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sábado, 21 de fevereiro de 2015
INTERNET VIA LUZ CHEGA AO RECORDE DE 224 GBPS E BAIXA FILMES EM HD EM 1 SEGUNDO
Cientistas e pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, quebraram um recorde na velocidade de transmissão de dados em rede capaz de deixar até o consumidor mais satisfeito do mundo com inveja: a transmissão de teste atingiu bidirecionalmente 224 Gbps (gigabits por segundo).
A tecnologia utilizada para que essa velocidade absurda seja atingida é a LiFi, uma espécie de sucessora do WiFi que utiliza o espectro da luz para transporte de dados. No experimento, a ligação foi realizada com um alcance de até 3 metros em 224 Gbps. Essa foi a primeira vez que esse experimento foi testado em um ambiente totalmente coberto pela rede.
Por enquanto, a LiFi está em fase de testes e não tem aplicação comercial, mas a tecnologia não para de avançar. Para você ter uma ideia, as mais rápidas conexões WiFi atuais chegam a 600 Mbps, enquanto a fibra óptica é capaz de enviar 100 Gbps (só recentemente e sob determinadas condições). Quer mais um motivo para que ela chegue logo às operadoras? A velocidade atingida no teste permite que 18 filmes de alta definição (cerca de 1,5 GB) sejam baixados em um segundo cada. Bom, né?
Fora o baixo custo, uma das maiores qualidades da internet LiFi é a sua possibilidade de existir em qualquer fonte artificial de iluminação: basta uma delas com um microchip para que o sinal possa ser transmitido por todo um cômodo — criando ponto de acesso para cada uma das bilhões de lâmpadas existentes mundo afora.
FONTES: ibtimes.co.uk/lifi-internet-breakthrough-224gbps-connection-broadcast-led-bulb-1488204 // http://filosofiaimortal.blogspot.com.br/2015/02/internet-via-luz-chega-ao-recorde-de.html
domingo, 21 de dezembro de 2014
MINI-LHC DE 9 CM BATE RECORDE MUNDIAL DE ENERGIA
Acelerador de mesa com 9 cm de comprimento atingiu 4,2 GeV.
Mini-acelerador
Um acelerador de partículas que cabe na palma da mão atingiu energias que rivalizam com instalações gigantescas, com quilômetros de extensão. Há mais de uma década físicos vêm trabalhando na construção de aceleradores de partículas que caibam sobre uma mesa. Na verdade já existem até microaceleradores de partículas - o menor deles é um acelerador de elétrons menor que um grão de arroz. Mas foi em 2006 que pesquisadores franceses apresentaram um acelerador de elétrons a laser que demonstrou que a coisa podia ser levada a sério para aplicações práticas, tanto científicas, quanto tecnológicas. Agora, Wim Leemans e seus colegas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos, aceleraram as partículas - elétrons, neste caso - no interior de um tubo de plasma com apenas nove centímetros de comprimento. A velocidade alcançada pelos elétrons correspondeu a uma energia de 4,25 gigaelétron-volts. A aceleração em uma distância tão curta corresponde a um gradiente de energia 1.000 vezes maior do que a obtida nos aceleradores de partículas tradicionais e marca um recorde mundial de energia para aceleradores desse tipo, conhecidos como laser-plasma - em 2013, outra equipe havia alcançado 2 GeV em um acelerador de 2 cm de comprimento. No ano que vem, o LHC (Large Hadron Collider), que tem 27 km de diâmetro, deverá atingir energias totais de 14 teraelétron-volts (TeV). Mas mesmo instalações de tamanho padrão exigem túneis com centenas de metros de comprimento para chegar aos gigaelétron-volts (GeV).Aceleradores laser-plasma
Simulação computadorizada do plasma no interior do mini-acelerador, conforme ele evolui ao longo do canal de 9 cm. Aceleradores de partículas tradicionais, como o LHC, aceleram as partículas modulando campos elétricos dentro de conduítes metálicos. É uma técnica que tem um limite de cerca de 100 megaelétron-volts por metro, porque além disso o próprio metal do conduíte é destruído. Os aceleradores laser-plasma adotam uma abordagem completamente diferente. No caso deste experimento, um pulso de luz laser é injetado em um canudo cheio de plasma por uma abertura de apenas 500 micrômetros. O laser cria um canal através do plasma, assim como ondas que capturam elétrons livres e os aceleram, de forma muito parecida com a maneira com que um surfista ganha velocidade deslizando pela face de uma onda. A equipe acredita poder alcançar os 10 GeV com seu acelerador de 9 cm. Para isso, segundo Leemans, eles precisarão controlar com mais precisão a densidade do canal de plasma através do qual o laser flui. Em essência, eles precisarão criar um túnel para o pulso de luz que tenha o formato preciso para lidar com os elétrons mais energéticos.Desafios
Embora a diminuta dimensão do acelerador seja promissora para diminuir os laboratórios, reduzir os custos e permitir um sem-número de experimentos, o miniacelerador ainda depende de um poderoso laser para gerar os pulsos de alta potência que devem ser injetados no plasma. Neste experimento foi usado um dos lasers mais poderosos do mundo, o BELLA (Berkeley Lab Laser Accelerator), capaz de atingir energias na classe dos petawatts (quatrilhões de watts). Segundo Leemans, para que os aceleradores de laser-plasma possam caber inteiros sobre uma mesa ainda será necessário fazer avançar também a tecnologia dos próprios lasers. Bibliografia: Multi-GeV Electron Beams from Capillary-Discharge-Guided Subpetawatt Laser Pulses in the Self-Trapping Regime.W. P. Leemans, A. J. Gonsalves, H.-S. Mao, K. Nakamura, C. Benedetti, C. B. Schroeder, Cs. Tóth, J. Daniels, D. E. Mittelberger, S. S. Bulanov, J.-L. Vay, C. G. R. Geddes, E. Esarey. Physical Review Letters. Vol.: 113, 245002. DOI: 10.1103/PhysRevLett.113.245002. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=mini-lhc&id=010115141218quarta-feira, 10 de setembro de 2014
NOVO RECORDE DE ARMAZENAMENTO: HD TEM 10 TERABYTES E CABE NO SEU DESKTOP
Há algumas semanas, a Seagate anunciou o primeiro disco rígido do mundo com 8 terabytes, que chegará ao mercado no final do ano. Para não deixar barato, a Western Digital anunciou um HDD de 8 terabytes – que está à venda agora mesmo – e ainda revelou que está testando outro modelo com dez terabytes.
O disco rígido de 10TB é cheio de hélio, em vez de ar, a fim de reduzir o atrito interno e o consumo de energia. Ele funciona a uma temperatura cerca de 5ºC menor que drives atuais de 7200 rpm. Ele é fechado hermeticamente para o gás não escapar.
Além disso, ele usa a tecnologia SMR (gravação magnética em telhas). Basicamente, isso permite gravar mais dados em menos espaço – o disco rígido cabe em entradas padrão de 3,5 polegadas.
Como explica a Computer World, “ao contrário da tecnologia PMR (gravação magnética perpendicular) padrão, onde as trilhas de dados são dispostas lado a lado, a SMR sobrepõe as trilhas na superfície do disco como telhas em um telhado”.
Este disco de 10 TB é destinado para armazenamento na nuvem e também para empresas guardarem dados offline – o foco não são os consumidores em geral. Ele está em testes, e a Western Digital ainda não diz quando será lançado.
fonte: gizmodo.uol.com.br/hdd-dez-terabytes/
domingo, 30 de março de 2014
DESCOBERTA A CAMPEÃ DE MERGULHO DA NATUREZA: A BALEIA BICUDA-DE-CUVIER
Se mergulho fosse uma modalidade das Olimpíadas da Natureza, a medalha de ouro já estaria garantida para as baleias-bicudas-de-cuvier. Elas são uma espécie de baleia que, apesar de precisar respirar oxigênio para sobreviver, como todos os mamíferos, passam cerca de 2 horas e 17 minutos embaixo da água, ficando menos de dois minutos na superfície entre um mergulho e outro. E mais: a profundidades de aproximadamente 3 km, o que corresponde aos mergulhos mais profundos e longos já documentados entre os mamíferos marinhos.
Segundo Greg, líder da pesquisa que chegou a esses valores, “muitas criaturas vivem nas profundidades que essas baleias alcançam, incluindo sua presa principal: lulas e peixes. Mas, existe uma grande diferente entre as baleias e as outras criaturas que vivem nas profundezas do oceano: o requisito fundamental de respirar ar na superfície”.
Ou seja: o fato de obrigatoriamente ter que respirar na superfície para sobreviver e segurar a respiração durante um longo mergulho, e a pressões que chegam a ser mais de 250 vezes maiores que no nível da água, é realmente surpreendente.
Só para você ter uma ideia de como este é um feito e tanto, o tempo máximo que uma pessoa conseguiu segurar a respiração embaixo d’água foi de 22 minutos, de acordo com o Guinnes Book (o famoso livro dos recordes). E, claro, uma pessoa também jamais conseguiria suportar a pressão da água a 3 km de profundidade. Seria de esmagar os ossos.
BALEIAS-BICUDAS-DE-CUVIER:
São amplamente distribuídas em várias regiões de águas profundas dos trópicos. Medem cerca de 7 metros de comprimento e têm corpos robustos, em forma de torpedo. E o mais curioso é que elas contam com uma expressão vagamente sorridente, por causa do formato do seu bico curto.
Elas podem ter diversas cores, que variam de cinza a castanho-avermelhado e um branco meio pálido. Algumas são cheias de cicatrizes, causadas provavelmente por machos na hora de disputar uma fêmea.
PESQUISA:
Para realizar a pesquisa, os cientistas da equipe de Schorr acompanharam oito baleias ao longo da costa do sul da Califórnia (EUA). Usando etiquetas ligadas a satélites, que foram pregadas à barbatana dorsal dos mamíferos com dois dardos de titânio, eles conseguiram coletar dados sobre tempo de mergulho, profundidade máxima alcançada e intervalo entre um mergulho e outro. As baleias foram marcadas em 2010, 2011 e 2012, e durante o tempo do estudo, fizeram mais de 3.700 horas de mergulho.
FONTE:Reuters
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
SANGUESSUGA ASIÁTICA BATE RECORDE DE SOBREVIVÊNCIA NO FRIO
Criatura foi capaz de permanecer viva durante 24 horas imersa em nitrogênio líquido.
Você tem ideia de quão gelado é o nitrogênio líquido? Caso você não saiba, a temperatura dessa substância é de cerca de –196 °C, ou seja, bem abaixo das temperaturas que a maioria dos seres vivos é capaz de suportar. Nos seres humanos mesmo, a morte pode ser declarada quando os órgãos internos marcam 23 °C, isso sem falar que, conforme a temperatura cai, a água no interior das células congela e se expande, provocando sua ruptura e, portanto, a morte.
Mas, voltando ao tema do nitrogênio líquido, até onde se sabe apenas duas criaturas foram capazes de permanecer vivas durante algum tempo imersas nessa substância — as tardigradas e a larva de uma espécie específica de drosófila —, embora nenhuma tenha conseguido sobreviver por mais de uma hora. Pois, de acordo com site PopSci, um estudo revelou que a sanguessuga Ozobranchus jantseanus bateu todos os recordes conhecidos.
TESTE EXTREMO
Segundo a publicação, a O. jantseanus se manteve viva durante incríveis 24 horas imersa em nitrogênio líquido. Mais surpreendente ainda, os cientistas descobriram que essas sanguessugas são capazes de permanecer vivas entre 9 e 32 meses em temperaturas de –90 °C, que ficam abaixo da temperatura mais baixa que ocorre naturalmente na Terra.
Além disso, as sanguessugas não precisam de nenhum tempo para se aclimatar, como ocorre com outros animais tolerantes ao frio. Aliás, elas não sofrem qualquer dano ao serem expostas rapidamente a baixíssimas temperaturas e reaquecidas novamente, tanto que durante o estudo as O. jantseanus foram submetidas a esse “esfria-esquenta-esfria” 12 vezes durante o período de 2 minutos e saíram do teste ilesas.
RESISTÊNCIA
O mais curioso é que as O. jantseanus são parasitas de tartarugas de água doce nativas do leste asiático, o que significa que elas normalmente não enfrentam temperaturas extremas no ambiente no qual habitam. Contudo, não pense que toda essa demonstração de resistência serviu apenas para que as sanguessugas batessem recordes!
Embora os pesquisadores ainda não compreendam como é que as criaturas desenvolveram essa incrível habilidade para se adaptarem a temperaturas extremas, eles acreditam que desvendar esse mistério pode ajudar na criação de novas técnicas de criopreservação.
Fonte:Popular Science
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