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domingo, 27 de novembro de 2016

PREPARE-SE PARA O AVANÇO DA MEDICINA NOS PRÓXIMOS 10 ANOS

A convergência de tecnologias – como a computação, a inteligência artificial, a impressão 3D e o sequenciamento genômico – fará com que na próxima década, tenhamos avanços médicos surpreendentes. Isso significa que você poderá se prevenir de inúmeras doenças e ter a cura de muitas outras. Veja apenas algumas iniciativas, para ter uma dimensão dos esforços… Mark Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, prometeram esse ano investir mais de 3 bilhões de dólares em um plano (inspirados na filhinha deles) para “curar, prevenir ou tratar todas as doenças dentro do tempo de vida de nossos filhos“… Os investimentos do casal incluirão um centro de pesquisas de biociências, chamado Biohub, e um chip para diagnosticar doenças. No início deste ano, Sean Parker, fundador do Napster, doou US$ 250 milhões para potencializar o trabalho colaborativo entre pesquisadores no desenvolvimento de terapias imunológicas contra o câncer… O Google está desenvolvendo lentes de contato para diabéticos que monitoram os níveis de açúcar no sangue… E, por falar em monitores, já temos dispositivos como o Fitbit e o Apple Watch que monitoram as atividades físicas, os ciclos do sono, os níveis de estresse e de energia, e enviam esses dados para servidores via smartphones. Os próprios smartphones já possuem inúmeras aplicações para o controle de sinais vitais e avaliação de estados emocionais e psicológicos.
Cientistas da Washington State University anunciaram semana passada (23/10/16), que criaram um laboratório móvel com o iPhone, o qual pode diagnosticar o câncer com uma precisão de 99%. (Fonte: ExtremeTech) Outro grande passo foi o sequenciamento do genoma humano, concluído em 2001, a um custo aproximado de US$ 3 bilhões. Hoje, é possível sequenciar por cerca de US$ 1.000, e com os custos caindo rapidamente, em 2022, poderá ser mais barato do que um exame de sangue… Quando finalmente o sequenciamento do genoma estiver disponível para a maioria das pessoas, todo o conceito de prescrição de medicamentos mudará. E há também a inteligência artificial. Computadores cognitivos como o Watson, da IBM, têm sido usados para a análise de grandes dados (big data), não só na pesquisa genômica, mas também na biotecnologia. Esses super computadores possibilitam que cientistas compreendam melhor como os genes afetam a nossa saúde, e de como o meio ambiente, os alimentos e os remédios afetam a complexa interação entre os nossos genes e os nossos organismos.

A Próxima Fronteira Médica

O microbioma, ou seja, as populações bacterianas que vivem dentro de nós, representam a próxima grande fronteira médica. O nosso corpo tem 10 vezes mais micróbios do que células. Por isso, as pesquisas nesta área abrangem possibilidades surpreendentes de tratamento para doenças modernas como diabetes, câncer e obesidade. O microbioma é um campo tão cobiçado justamente porque pode ser o elo perdido entre meio ambiente, a genômica e a nossa saúde.
Por exemplo, algumas crianças nascem com uma predisposição genética ao diabetes tipo 1. Pesquisadores acompanharam o que acontece com as bactérias estomacais de crianças desde o nascimento até o terceiro ano de vida e descobriram que aquelas que tornaram-se diabéticas tiveram uma redução de 25% na diversidade das bactérias intestinais (possivelmente causada por antibióticos). Os cientistas também estão encontrando uma correlação entre o microbioma e a obesidade. Ou seja, bactérias podem causar muito mais a obesidade do que os alimentos. Em relação à alimentação, os microbiologistas das maiores empresas de alimentos do mundo estão trabalhando em pesquisas e desenvolvimentos de alimentos especiais… Como diz Jeff Leach, fundador do Human Food Project, “nos próximos anos, você irá encontrar quilômetros de prateleiras de supermercados com produtos que promovem nosso microbioma.”

Design de Super Humanos

A mais surpreendente tecnologia genética de todas – que também é assustadora – é o CRISPR. Graças à ela, editar o DNA tornou-se tão fácil para os geneticistas quanto editar um texto no Word. Essa técnica permite que cientistas modifiquem genomas com uma imensa precisão. Isso tem o potencial de eliminar algumas doenças debilitantes e criar super humanos.
Mas, o CRISPR/Cas9 tem um lado preocupante… Em abril de 2015, cientistas chineses anunciaram que aplicaram a CRISPR em embriões humanos. Eles editaram um gene específico para neutralizar – antes do nascimento – a ameaça de uma doença fatal. Só que, dos 86 embriões utilizados no experimento, apenas 28 tiveram seu DNA editado com sucesso, e somente 7 deles perderam o gene nocivo. Em alguns embriões, a técnica errou o alvo e atingiu o DNA em outras partes – o que poderia causar novas doenças, em vez de evitá-las. Mesmo que haja riscos, a CRISPR é tão acessível e fácil de usar que centenas de laboratórios em todo o mundo estão experimentando essa técnica.

Imprimindo qualquer coisa em 3D

Hoje, com a impressão 3D, é possível fabricar próteses médicas, equipamentos e produtos farmacêuticos. Um grupo escocês vem trabalhado na impressão 3D de medicamentos. O primeiro já foi aprovada pela FDA em 2015… Agora, imagine você ter um medicamento personalizado em uma dose personalizada de acordo com a sua genômica e que uma farmácia local pudesse imprimi-lo para você, isso tudo sem envolver as grandes indústrias farmacêuticas.
A impressão 3D terá uma influência muito forte sobre a indústria de cuidados da saúde. (Cortesia da imagem: Star Infranet) Há também avanços em próteses impressas em 3D. A empresa UNYQ, por exemplo, está “imprimindo” membros para pessoas com deficiência… A Ekso Bionics desenvolve exoesqueletos robóticos para ajudar pessoas com paralisia a caminhar novamente… A Second Sight criou uma prótese de retina artificial, aprovada pela FDA, a Argus II, que possibilita uma visão limitada, porém funcional, para aquelas pessoas que perderam a visão devido à retinite pigmentosa. Até 2030, é esperado que tenhamos tecnologias que nos deem uma perfeita visão, audição e força, como naquela série “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, exibida nos anos 1970.

A Democratização das Tecnologias

Levará algum tempo para que novas tecnologias e técnicas estejam acessíveis para pessoas comuns… Mas, não haverá de demorar tanto: como diz Vivek Wadhwa, a forma como a indústria tecnológica constrói valor é democratizando a tecnologia e reduzindo custos para permitir o acesso a bilhões de pessoas. Dentro de alguns anos, o nosso genoma, o nosso microbioma, o nosso comportamento e o meio ambiente serão mapeados e medidos… É por isso, que pra nós seja muito bom que empresas como a IBM, o Facebook e o Google estejam investindo pesado nos cuidados de saúde… é claro que essas empresas têm uma motivação para nos manter saudáveis: para que baixemos mais aplicativos em vez de ficarmos limitados aos medicamentos prescritos. FONTE: http://ofuturodascoisas.com/prepare-se-para-o-avanco-da-medicina-nos-proximos-10-anos/

domingo, 2 de agosto de 2015

NOVO EXAME DE SANGUE PODERÁ REVOLUCIONAR A MEDICINA

Todo e qualquer vírus que uma pessoa já teve pode ser visto em uma gota de sangue. É o que dizem os desenvolvedores desse novo teste. O exame, que ainda é experimental, pode ser realizado por algo em torno de 100 reais e se tornar um importante instrumento de pesquisa para rastrear padrões de doença em várias populações, ajudando os cientistas comparar o velho e o novo, ou populações em diferentes partes do mundo. Esse teste também poderia ser usado para tentar descobrir se os vírus, ou a resposta imunológica do corpo para eles, contribuem para o desenvolvimento de eventuais doenças crônicas e câncer. De acordo com o autor principal do estudo, Stephen J. Elledge, professor de genética na Escola de Medicina de Harvard (EUA), apenas uma gota de sangue é suficiente para matar a sede por muitas informações. É uma coisa tão nova e tão genial que nem sabemos onde vai dar e o que poderia descobrir.

O exame

O exame pode detectar a exposição a mais de 1.000 cepas de vírus de até 206 espécies – o que significa todos os vírus conhecidos que infectam pessoas. Também funciona para detecção de anticorpos, proteínas altamente específicas que o sistema imunitário tenha feito em resposta a um vírus. Coletando apenas uma gota de sangue de 569 pessoas nos Estados Unidos, África do Sul, Tailândia e Peru, os pesquisadores constataram que a maioria das pessoas tinham sido expostas a cerca de 10 espécies diferentes de vírus, incluindo suspeitos habituais, como os causadores de resfriados, gripe, doença gastrointestinal e outros doenças comuns. Mas alguns indivíduos apresentavam indícios de exposição à cerca de 25 espécies, segundo o Dr. Elledge. As primeiras análises mostraram algumas diferenças nos padrões de exposição de continente para continente. Em geral, as pessoas fora dos Estados Unidos tiveram maiores taxas de exposição a vírus. A razão não é conhecida, mas os pesquisadores disseram que isso poderia ser devido a “diferenças de densidade populacional, práticas culturais, saneamento ou susceptibilidade genética”.

Tesouro

Para o Dr. William Schaffner, especialista em doenças infecciosas da Universidade Vanderbilt, este será um tesouro para epidemiologia das doenças transmissíveis. Uma possibilidade seria implantar o teste em grandes populações para descobrir as idades em que as crianças estão expostas a várias doenças, a fim de ajudar a determinar o melhor momento para vacinação. Outra grande ideia, segundo Schaffner, seria testar coleções de amostras de sangue congeladas – já que laboratórios de governos e algumas universidades os armazenam a partir de estudos anteriores – para aprender sobre padrões históricos de doenças.

Avanços e curas Ao mostrar o repertório completo de anticorpos que uma pessoa produziu ao longo da vida contra os mais variados tipos de vírus, o teste pode clarear nosso conhecimento sobre várias doenças. Se a gente souber mais sobre elas, podemos desenvolver tratamentos cada vez mais eficientes. Os candidatos mais óbvios para possíveis curas são doenças autoimunes, como esclerose múltipla e diabetes tipo 1. Os pesquisadores já suspeitavam que os vírus podiam contribuir para tais doenças ao provocar o sistema imunológico a produzir anticorpos que confundem as próprias células de uma pessoa. Mas nenhum desses vírus ou anticorpos já foram identificados. Essencialmente, até agora, os cientistas tinham que os procurar um por um, o que não deve mais acontecer. A tecnologia poderia também ajudar a responder perguntas sobre o câncer, por exemplo, por que a mesma doença progride mais rápido em alguns pacientes do que em outros, e porque a quimioterapia funciona melhor em algumas pessoas. Os anticorpos podem desempenhar um papel que ainda não conhecemos.

Limitações

O teste tem algumas limitações, contudo. Ele pode não detectar certos vírus muito pequenos ou infecções para a qual a resposta imune tenha sido muito pequena. Mas versões mais recentes do teste podem ser mais sensíveis, de acordo com o Dr. Elledge. Embora não seja perfeito, a expectativa é que o método represente um grande passo à frente em direção ao objetivo de uma análise mais abrangente de infecções virais. Hoje, o exame pode levar até dois meses para ser concluído, mas com investimento, poderia ser feito em 2 ou 3 dias. fonte:nytimes.com/2015/06/05/health/single-blood-test-for-all-virus-exposures.html

quarta-feira, 16 de julho de 2014

CONHEÇA A HORRIPILANTE HISTÓRIA DA MEDICINA

1 – Máscaras de proteção
As horripilantes máscaras acima, capazes de provocar pesadelos em qualquer um, foram usadas durante a Peste Negra e continham substâncias perfumadas nos bicos. 2 – Pulmão de aço
A estranha máquina da foto foi criada na década de 20 para tratar casos graves de insuficiência respiratória, sendo utilizada para minimizar os danos provocados pela poliomielite. O equipamento exercia pressão para expandir a caixa torácica e, assim, forçar a entrada de ar, e muitas crianças permaneciam em tratamento nessas geringonças durante meses. 3 – Prótese
As próteses vêm se desenvolvendo tanto que inclusive já existem membros robóticos que permitem que pessoas amputadas controlem esses equipamentos com bastante precisão e inclusive com a mente. Mas, até que chegássemos a este nível tecnológico, foram necessárias muitas décadas de trabalho duro, como você pode comparar com a perna mecânica da imagem acima e a mão de madeira da foto abaixo, ambas do século 19.
4 – Antes da plástica
As peças acima também são próteses e eram utilizadas para cobrir e dissimular lesões e imperfeições faciais antes de a cirurgia plástica se tornar tão popular e moderna como é hoje em dia. 5 – Desvios
Se o uso de coletes e colares para corrigir problemas de coluna parecem incômodos e torturantes, então dê uma olhadinha nos aparelhos que existiam no passado. O da imagem acima foi desenvolvido por um médico chamado Clark no século 19, enquanto o da foto abaixo era o tratamento proposto por Lewis Sayre para a escoliose.
6 – Anestesia
A foto que você acabou de ver, de meados do século 19, mostra uma das primeiras cirurgias realizadas com o uso do éter como anestésico. Aliás, você reparou na falta dos tradicionais jalecos azuis ou verdes, máscaras, luvas e ambiente e equipamentos superestéreis com os quais estamos acostumados hoje em dia? 7 – Tratamento psiquiátrico
A foto mostra um tipo de tratamento bem comum do século 19 e início do século 20, no qual pacientes que padeciam de “insanidade” eram envoltos em lençóis úmidos. 8 – Ferramentas
Vai dizer que o conteúdo da maleta acima, composto pelos instrumentos cirúrgicos carregados pelos médicos da Guerra Civil dos EUA, não parecem ferramentas de marceneiro! 9 – Transfusões
Você é do tipo hipocondríaco e morre de medo de agulhas? Então, dê uma olhadinha nas garrafas que eram usadas nas transfusões de sangue! A da imagem é de 1978 — nem faz tanto tempo assim, se pararmos para pensar — e, apesar de ser esterilizada, não era feita com materiais descartáveis como as bolsas de hoje. E já pensou no calibre da agulha que provavelmente completava o “kit”? 10 – Proteção
Se você já teve que fazer alguma radiografia, então deve ter reparado nos coletes que os técnicos utilizam para se proteger da radiação. A imagem acima mostra omodelito usado em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial. FONTE: megacurioso.com.br/medicina-e-psicologia/42344-prepare-se-para-fazer-uma-horripilante-viagem-pela-historia-da-medicina.htm

segunda-feira, 7 de julho de 2014

ANESTESIA: UM GRANDE MISTÉRIO MÉDICO

Se tem uma coisa que agradecemos imensamente por ter sido descoberta, essa coisa é a anestesia. Esse grande avanço médico nos permite perder a consciência durante cirurgias e outros procedimentos dolorosos, o que é ótimo para nós. O problema é que os cientistas não estão inteiramente certos de como ela funciona – simplesmente não há uma maneira objetiva de medir se nosso cérebro está “acordado” ou não, e é por isso que algumas pessoas permanecem imóveis, mas conscientes em salas de cirurgia, sofrendo em silêncio, o que não é tão ótimo para nós. Para terminar de agradecer à ciência, agora estamos chegando mais perto de resolver o mistério da anestesia – e, de quebra, da própria consciência também. ANESTESIA EM NÚMEROS A anestesiologia percorreu um longo caminho desde 1846, quando um médico no Hospital Geral de Massachusetts (EUA) colocou uma garrafa com um líquido perto do rosto de um paciente até ele ficar inconsciente. Apesar dos avanços, até 1940, a anestesia ainda era algo arriscado. Naquela época, uma em cada 1.500 mortes pré-operatórias eram atribuídas a ela. Esse número tem melhorado dramaticamente, principalmente por conta de progressos técnicos e em produtos químicos, padrões de segurança modernos e um influxo de anestesistas credenciados. Hoje, a possibilidade de um paciente saudável sofrer uma morte devido a anestesia é inferior a 1 em 200.000, ou seja, uma chance de 0,0005% de fatalidade – muito boas chances especialmente se você considerar a alternativa, que é a de ficar acordado durante o procedimento cirúrgico. Deve-se salientar, no entanto, que as mortes relacionadas com a anestesia estão aumentando, principalmente pelo envelhecimento da população. Considerando “pacientes não saudáveis”, a taxa de mortalidade em todo o mundo durante a anestesia é de cerca de 1,4 mortes por 200.000 pessoas. Já o número de mortes no prazo de um ano após a anestesia geral é de cerca de um em cada 20. Para pessoas com idade acima de 65 anos, é de uma a cada 10. A razão para esses números altos, segundo o anestesista André Gottschalk, é que a anestesia pode ser estressante para pacientes idosos com problemas cardíacos ou pressão arterial elevada, e cada vez mais essas pessoas precisam de cirurgias. E morrer não é o único perigo associado com a anestesia. Ela pode induzir uma condição conhecida como delírio pós-operatório, um estado de confusão grave e perda de memória. Após a cirurgia, alguns pacientes se queixam de alucinações, têm dificuldade em responder a perguntas, e esquecem por que estão no hospital. Estudos têm mostrado que cerca de metade de todos os pacientes com 60 anos ou mais sofrem com esse tipo de delírio. Esta condição geralmente desaparece após um dia ou dois. Para algumas pessoas, geralmente com mais de 70 anos de idade e com histórico de déficits mentais, uma alta dose de anestesia pode resultar em problemas persistentes por meses e até anos depois, incluindo problemas de atenção e memória. ANESTESIA X CONSCIÊNCIA Normalmente, a anestesia é iniciada com a injeção de um medicamento chamado propofol, que proporciona uma transição rápida e suave para a inconsciência. Em cirurgias mais longas, um anestésico inalado, como isoflurano, é usado com conjunto para se obter um melhor controle da profundidade da anestesia. Os neurocientistas não sabem como produtos químicos como o propofol funcionam exatamente – e nem vão saber, até entenderem completamente a própria consciência. Quando alguém está anestesiado, sua atividade cerebral e cognição continuam ativas, mas sua consciência se “desliga”. Por exemplo, um estudo mostrou que ratos podem “lembrar” de cheiros que sentiram enquanto estavam sob anestesia geral. Os pesquisadores precisam traçar os correlatos neurais da consciência – variações na função cerebral que podem ser observadas quando uma pessoa passa de estar consciente a inconsciente – para entender a consciência e, consequentemente, a anestesia. Essas variações podem ser certas ondas cerebrais, respostas físicas, sensibilidade à dor, enfim, qualquer coisa; só precisam estar correlacionadas diretamente à consciência. Os cientistas sabem que a anestesia incapacita várias proteínas diferentes na superfície de neurônios, que são essenciais para a regulação do sono, atenção, aprendizagem e memória. Mas, mais do que isso, ao interromper a atividade normal dos neurônios, os anestésicos perturbam as comunicações entre as diversas regiões do cérebro que, em conjunto, provocam inconsciência. Mas não descobrimos ainda qual região ou regiões do cérebro são responsáveis por esse efeito. Na verdade, pode não ser uma coisa só. De acordo com a teoria do “espaço de trabalho global”, a consciência é um fenômeno amplamente distribuído, onde a informação recebida é processada em regiões separadas do cérebro sem que estejamos conscientes disso. A subjetividade só acontece quando esses sinais são transmitidos para uma rede de neurônios em todo o cérebro que dispara em sincronia. Sendo assim, os anestésicos podem provocar inconsciência bloqueando a capacidade do cérebro de integrar corretamente as informações. Segundo o pesquisador Andres Engels, a comunicação de longa distância do cérebro fica impedida durante a anestesia, de modo que ele não pode construir o espaço de trabalho global. VOLTANDO À CONSCIÊNCIA Há também a ciência de sair da inconsciência – outra coisa que não entendemos completamente. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) dizem que o retorno da atividade cerebral consciente ocorre em grupos distintos do cérebro, de maneira não uniforme. “A recuperação da anestesia não é simplesmente o resultado do fim do efeito do anestésico, mas também do cérebro encontrar o seu caminho através de um labirinto de possíveis estados de atividade para permitir a experiência consciente de novo”, observou o pesquisador Andrew Hudson. “Simplificando, o cérebro reinicia-se”. De um modo semelhante, outro estudo sugeriu que a confusão pós-operatória pode ser devido ao cérebro revertendo a um estado evolutivo mais primitivo, uma vez que passa por esse processo de “reinicialização”. FONTE: io9.com/how-does-anesthesia-work-doctors-arent-sure-and-her-1592809615

sexta-feira, 6 de junho de 2014

AS 10 DESCOBERTAS MAIS BIZARRAS DA MEDICINA

1. Pessoas que acham que têm chulé realmente têm chulé, e aquelas que acham que não têm chulé, não têm chulé. Poderia ser o suor, ou bactérias acumuladas, mas alguns cientistas descobriram que o principal fator que causa seu chulé é a sua consciência. F. Kanda, E. Yagi, M. Fukuda, K. Nakajima, T. Ohta e O. Nakata, do Instituto Shiseido chegaram à conclusão de que, se você acha que tem chulé é porque você tem chulé. Se você não sente nenhum cheiro suspeito vindo do seu pé, é porque você não tem chulé. Por essa descoberta, eles receberam o prêmio IgNobel de 1992. 2. Remédios falsos caros são mais eficientes do que os baratos Quanto mais caros forem seus analgésicos, mais eficientes eles serão – mesmo se eles não passarem de pílulas feitas com farinha. Pelo menos foi a essa conclusão que os pesquisadores Rebecca Waber e Dan Ariely chegaram em 2008. Quanto mais você gasta em um remédio, mais espera que ele funcione – isso faz com que, mesmo que ele seja falso, você se sinta melhor. E isso foi verificado até com os mesmos remédios quando adquiridos por preços diferentes. Pessoas que compravam remédios com desconto se sentiam piores do que aquelas que pagavam um valor maior. 3. Você pode pegar uma DST se “compartilhar” uma boneca inflável Aparentemente, você deve usar camisinha até quando for “ter uma conversa” com uma boneca inflável. Em 1996, dois pesquisadores de Harvard receberam um prêmio IgNobel por terem comprovado que a gonorréia pode ser transmitida através de bonecas infláveis “comunitárias”. 4. Música country pode causar suicídio Em 2004, dois universitários receberam o IgNobel por terem verificado os “efeitos da música country no comportamento suicida”. Segundo Steven Stack e Jim Grundlach, quanto mais as estações de rádio de uma cidade tocam música country, maiores são os índices de suicídio da região. 5. Se apaixonar não é muito diferente de ter um transtorno obsessivo-compulsivo Para você, sua nova paixão pode ser um sonho transformado em realidade, mas para os cientistas, ela pode se assemelhar a um Transtorno Obsessivo-Compulsivo (conhecido como TOC). Biologicamente e quimicamente, a paixão seria indistinguível do TOC, segundo a ganhadora do IgNobel de química do ano 2000, Donatella Marazzi. 6. Sintomas da Asma podem ser tratados na Montanha-Russa Em 2010 Simon Rietveld e Ilja van Beest, da Universidade de Amsterdã, resolveram colocar uma paciente de 25 anos, que sofria com asma, para andar em montanhas-russas. Depois eles receberam um prêmio por provar que esses passeios cheios de adrenalina podem aliviar os sintomas da doença. 7. Engolir o chiclete faz com que ele fique preso em seu estômago para sempre Ok, é um fenômeno raro, mas alguns casos de obstrução intestinal ou estomacal causada por goma de mascar engolida já foram documentados – na maior parte, as vítimas são crianças. Mas para isso precisa haver um exagero. Uma das vítimas conhecidas é um menino de 4 anos que precisou ir para a cirurgia remover vários pedaços de chiclete do seu estômago – mas isso porque ele mascava, e engolia, de quatro a sete chicletes por dia. 8. Pessoas que bebem café vêem fantasmas mais regularmente De acordo com uma pesquisa, pessoas que bebem muito café podem ter mais alucinações ou sentirem que estão na presença de fantasmas. O estudo entrevistou 200 universitários do Reino Unido e descobriu que, quanto mais café eles bebiam, maiores eram as chances de eles verem “coisas que realmente não estão lá”. Aqueles que bebiam mais do que sete xícaras de café diziam ver até três vezes “mais fantasmas” do que aqueles que ingeriam uma quantidade menor da bebida. 9. Uma pessoa cega pode recuperar a visão implantando um dente nos olhos Cirurgiões conseguiram devolver a visão de um homem cego implantando um dente nos olhos do paciente. Basicamente eles removeram o dente, colaram uma lente dentro do dente, e o colocaram dentro de um dos olhos do paciente. Segundo os médicos, essa técnica só pode ser usada quando a pessoa está com a córnea arranhada, não quando a visão foi perdida por algum outro problema. E a cirurgia necessita que o dente seja removido do paciente para que as chances de rejeição sejam menores. 10. Sacos de trigo podem queimar Você já deve ter visto aqueles pequenos “travesseiros” de trigo que são aquecidos no microondas e depois colocados sobre os músculos de alguém que está sentindo dores. Só que, se aquecidos demais, eles também podem queimar. Médicos da sala de emergências do Hospital Adelaide fizeram a brilhante descoberta após tratarem queimaduras causadas por sacos de trigo. FONTE: Interessante Nota 10

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

UMA MEDICINA SÓ SUA

No futuro, cada pessoa terá tratamento médico personalizado, orientado por seu perfil genético, proteico e metabólico. Mas, além de benesses, essa revolução médica trará grandes desafios, em especial no campo ético, como aponta o Nobel de Química Aaron Ciechanover em evento em Lindau, na Alemanha.
Para o biólogo israelense Aaron Ciechanover, vivemos a terceira revolução da medicina, que nos levará a um modelo em que as características únicas dos pacientes e das doenças ajudarão a definir seus tratamentos. Atualmente, as doenças ainda são, em sua maior parte, tratadas de forma ampla, sem considerar as diferenças genéticas entre os indivíduos. Além disso, os tratamentos não levam em conta que uma mesma doença, como o câncer de mama, pode estar associada a genes variados. Esse cenário em que as características únicas dos pacientes e das doenças não auxiliam na definição da abordagem terapêutica adotada deve mudar graças à terceira revolução da medicina. É assim que o biólogo israelense Aaron Ciechanover, laureado com o Nobel de Química de 2004 por elucidar processo de degradação e reciclagem de proteínas, batizou o crescente uso dos testes genéticos para orientar o tratamento de doenças. Em sua palestra, ministrada na terça-feira (02/07) no 63º Encontro de Prêmios Nobel em Lindau, na Alemanha, Ciechanover falou sobre essa medicina personalizada e alguns de seus desafios. Para o biólogo, que trabalha no Instituto de Tecnologia de Israel, a primeira revolução da medicina ocorreu nas décadas que precedem 1960. Ela foi caracterizada por descobertas acidentais, como a da penicilina, o primeiro antibiótico da história. A substância foi descoberta pelo biólogo escocês Alexander Fleming (1881-1955), quando este esqueceu uma placa de Petri aberta e percebeu que as bactérias cultivadas nela não cresciam próximas a um fungo que havia contaminado a placa. Ciechanover: “A medicina está deixando de ser ‘tamanho único’ para ser pessoal” Já a segunda revolução ocorreu entre os anos 1970 e 2000 e foi marcada pela maciça triagem de grandes bibliotecas de compostos químicos na esperança de se encontrar alguma substância com potencial médico. Esse foi o caso das estatinas, amplamente usadas no controle dos níveis de colesterol do corpo. “Nesses dois períodos, a descoberta ocorria antes que se conhecesse o mecanismo de funcionamento das drogas, sendo estes elucidados mais tarde”, comentou Ciechanover. Com a observação das diferentes respostas dos indivíduos a tratamentos iguais, percebeu-se que doenças como o câncer, mesmo um tipo específico, têm variações. “Assim, existe câncer de mama A, B, C etc., com perfis genéticos distintos”, disse o biólogo. Segundo ele, essa constatação está levando à terceira revolução da medicina, que já se manifesta pela realização de testes genéticos para identificar o potencial de um indivíduo desenvolver determinada doença e auxiliar na escolha de seu tratamento. “A medicina está deixando de ser ‘tamanho único’ para ser pessoal”, ilustrou Ciechanover. OS 4 ‘P’s O biólogo afirmou que a terceira revolução é caracterizada por quatro ‘P’s: personalizada, previsível, preventiva e participativa. Nessa nova fase da medicina, o conhecimento do perfil genético do paciente e do mecanismo de ação da droga permitirá não apenas escolher o medicamento mais apropriado, como também saber se aquela pessoa terá alguma reação adversa. “Reações adversas a drogas estão entre a quarta e a sexta causa de mortes nos Estados Unidos”, alertou Ciechanover. Munidos dessas informações, pacientes e profissionais de saúde poderão discutir a melhor abordagem para lidar com a doença ou medidas que ajudem a preveni-la. Segundo o pesquisador, essa era da medicina personalizada será caracterizada pelo emprego de tecnologia de sequenciamento genético mais rápida e barata, capaz de sequenciar a totalidade dos genes de um ser humano (genoma) em algumas horas e por menos de mil dólares.
TESTE GENÉTICO Segundo Ciechanover, a era da medicina personalizada será caracterizada pelo emprego de tecnologia de sequenciamento genético mais rápida e barata e já se manifesta pela realização de testes genéticos para identificar o potencial de um indivíduo desenvolver determinada doença. Haverá ainda a identificação e caracterização de marcadores moleculares para as várias doenças, assim como o desenvolvimento de drogas que modulem a atividade desses alvos biológicos. “Mas o genoma é só o começo; o perfil proteico e metabólico – o proteoma e o metaboloma – também serão importantes”, ressaltou o biólogo. VAZAMENTO DE GENOMA Os obstáculos para o uso de testes genéticos na medicina são inúmeros e Ciechanover listou vários de aspecto técnico, como o fato de diversas doenças terem origem multigênica, ou seja, serem causadas por mais de um gene. A dificuldade de se realizarem experimentos em humanos e a ausência de modelos animais confiáveis complicam ainda mais a situação. “Já salvamos milhares de camundongos de câncer, mas na hora de transferir esse conhecimento para humanos, a coisa fica mais complexa”, brincou o biólogo. Poderemos ver no futuro vazamentos de genoma similares aos que ocorrem com outros tipos de informações sigilosas Mas o grande problema para Ciechanover é a questão bioética. Uma medicina personalizada requer grandes bancos de dados com registros dos genomas das pessoas. “Quem garante a segurança dessa informação?”, indagou. “Lembrem-se: são dados que não só ajudam no tratamento, mas também indicam a possibilidade de doenças futuras.” Ele acredita que poderemos ver no futuro vazamentos de genoma similares aos que ocorrem com outros tipos de informações sigilosas. O biólogo alertou ainda para o fato de a tecnologia de diagnóstico estar se movendo mais rápido do que o resto da medicina e citou o caso da atriz norte-americana Angelina Jolie, que recentemente anunciou possuir um marcador genético que aumenta consideravelmente suas chances de desenvolver câncer de mama e se submeteu à retirada preventiva de ambos os seios. Embora tenha elogiado a coragem da atriz, Ciechanover ressaltou que, por um lado, Jolie resolveu seu problema, mas agora sua filha tem outro: “Quando ela completar 16 anos, deve se testar? Se o teste for positivo, o que fazer?” E concluiu: “Não conhecemos o futuro e gostamos disso.” FONTE: http://cienciahoje.uol.com.br

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

TER CONHECIMENTOS BÁSICOS SOBRE ALGUNS SINTOMAS PODE SALVAR A SUA VIDA

Os seriados médicos estão na moda. Bom, você já deve ter visto pelo menos um ou dois programas sobre emergências hospitalares. O nome mais famoso entre os doutores da TV no momento é House (a série está em sua oitava e última temporada), e esse personagem especificamente tem uma boa sacada sobre a profissão: ele mostra como os médicos pensam, na verdade, com a mesma lógica que Sherlock Holmes. Isso não é uma surpresa, já que o Dr. Arthur Conan Doyle se inspirou em um dos seus professores de medicina para criar o detetive da ficção. Mas o que é importante aprender com os dois é que, nas palavras de Holmes, quando você eliminou o impossível, o que sobrar, por mais improvável que seja, deve ser a verdade. Na faculdade, nós aprendemos a não agir com precipitação. Somos orientados pelos professores a fazer uma lista com todas as possíveis explicações para os sintomas do paciente, e classificarmos as hipóteses na ordem da mais à menos comum ou mais fatal, e depois coletamos a evidência necessária para descartar cada item da tal lista, até que o que sobrar, seja o que for, deve ser a verdade. Muitos médicos ficam incomodados, ou até mesmo nervosos, quando acham que um paciente está diagnosticando a si mesmo. Essa mania pode, sem dúvida, causar problemas – e a internet deixou isso muito mais fácil. Mas alguns de nós também acreditam que as pessoas mais caladas nas consultas – estou falando dos homens – tornam-se mais propensas a procurar ajuda se puderem encontrar informação básica on-line antes de ir até o especialista. É compreensível que você queira entender o que nós dizemos tecnicamente para se sentir mais seguro do diagnóstico. Claro que nada substitui o conhecimento de quem estudou a fundo a doença que você pode ter (ou não), mesmo que a busca on-line já tenha oferecido um nome da encrenca. Mas essa curiosidade não é ruim. Muito pelo contrário, ela pode ajudar. Numa emergência, você é responsável pela análise da situação e pela reação que pode salvar a sua vida (ou de outra pessoa). A decisão de pegar o telefone e marcar uma consulta ou chamar ajuda não vai ser do médico: ela tem que vir de você. Por isso, é bom que saiba o que está acontecendo. É aqui que começa a arte de diagnosticar. Veja como sintomas comuns ajudam a reconhecer o que está acontecendo com você e quando é preciso correr para o hospital mais próximo. DOR DE GARGANTA, TOSSE, NARIZ ESCORRENDO É resfriado, certo? Nem sempre. Desconfie se você não tem congestão nasal, a tosse é seca, a febre está acima de 38 °C ou a doença começou subitamente e você se sente como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Esses são sinais de gripe. Nesse caso, se sua saúde estiver boa, o médico pode mandar você embora do consultório tranquilamente. Mas, se você tem cardiopatia, doença pulmonar, diabetes ou qualquer problema que restrinja a ação do seu sistema imunológico, o especialista vai decidir se você precisa de antiviral. E se, enquanto estiver gripado, sentir falta de ar com o menor esforço, começar a expelir um muco nojento quando tossir ou a febre voltar com calafrios e tremores, procure ajuda imediatamente. Você pode estar desenvolvendo pneumonia. DOR DE CABEÇA As dores de cabeça têm uma variedade enorme, desde a dor fraca, que atinge todo mundo, até a batida agoniante acima de uma das orelhas ou aquele espeto em brasa enfiado no seu olho. Algumas trazem alucinações visuais, cheiros imaginários, vertigem, vômitos ou uma aversão à luz clara e à conversa. A maioria delas não representa perigo, mas nem toda dor é uma simples cefaleia. Em algumas situações, o desconforto pode esconder algo mais sério. Fique de olho nestes casos… Dor instantânea Se ela o atingir como uma flechada do nada e se intensificar em minutos, tornando-se insuportável, corra para a emergência. As causas prováveis são quase todas fatais. Dor do sexo/exercício Uma cefaleia forte que chega rápida e furiosamente com esforço físico violento ou em um momento de orgasmo precisa ser investigada – pode ser uma hemorragia. Dor que se espalha para o pescoço Incômodos que se espalham para outras partes do corpo podem ser sinal de meningite ou hemorragia. Busque ajuda, especialmente se você tiver febre, se recupera de uma infecção bacteriana, tem urticária ou não consegue raciocinar com clareza. Dor que não tem fim Se ela vai e vem por dias, acompanhada de febre, distúrbios visuais e têmporas doloridas, pode sinalizar uma inflamação das artérias que pode deixá-lo cego. Vá ao médico já! Dor “contagiosa” Você está em casa, com janelas fechadas, e ao longo do dia sua dor de cabeça piora. Se outra pessoa sentir o mesmo, pode ser gás vazando. Vá para um lugar aberto na hora e depois cuide do reparo. Dor que piora há semanas, acorda você e marca presença logo pela manhã É o padrão clássico de uma massa que se expande lentamente dentro do cérebro, ou seja, um tumor. Não deixe para amanhã a consulta médica e a ressonância magnética. CAROÇOS Normalmente, são nódulos linfáticos que estão inchados porque as células do seu sistema imunológico estão ocupadas fazendo o que têm que fazer. Caroços no pescoço, axilas ou virilha geralmente sugerem uma infecção nas proximidades ou alergias. Nódulos inchados e moles, tipicamente localizados no pescoço e acompanhados de uma dor de garganta forte, são mononucleose (doença viral transmitida pela saliva que causa hipertrofia do fígado e do baço) até que se prove o contrário. Não há muito o que fazer sobre isso, mas, para evitar uma ruptura no baço, vá ao médico para um teste rápido para confirmar a suspeita e, até o resultado sair, dê um tempo nos esportes de contato. Caroços combinados com febre também podem ser indicativos de HIV, tuberculose e lúpus – três casos em que se deve procurar tratamento rapidamente. No caso de você ter alguma dúvida, caroços nos testículos nunca são normais. Qualquer um que apareça sobre os músculos peitorais também precisa ser examinado porque os homens também podem ter câncer de mama. E um nódulo linfático inchado que não desaparece em uma ou duas semanas, especialmente se é firme e imóvel, deve ser submetido a uma biópsia para checar se é câncer. “Em uma emergência, você é o primeiro responsável pela análise da situação. A decisão de chamar ajuda tem que vir de você” CABEÇA VAZIA Se alguma vez já experimentou isso, você não se esquece da sensação horrível de náusea, suor frio e da consciência fugindo. A sua avó chama isso de desmaio; o termo preferido pelos médicos é “síncope”. O apagão manda muita gente para o pronto-socorro. A maioria das vezes, ele não traz problema e é causado por uma desidratação ou algo chamado reflexo vasovagal – um órgão interno estimula o seu nervo vago, que sinaliza para o coração desacelerar, o que pode acontecer se você está com intoxicação alimentar e as suas vísceras se contraem por causa de um sushi suspeito. Algumas outras causas da síncope são menos inofensivas. Para começo de conversa, arritmias cardíacas podem fazer você perder a consciência. E, como elas são potencialmente fatais, qualquer desmaio precisa passar por diagnóstico no hospital. Também existe uma doença genética relativamente comum conhecida como cardiomiopatia hipertrófica, que faz com que homens jovens desmaiem durante o exercício, e algumas vezes caiam mortos. Se você sentir tontura quando se levanta e se fica facilmente sem fôlego quando se deita ou de repente, no meio da noite, não deixe de ir ao médico. MANCHAS As erupções cutâneas são bastante comuns mas, às vezes, elas são o primeiro sinal visível de uma calamidade. O tipo mais comum de mancha é a dermatite de contato: a pele fica vermelha e coça – é feia, mas nada grave. Pode ser causada por alguma mudança, como o novo sabão de lavar a roupa ou uma camisa feita de fibras recicladas misteriosas. Erupções doloridas, quentes e semelhantes a queimaduras de sol, que aparecem e desaparecem, especialmente em alguém com febre ou que passou recentemente por uma cirurgia, teve qualquer tipo de ferimento profundo ou mesmo um cateter intravenoso comum inserido, podem ser um sinal de síndrome de choque tóxico (quadro no qual bactérias de pele comuns entram na corrente sanguínea, produzindo toxinas que, em algumas horas, provocam a falência de órgãos). Erupção acompanhada de febre, dor de cabeça e dor nas articulações também pode ser o primeiro sinal de meningite. Fique de olho em qualquer mancha que não fique mais clara quando você a aperta entre os dedos. Este é um teste simples, mas que ajuda a reconhecer problemas sérios. Se a cor mantiver-se a mesma, a erupção requer atenção imediata: você pode estar desenvolvendo um ataque autoimune contra as plaquetas sanguíneas ou até mesmo câncer. Mas essas são apenas as mais perigosas. Existem milhares de manchas e causas diferentes para elas. O clínico geral pode não reconhecer todas, mas ele conhece um dermatologista para indicar que vai fazer isso com segurança. A MAIOR AMEAÇA À SAÚDE DE UM HOMEM O inimigo é o ego. As três regras seguintes vão manter o seu sob controle 1. Não tenha certeza demais de que você sabe o que está acontecendo. Os melhores médicos questionam a si mesmos constantemente. 2. Quando estiver em dúvida, procure ajuda. Sempre que achar que uma situação pode ser perigosa, vá ao pronto-socorro mais próximo. 3. Confie na sua intuição. Mesmo que alguém lhe diga para não se preocupar, se a coisa simplesmente não parece bem vá ao médico. FALTA DE AR Você é um homem saudável, com 30 anos em média, sem nenhum antecedente médico significativo, e acorda no meio da noite com falta de ar. Não teve doença respiratória, não está com tosse ou febre e vou considerar que você não fuma. Sentar-se na cama melhora um pouco. Mas se você se deita e espera essa sensação passar, ela não passa. Tenta respirar fundo, mas isso só faz com que sinta uma pontada no peito. A boca fica seca e o pulso acelera. É de fato assustador. Parte do terror vem de um reflexo – um impulso nervoso liga os pulmões à parte do seu cérebro que experimenta medo. O outro motivo de preocupação é a soma do feio com o improvável, que inclui falência pulmonar, ataque cardíaco e ataque de pânico. Existem centenas de possibilidades para esse quadro – destas, umas dez podem ser fatais até o amanhecer. Aí é uma questão de escolha. Se você acha que ligar para a emergência dá muito trabalho, tente a funerária – único lugar que eu conheço onde não precisa respirar. MUDANÇAS NA VISÃO Os olhos são ligados diretamente ao cérebro. Se você achar que eles estão tentando lhe mostrar algo, preste atenção. Visão dupla pode ser sinal de AVC, de fratura da órbita do olho ou esclerose múltipla. Toda vez que a visão sofrer uma mudança repentina, seja o escurecimento do seu campo visual (AVC), as chamadas moscas volantes (descolamento de retina) ou obscurecimento generalizado da visão (coma diabético iminente), você pode ter graves problemas não apenas nos olhos, mas também em outra parte do corpo. CONCUSSÃO Este é o termo técnico para quando você bate a cabeça com força suficiente para abalar o conteúdo dela. Nós pensávamos que a perda da consciência definia a concussão. Atualmente, sabemos que, mesmo que você não tenha sido nocauteado, um golpe ainda pode romper a fiação do seu cérebro. Resultado: depois que a desorientação inicial passar, você pode ter dor de cabeça, vertigem, náusea e vômitos, mudanças de humor, insônia, perda de memória, dificuldade para falar. Luzes claras e barulhos altos podem ser intoleráveis. Você derruba coisas e perde a linha de raciocínio. A concussão é a forma mais leve de lesão cerebral e não deve ser ignorada de maneira alguma. Se for atingido na cabeça com força suficiente para ficar atordoado, mesmo que por poucos segundos, procure orientação médica imediatamente e ignore qualquer outro conselho dos colegas de time. E mais importante: nunca volte para o jogo! O médico vai pedir pelo menos uma tomografia computadorizada da cabeça e, se ela for normal e houver alguém na sua casa para manter o olho em você (o que significa acordá-lo a cada duas horas para uma breve rodada de “Qual é o seu nome?”, “Quantos dedos você vê aqui?” e “Quem é o presidente?”), ele pode deixá-lo ir embora tranquilamente. FONTE: MENSHEALTH

sábado, 20 de agosto de 2011

AS 10 MAIORES DESCOBERTAS DA MEDICINA

Hoje, a prática da medicina está tão segmentada que cada médico poderia citar bem mais de dez descobertas que revolucionaram apenas a sua especialidade. Por isso, para montar essa lista da saúde, resolvemos nos basear no livro As Dez Maiores Descobertas da Medicina, de 1999. A obra foi escrita por dois experientes médicos e professores americanos, Meyer Friedman e Gerald W. Friedland. De uma lista inicial de cem grandes feitos, os autores selecionaram os dez finais, que você conhece no quadro ao lado. Para garantir uma eleição democrática, escolhemos dois representantes brasileiros para confirmar o diagnóstico do livro: Ulysses Garzella Meneghelli, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e presidente da Sociedade Brasileira de História da Medicina, e Jair Xavier Guimarães, professor aposentado e médico infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Eles concordaram plenamente com a lista. Claro que ficaram de fora várias descobertas importantes - inclusive dois hormônios ganhadores do Prêmio Nobel: a insulina, que tem um papel essencial no metabolismo do açúcar, e a cortisona, importante antiinflamatório presente em vários remédios. O que torna as descobertas eleitas tão especiais é que elas revolucionaram o conhecimento do corpo humano, das doenças e seus tratamentos. Além de salvar milhões de pessoas, essas descobertas aumentaram a qualidade e a expectativa de vida em todo o mundo. Não bastasse, ainda abriram horizontes para novos estudos. O incrível é que nenhum dos dez cientistas campeões era um gênio, como Einstein. Todos tinham "apenas" muito talento e uma enorme capacidade para investigar aquilo que lhes aguçava a curiosidade.

ANATOMIA MODERNA

DATA - 1543
QUEM - Andreas Vesalius (1514-1564)
COMO - Antes do belga Vesalius, médicos não dissecavam cadáveres. Disputando ossos humanos com cães em cemitérios, ele abria cadáveres à faca e se empapava de sangue em nome da ciência. Arriscava a vida ao mexer em órgãos infectados e podres. O resultado dessas aventuras está em De Humani Corporis Fabrica, Libri Septem, um livro de anatomia com desenhos hiper-realistas considerado uma das obras-primas da medicina.
CONSEQÜÊNCIA - Avanços no estudo de doenças e tratamentos

BACTÉRIAS

DATA - 1675
QUEM - Antony van Leeuwenhoek (1632-1723)
COMO - Ele não era professor nem médico, apenas um comerciante letrado com um "hobby" curioso: fabricar e usar microscópios. O holandês Leeuwenhoek saiu do anonimato quando descobriu, com suas poderosas lentes, criaturas minúsculas agitando-se em uma pequena amostra da água de chuva que havia se acumulado em uma tina. Por acaso, ele acabara de descobrir as bactérias. Daí em diante, passou a examinar ao microscópio tudo o que via, de cocô de pombo ao próprio esperma.
CONSEQÜÊNCIA - Descoberta de uma das maiores causas de doenças e mortes

CIRCULAÇÃO DO SANGUE

DATA - 1628
QUEM - William Harvey (1578-1647)
COMO - Para mostrar o caminho do sangue aos incrédulos, Harvey abria um porco vivo durante suas palestras. Esse médico britânico dedicou a vida a estudar o funcionamento e a anatomia do coração, veias e artérias. O resultado está em Exercitatio Anatomica de Motu Cordis et Sanguinis in Animalibus, obra fundamental sobre a circulação sanguínea, que pôs por terra conceitos errados que sobreviviam havia 14 séculos.
CONSEQÜÊNCIA - Avanços no estudo de doenças e técnicas cirúrgicas

VACINA

DATA - 1796
QUEM - Edward Jenner (1749-1823)
COMO - Durante muito tempo se lutou contra a varíola. A doença matava até 40% dos doentes e, entre aqueles que sobreviviam, muitos ficavam cegos e desfigurados. O mal também atacava o gado, cavalos e porcos. O britânico Jenner descobriu que, se uma pessoa fosse contaminada pela ferida da varíola bovina, uma forma muito mais branda da doença, ficaria livre de pegar a varíola humana. Estava descoberto o princípio da vacina.
CONSEQÜÊNCIA - Prevenção contra varíola e outras doenças graves

ANESTESIA

DATA - 1842
QUEM - Crawford Long (1815-1878)
COMO - Até o século 19, os pacientes costumavam desmaiar de dor e desespero durante as operações. Foi quando se descobriu o poder anestésico do éter. O primeiro a testar a teoria na mesa de cirurgia foi o americano Long, que convenceu um paciente a cheirar uma toalha embebida em éter até ficar inconsciente. Quando acordou, o sujeito estava sem um cisto no pescoço, sem memória das últimas horas e, melhor, não precisou sentir as dores atrozes da cirurgia.
CONSEQÜÊNCIA - Cirurgias indolores e mais bem-sucedidas

RAIOS X

DATA - 1895
QUEM - Wilhelm Röntgen (1845-1923)
COMO - O alemão Röntgen investigava uma estranha luz amarelo-esverdeada emitida por um aparelho em seu laboratório. Fez vários testes e, desconfiado, chamou a esposa, Bertha, para comprovar seu palpite. Pediu a ela que colocasse a mão esquerda sobre uma chapa fotográfica e ligou o tal aparelho por seis minutos. Quando revelou a chapa, encontrou o desenho dos ossos dos dedos de Bertha e a silhueta de sua aliança. Eram os raios X.
CONSEQÜÊNCIA - Método para diagnósticos mais rápidos e precisos

CULTURA DE TECIDOS

DATA - 1906
QUEM - Ross Harrison (1870-1959)
COMO - O zoologista americano Harrison descobriu como cultivar células vivas em laboratório, independentemente das plantas ou animais de onde vieram. A descoberta permitiu estudar moléculas e células de organismos vivos, desenvolver vacinas contra poliomielite, sarampo, caxumba e raiva, auxiliar na busca de indícios que ajudem a descobrir a causa do câncer e da aids.
CONSEQÜÊNCIA - Revolução no estudo das doenças

COLESTEROL

DATA - 1912
QUEM - Nikolai Anichkov (1885-1964)
COMO - O russo Anichkov alimentou coelhos com gemas de ovos e descobriu que o animal que mais mata seres humanos no mundo é... a galinha. Durante a autópsia, Anichkov notou a presença de placas nas artérias dos coelhinhos, iguais às encontradas nas aortas de corações humanos. Com essa observação, apontou para a medicina o perigo do consumo de colesterol e as doenças provocadas por esse tipo de gordura, como a arteriosclerose.
CONSEQÜÊNCIA - Novos rumos para o estudo das doenças cardíacas

ANTIBIÓTICOS

DATA - 1929
QUEM - Alexander Fleming (1881-1955)
COMO - O médico e bacteriologista escocês Fleming descobriu, em 1929, a fórmula da penicilina, o primeiro antibiótico do mundo. Mas foram necessários mais de 12 anos para que se chegasse à etapa de ministrar a nova fórmula em humanos, o que ocorreu somente durante a Segunda Guerra Mundial. Base dos antibióticos, a penicilina revolucionou a medicina e deu impulso decisivo à moderna indústria farmacêutica.
CONSEQÜÊNCIA - A melhor arma contra bactérias

DNA

DATA - 1953
QUEM - Maurice Wilkins (1916-2004)
COMO - A maior parte dos méritos pela descoberta do DNA coube a James Watson e Francis Crick. A dupla de cientistas publicou, em 1953, um artigo em que desvendavam o mistério da estrutura de espiral dupla que caracteriza a "chave da vida". No entanto, a façanha não seria possível sem os estudos do físico neozelandês Wilkins, o primeiro a isolar uma molécula de DNA e fotografá-la com raios X, revelando a forma helicoidal.
CONSEQÜÊNCIA - Revolução na biologia molecular

FONTE:As Dez Maiores Descobertas da Medicina - Meyer Friedman e Gerald W. Friediand, Cia. das Letras, 1999