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sábado, 24 de junho de 2017

PERÍODO DE 1 MILHÃO DE ANOS DE INTENSA ATIVIDADE VULCÂNICA EXTINGUIU A ERA DOS DINOSSAUROS, DIZ ESTUDO

Um período de um milhão de anos de uma intensa atividade vulcânica provavelmente abriu caminho para o início da era dos dinossauros, sugere um novo estudo publicado no periódico científico PNAS. Cientistas encontraram rochas antigas com traços de emissões de massivas erupções vulcânicas ocorridas há cerca de 200 milhões de anos. Essas erupções teriam levado a uma das maiores extinções em massa de que se tem notícia - a Extinção do Triássico -, permitindo que os dinossauros passassem a dominar o planeta. Entre as espécies extintas, segundo o estudo, estavam criaturas semelhantes a crocodilos, mamíferos parecidos com répteis e os primeiros anfíbios. "Os dinossauros puderam explorar os nichos ecológicos que ficaram livres pela extinção", explicou o autor principal do estudo, Lawrence Percival, do departamento de ciências da Terra da Universidade de Oxford.
Qualquer ser vivo nas proximidades das erupções teria sido afetado, diz a pesquisa. Mas mesmo criaturas vivendo mais à distância também teriam problemas: as repetidas erupções teriam devastado um habitat extenso, bloqueando o sol e levando ao aumento dos níveis de dióxido de carbono. Mesmo assim, os primeiros dinossauros desse período conseguiram sobreviver a essas difíceis condições de vida - e os pesquisadores não sabem como. Assim que os vulcões se acalmaram, restavam poucos de seus competidores, permitindo o surgimento da era dos dinossauros.

Aumento de mercúrio

Os pesquisadores analisaram rochas vulcânicas de quatro continentes que datam deste período turbulento. Um estudo anterior avaliou como os níveis de carbono variava nas rochas, o que está relacionado com o aumento de dióxido de carbono de erupções vulcânicas. Mas essa nova pesquisa olhou para outras impressões digitais da atividade vulcânica: o mercúrio. Quando vulcões entram em erupção, eles emitem mercúrio nas nuvens de gás que sobem rumo ao céu. Ele então se espalha pela atmosfera antes de se depositar entre os sedimentos do solo, onde permanece por milhões de anos. "Se você vê um grande aumento de mercúrio nestes sedimentos, você pode inferir que houve atividade vulcânica nesse exato momento", explicou Percival. "E isto é o que vemos no momento desta extinção". Os pesquisadores descobriram evidências de uma massiva atividade vulcânica que teria se estendido por cerca de 1 milhão de anos. A professora Tamsin Mather, da Universidade de Oxford, descreveu o possível cenário: "Você tem estas fissuras, estas rachaduras se abrindo na crosta terrestre, com fogo e lava jorrando para fora". "Você provavelmente tem diferentes áreas ativas em diferentes períodos durante milhões de anos. E você provavelmente tem períodos de erupções ocorrendo por volta de uma década com grandes volumes de magma e gases surgindo da superfície também". Os pesquisadores agora querem usar o mercúrio para investigar outros períodos da atividade vulcânica antiga. "Esta é uma nova e poderosa ferramenta que realmente vai nos permitir entender mais sobre a evolução do nosso planeta e como ele se tornou o que é hoje". FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40338932

sábado, 20 de maio de 2017

ASTEROIDE QUE DIZIMOU DINOSSAUROS 'NÃO PODERIA TER CAÍDO EM PIOR LUGAR'

Está cada vez mais claro para cientistas que o asteroide de 15 km de diâmetro responsável pela extinção dos dinossauros não poderia ter atingido a superfície da Terra em um pior lugar. Pesquisadores perfuraram rochas do oceano do Golfo do México que foram atingidas pelo asteroide há 66 milhões de anos e trazem novos dados sobre o evento que dizimou os animais pré-históricos.
O asteroide atingiu uma área relativamente rasa do mar, chocou-se com as rochas de gesso mineral liberando quantidades colossais de enxofre na atmosfera o que prolongou o período de "inverno global". Os gases de enxofre são altamente tóxicos e densos. Se o asteroide tivesse caído num outro local, o resultado poderia ter sido diferente. "É aí que está a grande ironia da história, porque no final das contas não foi o tamanho do asteroide, a escala da explosão ou seu impacto global que levou à extinção dos dinossauros; foi onde o impacto ocorreu", disse o biólogo evolucionista Ben Garrod, que apresenta The Day The Dinosaurs Died (O dia que os dinossauros morreram), com a paleontologista Alice Roberts.
"Se o asteroide tivesse caído momentos antes ou depois, em vez de atingir a costa de águas rasas ele poderia ter se chocado com o oceano profundo", continua o pesquisador. "Um impacto nos oceanos Atlântico ou Pacífico significaria muito menos rochas vaporizadas - incluindo o mortal gesso. A nuvem seria menos densa e a luz do sol poderia ter chegado à superfície do planeta, ou seja, o que aconteceu poderia ter sido evitado". "Naquele mundo frio e escuro, a comida nos oceanos acabou em uma semana, e os alimentos em terra firme, pouco depois, interrompendo subitamente a cadeia alimentar. Sem nada para comer em lugar algum do planeta, os imponentes dinossauros tiveram pouca chance de sobrevivência". Entre abril e maio de 2016, Ben Garrod esteve na plataforma de perfuração localizada a 30km de distância da Península Yucatan, no México, onde uma expedição milionária investiga o evento histórico. Enquanto isto, Alice Roberts visitou áreas de escavações de fósseis nas Américas para entender melhor como a vida mudou de rumo após o impacto. Da plataforma, foram coletados núcleos de rochas a 1,3km de profundidade no mar do golfo. O material vem de uma área da cratera chamada "anel de pico", formações rochosas que se elevaram e rodearam o centro da cratera após a grade colisão. Com a análise de suas propriedades, a equipe do projeto de perfuração, coordenada pelos professores Jo Morgan e Sean Gulick, espera reconstruir o desenrolar do impacto e as mudanças ambientais decorrentes dele.

Cratera Chicxulub - O impacto que mudou a vida na Terra

O asteroide de 15km de diâmetro fez um buraco de 100 km de extensão e 30 km de profundidade na crosta terrestre. Na sequência, a área impactada colapsou, e a cratera adquiriu 200 km de extensão. O centro da cratera colapsou de novo, produzindo um anel interno. Hoje, grande parte da cratera está enterrada no mar, sob 600m de sedimentos. Nas bordas da cratera, cobertas por calcário, formaram-se várias dolinas - cavidades naturais nas rochas dissolvidas pela passagem da água e que acabaram virando atrações turísticas.
Pesquisadores hoje têm uma noção melhor da escala da energia liberada pelo impacto do asteroide na Terra - o equivalente a 10 bilhões de bombas atômicas de Hiroshima. Eles também têm mais conhecimento sobre como a depressão assumiu a estrutura que observamos hoje e como ocorreu o retorno da vida ao local do impacto. Umas das sequências fascinantes do programa da BBC Two mostra a visita de Alice Roberts a uma pedreira de Nova Jérsei, nos Estados Unidos, onde 25 mil fragmentos de fósseis foram descobertos - uma evidência da morte em massa de criaturas que ocorreu no dia do impacto. "Todos os fósseis têm uma camada que não tem mais de 10cm de largura", contou a Roberts o palenteologista Ken Lacovara. "Eles morreram de repente e foram enterrados rapidamente. Isto mostra que foi um momento específico no período geológico. Pode ter durado dias, semanas, talvez meses; mas não milhares de anos ou centenas de milhares de ano. Foi um evento essencialmente instantâneo". fonte: bbc.com/portuguese/geral-39933336

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

20% DAS PLANTAS DO PLANETA ESTÃO AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

Segundo um novo estudo, uma em cada cinco espécies de plantas do mundo está em vias de extinção. Os pesquisadores puderam comprovar o que suspeitavam: a principal causa da ameaça de extinção é a perda de habitat induzido pelos seres humanos. O estudo revelou que a perda de habitat devido ao uso da terra para agricultura ou criação de animais é a maior ameaça para a vida das plantas. As florestas tropicais são as mais ameaçadas dos ecossistemas vegetais. Os pesquisadores também disseram que as gimnospermas, o grupo de plantas que inclui as coníferas (pinheiros) e cicadáceas, são as plantas mais ameaçadas da Terra. Ao todo, o relatório revelou que as plantas estão mais ameaçadas do que os pássaros, e tão vulneráveis quanto os mamíferos do planeta. Este estudo é um dos mais abrangentes já realizados que examinou o estado das plantas na Terra. Ele levou vários anos para ser concluído, sendo que centenas de cientistas no mundo todo examinaram milhares de espécies, usando uma variedade de métodos de imagens de satélite e modelagem no computador para análise de amostras de plantas arquivadas. Esta é a primeira vez que vemos a verdadeira extensão da ameaça em que se encontram as plantas do nosso planeta. Estima-se que há 380 mil espécies de plantas do mundo, e os resultados do estudo, que se focou em 4.000 espécies de plantas mais cuidadosamente avaliadas, aponta que 20% delas estão ameaçadas. O relatório da pesquisa mostrou as plantas e as regiões mais ameaçadas. No entanto, cerca de um terço das espécies analisadas são insuficientemente conhecidas para que os pesquisadores realizassem um diagnóstico de conservação. Segundo eles, começa por aí a dimensão da tarefa que os cientistas ainda têm pela frente. Os pesquisadores disseram que para responder a perguntas cruciais, como a rapidez com que estamos perdendo espécies e por quê, e o que podemos fazer sobre isso, eles precisam estabelecer uma base, podendo a partir daí medir a mudança. A conclusão dos cientistas é que a diversidade de plantas sustenta toda a vida na Terra, por isso, é muito preocupante que a nossa própria espécie esteja ameaçando a sobrevivência de milhares de espécies de plantas. O estudo veio em tempo certo. Governos de vários países estão se preparando para definir novas metas em direção a um esforço global de conversação do meio ambiente, em uma cúpula de biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá em Nagoya, no Japão, no próximo mês. FONTE: LiveScience.com/environment/one-fifth-of-worlds-plants-threatened-with-extinction-100928.html

domingo, 17 de agosto de 2014

A MAIOR COBRA QUE JÁ EXISTIU QUE DEVORAVA CROCODILOS

Então aquela enorme anaconda do filme homônimo sempre povoou os seus piores pesadelos — a despeito de você saber que ela, de fato, não pode ser encontrada entranhada nos confins da floresta amazônica? Bem, e se nós disséssemos que uma criatura de dimensões muito semelhantes chegou a deslizar suas escamas pela superfície da Terra? E ela já foi até batizada: Titanoboa. Trata-se, de fato, de uma criatura pelo menos 10 vezes mais pesada do que a média de uma anaconda. E, é claro, a Titanoboa é de longe a maior cobra que já viveu. Um verdadeiro colosso, haja vista suas medidas: 1,1 mil quilogramas e cerca de 15 metros de comprimento. Na verdade, ela era tão colossal que acabava tendo problemas com a boa e velha gravidade.
MICROGRAVIDADE SIMULADA EM VIDA AQUÁTICA Há uma boa razão para que a maior criatura viva hoje habite os oceanos. De fato, os efeitos devastadores da gravidade terrestre sobre uma pobre baleia azul encalhada são bem conhecidos por qualquer ativista de plantão. De fato, é na água que o imenso mamífero consegue atenuar os efeitos da gravidade, efeito que é conhecido como simulação de microgravidade.
Bem, as coisas devem ter funcionado mais ou menos assim também para a titanoboa. De acordo com os paleontólogos, a espécie passava boa parte do seu dia sob a água, pelo mesmo motivo da baleia azul: para proteger-se das leis da física. Conforme é bem sabido, as cobras são exímias nadadoras — o que ainda deve valer para uma criatura com 15 metros de comprimento, acredita-se. “Ela certamente passava grande parte do seu tempo submergida”, disse David Polly, paleontólogo da Universidade de Indiana, em entrevista ao site Wired. “Nós sabemos isso tanto pela geologia na qual ela foi preservada quanto por uma inferência baseada em suas dimensões.” Em outras palavras, a titanoboa devia experimentar certo desconforto ao se deslocar em terra — expediente de que fazia uso, possivelmente, apenas para eventuais caçadas. Até porque, como é bem sabido pela ciência, as cobras também são excelentes em prender a respiração, podendo facilmente chegar a 45 minutos de submersão. Ou elas simplesmente mantêm apenas o nariz para fora d’água, é verdade. SEM GLÂNDULAS DE VENENO(E PRECISA?!) Da mesma forma que ocorre com diversas outras espécies de cobras desprovidas de glândulas de veneno, acredita-se que a titanoboa caçava de forma silenciosa, surpreendendo sua presa — que então era estrangulada até desfalecer. E isso com um aperto tão forte que não interrompia apenas a respiração, mas impossibilitava completamente o fluxo sanguíneo da vítima (assim como faz a anaconda, também chamada de sucuri em território tupiniquim).
Tudo era gigantesco na época Sim, a titanoboa tinha dimensões, de fato, impressionantes. Entretanto, essa estranheza faz mais sentido atualmente, já que, à época, é provável que grande parte das caçadas do réptil tenham envolvido criaturas de tamanhos igualmente colossais — digamos, tartarugas com mais de 6 metros ou crocodilos que passavam facilmente dos 15 metros de comprimento. Naturalmente, há um motivo bastante razoável para esse gigantismo todo. Conforme explicou o biólogo alemão Carl Bergmann já no século XIX — no que ficou conhecido como a “Lei de Bergmann” —, em zoologia, há um princípio que correlaciona as temperaturas externas e a relação entre a superfície do corpo e o peso dos animais endotérmicos (nós, os de “sangue quente”). Ok, isso é mais simples do que pode parecer. Basicamente, um mamífero, por exemplo, tende a ser tanto maior quanto menor for a temperatura média do ambiente que ele se insere — haja vista, por exemplo, o rotundo urso polar, com todas as suas camadas de gordura corporal. Isso ocorre porque, conforme uma criatura ganha massa, seu volume passa a se tornar cada vez maior em relação à superfície do seu corpo. Dessa forma, acaba sendo mais fácil resfriar a estrutura toda se o ambiente em volta colaborar, certo?
Quanto maior a temperatura, maior será o réptil Bem, só que no caso dos chamados “animais de sangue frio” isso funciona de forma exatamente contrária: quanto mais quente for o clima, maiores serão as criaturas pecilotérmicas (outro nome para “de sangue frio”). E nisso se inclui, naturalmente, não apenas a titanoboa, mas também grande parte de suas presas que dividiam com ela as temperatura relativamente elevadas do Paleoceno. Répteis e anfíbios continuam crescendo e crescendo, até encontrarem um limite dado pela temperatura externa — em proporção direta, no caso.
Entretanto, considerando-se que a temperatura dos animais de sangue frio tende a acompanhar a do ambiente, é de se acreditar que a tibanoboa acabasse torrada caso seus banhos de sol fossem prolongados demais. Eis, portanto, outro motivo para a vida parcialmente aquática da espécie. “O clima no Paleoceno, em que viveu esse animal, era muito mais quente do que o atual”, disse Polly ao referido site. “Isso deve ter possibilitado a existência de répteis maiores — não apenas a titanoboa, mas também crocodilos e tartarugas muito maiores do que as espécies atuais.” Em tempo: considerada a elasticidade dos interiores dessas cobras, é de se imaginar o quão cômico devia ser o formato assumido por seu corpo após ingerir uma tartaruga gigante.
Ademais, embora tenha sido a espécie com maiores dimensões corporais descoberta até hoje, a titanoboa não era a única a complicar a vida das presas não favorecidas pelo clima quente. Ocupando um segundo lugar próximo, havia também a serpente gigantophis, com impressionantes 10 metros de comprimento. HABITAT E EXTINÇÃO Quanto, exatamente, a titanoboa deixou de existir é algo que os cientistas ainda não conseguem responder com absoluta certeza. Entretanto, os locais em que os fósseis foram encontrados pelo menos ajudam a reforçar as informações sobre o habitat original da espécie. Ao perecer nos leitos de rios, as titanoboas encontraram um ambiente devidamente protegido de escavações e também do poder constante da erosão. De fato, as superfícies pantanosas em que alguns exemplares foram encontrados são normalmente associadas à excelente produção fóssil — o que, naturalmente, também se aplica à produção de combustíveis fósseis, oriundos do bom e velho “ouro negro”, o petróleo. “[Os fósseis da titanoboa] foram recuperados em uma das maiores minas de carvão a céu aberto do mundo, em Cerrejón [Colombia]”, disse David Polly à Wired. “E o carvão é formado essencialmente pelo resto de plantas que, ao cair na água, não se decompuseram com tanta velocidade, sendo então enterradas por sedimento que também caiam na água” — como nos efeitos de uma enchente, por exemplo. Ao longo das diferentes eras geológicas, novas camadas se formaram, originando tipos distintos de rochas. Entre elas, a argila, onde os paleontólogos, de fato, encontraram os restos da espécie — provavelmente ignorada por mineradores, mais interessados no carvão da região.
De qualquer forma, é certo que, no clima atual, seria impossível que uma criatura como a titanoboa pudesse se formar e sobreviver adequadamente — posto que suas dimensões não permitiriam (confira acima). Dessa forma, a menos que uma catástrofe ambiental sem precedentes ocorra, é pouco provável que você encontre essa espécie gigantesca em algum lugar que não na forma de uma escultura de museu. Sim, ainda bem. fonte: Megacurioso

segunda-feira, 14 de julho de 2014

TRATAMENTO DE ELÉTRONS PODERIA EXTINGUIR A NECESSIDADE DE TRAJES ESPACIAIS

Cientistas japoneses criaram um “nanotraje” para larvas de mosca da fruta, tecnologia que poderia um dia acabar com a necessidade de trajes espaciais para humanos. Eles descobriram que é possível proteger as larvas dos efeitos da exposição ao vácuo bombardeando-as com elétrons. Sem tal tratamento, as larvas murcham e morrem dentro de poucos minutos. A viagem espacial humana vem com uma série de problemas, dada a nossa incapacidade geral de sobreviver no vácuo. A nova técnica que funcionou com as larvas poderia um dia ajudar-nos também a atravessar o vácuo ilesos. A pesquisa Os pesquisadores da Universidade Hamamatsu (Japão) inventaram uma espécie de “nanotraje” que funciona como uma miniatura do traje espacial e que poderia eventualmente ser usado por seres humanos, e aplicado usando um chuveiro de elétrons. Eles testaram o traje com larvas em laboratório. Imitando as condições do espaço, eles bombardearam algumas delas com elétrons, enquanto outras foram expostas sem proteção. Com o tratamento, as larvas sobreviveram à experiência e passaram a se desenvolver em uma mosca saudável. Já as larvas sem o bombardeio de elétrons rapidamente morreram de desidratação, porque, como previsto, o vácuo sugou toda a água de seu corpo. Quando os pesquisadores estudaram a pele dos insetos sobreviventes, eles descobriram que o tratamento com elétron tinha mudado a película fina que cobre a larva – assim, suas moléculas ficaram juntas, criando uma camada flexível o suficiente para permitir que se movessem, e forte o suficiente para protegê-las da desidratação. Natural x artificial No entanto, a maioria dos insetos não tem tais camadas naturais que podem ser transformadas em “nanotrajes”, de forma que os cientistas decidiram criar uma alternativa artificial. Eles submergiram larvas de mosquito em um banho de água e Tween 20, um produto químico não tóxico, para em seguida cobri-las em plasma. Isto fez com que o Tween 20 criasse um nanoprocesso semelhante ao que foi naturalmente criado pelas larvas da mosca da fruta. Segundo os pesquisadores, a tecnologia poderia permitir que indivíduos, inclusive pessoas, sobrevivessem às condições extremas do espaço. A técnica poderia eventualmente substituir os trajes espaciais tradicionais dos astronautas, protegendo-os do ambiente hostil do espaço – o vácuo e as temperaturas extremas. “Imagine uma blindagem de espaço flexível, aproximadamente o diâmetro de um fio de cabelo humano, que pode proteger contra a desidratação e radiação”, comentou o astrobiólogo Lynn Rothschild, da NASA, que não participou do estudo. Apesar de incrível, no entanto, tal técnica não deve ser adotada em breve – muito estudo ainda é necessário. FONTES:DailyMail/ Gizmodo/ NewsScienceMag

quarta-feira, 30 de abril de 2014

OS RATOS TOMARÃO CONTA DA TERRA NA PRÓXIMA EXTINÇÃO

Em caso de uma futura extinção em massa, os ratos podem ser os animais mais adequados para repovoar o mundo, dizem alguns cientistas. E se os ratos sobreviverem à próxima extinção em massa eles provavelmente aumentarão de tamanho, dizem também os cientistas. As extinções em massa atingiram a Terra pelo menos cinco vezes na história geológica, mais recentemente, há cerca de 65 milhões de anos, quando os cientistas pensam que um asteróide atingiu o planeta e dizimou os dinossauros. Os mamíferos aproveitaram o espaço ecológico recentemente disponível e, finalmente, repovoaram e dominaram o reino animal. Alguns pesquisadores acreditam que a Terra está à beira da sua próxima extinção em massa que pode ocorrer nos próximos séculos, Esse facto pode ocorrer como resultado da destruição do habitat induzida pelo homem, e da degradação ambiental, afirma Jan Zalasiewicz, geólogo da Universidade de Leicester, no Reino Unido, que estuda a história da Terra. Apenas nos últimos cem anos, milhares de espécies animais tornaram-se ameaçadas de extinção e centenas foram extintas, muitas como resultado da atividade humana. Zalasiewicz e colegas desenvolveram uma experiência de pensamento em que se consideraram que animais poderim ser os mais propensos a sobreviver e repovoar o mundo se a extinção em massa acontecesse, tendo concluído que os ratos podem ser os melhores candidatos. Os pesquisadores basearam as suas hipóteses na capacidade comprovada dos ratos em se infiltrar na maioria das grandes massas de terra e ilhas do planeta, bem como a sua persistência em todo o mundo, apesar das tentativas generalizadas para controlar as suas populações. Outros animais, como gatos e porcos selvagens, também se dão bem em diversos ecossistemas em todo o mundo, mas não são tão comuns como os ratos. No caso de uma extinção em massa causada pela atividade humana, ou um evento catastrófico, os ratos são, teoricamente, os mamíferos mais susceptíveis de serem poupados, dada a sua grande extensão e capacidade de lidar com condições variadas, disse Zalasiewicz. Os pesquisadores sugerem que as suas descobertas podem ser um sinal de alerta para os seres humanos tomar conhecimento da sua própria influência significativa sobre o meio ambiente, e para considerar como o mundo poderia mudar como resultado das suas ações. Ainda assim, Zalasiewicz observou que a conclusão da equipa é simplesmente uma experiência de pensamento que não pode ser testada experimentalmente. "É uma suposição, mas baseia-se na forma como a geologia tem operado no passado e os tipos de criaturas que têm sido bem sucedidas". Como os animais preenchem o espaço ecológico, eles tendem a tornar-se maiores, assim como ocorreu quando os mamíferos evoluíram desde pequenas criaturas que corriam aos pés dos dinossauros até organismos muito maiores que agora vagam pelo planeta. Zalasiewicz e colegas pensam que no caso dos ratos, os mesmos provavelmente também iriam crescer em tamanho ao longo de milhões de anos de evolução, e provavelmente iriam também evoluir noutros aspectos desconhecidos. FONTE:Huffpost

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

TRANSPOSIÇÃO DE ÁGUA DO MAR VERMELHO PODE SALVAR MAR MORTO DA EXTINÇÃO

Pensa que só no Brasil há projetos polêmicos de transposição? No Oriente Médio, um acordo recém-assinado que prevê a transposição de água do mar Vermelho para o mar Morto também está dando o que falar. Tudo começou há alguns anos com a constatação de que o mar Morto está fazendo jus ao nome e, até 2050, pode desaparecer para sempre. Considerado a maior depressão do planeta, o lago passa por um processo acelerado de evaporação. Em 40 anos, seu volume de água caiu dois terços – e essa perda pode se intensificar, à medida que a temperatura na região aumentar por conta do aquecimento global.
MAR MORTO
DIMINUIÇÃO DO MAR MORTO AO LONGO DOS ANOS A solução encontrada para evitar o funeral do mar Morto? Realizar uma transposição de água do mar Vermelho. Israel, Jordânia e Autoridade Palestina – os três países que têm responsabilidade sobre as águas do lago salgado – acabam de assinar acordo que prevê a construção de um duto entre os dois pontos. O projeto, que tem o aval do Banco Mundial, tem custo final estimado em R$ 22,9 bilhões.
A ideia é extrair, anualmente, até 200 milhões de metros cúbicos de água do mar Vermelho, que cruzarão cerca de 200 quilômetros de deserto, entre Israel e Jordânia, dentro de uma tubulação, apenas com a força da gravidade – já que o mar Morto está bem abaixo do nível do mar Vermelho. Parte do recurso será dessanilizado para oferecer água potável à Jordânia e Israel. O restante, junto com os resíduos da dessanilização, será despejado no mar Morto, para evitar sua extinção.
Parece uma boa ideia? Não para os ambientalistas. O primeiro ponto defendido por eles é que os governos estão atacando o problema sem se preocupar com a causa. O mar Morto está secando por conta do consumo abusivo de água, que não será resolvido com a transposição do mar Vermelho. Cerca de 95% da água do rio Jordão que deveria desembocar no lago salgado não chega ao seu destino, porque é interceptada por jordanianos, israelenses e palestinos, sobretudo para uso na agricultura. A segunda questão é que o mar Vermelho e o mar Morto possuem qualidade e composição química de água diferente. Ao misturá-las, podem-se gerar reações químicas perigosas, como uma crosta de gesso flutuante que poderia acelerar a morte do lago salgado.
MAR VERMELHO Alheios às críticas, Israel, Jordânia e Autoridade Palestina seguem seus planos de transpor a água do mar Vermelho e chamam o projeto de “nada menos do que histórico”. Em um ano, eles pretendem abrir as licitações para construir o duto e a usina de dessalinização, para só depois avaliar o impacto ambiental da obra. Será que essa história vai acabar em ressuscitação ou assassinato? FONTE:Superinteressante