer de mama hormônio-receptor-positivo do que o câncer de mama hormônio-receptor-negativo. Esses resultados confirmam pesquisas anteriores com conclusões semelhantes. Os riscos observados não variam de acordo com o tipo de álcool consumido pelas mulheres. Segundo os autores da pesquisa, as mulheres que bebiam uma ou mais doses de álcool por dia tiveram quase o dobro de risco de câncer de mama do tipo lobular, mas nenhum aumento no risco de câncer de mama do tipo ductal. Ainda segundo eles, é importante notar que o câncer ductal é muito mais comum do que o câncer lobular. Aproximadamente 70% de todos os cânceres de mama são ductais, sendo que cerca de 10 a 15% dos casos é lobular. No câncer ductal, o tumor é nos dutos de leite e no câncer lobular, nos lóbulos produtores de leite. FONTE:ScienceDaily

quinta-feira, 3 de abril de 2014

8 ITENS BIZARROS QUE SÃO ENCONTRADOS NOS ALIMENTOS QUE VOCÊ CONSOME

E, logicamente, você nem faz ideia disso. Confira a seguir quais são esses produtos e onde eles estão presentes. Se você é um pouco paranoico com limpeza e gosta de deixar tudo brilhando, da maçã da fruteira ao chão da pia, saiba que nem a mais higiênica das pessoas está livre de algumas coisas nojentas que todo mundo ingere sem nem ao menos se dar conta. Uma frase dita por Otto Von Bismarck é muito interessante e ilustra bem o assunto desse post: “Se você gosta de leis e salsichas, você nunca deve vê-las sendo feitas”. Seguindo essa linha, infelizmente descobrimos que alguns alimentos industrializados contêm diversos itens desagradáveis como os que você vai conferir na lista a seguir: 1 – SECREÇÕES ANAIS DE CASTORES
Pois é. Repare em um ingrediente chamado castóreo, que está listado em produtos feitos à base de baunilha. A substância pode ser retirada também de glândulas próximas ao ânus desses animais e, embora isso não soe a coisa mais apetitosa do mundo, o castóreo é um substituto comum da baunilha. 2 – CABELOS HUMANOS
Ou cisteína, se você quiser um nome que dê menos enjoo. Você consome cabelos humanos em pães, bolos e afins. Por mais bizarro que pareça, esse componente feito com cabelo ou penas de pato (!) é utilizado para dar mais sabor a alguns alimentos. É muito mais comum do que você imagina. 3 – ALCATRÃO DE CARVÃO
Esse item começou a ser utilizado como corante artificial em vários alimentos há 120 anos. Atualmente os alimentos industrializados preferem o uso do óleo como corante. 4 – ANTICONGELANTE
Chamado também de propilenoglicol, a substância é conhecida por ser usada em radiadores e, definitivamente, não em alimentos. A verdade, porém, é que você encontra anticongelantes em molhos para saladas, como um agente capaz de deixar o líquido menos aguado. 5 – RETARDADOR DE CHAMAS
Ele é chamado de óleo vegetal bromado e está presente em refrigerantes com sabores cítricos. Essa substância pode ser tóxica quando consumida em grandes quantidades. 6 – BIODIESEL ADITIVADO
O nome da substância é feio e difícil de falar: butil hidroquinona terciário. Por mais bizarro que pareça, ela está presente em nuggets de frango e pode ser supertóxica. Só para você ter ideia, somente um grama seria necessário para causar a morte de uma pessoa. 7 – AREIA
Se um dia você encontrar o ingrediente dióxido de silício em produtos como sal ou sopas de pacotinho, saiba que essa substância vem da areia. Ela é utilizada para controlar a umidade e impedir que o sal ou a sopa em pó fiquem empedrados, por exemplo. 8 – COMBUSTÍVEL DE AVIÃO
O BHT ou, ainda, butil-hidroxitolueno, é utilizado em combustíveis de aeronaves e também no cereal que você come pelas manhãs. A substância tem efeito antioxidante e auxilia a deixar os alimentos frescos por mais tempo. Fonte: Huffington Post

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MULHERES QUE COMEM MENOS CARNE VERMELHA TÊM O CORAÇÃO MAIS SAUDÁVEL

Poderíamos dizer esta frase se suas maneiras, uma pessimista e outra otimista: comer carne vermelha aumenta risco de doenças cardíacas, ou evitar carne vermelha diminui as chances de problemas no coração. De qualquer maneira, se você é daqueles que não pode viver sem um bife mal passado, temos uma notícia alentadora: não precisa varrer completamente a carne vermelha do seu cardápio, basta dosar as quantidades. Por exemplo: Se você come carne vermelha mais de uma vez por dia, cortar essa freqüência pela metade (dia sim, dia não) já pode ser de grande ajuda. Tomando essa providência, você reduz o risco de ter um ataque cardíaco ou morte por doença cardíaca. Embora pareça uma tarefa complicada para aqueles que realmente apreciam essa fina iguaria, não é preciso um esforço muito grande para atingir essa meta. Basta começar a incluir mais outras fontes de proteína, de baixo teor de gordura, tais como castanhas e peixe. É claro que a maioria dos consumidores não está pensando nos nutrientes que ingerem, e sim no paladar em si, o que torna a tentação um pouco mais difícil de resistir. Quem conduziu os estudos quanto aos malefícios da carne vermelha, desta vez, foram pesquisadores do departamento de nutrição da Universidade Harvard, em Cambridge (Massachussets, EUA). Um foco abordado na pesquisa, pouco abordado até então, foi sobre as diferenças dos efeitos da carne especificamente no sexo feminino. Os estudiosos acompanharam cerca de 85 mil mulheres de meia-idade, com média de 26 anos de idade, período em que 2.210 das mulheres tiveram ataques cardíacos e 952 morreram de problemas no coração. As mulheres tiveram seus quadros médicos analisados e suas dietas diárias seguidas de perto. A partir de questionários, os pesquisadores levaram em conta outros fatores determinantes para a saúde, tais como índice de massa corporal (IMC), tabagismo, consumo de álcool, e periodicidade de exercícios físicos. Foi descoberto o seguinte: mulheres que comem duas porções de carne vermelha por dia têm um risco aumentado 30% em desenvolver da doença cardíaca, em comparação com mulheres que a ingerem de três a quatro vezes por semana, ou apenas meia porção por dia. Embora possa não parecer muito significativa, os pesquisadores definem essa diferença de 30% como “dramática”. Como “carne vermelha” trata de uma ampla gama de opções, os pesquisadores procuraram ser específicos. E descobriram que alguns tipos de carne vermelha parece são piores para o coração do que outros. A carne vermelha “propriamente dita”, geralmente em forma de bifes, parece ser a menos nociva: uma porção diária aumenta o risco de uma mulher em ter doenças cardíacas em apenas 8% comparado a quem nunca come carne. Mas outros produtos apresentam taxas bem mais alarmantes: para um hambúrguer (42%), uma porção de bacon (41%), e um cachorro-quente (35%) por dia, a situação torna-se realmente perigosa. Soluções para a substituição saudável foram também explicadas. Os pesquisadores estimam que substituir uma porção de carne vermelha por uma de feijão (que se equivalem em proteínas), reduz as chances de ataque cardíaco em cerca de um terço. O feijão, assim, apresentou a maior eficiência nessa troca de cardápio, seguida de castanhas (30%), peixe (24%), frango (19%), e laticínios desnatados, de baixa gordura (13%), todas apresentando vantagem sobre a carne vermelha. Os cientistas explicam, no entanto, que não se trata de um vilão, basta saber dosar as quantidades. Além disso, muito da variação está no modo de preparo da carne. Quanto mais você puder retirar de gordura do alimento, na hora de cozinhar, fritar ou assar, mais estará ajudando o seu coração. Sem abdicar aos prazeres (gastronômicos) da carne. FONTE:CNN

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

OS PERIGOS DO AÇÚCAR

Robert Lustig é um médico americano da Universidade da Califórnia (San Francisco, EUA), especialista em obesidade. Recentemente, ele tem promovido uma campanha para que haja leis restritivas de consumo de açúcar semelhantes às existentes para o álcool e tabaco, o que limitaria especialmente o acesso das crianças a produtos açucarados. Será que existe motivo para tanta preocupação? O endocrinologista, que lançou um vídeo no Youtube no qual fala sobre o assunto (que já ultrapassou 2 milhões de visualizações), cita como exemplo uma série de doenças. Ele defende que o número de problemas de saúde como pressão alta, doenças do coração e vícios alimentares eram muito menores há 30 anos, e o responsável pelo salto nos índices foi o açúcar. Como exemplo, o médico cita diabetes. Em 2011, havia 366 milhões de diabéticos no mundo (o equivalente a 5% da população), mais do que o dobro em 1980. Mais ou menos nessa época, o mundo começou a se preocupar e eliminar a quantidade excessiva de gordura na alimentação. Mas ninguém sabia que alguns lipídios são bons para o organismo: a ordem era cortar o máximo de gordura possível. De lá para cá, fomos substituindo a gordura por açúcar. No Reino Unido, por exemplo, os índices são alarmantes: desde 1990, o consumo de açúcar cresceu 35%. Entre as crianças, a ingestão de glicose representa 17% do total de calorias diárias. Como é que chegamos a esse ponto? A resposta do médico americano está nos produtos industrializados. Nos últimos anos, conforme ele explica, todos já sabem que açúcar em excesso pode fazer mal. Por isso, substituímos o açucareiro pelo adoçante, por exemplo, e tentamos cortar o açúcar dos alimentos que nós mesmos preparamos. O problema é que o “açúcar invisível”, já embutido no alimento que vem da fábrica, atinge uma quantidade cada vez maior de produtos. Se você examinar o rótulo dos produtos que colocou em seu carrinho de supermercado, vai descobrir que existe açúcar em coisas que você nem imaginava. Muitas pessoas engordam, por exemplo, porque o açúcar é um inibidor natural da leptina, o hormônio através do qual o estômago diz ao corpo que “já está bom, pode parar de comer”. Algo como uma trava natural. Este e outros efeitos nocivos indiretos à saúde por parte do açúcar também são objeto de estudo do endocrinologista americano. O caminho para a restrição de tais produtos, conforme o próprio Robert Lustig afirma, é complicado. A indústria alimentícia resiste às tentativas de baixar os índices de açúcar nos produtos por que acreditam – provavelmente com razão – que o consumo vai cair significativamente se os alimentos nas formas em que as pessoas estão acostumadas mudarem. A vontade de mudar, dessa forma, deve partir primeiramente do consumidor. FONTE:Telegraph

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

CERCA DE 90% DAS MULHERES NÃO CONSOMEM A QUANTIDADE IDEAL DE CÁLCIO NO PAÍS

De acordo com estudo da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), uma em cada três brasileiras vai desenvolver osteoporose, doença que enfraquece os ossos, após a menopausa. Detalhe: 90% delas não consomem a quantidade ideal de cálcio, presente principalmente em leite e derivados. Segundo a Abrasso, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com o problema. Mesmo com esse número assustador, apenas 39% da população feminina com mais de 45 anos já fizeram algum teste para detectar a doença que atinge majoritariamente as mulheres – a proporção é de dez para cada homem. A prevenção, segundo a entidade, deveria começar na infância, por meio de alimentação adequada e, claro, ser rica em cálcio. A gravidade do quadro é que, por ser uma doença silenciosa, que não causa dor, muitas vezes só é descoberta após a primeira fratura. Conheça alguns mitos e verdades sobre osteoporose O maior problema da osteoporose é o perigo de fraturas. VERDADE: com a queda da quantidade de cálcio nos ossos, o paciente fica mais sujeito a fraturas, que é a complicação mais temida, conforme considera o endocrinologista Felipe Henning Gaia Duarte. "O diagnóstico deve ser precoce, para que o tratamento seja rapidamente iniciado, evitando o problema - rupturas no colo do fêmur, nos punhos, nas vértebras - e deformidades como o achatamento e o encurvamento da coluna, que chega a diminuir a altura do indivíduo", complementa Marco Antonio Ambrósio, ortopedista e traumatologista. Vale salientar que certas fraturas, especialmente as da coluna - chamadas de fraturas por compressão -, podem acontecer sem uma queda ou qualquer outra lesão reconhecida. PERIGO: FRATURA NOS QUADRIS O assunto merece atenção: a International Osteoporosis Foundation (IOF) calcula que o número de fraturas no quadril, em decorrência do problema, deve crescer 32% até 2050 no Brasil. O dado se baseia no envelhecimento da população: o número de indivíduos com mais de 70 anos aumentará 380% até 2050, representando 14% do total. As fraturas são o maior risco, especialmente as de quadril – sabe-se que 20% das mulheres que apresentam este tipo de fratura morrem até um ano depois da queda em decorrência de complicações. Com a idade, é esperada que haja perda óssea: se ela é normal, será de 0,5% por ano a partir dos 45 anos. Uma perda equivalente a 25% do esqueleto, no entanto, leva à grande possibilidade de fratura – e, quando atinge este ponto, está instalada a osteoporose. Segundo o IOF, o fator genético é responsável por 80% da formação óssea de um indivíduo: o restante dependerá dos hábitos (aquisição de cálcio, prática de atividades físicas) de cada um. A exposição ao sol – cerca de 15 minutos, três vezes por semana – também é fundamental para alavancar a absorção do mineral. QUEM TEM MAIS TENDÊNCIA Entre as causas e fatores de risco, destacam-se história familiar da doença; pessoas de pele branca, baixas e magras; asiáticos; deficiência na produção de hormônios; medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia; alimentação deficiente em cálcio e vitamina D; baixa exposição à luz solar; sedentarismo; tabagismo; consumo de álcool; certos tipos de câncer; e algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas. "O perigo maior é porque estamos falando de uma moléstia de instalação silenciosa", adverte Denise Ludovico, endocrinologista pediatra da ADJ Diabetes Brasil, pesquisadora clínica do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin), em São Paulo. "A dor, que seria o único sintoma, somente ocorre quando acontece a fratura", salienta Felipe Henning Gaia Duarte, doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Já Thiago Martins, fisioterapeuta pós-graduado em Ortopedia e Traumatologia pela USP (Universidade de São Paulo) e especializado em idosos lembra que a fratura ocorre porque o osso está poroso, já que perdeu massa progressivamente. "Na menopausa, quando a perda de massa óssea ocorre de maneira intensa e rápida por causa das alterações hormonais, o problema é agravado", conclui Marco Antonio Ambrósio, com especialização em Ortopedia e Traumatologia pelo Instituto de Ortopedia Clínica da USP. TRATAMENTO Embora a oesteoporose não tenha cura, ela pode ser tratada. "O importante é fazer acompanhamento com médicos especializados que poderão indicar medicamentos para estabilizar ou melhorar a alteração, reduzindo o risco de fraturas e evitando complicações", pondera Ludovico. Duarte observa que, com as devidas medidas, a osteoporose pode regredir para a osteopenia, que é uma forma mais leve de perda de massa óssea. Já o fisioterapeuta Thiago Martins salienta ser possível recuperar massa óssea por meio dos exercícios. "Jovens, quando sofrem uma fratura e ficam muito tempo imobilizados, chegam a apresentar osteoporose; mas, como tratamento correto, conseguem reverter o quadro." A primeira providência em um tratamento é unir alimentação rica em cálcio à prática de atividade física e exposição solar. Se necessário, entrarão em cena medicamentos: hormônios sexuais, bifosfanatos (classe mais prescrita, tem como ação impedir a perda de massa óssea), modeladores de receptores de estrogênio, ranelato de estrócio (em pó e tomado diariamente à noite, é outra opção) e denosumab (mais recente e de uso subcutâneo, deve ser administrado a cada seis meses). "É possível, ainda, recorrer a teriparatida, molécula semelhante a um hormônio natural que temos no corpo, chamado PTH, que, em doses intermitentes, tem forte ação formadora óssea. De uso subcutâneo e alto custo, é indicada para os casos mais severos da doença", explica Duarte. Importante: se o paciente já tem osteoporose, deve-se retirar de casa objetos que induzam a quedas (como tapetes) e, se possível, emborrachar o piso do banheiro, colocar barras nas paredes para facilitar o equilíbrio, orientar o uso de sapatos altos. O ortopedista Marco Antonio Ambrósio, recomenda também dormir em colchões firmes e evitar ou diminuir o fumo e a ingestão de café e/ou álcool. "O aparecimento da osteoporose pode ser retardado, e sua progressão desacelerada, com diagnóstico, prevenção e tratamento precoce". FONTE: http://zip.net/bclP2v

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

CONSUMO DE BEBIDAS AÇUCARADAS AUMENTA O RISCO DE CÂNCER DE ENDOMÉTRIO

Um estudo descobriu que a ingestão de bebidas açucaradas está associada ao aumento do risco de câncer de endométrio em mulheres na pós-menopausa. Pesquisas anteriores descobriram a associação entre essas bebidas e o diabetes tipo 2. Entretanto, o novo estudo foi o primeiro a associá-las a um tipo específico de câncer de endométrio. Em 1986, 23.039 mulheres com idade média de 62 anos preencheram questionários sobre estilo de vida, histórico médico e dieta. Durante o ano de 2010, foram registrados 506 casos de câncer de endométrio tipo 1 e 89 casos do tipo 2, uma forma mais grave da doença. O estudo foi publicado online no periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention e descobriu que, embora todos os tipos de açúcares aumentem o risco do câncer de endométrio tipo 1, as bebidas açucaradas produzem um efeito mais intenso. Após o controle de outros fatores, os pesquisadores descobriram que o risco era 74% maior para os participantes com nível mais elevado de consumo dessas bebidas em comparação com o grupo com nível menos elevado. "Não quero que as pessoas mudem seu comportamento com base nessas descobertas", afirmou Maki Inoue-Choi, principal autora do estudo e estudante de pós-doutorado nos Institutos Nacionais de Saúde. "Precisamos realizar mais estudos para confirmarmos essa associação. Todavia, eu aconselho às pessoas a seguirem as orientações de dieta e evitarem bebidas açucaradas". Em comparação com outros açúcares alimentares, os presentes nas bebidas geram aumentos e diminuições mais acentuadas dos níveis de glicose sanguínea. Essas oscilações podem influenciar no aumento do risco de câncer, especulam os pesquisadores. FONTE: The New York Times

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

COMER CARNE VERMELHA PODE LEVAR À CEGUEIRA

Comer muita carne vermelha pode elevar o risco de cegueira em até 50%. Pesquisadores mostraram que, quem consome mais de dez porções de carne vermelha por semana tem bem mais chances de ficar cego, por causa da deterioração da retina, em uma idade mais avançada. Além disso, comer carne branca, de peixe ou frango, pode prevenir o problema. Mas esse tipo de alimento deve ser ingerido pelo menos três vezes por semana. As recentes descobertas são as últimas a fortalecer um elo entre a dieta de uma pessoa e possíveis problemas que surgirão em sua velhice. O problema mais recorrente de perda de visão da Inglaterra, a degeneração macular da retina, foi considerada fortemente conectada à alimentação. A mácula é a região mais central e sensível da retina. É responsável pela percepção de detalhes, imprescindível na leitura, e também é responsável pela percepção das cores. A doença afeta cerca de meio milhão de pessoas, apenas no Reino Unido. Geralmente ela se desenvolve após dos 50 anos de idade, causada pelo crescimento de novos vasos sanguíneos abaixo do centro da retina. Esses vasos vazam, fazendo com que um líquido se espalhe, causando cicatrizes no tecido do olho, incapacitando a visão. Na maioria dos casos, o processo demora anos para que a visão seja completamente perdida. No entanto, há situações extremas, em que o ciclo da doença é completo em apenas alguns meses. As últimas evidências sugerem que eliminar a ingestão de carne vermelha da dieta pode, até mesmo, evitar a doença. Os pesquisadores responsáveis, da Universidade de Melbourne, na Austrália, estudaram 6700 pessoas, de idades entre 58 e 60 anos. Eles compararam as dietas de cada pessoa com o diagnóstico médico que apontava, ou não, se elas sofriam de degeneração macular. Fonte:Telegraph