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sábado, 1 de julho de 2017
CONHEÇA OS VENENOS QUE SALVAM VIDAS
Como parte da medicina, a biomedicina é responsável por encontrar as substâncias tóxicas originadas no mundo animal que possam curar doenças. Abaixo, alguns exemplos de venenos que estão sendo estudados para combater algumas das patologias mais complicadas que afligem os humanos.
- Víboras para combater o Alzheimer: O veneno da víbora de Russell (Daboia russellii) contém uma molécula poderosa que seria capaz de fragmentar a proteína beta-amiloide, responsável pelo Alzheimer.
- Aranhas para combater a distrofia muscular: O veneno da aranha Rosa Chilena (Grammostola rosea) possui uma proteína que evita a deterioração das células musculares. Embora não cure a distrofia, consegue parar a degeneração muscular.
- Anêmonas para combater a obesidade: O veneno da anêmona Stichodactyla helianthus possui uma toxina que seria capaz de agir no sistema imunológico para regular o ritmo metabólico, ativando a boa gordura.
- Caramujos para combater as dores: Os conus produzem um tipo de toxina que modifica seletivamente a transmissão de sinais entre neurônios, o que permitiria bloquear a dor cem vezes mais que a morfina e sem causar vício.
-Monstro-de-gila para combater a diabetes: Esse lagarto possui um veneno na saliva que permite tratar diabetes, fazendo com o que o pâncreas produza insulina e que o estômago se esvazie lentamente, de modo que a glicose possa ser absorvida em maior quantidade.
- Pererecas para combater o câncer: A perereca Phyllomedusa sauvagii excreta proteínas que poderiam influenciar no crescimento dos vasos sanguíneos, impedindo a chegada de sangue aos tumores.
- Serpentes para combater a hipertensão: O veneno da jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) possui uma substância tóxica capaz de diminuir a pressão arterial. Dela deriva um medicamento que hoje já é receitado no mundo inteiro para tratar a hipertensão.
FONTE: https://megaarquivo.wordpress.com/2017/06/
domingo, 16 de agosto de 2015
CONHEÇA 7 DECISÕES ESTÚPIDAS QUE DE ALGUMA FORMA SALVARAM VIDAS
Todos nós achamos que sabemos o que é bom ou ruim para nós mesmos. Conseguimos, com certa frequência, diferenciar uma atitude inteligente de uma grande e retumbante estupidez. Por exemplo, comer frutas e verduras é bom. Dar um tiro na própria cabeça com um rifle é ruim.
Bom, nem tanto. O corpo humano é um conjunto ridículo de falhas evolutivas que está constantemente encontrando maneiras de nos surpreender e mudar nossas convicções sobre o que é certo ou errado. Nos casos mostrados a seguir, pelo menos, todas as decisões extremas que parecia ser uma grande estupidez e tinha grandes chances de dar completamente errado, de alguma forma, acabou salvando vidas.
1. O homem que superou um transtorno obsessivo-compulsivo com uma lobotomia acidental
Em 1988, um jovem conhecido apenas como George estava sendo atormentado por tiques obsessivo-compulsivos graves que o prendiam em um ciclo interminável de banhos e lavagens das mãos. Essa condição esmagadora levou George a desistir da escola e do trabalho. Sua mãe, que aparentemente não era muito boa nessa função, eventualmente disse a seu filho que cometesse suicídio já que ele achava que as coisas estavam realmente assim tão ruins. O perturbado jovem de 19 anos de idade levou o conselho a sério e colocou um rifle .22 na boca. Naturalmente, os conhecedores de suicídio dizem que você nunca deve tentar se matar com uma bala na boca, para que você não sobreviva com alguns efeitos colaterais imprevistos. George aprendeu essa lição de imediato. Ele não conseguiu se matar, mas conseguiu destruir parte do seu lobo frontal esquerdo. É importante mencionar que, depois de centenas de anos de estudo, os cientistas ainda têm menos compreensão sobre como o cérebro funciona do que sobre a composição de um átomo. Nós não sabemos, por exemplo, como intencionalmente retirar cirurgicamente o transtorno obsessivo-compulsivo de alguém. Mas descobriu-se que, por pura sorte, perder parte do cérebro acabou com os sintomas de George. Surpreendentemente, os médicos não detectaram nenhuma outra lesão cerebral e determinaram, através de numerosas avaliações psicológicas, que o seu QI não foi afetado. George voltou para a escola e passou a ter um desempenho muito bom. Já seu relacionamento com sua mãe permaneceu instável, na melhor das hipóteses.2. O homem que voltou a enxergar por causa do Whisky
O neozelandês Denis Duthie é um diabético que toma cinco medicamentos diferentes para a sua doença. Isso já é arriscado o suficiente, portanto, é geralmente não aconselhável ir em frente e adicionar álcool à equação. Mas isso foi exatamente o que Duthie fez em uma festa de aniversário de casamento, em 2012, quando ele jogou o cuidado fora e decidiu tomar uma garrafa inteira de vodka, talvez só para ver o que acontecia. O que aconteceu foi que ele desmaiou, o que até é de se esperar, só que ele descobriu que continuava às escuras depois de acordar. Duthie estava cego. Depois de correr para o hospital, os médicos determinaram que sua cegueira era devido à toxicidade do formaldeído, que normalmente é o tipo de coisa que você tem que se preocupar apenas se você bebe um removedor de esmalte, mas, aparentemente, juntar vodka a uma mão cheia de comprimidos pode ter o mesmo efeito. O mais interessante é que o formaldeído é neutralizado justamente pelo álcool. O hospital não tinha qualquer álcool disponível, então só havia uma única solução para salvar a vida e a visão de Duthie. Eles enviaram alguém para a loja de bebidas mais próxima para comprar 1 litro de Johnnie Walker Black Label. Eles administraram o uísque medicinal, e Duthie acordou com a visão restaurada.3. A doença de Lyme de uma mulher que foi curada após um ataque de abelhas
Quando tinha vinte e sete anos de idade, Ellie Lobel foi mordida por um carrapato que deixou sua marca nela pelos 15 anos seguintes. A mordida deixou Lobel com a doença de Lyme, uma condição bacteriana que deixa suas vítimas com sintomas permanentes de gripe e uma agonizante dor no corpo inteiro. Após 15 anos de tratamentos e lutando para sequer sair da cama de manhã, Lobel eventualmente tornou-se suicida. Decidida a deixar a doença fazer seu curso e matá-la, parou com as terapias e se mudou para a Califórnia, para viver o tempo que tinha perdido. Mas as coisas só pioraram. Como prova de que os insetos estavam planejando uma grande vingança contra ela, ela foi atacada por um enxame de abelhas africanas assassinas. E, é claro, Lobel era mortalmente alérgica a abelhas. Como ela estava esperando viver apenas mais alguns meses de qualquer maneira, quando as abelhas vieram para cima (ao melhor estilo Meu Primeiro Amor, só que com resultados um pouco menos dramáticos neste caso), ela pesou suas outras opções e decidiu que era a hora. Ela se recusou a ser levada para o hospital e pediu apenas para ser levada para a cama e ter seu cadáver retirado na parte da manhã. Mas não só Lobel não morreu com o ataque, o que já é bastante incomum (mesmo que ela não fosse alérgica, essas abelhas são chamadas de “assassinas” por uma razão), ela também descobriu que sua dor começou a ir embora. Depois de algumas semanas, parecia que ela estava de alguma forma completamente livre da doença de Lyme. Os médicos não têm ideia do que aconteceu. Lobel tentou pesquisar a sua recuperação milagrosa e encontrou um estudo muito obscuro de 1997 que sugeria que o veneno das abelhas pode matar bactérias associadas com a doença de Lyme. Portanto, é possível que Lobel tenha simplesmente tropeçado em um tratamento não convencional que não foi amplamente estudado, pois o juramento de Hipócrates infelizmente proíbe em grande parte que se libere uma horda de abelhas assassinas em um paciente para fins de investigação.4. Um homem que teve a morte evitada quando seu cão comeu o dedão do seu pé
O americano Jerry Douthett começou a suspeitar de que algo podia estar errado quando o dedão do seu pé começou a apodrecer e vazar um líquido bizarro, mas decidiu apenas ficar de olho, apesar da insistência de sua esposa, uma enfermeira, de que esta é uma daquelas situações em que você provavelmente deve consultar um médico. Uma noite, o casal foi para um bar e Jerry começou a trabalhar no tipo de ressaca que se conta para os netos. Depois que ele desmaiou, sua esposa levou-o para casa e o colocou na cama para dormir. Algum tempo depois, ele acordou e descobriu que tinha aparentemente perdido todo o seu dedo. Enquanto isso, o cão da família, um terrier Jack Russell chamado Kiko, estava lambendo os beiços e usando aquela expressão canina tão familiar que diz “O quê?”. Depois de Jerry ter sido levado às pressas para o hospital, os médicos o diagnosticaram com diabetes tipo 2 e revelaram que ele tinha acabado de evitar a morte. A diabetes tinha lhe dado uma infecção no pé que, se ele deixasse sem tratamento por mais tempo, teria progredido em todo seu corpo e o matado. Sua salvação foi o fato de que Kiko tinha escapado durante a noite e realizado, digamos, uma cirurgia salva-vidas de improviso comendo o dedo do dono – o que possivelmente não foi a coisa mais nojenta que ele comeu naquele dia. Aparentemente, a carne podre diabética é atraente para cães porque exala um cheiro que é ao mesmo tempo doce e, bem, de carne. É incerto se Kiko reconheceu que era parte de seu dono que ele estava comendo.5. A lenda do beisebol que curou uma lesão no ombro ao acidentalmente se auto-eletrocutar
Roy Oswalt, jogador de beisebol, chegou muito perto de se aposentar depois que sofreu uma lesão no ombro em 1999. Fora dos gramados ao ter o ombro rasgado durante um jogo contra o Michigan Battle Cats, Oswalt não tinha certeza se seria capaz de lançar uma bola e jogar novamente. Prejudicado pela constante e intensa dor no braço, Oswalt foi para casa, no estado americano do Mississippi, a fim de descansar e esperar que o tempo saciasse os demônios invisíveis que empurravam lanças flamejantes em seus ombros. Enquanto ele estava em casa, contentou-se com alguns passatempos no dia a dia, como consertar sua picape ano 1985. Em uma destas aventuras mecânicas, enquanto estava com o cotovelo enfiado profundamente no motor do carro para consertar alguma coisa, Oswalt acabou segurando um cabo de vela no momento em que o motor foi ligado, que começou a bombear energia elétrica através de seu corpo. Se ele fosse um desenho animado, provavelmente seu cabelo estaria bastante espetado e seu esqueleto à mostra em piscadas rápidas de luz. De acordo com Oswalt, depois que ele acordou na calçada, seu ombro imediatamente parecia melhor. Hollywood nos ensina que a eletricidade é uma cura para basicamente tudo, inclusive a morte, e esta é uma ocasião em que isso foi, de certa forma, provado. No dia seguinte, Oswalt descobriu que ele era capaz de lançar uma bola novamente sem problemas. O médico confirmou sua recuperação milagrosa, teorizando que o choque tinha de alguma forma soltado o tecido cicatricial que estava impedindo o braço de curar corretamente. Uma semana depois, Oswalt voltou a arremessar bolas ultrarrápidas, e o resto é história.2. A epilepsia curada por manteiga e queijo
Charlie Smith, um garoto de seis anos da cidade inglesa de Epsom, teve centenas de convulsões epilépticas diárias até que mudou sua dieta. Antes de sua descoberta, sua epilepsia grave estava sendo “tratada” por um coquetel de drogas que se saíram um pouco pior do que nada, devido a uma série de efeitos colaterais desagradáveis e nenhum efeito perceptível sobre as crises reais. Como último recurso, seu médico sugeriu que ele abandonasse de vez as drogas e em vez disso se ocupasse com uma dieta extremamente rica em gordura. Era de se esperar que isso não resultasse em nada também, mas, incrivelmente, trocar os remédios por manteiga, banha de porco e queijo parou os ataques de Charlie completamente. Um estudo recente envolvendo 20 crianças gravemente epilépticas mostrou que dietas ricas em gordura são uma solução viável. Todas as 15 crianças que conseguiram manter a dieta exibiam menos episódios epilépticos, e três delas ficaram completamente livres de crises no final do estudo. Esses resultados se mantiveram mesmo quando elas foram lentamente retiradas de suas dietas cetogênicas. O melhor palpite da ciência para descobrir como isso funciona é que comer alimentos gordurosos, enquanto evita-se os carboidratos, priva o cérebro de sua fonte de energia favorita, a glicose. Por isso, ele é forçado a ganhar energia a partir da queima de gorduras, que, embora não seja a fonte preferida de alimentos para o cérebro, também é menos propensa a desencadear convulsões. O fenômeno está sujeito a investigação, por isso, se você é epiléptico, por favor, não tome esse artigo como um endosso para substituir sua dieta por punhados gordurosos de manteiga.1. Fumar cura a Doença Inflamatória Intestinal em todo mundo
Imagine que um médico prescreve algumas pílulas, e quando você pergunta o que elas fazem, o médico responde: “Elas são viciantes, caras e matam”. Ninguém iria tomar essas pílulas, a menos que elas fossem embrulhadas em papel. Neste caso, elas se tornariam uma indústria de trilhões de dólares. Os cigarros são, basicamente, o oposto exato da medicina. A menos que você tenha Doença Inflamatória Intestinal. Nos anos 70 e 80, quando fumar era muito mais legal do que é hoje, os médicos começaram a notar um padrão curioso sobre esta doença muito específica – fumantes nunca pareciam tê-la. A investigação foi fundo o suficiente para excluir a coincidência, e agora ela é basicamente conhecida como a doença dos não-fumantes. Um estudo acompanhou 51 fumantes que fumavam quase um maço por dia e tinham sofrido de DII. Surpreendentemente, todos estavam em remissão. Para provar totalmente a hipótese, 11 desses indivíduos nem sequer exigiam medicação adicional. A única coisa é que, enquanto o efeito é claro, os cientistas não têm ideia de por que isso acontece. Pode ser que a nicotina relaxa os músculos intestinais espasmódicos. Ou poderia aumentar a produção de um muco intestinal protetor e calmante. Ou talvez ela suprima um sistema imunológico hiperativo. Parece que finalmente encontramos uma coisa boa que os cigarros fazem. Eles podem destruir todos os seus outros órgãos com alcatrão e câncer, mas seu intestino estará a salvo. fonte: cracked.com/article_22666_7-successful-medical-cures-that-should-have-killed-people.htmldomingo, 11 de janeiro de 2015
CONHEÇA 5 ALIMENTOS QUE PODEM SALVAR SUA VIDA APÓS UM ATAQUE CARDÍACO
Doenças cardíacas, incluindo o infarto, são a principal causa de morte no mundo. Se você já teve um ataque cardíaco (ou quer prevenir um), estas cinco dicas de alimentos podem te ajudar a melhorar sua saúde cardíaca.
1. Reduza o sal
Reduzir o consumo de sal reduz a pressão arterial, o que por sua vez diminui o risco de doença cardíaca e derrame. Cerca de 75% do sal que consumimos vem de alimentos processados, como batatas fritas, frutos secos salgados, sopas e molhos de pacote, conservas, tortas, salsicha, salgadinhos e pizza. Diminuir o consumo de alimentos processados e fast food vai ajudar a reduzir o consumo de sal a partir de uma média de nove gramas por dia ao máximo recomendado de seis gramas (2.300 mg de sódio). Escolha alimentos que têm menos de 120 mg de sódio por 100 gramas de alimento (verifique essas informações na embalagem). Além disso, evite adicionar sal quando estiver cozinhando.2. Tenha um consumo moderado de vinho
Embora não tomar álcool seja mais seguro para reduzir o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, o consumo moderado é associado com melhores taxas de sobrevivência quando se trata de doenças cardíacas. Em um estudo de 2013 com mais de 11 mil italianos que tiveram um ataque cardíaco recentemente, aqueles que bebiam vinho com moderação (até 500 mililitros por dia) tinham um risco 12 a 13% menor de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral ou morte por doença cardíaca ao longo os próximos 3,5 anos em comparação com não bebedores. Ao longo de sete anos de acompanhamento, quem bebia mais de 500 ml por dia tinha um risco de 15 a 20% menor de morrer em comparação com os não bebedores. Alguns dos mecanismos de proteção incluem níveis maiores de HDL (bom colesterol), melhor sensibilidade à insulina, menos inflamação e menor tendência à formação de coágulos sanguíneos. Vinho, especialmente o tinto, contém fitonutrientes incluindo flavonoides, taninos e outros compostos fenólicos que fazem bem à saúde. No entanto, para aqueles que são não bebedores, começar a beber depois de um ataque cardíaco não é necessariamente recomendado – é melhor falar com seu médico. E, como tudo na vida, o excesso não faz bem – se você é um bebedor pesado, trate de consumir menos álcool.3. Concentre-se em gorduras saudáveis
Para a saúde cardíaca ideal, é importante obter o equilíbrio certo de gorduras saudáveis versus gordura insalubres. Isso significa evitar carnes gordas, doces comerciais, bolos e biscoitos, frituras, alimentos processados e gorduras comerciais, como óleo de palma e de coco. Em vez disso, prefira gorduras monoinsaturadas, gorduras poli-insaturadas de cadeia longa (incluindo gorduras ômega-3), nozes, sementes, abacates, azeitonas, peixes oleosos, óleos monoinsaturados e poli-insaturados e margarina, incluindo o óleo de oliva e canola. Isso ajuda a reduzir o colesterol total e o colesterol LDL e otimiza o HDL (bom colesterol). Um estudo da fundação American Heart Foundation com mais de 4.000 pessoas que haviam sobrevivido a um ataque cardíaco descobriu que, entre aqueles que seguem dietas de baixo carboidrato, o consumo elevado de gorduras e proteínas animais eram prejudiciais em relação a dietas com gordura e proteína à base de plantas. Aqueles que têm maior consumo de proteína e gordura de origem animal tinham 51% mais riscos de morte por doença cardíaca.4. Coma mais frutas e legumes
Especialistas recomendam que as pessoas comam duas porções de frutas e cinco de vegetais por dia. Enquanto mais de 50% dos adultos cumprem a meta de frutas, menos de 7% das pessoas fazem isso com vegetais e legumes. Uma revisão de seis estudos com mais de 670 mil pessoas descobriu que, para cada porção extra de frutas ou legumes consumidos por dia, o risco de morrer de doença cardíaca é reduzido em um adicional de 4%. O maior consumo de fitonutrientes contidos em frutas e vegetais, tais como polifenóis, vitamina C, carotenoides e flavonoides, ajuda a diminuir o endurecimento de artérias e a coagulação do sangue. Comer mais frutas e legumes também aumenta a ingestão de potássio, que ajuda a reduzir a pressão arterial, anulando parte do efeito nocivo do sal.5. Coma mais cereais e fibras integrais
Fibras integrais fazem bem para o coração, incluindo cevada, trigo-mourisco, triguilho ou bulgur, milho, milho-miúdo, pipoca, aveia, quinoa, arroz integral, arroz selvagem, centeio, triticale (híbrido de trigo-centeio) e espelta ou trigo-vermelho. Os benefícios de saúde de algumas fibras têm sido estudados extensivamente. O beta-glucano, por exemplo, é uma fibra solúvel encontrada na aveia e cevada. Ela ajuda a reduzir o LDL (mau colesterol). Já arabinoxilano é uma fibra de trigo que melhora os níveis de açúcar no sangue e sensibilidade à insulina. Psyllium (da semente da planta Plantago ovata) pode dar um impulso extra. Ele pode ser comprado como um ingrediente seco e forma um gel quando misturado com líquidos. Funciona para reduzir a absorção de ácidos biliares no intestino delgado, o que ajuda a reduzir os níveis de gordura no sangue, incluindo colesterol e triglicéridos. Um estudo sobre o consumo de fibras em adultos que sobreviveram a um ataque cardíaco descobriu que os que consumiam mais fibras de cereais tinham um risco 27% menor de morte. Aqueles que aumentaram a sua ingestão de fibra após o ataque cardíaco tinham um risco 31% menor de morte em geral e um risco 35% menor de morrer de doença cardíaca, em comparação com aqueles que tinham a menor melhora na ingestão de fibras. Maior consumo de fibras também deixa as pessoas se sentindo mais satisfeitas, ou seja, elas comem menos.O esforço vale a pena?
Não é fácil mudar os padrões alimentares estabelecidos ao longo da vida. Será que vale a pena o esforço? Sim. Em uma pesquisa com 4.000 homens e mulheres adultos que tinham sobrevivido a um ataque cardíaco e foram acompanhados ao longo de nove anos, aqueles que melhoraram os seus hábitos alimentares tinham um risco 29% menor de morrer de qualquer coisa e um risco 40% menor de morrer de doença cardíaca em comparação com aqueles que não melhoram ou pioraram seus hábitos alimentares. As maiores melhorias feitas por homens foram comer mais grãos integrais, gorduras ômega-3, frutas e vegetais, e comer menos carne vermelha e processada, gorduras trans e sal. Para as mulheres, é bom aumentar grãos integrais e reduzir gorduras trans, carne vermelha, processados e sal. fonte: science20.com/the_conversation/5_food_tips_that_could_save_your_life_after_a_heart_attack-151841sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
TRANSPOSIÇÃO DE ÁGUA DO MAR VERMELHO PODE SALVAR MAR MORTO DA EXTINÇÃO
Pensa que só no Brasil há projetos polêmicos de transposição? No Oriente Médio, um acordo recém-assinado que prevê a transposição de água do mar Vermelho para o mar Morto também está dando o que falar.
Tudo começou há alguns anos com a constatação de que o mar Morto está fazendo jus ao nome e, até 2050, pode desaparecer para sempre. Considerado a maior depressão do planeta, o lago passa por um processo acelerado de evaporação. Em 40 anos, seu volume de água caiu dois terços – e essa perda pode se intensificar, à medida que a temperatura na região aumentar por conta do aquecimento global.
MAR MORTO
DIMINUIÇÃO DO MAR MORTO AO LONGO DOS ANOS
A solução encontrada para evitar o funeral do mar Morto? Realizar uma transposição de água do mar Vermelho. Israel, Jordânia e Autoridade Palestina – os três países que têm responsabilidade sobre as águas do lago salgado – acabam de assinar acordo que prevê a construção de um duto entre os dois pontos. O projeto, que tem o aval do Banco Mundial, tem custo final estimado em R$ 22,9 bilhões.
A ideia é extrair, anualmente, até 200 milhões de metros cúbicos de água do mar Vermelho, que cruzarão cerca de 200 quilômetros de deserto, entre Israel e Jordânia, dentro de uma tubulação, apenas com a força da gravidade – já que o mar Morto está bem abaixo do nível do mar Vermelho. Parte do recurso será dessanilizado para oferecer água potável à Jordânia e Israel. O restante, junto com os resíduos da dessanilização, será despejado no mar Morto, para evitar sua extinção.
Parece uma boa ideia? Não para os ambientalistas. O primeiro ponto defendido por eles é que os governos estão atacando o problema sem se preocupar com a causa. O mar Morto está secando por conta do consumo abusivo de água, que não será resolvido com a transposição do mar Vermelho. Cerca de 95% da água do rio Jordão que deveria desembocar no lago salgado não chega ao seu destino, porque é interceptada por jordanianos, israelenses e palestinos, sobretudo para uso na agricultura.
A segunda questão é que o mar Vermelho e o mar Morto possuem qualidade e composição química de água diferente. Ao misturá-las, podem-se gerar reações químicas perigosas, como uma crosta de gesso flutuante que poderia acelerar a morte do lago salgado.
MAR VERMELHO
Alheios às críticas, Israel, Jordânia e Autoridade Palestina seguem seus planos de transpor a água do mar Vermelho e chamam o projeto de “nada menos do que histórico”. Em um ano, eles pretendem abrir as licitações para construir o duto e a usina de dessalinização, para só depois avaliar o impacto ambiental da obra. Será que essa história vai acabar em ressuscitação ou assassinato?
FONTE:Superinteressante
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
SALVE O PLANETA, SALVE SUA PELE
Cultive sangue bom
Muita gente sobrevive a uma leucemia, ou a um linfoma, graças a uma pequena flor rosa e a micro-organismos habitantes do chão. Uma das quimioterapias que aplaca esses males se chama ABVD. É um coquetel dos medicamentos adriamicina, bleomicina, vimblastina e dacarbazina. O “A” e o “B” derivam de bactérias da natureza – uma linhagem desenvolvida a partir de uma amostra de solo do terreno de um castelo italiano do século 13. O “V” tem origem na flor Catharanthus roseus, ou maria-sem-vergonha, nativa de Madagascar (África). Nos anos 1950, pesquisadores de uma grande empresa farmacêutica começaram a estudar propriedades dela. Um dos resultados foi a criação do remédio, a vimblastina, que ajuda a devolver a vida a pessoas com cânceres até então rotineiramente fatais.
Muitas dessas pessoas com quem conversei na apuração desta reportagem contaram que são eternamente gratas aos médicos e à indústria. Pouquíssimas disseram “Caramba, a natureza acabou de salvar minha vida!”. Talvez porque costumamos subestimar o meio ambiente. Ele faz grandes coisas pelo homem o tempo todo – sim, mesmo quando nossa saúde está perfeita.
Exemplo: muito do ar de que precisamos vem da Prochlorococcus, bactéria desconhecida até 1986. Ela vive nos oceanos e é um dos organismos mais abundantes no planeta – um mililitro de superfície do mar pode ser casa de 100 mil Prochlorococcus. Ainda bem. Essa bactéria produz cerca de 20% do oxigênio do mundo. As plantas e mais micro-organismos fazem os outros 80%.
Procrie, ou apenas transe, sem problemas
Tomando cerveja com um amigo numa noite qualquer, eu me queixava sobre a resposta das pessoas a uma pesquisa britânica que pedia a definição de biodiversidade. Muitas falaram: “É uma marca de sabão em pó!”. Biodiversidade refere-se ao número de diferentes plantas e animais que vivem em uma região. Mas a palavra também se transformou numa espécie de abreviatura ligada à saúde de todo o planeta – e à sua. E o prognóstico não é bom.
Por causa da superpopulação humana, do desmatamento desenfreado, do uso excessivo de combustíveis fósseis e mais indisciplinas do homem, espécies estão desaparecendo num ritmo ocorrido pela última vez há 65 milhões de anos: a era catastrófica em que os dinossauros foram extintos. “Muito deprimente”, respondeu meu amigo. “Se quer mesmo que os homens se importem com a biodiversidade, diga que ela ajuda a viver mais e a transar sem problemas.” O que é verdade.
No Brasil, o câncer de testículo assola cerca de 8.300 pessoas por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Felizmente, já é um dos tipos de câncer mais curáveis. Ponto para a natureza! Sessões de quimioterapia contra esse mal contam com três potentes medicamentos. Um é a cisplatina, derivada do metal platina. A bleomicina é feita a partir de uma bactéria. O etopósido vem de raízes de uma planta do Himalaia, a Podophyllum hexandrum, ou himalayan mayapple. Antes de usar esse trio, os médicos conseguiam curar apenas 10% dos casos de câncer de testículo. Hoje, a chance de sobrevivência é de 70%, em média.
Sim, o futuro da vida na terra e a possibilidade de sexo esta noite podem ser proposições intimamente relacionadas. Há não muito tempo, fui visitar um mercado de remédios tradicionais em Durban (África do Sul). Meu guia era Jabulani Dhlamini. Enquanto me mostrava algumas ervas, ele contou que anos atrás fora até a Universidade de KwaZulu-Natal com um saco de lascas das raízes de uma planta forrageira que diziam curar impotência masculina. O nome científico desse vegetal é Eriosema kraussianum, mas em Zulu tem mais poesia: chama-se bangalala.
Os químicos da universidade isolaram cinco compostos da planta, submetendo-os a testes no tecido peniano de coelhos. Uma das substâncias apresentou 75% da eficácia do sildenafil, princípio ativo de muitos remédios para impotência. A biodiversidade também nos oferece sexo melhor.
TENHA UMA CORAÇÃO FORTE
A natureza ainda merece ilustre crédito pelas impressionantes melhorias em nosso bem-estar cardiovascular. Segundo o Ministério da Saúde, entre 1996 e 2006 caiu em 20,5% o número de pessoas que falecem por doenças cardiovasculares – a principal causa de morte no Brasil. Uma víbora e um fungo influenciaram muito essa boa estatística.
No Japão e na Inglaterra, pesquisadores começaram a criar a classe de medicamentos chamados estatinas nos anos 70. Desenvolvidas a partir de fungos (parentes dos que nos deram o antibiótico penicilina), as estatinas revelaram notável capacidade de derrubar o nível de colesterol ruim (LDL) em nosso organismo – e ele é um dos grandes responsáveis pelo entupimento de artérias. Logo, aqueles fungos proporcionaram menos infartos e derrames: o uso das estatinas aumentou nos anos 90.
Mas o upgrade na saúde cardiovascular do homem também é cortesia da jararaca, serpente brasileira e uma das mais perigosas da América do Sul. O veneno dela provoca queda acentuada e repentina na pressão sanguínea, descobriram cientistas do Brasil na década de 40. A arma da jararaca age na angiotensina, composto presente no sangue que eleva a pressão. Daí nasceu outra importante classe de medicamentos: os inibidores ECA (têm efeitos na enzima de conversão de angiotensina). São altamente eficazes contra hipertensão e insuficiência cardíaca.
MANTENHA A FORMA
Está surpreso? Tem mais. Poderia imaginar que um caracol do Oceano Pacífico, o Conus magnus, nos daria um analgésico, a ômega-conotoxina, que não possui os efeitos viciantes da morfina e é mil vezes mais potente? E que uma espécie de pinheiro da Costa do Pacífico, o Taxus brevifolia, renderia uma substância, a paclitaxel, que ajuda a combater câncer de seio e ovário, e mostra-se promissora no tratamento do câncer de próstata? Pois rolou. E muito mais virá por aí – se o homem prezar mais a biodiversidade, claro.
“Precisamos seguir na investigação dos micróbios que estão em todos os lugares, inclusive em nosso corpo, e que nos mantêm saudáveis”, disse-me Daniel Gruner, ecologista da Universidade de Maryland (EUA). “Com a ajuda de análises genéticas, estamos começando a identificá-los e entender como funcionam.” Pessoas obesas, por exemplo, tendem a possuir maior proporção de um grupo bacteriano altamente eficiente em extrair nutrientes dos alimentos. Isso talvez ajude a explicar por que sujeitos com sobrepeso podem investir numa dieta igual à dos amigos mais magros e não perder quilos com facilidade. Entender a biodiversidade nesse nível, e aprender a manipulá-la, dá aos médicos mais uma ferramenta para nos manter saudáveis – e em forma.
DÊ SAÚDE ÀS GERAÇÕES
Estima-se que cerca de 400 mil espécies de planta habitam a Terra, além de um número não calculado de insetos, invertebrados marinhos, fungos e bactérias, cada um equipado com algum arsenal químico. “Examinamos apenas uma pequena porcentagem de plantas contra um grande número de possíveis doenças”, afirma James S. Miller, vice-presidente de ciência do centro internacional de plantas do Jardim Botânico de Nova York (EUA). Milhões de insetos e outras pequenas espécies mal foram classificados pelos pesquisadores.
“É profunda a nossa dependência das plantas, animais e micróbios em todos os aspectos de nossa sobrevivência”, destaca Gruner. Ele fala com um conhecimento de causa que extrapola o alto credenciamento científico que construiu. Quando tinha 15 anos, o ecologista derrotou uma leucemia – viva aquela pequena flor rosa! Também queremos que a natureza ainda apresente respostas caso nós, nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos precisemos de ajuda para salvar nossas vidas. Certo? Faça o que puder para preservar a Terra. Sempre.
BOLDO: As folhas podem deter crescimento de melanomas, segundo estudo italiano. Faça um chá com elas. Ponha três folhas em uma xícara (chá) e, em seguida, jogue água fervente. Se quiser amenizar o gosto amargo, adicione na xícara um cravo ou uma fatia de gengibre.
CURCUMINA: Componente do açafrão-da-índia, é poderoso anti-inflamatório, segundo relatório no periódico Alternative Medicine Review (EUA). Pode retardar o crescimento de vários tipos de câncer. Espalhe meia colher (sopa) de açafrão-da-índia no peixe ou no frango.
UNHA-DE-GATO: Tome chá dessa planta – você acha em lojas de produtos naturais. De acordo com estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA), unha-de-gato pode retardar a decomposição do colágeno nas juntas. Na América do Sul, ainda é usada para combater febres e úlceras.
FONTE: MENSHEALTH
TER CONHECIMENTOS BÁSICOS SOBRE ALGUNS SINTOMAS PODE SALVAR A SUA VIDA
Os seriados médicos estão na moda. Bom, você já deve ter visto pelo menos um ou dois programas sobre emergências hospitalares. O nome mais famoso entre os doutores da TV no momento é House (a série está em sua oitava e última temporada), e esse personagem especificamente tem uma boa sacada sobre a profissão: ele mostra como os médicos pensam, na verdade, com a mesma lógica que Sherlock Holmes. Isso não é uma surpresa, já que o Dr. Arthur Conan Doyle se inspirou em um dos seus professores de medicina para criar o detetive da ficção. Mas o que é importante aprender com os dois é que, nas palavras de Holmes, quando você eliminou o impossível, o que sobrar, por mais improvável que seja, deve ser a verdade.
Na faculdade, nós aprendemos a não agir com precipitação. Somos orientados pelos professores a fazer uma lista com todas as possíveis explicações para os sintomas do paciente, e classificarmos as hipóteses na ordem da mais à menos comum ou mais fatal, e depois coletamos a evidência necessária para descartar cada item da tal lista, até que o que sobrar, seja o que for, deve ser a verdade.
Muitos médicos ficam incomodados, ou até mesmo nervosos, quando acham que um paciente está diagnosticando a si mesmo. Essa mania pode, sem dúvida, causar problemas – e a internet deixou isso muito mais fácil. Mas alguns de nós também acreditam que as pessoas mais caladas nas consultas – estou falando dos homens – tornam-se mais propensas a procurar ajuda se puderem encontrar informação básica on-line antes de ir até o especialista. É compreensível que você queira entender o que nós dizemos tecnicamente para se sentir mais seguro do diagnóstico.
Claro que nada substitui o conhecimento de quem estudou a fundo a doença que você pode ter (ou não), mesmo que a busca on-line já tenha oferecido um nome da encrenca. Mas essa curiosidade não é ruim. Muito pelo contrário, ela pode ajudar. Numa emergência, você é responsável pela análise da situação e pela reação que pode salvar a sua vida (ou de outra pessoa). A decisão de pegar o telefone e marcar uma consulta ou chamar ajuda não vai ser do médico: ela tem que vir de você. Por isso, é bom que saiba o que está acontecendo.
É aqui que começa a arte de diagnosticar. Veja como sintomas comuns ajudam a reconhecer o que está acontecendo com você e quando é preciso correr para o hospital mais próximo.
DOR DE GARGANTA, TOSSE, NARIZ ESCORRENDO
É resfriado, certo? Nem sempre. Desconfie se você não tem congestão nasal, a tosse é seca, a febre está acima de 38 °C ou a doença começou subitamente e você se sente como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Esses são sinais de gripe.
Nesse caso, se sua saúde estiver boa, o médico pode mandar você embora do consultório tranquilamente. Mas, se você tem cardiopatia, doença pulmonar, diabetes ou qualquer problema que restrinja a ação do seu sistema imunológico, o especialista vai decidir se você precisa de antiviral. E se, enquanto estiver gripado, sentir falta de ar com o menor esforço, começar a expelir um muco nojento quando tossir ou a febre voltar com calafrios e tremores, procure ajuda imediatamente. Você pode estar desenvolvendo pneumonia.
DOR DE CABEÇA
As dores de cabeça têm uma variedade enorme, desde a dor fraca, que atinge todo mundo, até a batida agoniante acima de uma das orelhas ou aquele espeto em brasa enfiado no seu olho. Algumas trazem alucinações visuais, cheiros imaginários, vertigem, vômitos ou uma aversão à luz clara e à conversa. A maioria delas não representa perigo, mas nem toda dor é uma simples cefaleia. Em algumas situações, o desconforto pode esconder algo mais sério. Fique de olho nestes casos…
Dor instantânea
Se ela o atingir como uma flechada do nada e se intensificar em minutos, tornando-se insuportável, corra para a emergência. As causas prováveis são quase todas fatais.
Dor do sexo/exercício
Uma cefaleia forte que chega rápida e furiosamente com esforço físico violento ou em um momento de orgasmo precisa ser investigada – pode ser uma hemorragia.
Dor que se espalha para o pescoço
Incômodos que se espalham para outras partes do corpo podem ser sinal de meningite ou hemorragia. Busque ajuda, especialmente se você tiver febre, se recupera de uma infecção bacteriana, tem urticária ou não consegue raciocinar com clareza.
Dor que não tem fim
Se ela vai e vem por dias, acompanhada de febre, distúrbios visuais e têmporas doloridas, pode sinalizar uma inflamação das artérias que pode deixá-lo cego. Vá ao médico já!
Dor “contagiosa”
Você está em casa, com janelas fechadas, e ao longo do dia sua dor de cabeça piora. Se outra pessoa sentir o mesmo, pode ser gás vazando. Vá para um lugar aberto na hora e depois cuide do reparo.
Dor que piora há semanas, acorda você e marca presença logo pela manhã
É o padrão clássico de uma massa que se expande lentamente dentro do cérebro, ou seja, um tumor. Não deixe para amanhã a consulta médica e a ressonância magnética.
CAROÇOS
Normalmente, são nódulos linfáticos que estão inchados porque as células do seu sistema imunológico estão ocupadas fazendo o que têm que fazer. Caroços no pescoço, axilas ou virilha geralmente sugerem uma infecção nas proximidades ou alergias. Nódulos inchados e moles, tipicamente localizados no pescoço e acompanhados de uma dor de garganta forte, são mononucleose (doença viral transmitida pela saliva que causa hipertrofia do fígado e do baço) até que se prove o contrário. Não há muito o que fazer sobre isso, mas, para evitar uma ruptura no baço, vá ao médico para um teste rápido para confirmar a suspeita e, até o resultado sair, dê um tempo nos esportes de contato.
Caroços combinados com febre também podem ser indicativos de HIV, tuberculose e lúpus – três casos em que se deve procurar tratamento rapidamente. No caso de você ter alguma dúvida, caroços nos testículos nunca são normais. Qualquer um que apareça sobre os músculos peitorais também precisa ser examinado porque os homens também podem ter câncer de mama. E um nódulo linfático inchado que não desaparece em uma ou duas semanas, especialmente se é firme e imóvel, deve ser submetido a uma biópsia para checar se é câncer.
“Em uma emergência, você é o primeiro responsável pela análise
da situação. A decisão de chamar ajuda tem que vir de você”
CABEÇA VAZIA
Se alguma vez já experimentou isso, você não se esquece da sensação horrível de náusea, suor frio e da consciência fugindo. A sua avó chama isso de desmaio; o termo preferido pelos médicos é “síncope”.
O apagão manda muita gente para o pronto-socorro. A maioria das vezes, ele não traz problema e é causado por uma desidratação ou algo chamado reflexo vasovagal – um órgão interno estimula o seu nervo vago, que sinaliza para o coração desacelerar, o que pode acontecer se você está com intoxicação alimentar e as suas vísceras se contraem por causa de um sushi suspeito.
Algumas outras causas da síncope são menos inofensivas.
Para começo de conversa, arritmias cardíacas podem fazer você perder a consciência. E, como elas são potencialmente fatais, qualquer desmaio precisa passar por diagnóstico no hospital.
Também existe uma doença genética relativamente comum conhecida como cardiomiopatia hipertrófica, que faz com que homens jovens desmaiem durante o exercício, e algumas vezes caiam mortos. Se você sentir tontura quando se levanta e se fica facilmente sem fôlego quando se deita ou de repente, no meio da noite, não deixe de ir ao médico.
MANCHAS
As erupções cutâneas são bastante comuns mas, às vezes, elas são o primeiro sinal visível de uma calamidade. O tipo mais comum de mancha é a dermatite de contato: a pele fica vermelha e coça – é feia, mas nada grave. Pode ser causada por alguma mudança, como o novo sabão de lavar a roupa ou uma camisa feita de fibras recicladas misteriosas.
Erupções doloridas, quentes e semelhantes a queimaduras de sol, que aparecem e desaparecem, especialmente em alguém com febre ou que passou recentemente por uma cirurgia, teve qualquer tipo de ferimento profundo ou mesmo um cateter intravenoso comum inserido, podem ser um sinal de síndrome de choque tóxico (quadro no qual bactérias de pele comuns entram na corrente sanguínea, produzindo toxinas que, em algumas horas, provocam a falência de órgãos). Erupção acompanhada de febre, dor de cabeça e dor nas articulações também pode ser o primeiro sinal de meningite.
Fique de olho em qualquer mancha que não fique mais clara quando você a aperta entre os dedos. Este é um teste simples, mas que ajuda a reconhecer problemas sérios. Se a cor mantiver-se a mesma, a erupção requer atenção imediata: você pode estar desenvolvendo um ataque autoimune contra as plaquetas sanguíneas ou até mesmo câncer.
Mas essas são apenas as mais perigosas. Existem milhares de manchas e causas diferentes para elas. O clínico geral pode não reconhecer todas, mas ele conhece um dermatologista para indicar que vai fazer isso com segurança.
A MAIOR AMEAÇA À SAÚDE DE UM HOMEM
O inimigo é o ego. As três regras seguintes vão manter o seu sob controle
1. Não tenha certeza demais de que você sabe o que está acontecendo. Os melhores médicos questionam a si mesmos constantemente.
2. Quando estiver em dúvida, procure ajuda. Sempre que achar que uma situação pode ser perigosa, vá ao pronto-socorro mais próximo.
3. Confie na sua intuição. Mesmo que alguém lhe diga para não se preocupar, se a coisa simplesmente não parece bem vá ao médico.
FALTA DE AR
Você é um homem saudável, com 30 anos em média, sem nenhum antecedente médico significativo, e acorda no meio da noite com falta de ar. Não teve doença respiratória, não está com tosse ou febre e vou considerar que você não fuma. Sentar-se na cama melhora um pouco. Mas se você se deita e espera essa sensação passar, ela não passa. Tenta respirar fundo, mas isso só faz com que sinta uma pontada no peito. A boca fica seca e o pulso acelera. É de fato assustador.
Parte do terror vem de um reflexo – um impulso nervoso liga os pulmões à parte do seu cérebro que experimenta medo. O outro motivo de preocupação é a soma do feio com o improvável, que inclui falência pulmonar, ataque cardíaco e ataque de pânico. Existem centenas de possibilidades para esse quadro – destas, umas dez podem ser fatais até o amanhecer. Aí é uma questão de escolha. Se você acha que ligar para a emergência dá muito trabalho, tente a funerária – único lugar que eu conheço onde não precisa respirar.
MUDANÇAS NA VISÃO
Os olhos são ligados diretamente ao cérebro. Se você achar que eles estão tentando lhe mostrar algo, preste atenção. Visão dupla pode ser sinal de AVC, de fratura da órbita do olho ou esclerose múltipla. Toda vez que a visão sofrer uma mudança repentina, seja o escurecimento do seu campo visual (AVC), as chamadas moscas volantes (descolamento de retina) ou obscurecimento generalizado da visão (coma diabético iminente), você pode ter graves problemas não apenas nos olhos, mas também em outra parte do corpo.
CONCUSSÃO
Este é o termo técnico para quando você bate a cabeça com força suficiente para abalar o conteúdo dela. Nós pensávamos que a perda da consciência definia a concussão. Atualmente, sabemos que, mesmo que você não tenha sido nocauteado, um golpe ainda pode romper a fiação do seu cérebro. Resultado: depois que a desorientação inicial passar, você pode ter dor de cabeça, vertigem, náusea e vômitos, mudanças de humor, insônia, perda de memória, dificuldade para falar. Luzes claras e barulhos altos podem ser intoleráveis. Você derruba coisas e perde a linha de raciocínio.
A concussão é a forma mais leve de lesão cerebral e não deve ser ignorada de maneira alguma. Se for atingido na cabeça com força suficiente para ficar atordoado, mesmo que por poucos segundos, procure orientação médica imediatamente e ignore qualquer outro conselho dos colegas de time. E mais importante: nunca volte para o jogo!
O médico vai pedir pelo menos uma tomografia computadorizada da cabeça e, se ela for normal e houver alguém na sua casa para manter o olho em você (o que significa acordá-lo a cada duas horas para uma breve rodada de “Qual é o seu nome?”, “Quantos dedos você vê aqui?” e “Quem é o presidente?”), ele pode deixá-lo ir embora tranquilamente.
FONTE: MENSHEALTH
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
QUER SALVAR O PLANETA?? PARE DE COMER CARNE
Quer ajudar o clima? Que tal reduzir o seu consumo de carne?
Pelo menos no mundo desenvolvido, esse passo pode ser necessário a fim de estabilizar os níveis atmosféricos de um gás do efeito estufa, o óxido nitroso.
O óxido nitroso é o maior contribuinte do homem à destruição do ozônio estratosférico (o “buraco de ozônio”), e o terceiro
gás que mais contribui para o efeito estufa, depois do dióxido de carbono e do metano.
Cerca de 80% das emissões humanas de óxido nitroso são provenientes da agricultura. Bactérias convertem o nitrogênio encontrado no esterco bovino ou o excesso deixado no solo em gás óxido nitroso.
Cada quilo de carne que comemos requer múltiplos quilos de grãos, e cada grão, por sua vez, requer a utilização de fertilizantes contendo azoto, de modo que a quantidade de óxido nitroso liberado por caloria da carne (e lacticínios) é muito maior do que simplesmente comer as culturas (verduras, frutas) diretamente.
PARANDO A MUDANÇA CLIMÁTICA
Pesquisadores analisaram várias trajetórias possíveis para as futuras emissões de óxido nitroso, inclusive estabilizar os níveis atmosféricos de óxido nitroso deste século. Eles consideraram que alterações às emissões seriam necessárias para atingir esta meta.
Uma abordagem para reduzir a quantidade de óxido nitroso emitida é a utilização de azoto de maneira mais eficiente para cada quilo de grãos ou carne produzido. Mas reduzir a demanda por carne também é eficaz.
“Se quisermos chegar à redução mais agressiva – o que realmente estabiliza o óxido nitroso – temos que usar todos os itens acima, incluindo mudanças na dieta”, disse o pesquisador Eric Davidson.
Ele mostrou que seria necessário reduzir o consumo de carne no mundo desenvolvido em 50% para gerir o azoto duas vezes mais eficientemente.
Essa análise é consistente com outros estudos, como um relatório de 2006 da ONU, que afirmou que a pecuária contribui mais à mudança climática do que o transporte.
Se incluirmos o metano – liberado em grandes quantidades por ruminantes como o gado – e as emissões de dióxido de carbono da produção de fertilizantes, as emissões de gases de efeito estufa provenientes da agricultura e pecuária são ainda maiores.
O óxido nitroso é liberado em quantidades muito menores do que o dióxido de carbono e o metano, mas é cerca de 300 vezes melhor em capturar calor, e dura na atmosfera por cerca de 100 anos, de modo que cada uma de suas moléculas contribui muito ao aquecimento climático.
Então, a solução é a redução do consumo de carne. Mas isso tem chances de acontecer? Davidson ressalta que, 30 anos atrás, ninguém acharia possível que o tabagismo fosse proibido em bares, ou que o consumo de cigarro diminuísse. Tudo pode acontecer.
De acordo com o estudo de Davidson, o consumo anual médio per capita de carne no mundo desenvolvido foi de 78 quilos em 2002 e está projetado para crescer para 89 quilos em 2030. Enquanto isso, no mundo em desenvolvimento foi de 28 quilos em 2002, projetado para crescer para 37 em 2030.
“Temos vivido de uma forma muito luxuosa. Ir de 82 kg de carne por ano a 40 não deveria ser pedir muito”, disse a cientista Christine Costello.
FONTE: LiveScience
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