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domingo, 16 de agosto de 2015

QUALCOMM LANÇA PRÓXIMA GERAÇÃO DE CHIPSETS SNAPDRAGON 820

Depois de muita especulação sobre a próxima geração de chipsets da Qualcomm, a fabricante oficialmente lançou sua mais recente menina dos olhos: o Snapdragon 820. O anúncio foi feito pela companhia nesta quarta-feira, 12, durante a Siggraph 2015 - que acontece em Los Angeles nesta semana. Lançar oficialmente o Snapdragon 820 em um dos maiores eventos mundiais de computação gráfica tem sua razão de ser. Munido do também inédito Adreno 530 GPU (Graphics Processing Unit), o chip promete entregar performance gráfica significativamente mais avançada em relação ao seu antecessor, o Snapdragon 810. Em resumo, o novo processador permitirá avançado nível de preciosismo para usuários finais exigentes. Segundo a Qualcomm, smartphones equipados com tal tecnologia serão capazes de gerar fotos e vídeos mais apurados e, consequentemente, proporcionar alto desempenho para jogos: “desempenho móvel que rivaliza com o que os usuários atualmente recebem na sala de estar”, compara a fabricante. Por meio da arquitetura do novo Adreno 530, a Qualcomm garante entregar mais velocidade e suporte para gráficos móveis de alta qualidade em uma conta que, no final do dia, não prejudicará a bateria de dispositivos. Afinal, quando se trata de mobilidade e suas potencialidades, não é possível comprometer sua eficiência energética. “Nós estamos significativamente melhorando as capacidades de processamento visual de próxima geração do Snapdragon para apoiar experiências de usuário ligados à fotografia computacional, visão computacional, realidade virtual e gráficos foto-realistas em dispositivos móveis, ao mesmo tempo que maximizamos a vida da bateria", defende Tim Leland, vice-presidente de produto da Qualcomm. O Snapdragon 820 permitirá redução de cerca 40% de consumo de energia e performance 40% mais rápida para gráficos e GPGPU quando comparado a sua versão anterior, o Adreno 430. Fora isso, o novo processador também traz o inédito Qualcomm Spectra 14-bit, unidade de Image Signal Processing (ISP) projetada para suportar fotografias de qualidade superior a DSLR e reforçada visão de computador. Entre os avanços, o Spectra permitirá suporte para até 3 câmeras simultâneas (por exemplo, uma voltada para o usuário, e duas traseiras), e até 25 megapixels a 30 quadros por segundo. Da mesma forma, recursos inteligentes de reconhecimento facial e de objetos em tempo real utilizando inteligência artificial para categorizar imagens. Segundo a Qualcomm, mais de 1 bilhão de dispositivos móveis se beneficiam dos processadores Snapdragon atualmente. A expectativa é que uma nova geração de smartphones munidos do 820 estejam disponíveis no mercado no primeiro semestre de 2016. Rumores de que o Samsung Galaxy S7 e o Xiaomi Mi 5 poderiam adotar tal processador foram divulgados. A Qualcomm, por sua vez, não confirmou tal informação. FONTE: idgnow.com.br/ti-pessoal/2015/08/12/e-oficial-qualcomm-lanca-proxima-geracao-de-chipsets-snapdragon-820/

domingo, 28 de junho de 2015

CÉLULA SOLAR GERA E ARMAZENA ENERGIA POR SEMANAS

A célula solar orgânica é formada por polímeros (doadores de cargas) e fulerenos (receptores de cargas).

Célula solar com depósito

Talvez não seja necessário usar baterias para armazenar e usar à noite a energia captada por painéis solares durante o dia. Rachel Huber e Amy Ferreira, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, criaram um novo tipo de célula solar que não libera a eletricidade gerada imediatamente, podendo armazená-la por semanas. A técnica foi buscar inspiração na fotossíntese, processo no qual a energia solar é dirigida para estruturas celulares dentro das células, onde as cargas positivas e negativas são cuidadosamente separadas.

Fulerenos

A nova célula solar usa 2 componentes, um polímero doador de cargas, e, como receptor de cargas, um fulereno, um material à base de carbono. O polímero absorve a luz do Sol e repassa os elétrons para o fulereno. A grande inovação consistiu em projetar a célula solar de tal forma que haja fulerenos internos, mesclados com o polímero, para que eles possam capturar os elétrons, e uma camada externa de fulerenos, onde os elétrons podem ser mantidos por semanas, sem se recombinarem com as cargas positivas (lacunas) nos polímeros.

De molho

Mas a coisa toda ainda não está pronta para ser colocada no telhado e começar a gerar e armazenar energia. "Nós não colocamos esses materiais em um dispositivo real ainda; eles estão todos em solução. Quando nós os colocarmos juntos e fizermos um circuito fechado, então teremos chegado a algum lugar," disse o professor Yves Rubin. Parece valer a pena investir nesse futuro dispositivo, uma vez que todos os materiais usados são baratos e a estrutura de polímero e fulereno constrói-se sozinha por automontagem: basta colocar tudo em solução, como eles estão agora nesse ponto do trabalho. Bibliografia: Long-lived photoinduced polaron formation in conjugated polyelectrolyte-fullerene assemblies R. C. Huber, A. S. Ferreira, R. Thompson, D. Kilbride, N. S. Knutson, L. S. Devi, D. B. Toso, J. R. Challa, Z. H. Zhou, Y. Rubin, B. J. Schwartz, S. H. Tolbert.Science.Vol.: 348 (6241): 1340.DOI: 10.1126/science.aaa6850. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celula-solar-gera-armazena-energia-semanas&id=020115150626

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

CIENTISTAS GRAM ELETRICIDADE COM VÍRUS

Os cientistas desenvolveram um meio com o qual se usam vírus para alimentar pequenos dispositivos elétricos. No mundo em expansão da nanotecnologia, os cientistas de os EUA estão trabalhando sobre o uso de vírus inofensivos para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos, como monitores LCD . O método para criar essa energia é conhecido como piezoeletricidade, a acumulação de carga através de estresse mecânico, tais como pressão ou vibração. O trabalho poderia levar um dia ao desenvolvimento de minúsculos geradores de eletricidade que se encaixam em seus sapatos e permitem que você carregue uma célula de telefone enquanto você anda. FONTE: arquivoufo.com.br/2012/05/26/cientistas-geram-eletricidade-com-virus/

quarta-feira, 9 de julho de 2014

ESPAÇO-TEMPO TURBULENTO GERA REDEMOINHOS DE GRAVIDADE

Quando dois buracos negros se encontram, podem acontecer coisas muito mais dramáticas do que se acreditava. Distúrbios do espaço-tempo As teorias atuais da física estabelecem que o espaço-tempo pode ser dobrado por grandes massas, dando origem à gravidade. Mas o próprio espaço-tempo reage sempre de forma suave e tranquila - ele nunca se torna turbulento - gerando uma gravidade igualmente calma, tranquila e previsível. Um novo estudo, porém, defende que essas teorias podem estar erradas. Luis Lehner e seus colegas do Instituto Perimeter, nos Estados Unidos, explicam que a chave de tudo está em tratar a gravidade como um fluido. "Há uma conjectura em física - a conjectura holográfica - que diz que a gravidade pode ser descrita como uma teoria de campo. E nós também sabemos que, em altas energias, as teorias de campo podem ser descritas com as ferramentas matemáticas que usamos para descrever os fluidos," explica Lehner. "Portanto, é uma dança de dois passos: gravidade é igual a teoria de campos e teoria de campos é igual a fluidos, assim gravidade equivale a fluidos. Isso é chamado dualidade gravidade/fluidos".
As ondas gravitacionais poderão validar ou não a hipótese dos redemoinhos de gravidade. Dualidade gravidade/fluidos Como um dos comportamentos característicos dos fluidos é a turbulência, se a gravidade pode se comportar como um fluido, então, sob certas condições, ela vai espiralar e gerar redemoinhos. "Ou há um problema com a dualidade, e a gravidade realmente não pode ser totalmente capturada por uma descrição de fluidos, ou há um fenômeno novo na gravidade e a gravidade turbulenta realmente pode existir," disse Lehner. A dualidade gravidade/fluidos vem sendo desenvolvida ao longo dos últimos seis anos. Mas, até agora, ninguém havia encarado de frente o problema da turbulência da gravidade. E o que realmente importa saber é se a gravidade pode se tornar turbulenta não em considerações matemáticas, mas em uma situação real. Para tentar verificar essa possibilidade, a equipe decidiu estudar buracos negros estelares, ou quasares, que giram muito rapidamente - mais especificamente, eles simularam as perturbações não-lineares dos buracos negros. Sistemas gravitacionais raramente são analisados neste nível de detalhamento porque as equações são incrivelmente complexas. Mas, sabendo que a turbulência é fundamentalmente não-linear, a equipe não pode escapar das dificuldades e enfrentou o problema.
As simulações mostram que o espaço-tempo fica turbulento, e a gravidade passa a se comportar como um fluido. Turbulências na gravidade O resultado foi surpreendente: o espaço-tempo pode realmente se tornar turbulento nas condições extremas de uma dupla de buracos negros orbitando um em torno do outro. "Fiquei muito surpreso", diz Huan Yang, membro do grupo. "Eu nunca acreditei em comportamentos turbulentos na Relatividade Geral, e por boas razões: ninguém jamais havia visto isto em simulações numéricas, mesmo de coisas dramáticas como buracos negros binários." Mas como este fenômeno escapou dos teóricos? "Ele estava escondido porque a análise necessária para vê-lo tem que ir para as ordens não-lineares. As pessoas não têm motivação suficiente para fazer um estudo não-linear", explicou Yang. Este é um trabalho teórico, mas que pode não ficar assim por muito tempo. Vários detectores de última geração estão para ser ligados em busca das ondas gravitacionais - ondulações no "fluido gravitacional" que resultam de eventos como a colisão de dois buracos negros. Se a gravidade pode se tornar turbulenta, então essas ondulações podem ser um pouco diferentes do que os modelos anteriores sugerem. Conhecer essas diferenças pode tornar mais fácil detectar as ondas gravitacionais, ou interpretar o que está sendo visto nos dados. Assim, se as ondas gravitacionais forem realmente detectadas, e elas chegarem um pouco diferente do que os modelos do espaço-tempo comportado preveem, então isto poderá ser uma evidência da turbulência gravitacional. E, se tiveram coragem para enfrentar a modelagem não-linear, talvez essa possibilidade de detecção dê à equipe a motivação suficiente para tentar descrever como seria, em uma situação real, o espalhamento de um redemoinho de gravidade pelo espaço-tempo. Bibliografia: Turbulent Black Holes; Huan Yang, Aaron Zimmerman, Luis Lehner; arXiv; http://arxiv.org/abs/1402.4859. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=espaco-tempo-turbulento-gera-redemoinhos-gravidade

segunda-feira, 9 de junho de 2014

TECNOLOGIA PARA GERAR ELETRICIDADE NA LUA À NOITE

Refletores de Fresnel (azul e cinza escuro) concentram os raios solares em um coletor, abaixo do qual há um tubo cheio de fluido que se transforma em gás quando aquecido. Esse gás aquece a massa térmica ou um reservatório (caixa cinza), que pode transferir esse calor para um motor Stirling (objeto em forma de cruz) para produzir eletricidade. Um radiador (azul) pode aquecer rovers e tripulantes. A capa amarela é um protetor que impede o calor de se dissipar rapidamente. Energia solar à noite Quando se fala em energia solar, todos se lembram do seu grande inconveniente: a energia só é gerada durante o dia, e precisa ser armazenada de alguma forma para ser usada à noite. O problema será muito maior quando se tratar de abastecer estações tripuladas na Lua. A noite lunar dura 14 dias terrestres, período no qual as temperaturas chegam a -150 º C. Isso complica o movimento de veículos e o funcionamento de equipamentos em uma estação lunar, o que exigiria o transporte de pesadas baterias da Terra ou o uso da energia nuclear - contudo, mesmo usando uma fonte de radioisótopos, o robô chinês Yutu precisa ser desligado durante a noite lunar. Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, apresentou duas opções para armazenar a energia solar produzida na Lua durante o dia para uso durante suas longas noites. Energia térmica "O primeiro sistema consiste em modificar fragmentos de regolito, o solo lunar, incorporando elementos como o alumínio, por exemplo, de tal forma que ele se torne uma massa térmica," explica Ricard Gonzalez-Cinca, um dos autores das propostas. Essa massa térmica seria aquecida pelo Sol durante o dia, e o calor seria usado para gerar eletricidade durante a noite. O segundo sistema é similar, mas mais sofisticado, incorporando um conjunto de espelhos e um motor térmico. Os espelhos são refletores de Fresnel, como os usados em algumas tecnologias de energia solar na Terra, que concentram os raios solares sobre um tubo cheio de líquido. O calor converte o líquido em um gás, que é então usado para aquecer a massa térmica. Depois, durante a longa noite lunar, o calor é transferido para um motor Stirling para produzir eletricidade. "Este sistema é melhor equipado do que o modelo anterior para projetos lunares com maiores necessidades de energia, como uma missão tripulada que precise passar a noite na Lua," disse Gonzalez-Cinca. A NASA já apresentou planos para usar um motor Stirling para impulsionar naves, mas ele seria alimentado por plutônio, e não por energia solar. A propósito, a NASA andava totalmente desinteressada na Lua, mas as coisas podem mudar com os programas espaciais da China, Índia e Japão, que já anunciaram planos de enviar missões tripuladas ao satélite. Bibliografia: Heat storage and electricity generation in the Moon during the lunar night Blai Climent, Oscar Torroba, Ricard Gonzalez-Cinca, Narayanan Ramachandran, Michael D. Griffin Acta Astronautica Vol.: 93, Pages 352-358 DOI: 10.1016/j.actaastro.2013.07.024 FONTE:INOVACAOTECNOLOGICA