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segunda-feira, 2 de junho de 2014
DIAMANTES SÃO ENTRELAÇADOS EM PROCESSO QUÂNTICO
Cientistas conseguiram unir dois diamantes em um misterioso processo chamado entrelaçamento quântico, ou emaranhamento, normalmente visto em escala quântica.
Emaranhar é tão estranho que Einstein o apelidou de “ação assombrada a distância”. É um efeito bizarro onde objetos se conectam mesmo que estejam a grandes distâncias, e a ação de um afeta o outro. O efeito geralmente acontece com partículas subatômicas, e foi previsto pela teoria mecânica quântica, que governa o reino das coisas muito pequenas.
Mas agora a física conseguiu emaranhar dois diamantes macroscópicos, demonstrando que os efeitos da mecânica quântica não estão limitados a escala miscroscópica.
“Penso que é um importante passo para uma nova forma de pensar os fenômenos quânticos”, afirma o físico da Universidade de Oxford, Ian Walmsley. “Apesar da existência do fenômeno ser esperada, poder observar isso é muito excitante”.
Outro estudo recente usou o emaranhamento quântico para teleportar pedaços de luz de um local para outro. E outras pesquisas obtiveram sucesso em emaranhar outros objetos macroscópicos, mas geralmente em circunstâncias especiais, de formas especiais, em temperaturas criogênicas. Na novidade, os diamantes eram grandes e não foram preparados de forma especial nenhuma.
Walmsley, junto com uma equipe de físicos liderados por Ka Chung Lee, conseguiram o feito ao emaranhar a vibração dos cristais de diamante. Para isso, eles montaram um aparato que enviava um pulso de laser nos dois diamantes, ao mesmo tempo. Algumas vezes, o laser mudava de cor, para uma frequência menor, após bater nos diamantes. Isso representa uma perda de energia.
Já que o sistema não era fechado, eles sabiam que a energia foi usada de alguma forma. De fato, ela foi convertida em movimento vibracional para um dos diamantes (um tipo de movimento que é muito pequeno para o olho nu). Mas não havia forma de saber qual estava vibrando.
Depois, os cientistas mandaram outro pulso de laser, no sistema vibrante. Dessa vez, se a luz aparecia com frequências maiores, significava que houve ganho de energia ao absorver luz do outro diamante, parando a vibração.
Os cientistas colocaram dois detectores separados para medir a luz do laser – um para cada diamante. Se os dois não estivessem enredados, os pesquisadores esperavam que cada detector registrasse uma mudança no laser por pelo menos metade do tempo.
Mas já que eles estavam ligados, verificou-se que um detector mudava toda hora, e o outro nunca. Os dois diamantes estavam tão conectados que reagiram como uma entidade única.
“Avanços recentes no controle quântico permitem que o emaranhamento seja observado em sistema físicos, com maior complexidade e distância”, comenta o físico da Universidade de Michigan, Luming Duan, que não estava envolvido no estudo.
Para ajudar no futuro entendimento do processo, a pesquisa conseguiu ajudar a desenvolver computadores mais rápidos, chamados de processadores fotônicos, baseados nos efeitos quânticos.
O objetivo a longo prazo é conseguir atrelar o poder dos fenômenos quânticos, podendo fazer coisas com mais eficiência do que atualmente.
FONTE:LiveScience.com/17264-quantum-entanglement-macroscopic-diamonds.html
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
PLANETA COBERTO DE DIAMANTE É DUAS VEZES MAIOR DO QUE A TERRA
O exoplaneta “55 Cancri e” gira em torno de uma estrela, assim como a Terra gira ao redor do sol. Mas, ao invés de água, o planeta é coberto por carbono, na forma de diamante e grafite.
Um diamante nada modesto, por sinal: o raio de 55 Cancri e é o dobro da Terra, e sua massa é oito vezes maior que o nosso planeta. Pelo menos um terço da massa do planeta é feito de diamante.
Essa foi a primeira vez em que astrônomos identificaram um planeta feito de diamantes que está em torno de uma estrela semelhante ao sol (esse não é o único planeta coberto por diamantes conhecido).
A rotação do planeta brilhante é fundamentalmente diferente do nosso, entretanto. Ele completa a volta ao redor de sua estrela em 18 dias, em contraste com os 365 dias da Terra.
Esse exoplaneta fica a 40,3 anos-luz de distância da Terra e orbita a estrela 55 Cancri, que é visível a olho nu, na constelação de Câncer.
Nem se pudéssemos chegar perto desse planeta poderíamos encostar no diamante, pois a temperatura média no local é de 5100 °C. Pesquisadores acreditam que 55 Cancri e não tem nada de água, e parece ser composto de ferro, carboneto de silício e silicatos, além do carbono.
FONTES: DailyMail/ MSN /Reuters
DIAMANTES PODEM ARMAZENAR MILHÕES DE VEZES MAIS INFORMAÇÕES DO QUE OS COMPUTADORES ATUAIS
Cientistas na Califórnia usaram a tecnologia disponível comercialmente do padrão de folhas grandes de diamantes, com minúsculos buracos cheios de nitrogênio. Essas folhas de diamante com nitrogênio podem armazenar milhões de vezes mais informação, e ser dezenas de vezes mais rápido, do que os atuais sistemas de computador baseados em silício.
Como as folhas de diamante seriam usadas na computação é algo que ainda não foi determinado exatamente, mas as aplicações podem variar desde a concepção mais eficiente de computadores baseados em silício até o desenvolvimento de drogas e criptografia.
O nitrogênio é encontrado em diamantes desde que há diamantes; é por isso que alguns têm uma tonalidade amarela. Por anos os cientistas usaram estes nitrogênios naturais infundido nos diamantes para estudar vários aspectos da mecânica quântica.
Um supercomputador baseado em mecânica quântica requer mais precisão do que a natureza pode oferecer, assim os cientistas têm procurado uma maneira artificial de implantar matrizes de buracos de nitrogênio precisamente modelados no interior de folhas de diamante.
A chave para um quantum de diamantes com base no computador mecânico é um elétron extra no buraco. Em um computador tradicional, a informação é codificada como um “0″ ou um “1″. Em um computador quântico baseado em diamante, a informação poderia ser armazenada no giro dos elétrons. Isto significa que as informações poderiam ser armazenadas não somente como um “0″ ou “1″, mas também na direção que o elétron está girando.
O número exato é difícil de dizer, mas os cientistas afirmam que isso poderia aumentar dramaticamente o poder de processamento em comparação com os computadores de silício atuais.
Ainda assim, os diamantes provavelmente não substituirão o silício utilizado nos computadores domésticos de hoje. No entanto, os consumidores podem se beneficiar da descoberta. Um computador quântico ajuda a modelar certos problemas extremamente complexos, segundo os pesquisadores.
Os diamantes não são uma aposta certa para um computador quântico, mas certamente são uma boa opção por causa dessa pesquisa.
FONTE: MSN
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