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quarta-feira, 11 de novembro de 2015
ROBÔ ACELERA AS PESQUISAS DE TRATAMENTO DO CÂNCER AO ENCONTRAR AS COMBINAÇÕES IDEAIS DE MEDICAMENTOS
Doenças complexas como o câncer são hoje tratadas com uma combinação de várias drogas diferentes. Essas combinações são compostas de drogas eficazes, mas não constituem necessariamente as melhores combinações possíveis.
Agora, um novo sistema inteligente pode encontrar a combinação ideal, acelerando as pesquisas para o tratamento do câncer.
O “laboratório robô” foi desenvolvido na Universidade Uppsala por um grupo de pesquisadores liderados por Mats Gustafsson, professor de Medicina Bioinformática.
O sistema planeja e conduz experimentos com várias substâncias, e tira suas próprias conclusões com os resultados que chega. O procedimento começa com a geração de uma “população inicial” de combinações de medicamentos. Em cada iteração, o sistema propõe uma nova geração de combinações de fármacos com base nos resultados obtidos. O procedimento se repete até que todos os critérios pré-definidos estejam atendidos.
Em vez de apenas combinar duas substâncias de cada vez, o “robô” consegue lidar ao mesmo tempo com uma dúzia de drogas. A meta futura é que ele lide com centenas.
A ideia é aperfeiçoar gradualmente as combinações das substâncias de modo que matem as células cancerosas sem danificar as células saudáveis.
Gustafsson explica que há alguns desses “laboratórios robôs” espalhados no mundo, mas ele e os pesquisadores focaram no novo sistema para observar as combinações que matam as células cancerosas, sem causar os efeitos colaterais.
O próximo passo é tornar esse sistema ainda mais automatizado e mais inteligente. Os cientistas também querem aperfeiçoar o algoritmo que guia o robô, como o conhecimento prévio sobre o alvo das drogas na evolução das doenças.
Outra coisa é que, algumas vezes, as células cancerígenas desenvolvem resistência contra a medicação utilizada, fazendo com que o câncer reincida várias vezes no paciente. O novo sistema poderá encontrar novas combinações de medicamentos que tornem essas células sensíveis novamente.
FONTE:http://ofuturodascoisas.com/robo-acelera-as-pesquisas-de-tratamento-do-cancer-ao-encontrar-as-combinacoes-ideais-de-medicamentos/
quarta-feira, 4 de junho de 2014
SAIBA COMO OS MEDICAMENTOS VIAJAM ATRAVÉS DO CORPO
A farmacologia é o campo científico que estuda como o organismo reage aos medicamentos e como os medicamentos afetam o corpo.
Os cientistas estão interessados em muitos aspectos da farmacologia, incluindo um chamado farmacocinética, que lida com a compreensão de todo o ciclo de vida de um medicamento dentro do corpo.
Saber mais sobre cada um dos quatro estágios principais de farmacocinética, ajuda a conceber medicamentos que são mais eficazes e que produzem menos efeitos colaterais.
Conheça de forma rápida e simples cada um desses quatro estágios e tenha uma visão mais global da viagem dos medicamentos dentro do nosso corpo.
1. Absorção
A primeira fase é a absorção. Os medicamentos são absorvidos quando viajam desde o local de administração para a circulação do corpo.
Algumas das formas mais comuns para administrar fármacos são orais (engolir um comprimido), intramuscular (receber uma vacina), subcutânea (injeção de insulina), por via intravenosa (quimioterapia) ou transdérmica (com um adesivo de pele).
Os medicamentos tomados por via oral, são transportados através de um vaso sanguíneo especial indo do trato digestivo para o fígado, onde uma grande quantidade de medicamento é dividida. Outras vias de administração contornam o fígado, entrando na corrente sanguínea diretamente, ou através da pele ou dos pulmões.
2. Distribuição
Assim que um fármaco é absorvido, a próxima etapa é a distribuição. Na maioria das vezes, o sangue é o veículo para o transporte de medicamentos em todo o corpo. Durante esta etapa, os efeitos colaterais podem ocorrer quando um medicamento tem um efeito num local que não seja o seu alvo.
Para aliviar a dor, o órgão-alvo pode ser um músculo dorido na perna; a irritação do estômago pode ser um efeito colateral. Fármacos destinados ao sistema nervoso central enfrentam uma barreira quase impenetrável chamada barreira hemato-encefálica, que protege o cérebro de substâncias potencialmente perigosas, tais como venenos ou vírus.
Felizmente, os farmacologistas desenvolveram várias formas para infiltrar alguns fármacos através dessa barreira. Outros fatores que podem influenciar a distribuição incluem proteínas e moléculas de gordura no sangue que pode prender as moléculas do fármaco inpedindo-as de atuar.
3. Metabolismo
Depois de um medicamento ser distribuído por todo o corpo e fazer o seu trabalho, deve ser metabolizado. Tudo o que entra na corrente sanguínea - seja ingerido, injetado, inalado ou absorvido através da pele - é levada para a fábrica de processamento químico do corpo, o fígado.
Lá, as substâncias são quimicamente atacadas, torcidas, cortadas, coladas e transformadas por proteínas chamadas enzimas. Muitos dos produtos de degradação enzimática, ou metabolitos, são quimicamente menos ativos do que a molécula original.
Diferenças genéticas podem alterar a forma como certas enzimas trabalham, afetando também a sua capacidade de metabolizar. Produtos e alimentos à base de plantas, que contêm muitos componentes ativos, podem interferir com a capacidade do organismo em metabolizar.
4. Excreção
O fármaco agora inactivo sofre a fase final do seu tempo no corpo, a excreção. Esta remoção ocorre através da urina ou fezes. Ao medir a quantidade de um fármaco na urina (e também no sangue), os farmacologistas clínicos podem calcular como uma pessoa está a processar o fármaco.
Tal fato pode ajudar os médicos a fazer uma alteração da dose prescrita ou mesmo no medicamento. Por exemplo, se o medicamento está a ser eliminado de forma relativamente rápida, pode ser necessária uma dose mais elevada ou uma troca de medicamento.
fonte: Livescience.COM/45241-medicine-journey-through-body-nigms.html
quarta-feira, 28 de maio de 2014
AS INDUSTRIAS FARMACÊUTICAS BLOQUEIAM MEDICAMENTOS QUE CURAM,PORQUE NÃO SÃO RENTÁVEIS
O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.
Richard J. Roberts: "É habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores". Foto de Wally Hartshorn
Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.
A investigação pode ser planeada?
Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.
Parece uma boa política.
Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada ...
E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual trabalho.
Como nasceu?
A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.
Uma aventura.
Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.
Foi cientificamente produtivo?
Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o câncer, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.
O que descobriu?
Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de introns no DNA eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).
Para que serviu?
Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.
Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?
É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espetacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde... Eu tenho as minhas reservas.
Entendo.
A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.
Explique.
A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais ...
Como qualquer outra indústria.
É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.
Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.
Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.
Por exemplo...
Verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença ...
E por que pararam de investigar?
Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crônica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.
É uma acusação grave.
Mas é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crônicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.
Há dividendos que matam.
É por isso que lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.
Um exemplo de tais abusos?
Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.
Não fala sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.
Os políticos não intervêm?
Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.
Há de tudo.
Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…
fonte:http://www.esquerda.net/artigo/farmac%C3%AAuticas-bloqueiam-medicamentos-que-curam-porque-n%C3%A3o-s%C3%A3o-rent%C3%A1veis
domingo, 25 de maio de 2014
O CAFÉ PODE CORTAR O EFEITO DE DETERMINADOS MEDICAMENTOS
O excesso de cafeína no corpo é ignorado pela a maioria das pessoas que raramente consideram os efeitos colaterais da bebida como:
inquietação
dificuldade em adormecer à noite.
Imagine que o café também pode ter outras consequências em pessoas que tomam determinados medicamentos.
Estudos mostram que mais de uma dezena de medicamentos, desde antidepressivos até drogas para tireoide e osteoporose, podem ser afetadas pelo consumo de café.
Um número destes medicamentos, incluindo alguns antidepressivos, antibióticos e anticoncepcionais, bloqueia uma enzima conhecida como CYP1A2, que ajuda a metabolizar a cafeína. Como resultado, a cafeína pode persistir no organismo por várias horas mais que o normal.
Fonte: NewYorkTimes
terça-feira, 1 de abril de 2014
PELE ELETRÔNICA PODE ARMAZENAR DADOS E ADMINISTRAR MEDICAMENTOS
Um novo tipo de sensor fácil de usar e repleto de nanopartículas pode ajudar a diagnosticar e tratar doenças pelo armazenamento e transmissão de dados e, em seguida, administrar medicamentos quando for o caso.
Essa pele eletrônica pode armazenar dados e administrar medicamentos
Sensores de pele – que têm uma variedade de nomes, incluindo epidérmicas eletrônicas e tatuagens eletrônicas – há muito conseguem registar medições fisiológicas para ajudar a controlar a saúde e monitorar a cicatrização. Este novo protótipo, no entanto, é multifuncional.
Desenvolvido por Kim Dae-Hyeong, da Universidade Nacional de Seul e seus colegas, a pele eletrônica não só registra e monitora parâmetros de saúde, mas também armazena os dados localmente e libera medicamentos conforme o necessário.
Para ajudar a executar tarefas de diagnóstico e terapêuticas, os dispositivos integram sensores de elásticos, memórias e atuadores, e eles são todos feitos de nanomateriais: nanomembranas de silício para detecção de movimento, nanopartículas de ouro para armazenamento de dados RAM, e nanopartículas de sílica carregadas com drogas dentro do atuador térmico, ou microheater. Todas estas pequenas peças são mergulhadas em um remendo macio – com cerca de 4 centímetros de comprimento, 2 centímetros de largura e 0,003 milímetros de espessura – que pode esticar e dobrar com a sua pele.
Veja como ele funciona. A atividade muscular mede e registra o pulso humano, o que ajuda a diagnosticar doenças neurológicas relacionadas com o movimento, como Parkinson ou epilepsia. Em seguida, os dados gravados desencadeiam a liberação de agentes terapêuticos (contidos nas nanopartículas de sílica) por meio do atuador térmico, o que permite que a droga se difunda para a pele. Para evitar queimaduras, um sensor de temperatura (feito de nanomembranas de silício) monitoriza a temperatura da pele.
FONTE:misteriosdomundo
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
MEDICAMENTOS COMUNS PARA OSTEOPOROSE PODEM DOBRAR RISCO DE CÂNCER DE ESÔFAGO
Segundo um estudo britânico, o uso de medicamentos a base de bifosfonatos, comuns para tratar osteoporose, por mais de cinco anos pode dobrar o risco de ter câncer de garganta ou de esôfago.
O estudo analisou dados de homens e mulheres com idade superior a 40 anos que tiveram ou câncer de esôfago, ou câncer de estômago, ou câncer de cólon e reto, diagnosticados entre 1995 e 2005.
Pessoas com 10 ou mais prescrições de bisfosfonatos, ou que tomaram esses remédios durante cerca de cinco anos, tinham quase o dobro de risco de câncer de esôfago.
Na Europa e na América do Norte, a incidência do câncer de esôfago entre a idade de 60 a 79 anos é normalmente de 1 por 1.000 habitantes ao longo de cinco anos, e este número aumenta para cerca de 2 por 1.000 considerando cinco anos de bifosfonatos orais.
Em pessoas que tinham uma ou mais prescrições anteriores para bifosfonatos orais, o risco de desenvolvimento de câncer de esôfago foi de 30% mais elevada do que naqueles que nunca tinham tomado a droga. Já com o câncer de estômago e intestino, os investigadores não encontraram nenhuma ligação.
Os bifosfonatos são uma classe de drogas prescritas para ajudar a prevenir fraturas ósseas e compensar a fraqueza do osso associada com menopausa e osteoporose. Alguns exemplos são Merck & Co’s Fosamax, Roche’s Boniva, Novartis’s Reclast e Warner Chilcott’s Actonel.
Como esses remédios são bastante prescritos, especialmente para pessoas mais velhas, os especialistas acreditam que ainda não devem discutir sua retirada do mercado, apesar dos resultados preocupantes.
Os motivos para tal é que essa é a primeira pesquisa no assunto, o que, para os cientistas, significa que mais estudos são necessários para se tirar uma conclusão, além da raridade do câncer de esôfago – o que significa que mesmo um risco dobrado continua sendo baixo.
No entanto, os pesquisadores afirmam que é preciso tomar cuidado. Como os medicamentos são bastante comuns e os casos de osteoporose estão aumentando, seria interessante que os médicos ficassem atentos e considerassem risco versus benefício quando prescrevessem as drogas.
O conselho dos pesquisadores, enquanto não saem mais pesquisas sobre os riscos a longo prazo do remédio, é que os médicos acompanhem os casos prescritos da medicação para cortar seu uso se for preciso.
FONTE:Reuters
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
BAYER: "NÃO CRIAMOS MEDICAMENTOS PARA OS ÍNDIOS, MAS PARA AQUELES QUE PODEM PAGAR"
A farmacêutica alemã Bayer, uma das maiores empresas do mundo no seu sector produz medicamentos "para quem pode pagar", segundo declarações de altos representantes da empresa.
"Nós não produzir medicamentos para os índios. Nós produzimos para pacientes ocidentais que podem pagar", disse o CEO da Bayer, Marijn Dekkers, citado pela revista Bloomberg Business Week '.
Dekkers disse estas declarações em referência às novas licenças de propriedade sobre patentes farmacêuticas que estão sendo implementadas pelo Governo da Índia, uma iniciativa que terá impacto para os fabricantes locais para produzir medicamentos genéricos a um preço mais barato e acessível para toda a população.
A medida destina-se a tratamentos para o cancro , o HIV e diabetes, de acordo com a revista, mas o governo indiano pretende expandi-lo para 20 medicamentos.
Novas licenças permitem que qualquer empresa no país asiático produza essas mesmas fórmulas, sem o consentimento do titular da patente, sem receber o pagamento pelo seu uso.
A medida tem como objetivo colocar pressão sobre os fabricantes para reduzir os preços e estes serem competitivos com os genéricos, além de atender às necessidades de seus cidadãos mais pobres.
Estas licenças com uma empresa local já desenvolveu um anti cancerígeno genérico Bayer que custa 97% menos do que o original.
Mas esta iniciativa irritou o farmacêutico alemão, que decidiu trazer à justiça india argumentando que essas licenças constitui "roubo". No entanto, os médicos Médicos Sem Fronteiras citados pelo jornal online Public acreditam que este caso "reflete a maneira perversa em que desenrola hoje o desenvolvimento de medicamentos. As farmacêuticas estão claramente focadas em ganhos de multiplicar e fazer empurrar de forma agressiva com o objetivo de patentes e aumentar os preços."
Lamento, foi uma resposta rápida " em discussão veio à luz de uma maneira que eu não tinha a intenção. Ele não pode ser mais ao contrário do que eu quero e o que fazemos na Bayer ", disse Dekkers após se desculpar pelos seus comentários.
Fonte: Rússia Today
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
SALVE O PLANETA, SALVE SUA PELE
Cultive sangue bom
Muita gente sobrevive a uma leucemia, ou a um linfoma, graças a uma pequena flor rosa e a micro-organismos habitantes do chão. Uma das quimioterapias que aplaca esses males se chama ABVD. É um coquetel dos medicamentos adriamicina, bleomicina, vimblastina e dacarbazina. O “A” e o “B” derivam de bactérias da natureza – uma linhagem desenvolvida a partir de uma amostra de solo do terreno de um castelo italiano do século 13. O “V” tem origem na flor Catharanthus roseus, ou maria-sem-vergonha, nativa de Madagascar (África). Nos anos 1950, pesquisadores de uma grande empresa farmacêutica começaram a estudar propriedades dela. Um dos resultados foi a criação do remédio, a vimblastina, que ajuda a devolver a vida a pessoas com cânceres até então rotineiramente fatais.
Muitas dessas pessoas com quem conversei na apuração desta reportagem contaram que são eternamente gratas aos médicos e à indústria. Pouquíssimas disseram “Caramba, a natureza acabou de salvar minha vida!”. Talvez porque costumamos subestimar o meio ambiente. Ele faz grandes coisas pelo homem o tempo todo – sim, mesmo quando nossa saúde está perfeita.
Exemplo: muito do ar de que precisamos vem da Prochlorococcus, bactéria desconhecida até 1986. Ela vive nos oceanos e é um dos organismos mais abundantes no planeta – um mililitro de superfície do mar pode ser casa de 100 mil Prochlorococcus. Ainda bem. Essa bactéria produz cerca de 20% do oxigênio do mundo. As plantas e mais micro-organismos fazem os outros 80%.
Procrie, ou apenas transe, sem problemas
Tomando cerveja com um amigo numa noite qualquer, eu me queixava sobre a resposta das pessoas a uma pesquisa britânica que pedia a definição de biodiversidade. Muitas falaram: “É uma marca de sabão em pó!”. Biodiversidade refere-se ao número de diferentes plantas e animais que vivem em uma região. Mas a palavra também se transformou numa espécie de abreviatura ligada à saúde de todo o planeta – e à sua. E o prognóstico não é bom.
Por causa da superpopulação humana, do desmatamento desenfreado, do uso excessivo de combustíveis fósseis e mais indisciplinas do homem, espécies estão desaparecendo num ritmo ocorrido pela última vez há 65 milhões de anos: a era catastrófica em que os dinossauros foram extintos. “Muito deprimente”, respondeu meu amigo. “Se quer mesmo que os homens se importem com a biodiversidade, diga que ela ajuda a viver mais e a transar sem problemas.” O que é verdade.
No Brasil, o câncer de testículo assola cerca de 8.300 pessoas por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Felizmente, já é um dos tipos de câncer mais curáveis. Ponto para a natureza! Sessões de quimioterapia contra esse mal contam com três potentes medicamentos. Um é a cisplatina, derivada do metal platina. A bleomicina é feita a partir de uma bactéria. O etopósido vem de raízes de uma planta do Himalaia, a Podophyllum hexandrum, ou himalayan mayapple. Antes de usar esse trio, os médicos conseguiam curar apenas 10% dos casos de câncer de testículo. Hoje, a chance de sobrevivência é de 70%, em média.
Sim, o futuro da vida na terra e a possibilidade de sexo esta noite podem ser proposições intimamente relacionadas. Há não muito tempo, fui visitar um mercado de remédios tradicionais em Durban (África do Sul). Meu guia era Jabulani Dhlamini. Enquanto me mostrava algumas ervas, ele contou que anos atrás fora até a Universidade de KwaZulu-Natal com um saco de lascas das raízes de uma planta forrageira que diziam curar impotência masculina. O nome científico desse vegetal é Eriosema kraussianum, mas em Zulu tem mais poesia: chama-se bangalala.
Os químicos da universidade isolaram cinco compostos da planta, submetendo-os a testes no tecido peniano de coelhos. Uma das substâncias apresentou 75% da eficácia do sildenafil, princípio ativo de muitos remédios para impotência. A biodiversidade também nos oferece sexo melhor.
TENHA UMA CORAÇÃO FORTE
A natureza ainda merece ilustre crédito pelas impressionantes melhorias em nosso bem-estar cardiovascular. Segundo o Ministério da Saúde, entre 1996 e 2006 caiu em 20,5% o número de pessoas que falecem por doenças cardiovasculares – a principal causa de morte no Brasil. Uma víbora e um fungo influenciaram muito essa boa estatística.
No Japão e na Inglaterra, pesquisadores começaram a criar a classe de medicamentos chamados estatinas nos anos 70. Desenvolvidas a partir de fungos (parentes dos que nos deram o antibiótico penicilina), as estatinas revelaram notável capacidade de derrubar o nível de colesterol ruim (LDL) em nosso organismo – e ele é um dos grandes responsáveis pelo entupimento de artérias. Logo, aqueles fungos proporcionaram menos infartos e derrames: o uso das estatinas aumentou nos anos 90.
Mas o upgrade na saúde cardiovascular do homem também é cortesia da jararaca, serpente brasileira e uma das mais perigosas da América do Sul. O veneno dela provoca queda acentuada e repentina na pressão sanguínea, descobriram cientistas do Brasil na década de 40. A arma da jararaca age na angiotensina, composto presente no sangue que eleva a pressão. Daí nasceu outra importante classe de medicamentos: os inibidores ECA (têm efeitos na enzima de conversão de angiotensina). São altamente eficazes contra hipertensão e insuficiência cardíaca.
MANTENHA A FORMA
Está surpreso? Tem mais. Poderia imaginar que um caracol do Oceano Pacífico, o Conus magnus, nos daria um analgésico, a ômega-conotoxina, que não possui os efeitos viciantes da morfina e é mil vezes mais potente? E que uma espécie de pinheiro da Costa do Pacífico, o Taxus brevifolia, renderia uma substância, a paclitaxel, que ajuda a combater câncer de seio e ovário, e mostra-se promissora no tratamento do câncer de próstata? Pois rolou. E muito mais virá por aí – se o homem prezar mais a biodiversidade, claro.
“Precisamos seguir na investigação dos micróbios que estão em todos os lugares, inclusive em nosso corpo, e que nos mantêm saudáveis”, disse-me Daniel Gruner, ecologista da Universidade de Maryland (EUA). “Com a ajuda de análises genéticas, estamos começando a identificá-los e entender como funcionam.” Pessoas obesas, por exemplo, tendem a possuir maior proporção de um grupo bacteriano altamente eficiente em extrair nutrientes dos alimentos. Isso talvez ajude a explicar por que sujeitos com sobrepeso podem investir numa dieta igual à dos amigos mais magros e não perder quilos com facilidade. Entender a biodiversidade nesse nível, e aprender a manipulá-la, dá aos médicos mais uma ferramenta para nos manter saudáveis – e em forma.
DÊ SAÚDE ÀS GERAÇÕES
Estima-se que cerca de 400 mil espécies de planta habitam a Terra, além de um número não calculado de insetos, invertebrados marinhos, fungos e bactérias, cada um equipado com algum arsenal químico. “Examinamos apenas uma pequena porcentagem de plantas contra um grande número de possíveis doenças”, afirma James S. Miller, vice-presidente de ciência do centro internacional de plantas do Jardim Botânico de Nova York (EUA). Milhões de insetos e outras pequenas espécies mal foram classificados pelos pesquisadores.
“É profunda a nossa dependência das plantas, animais e micróbios em todos os aspectos de nossa sobrevivência”, destaca Gruner. Ele fala com um conhecimento de causa que extrapola o alto credenciamento científico que construiu. Quando tinha 15 anos, o ecologista derrotou uma leucemia – viva aquela pequena flor rosa! Também queremos que a natureza ainda apresente respostas caso nós, nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos precisemos de ajuda para salvar nossas vidas. Certo? Faça o que puder para preservar a Terra. Sempre.
BOLDO: As folhas podem deter crescimento de melanomas, segundo estudo italiano. Faça um chá com elas. Ponha três folhas em uma xícara (chá) e, em seguida, jogue água fervente. Se quiser amenizar o gosto amargo, adicione na xícara um cravo ou uma fatia de gengibre.
CURCUMINA: Componente do açafrão-da-índia, é poderoso anti-inflamatório, segundo relatório no periódico Alternative Medicine Review (EUA). Pode retardar o crescimento de vários tipos de câncer. Espalhe meia colher (sopa) de açafrão-da-índia no peixe ou no frango.
UNHA-DE-GATO: Tome chá dessa planta – você acha em lojas de produtos naturais. De acordo com estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA), unha-de-gato pode retardar a decomposição do colágeno nas juntas. Na América do Sul, ainda é usada para combater febres e úlceras.
FONTE: MENSHEALTH
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