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domingo, 7 de junho de 2015
ENTENDA A RELAÇÃO: VÍRUS DO HERPES X CÉLULAS CANCEROSAS
O vírus funcionaria como um “cavalo de Tróia” para destruir os tumores malignos de melanoma. Este é o mais recente avanço em um campo da medicina que luta contra o câncer, chamado de imunoterapia, uma nova arma na luta científica contra a temida doença.
sábado, 15 de novembro de 2014
ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE A DIABETES E PROBLEMAS DE GENGIVA
O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela hiperglicemia, termo médico que significa o aumento no nível de açúcar no sangue. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, os alimentos são digeridos no intestino e se transformam em açúcar (glicose), que é absorvida pelo sangue e usada pelos tecidos do corpo como fonte de energia.
“A utilização da glicose depende da presença de insulina, uma substância produzida pelas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo, ela se eleva no sangue, o que chamamos de hiperglicemia. Diabetes é a elevação da glicose no sangue: hiperglicemia”.
Por estar tão ligado ao nível de açúcar no sangue, o diabetes pode ser ocasional, como no caso do diabetes gestacional, ou crônico, como os diabetes tipo 1 e 2. Dos 3 tipos, o mais grave é o tipo 1, também conhecido como diabetes infanto-juvenil, insulinodependente ou diabetes imunomediado.
Tipos de diabetes
O diabetes tipo 1 é mais comum em crianças e jovens, e requer que o paciente tome injeções diárias de insulina. As pessoas que têm diabetes tipo 1 não produzem insulina suficiente, pois as células do pâncreas sofrem de um problema conhecido como “destruição autoimune”. Corresponde a menos de 10% dos casos da doença. O diabetes tipo 2 é a mais comum, podendo ser revertido com a adoção de hábitos de vida saudáveis. Pessoas obesas apresentam grande risco de desenvolver o problema. Nesses casos, o organismo produz insulina normalmente, mas a obesidade faz com que não consiga conter a alta no nível de açúcar do sangue. O estresse das grandes cidades, hábitos de vida sedentários (falta de exercícios físicos) e alimentação inadequada fazem com que o diabetes tipo 2 também esteja se tornando cada vez comum entre adultos jovens. No diabetes gestacional, a alta do nível de açúcar no sangue se relaciona às mudanças hormonais que ocorrem no corpo da mulher durante a gravidez. Alguns hormônios produzidos pela placenta reduzem a atuação da insulina, levando o corpo da mãe a aumentar a produção da substância pelo pâncreas. Mas algumas mulheres não produzem insulina adicional, apresentando então o quadro de diabetes gestacional, que traz riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Por isso, as mulheres grávidas precisam realizar exames para tratar o problema o quanto antes.Diabetes e problemas de gengiva
Pessoas com diabetes têm de 3 a 4 vezes mais chances de apresentar gengivite, uma inflamação das gengivas, causada pelo desenvolvimento das chamadas placas bacterianas na base dos dentes. Pesquisas revelam que um terço dos diabéticos apresenta doença periodontal grave, um problema que pode levar à perda óssea e à queda dos dentes. Segundo o site do Instituto Nacional Americano de Diabetes, Doenças Digestivas e dos Rins (NIDDK): “A glicose está presente na sua saliva – o fluido em sua boca que a deixa úmida. Quando o diabetes não está sob controle, altos níveis de glicose em sua saliva ajudam o crescimento de bactérias nocivas. Elas se misturam aos alimentos para formar uma película pegajosa chamada de placa”. A placa também é formada devido à ingestão de alimentos ricos em açúcar e amido. Além de causar a degeneração dos dentes, cáries e problemas de gengiva, a placa também pode calcificar, formando o tártaro, além de poder ser uma das causas do mau hálito. Se o nível de açúcar no sangue não for bem controlado, o paciente diabético pode desenvolver mais placa que o normal, levando a vários problemas, como cáries, infecções e gengivites. São sintomas de gengivite: gengivas inchadas, vermelhas, sensíveis ou que sangram com facilidade. Se não for tratada, pode evoluir para uma periodontite, problema grave que faz com que as gengivas descolem dos dentes, deixando-os soltos e propensos à queda. Também leva à perda óssea. Segundo o Centro de Informações de Saúde Bucal e Dental da Colgate, “pessoas com diabetes têm um risco aumentado para doenças gengivais avançadas porque os diabéticos são geralmente mais suscetíveis às infecções bacterianas e têm uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival”. Além disso, as infecções podem elevar o nível de açúcar no sangue, tornando mais difícil o controle da hiperglicemia. Outros problemas que podem surgir no paciente diabético além da gengivite e periodontite são a cárie, a candidíase – também conhecida por “sapinho”, uma doença causada por um fungo branco que se desenvolve comumente sobre a língua – aftas, boca seca e pequenas feridas.Como cuidar de sua saúde bucal
Se você é diabético, tenha ainda mais atenção em relação à saúde de seus dentes. Mantenha o nível de glicose no sangue em equilíbrio, seguindo as instruções de seu médico e adotando um estilo de vida saudável. Escove seus dentes regularmente todos os dias, use o fio dental e visite seu dentista pelo menos a cada seis meses. Você também deve dizer a seu dentista que tem diabetes, para que ele possa atender a suas necessidades específicas. Confira mais dicas: - Use uma escova de dentes macia e escove os dentes ao acordar, antes de dormir, após cada refeição e após comer alimentos com açúcar ou amido. - Escove os dentes com delicadeza, realizando pequenos movimentos circulares; escove a língua também. - Troque de escova de dentes a cada três meses ou antes, caso as cerdas estejam muito gastas. Escovas desgastadas removem menos placa. - Use um enxaguante bucal com flúor, sobretudo à noite, quando aumenta a atividade de bactérias oportunistas. - Use o fio dental para limpar o espaço entre os dentes ao menos uma vez por dia. Ao passar o fio dental, deslize-o para cima e para baixo e então curve-o ao redor da base de cada dente, suavemente, sob as gengivas. Nunca reutilize o fio dental. - Se você usa dentadura, mantenha-as limpas e retire-as à noite. - Se você fuma, procure abandonar o hábito. Além de diversos outros problemas de saúde, você estará mais vulnerável a problemas bucais, como infecções por fungos, gengivite e câncer de boca e garganta. - Siga as instruções e conselhos de seu médico e dentista, e trate quaisquer problemas de saúde o quanto antes, para prevenir complicações. Considerações finais: Apesar do risco aumentado de apresentar problemas de gengiva, os diabéticos que mantêm seu nível de açúcar em equilíbrio, seguem a dieta recomendada e têm um estilo de vida saudável, realizando exercícios físicos e cuidando bem dos dentes, podem ter uma boca saudável, assim como as pessoas que não apresentam a doença. O cuidado redobrado e o acompanhamento de bons profissionais de saúde podem garantir que seus dentes e boca permaneçam livres de problemas e infecções ao longo da vida. fonte:http://saude.hsw.uol.com.br/relacao-entre-diabetes-e-problemas-de-gengivaterça-feira, 23 de setembro de 2014
CONHEÇA A RELAÇÃO ENTRE AS GORDURAS SATURADA E TRANS E O RISCO DE DESENVOLVER DEPRESSÃO
Procuramos esclarecer as diferenças entre gordura saturada, insaturada e trans. Uma vez informado sobre os benefícios e desvantagens de cada uma, onde estão presentes e a máxima do consumo diário, saiba como sua alimentação pode influenciar na saúde mental.
Um novo estudo trouxe à tona de que existe uma relação entre a ingestão de gorduras trans e saturadas e o aumento em até 48% de risco de sofrer depressão.
Vamos por partes: pesquisadores das universidades de Navarra e Las Palmas analisaram dieta, estilo de vida e doenças de 12.059 voluntários durante 6 anos.
Nenhum dos participantes sofria de depressão no início, mas no final foram 657 casos detectados. Dados intercalados e…
- As pessoas com elevado consumo de gorduras tipo trans (confeitaria industrial e fast foods), e saturada (presente em alguns produtos lácteos) – apresentaram quase o dobro de risco desenvolver depressão em relação àqueles que não incluíam os ingredientes na dieta.
- Há uma relação diretamente proporcional: quanto mais gorduras trans ingeridas, maior o efeito prejudicial causado nos voluntários.
- Por outro lado, as gorduras insaturadas (presentes em pescados, óleos vegetais, azeite de oliva) estão associadas a uma redução do risco de sofrer depressão.
Os especialistas advertem que nos últimos anos a incidência da depressão aumentou, atingindo 150 milhões de pessoas no mundo, tornando-se a principal causa de perda de anos de vida nos países de renda per capita média.
E acreditam que uma das principais culpadas é a dieta ocidental (já muito mal falada por aí), em que foram substituídos alguns tipos de gorduras boas – poliinsaturadas e monoinsaturadas de frutos secos, óleos vegetais, azeite de oliva e pescados – pelas saturadas e trans – de carnes, manteigas, confeitaria industrial e fast-food.
A pesquisa, publicada na revista médica PLoS ONE, foi realizada em uma população com uma ingestão baixa de gorduras trans, já que estas representavam 0,4% da energia total ingerida pelos voluntários.
Em países como os EUA, os responsáveis pelo estudo indicam que a energia procedente desses alimentos gira em torno de 2,5% – sinal de que os hábitos precisam mudar para melhor o mais rápido possível.
FONTE: blogdasaude.com.br/saude-mental/2011/01/28/gorduras-x-depressao/
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
A RELAÇÃO ENTRE A ALTURA E O CÂNCER
Pesquisas realizadas pela Universidade de Oxford têm demonstrado que pessoas mais altas têm maior risco de desenvolver câncer ao longo da vida.
Os resultados da análise, publicada na revista científica Lancet Oncology, mostram que a cada dez centímetros a mais na altura, cresce em 16% a possibilidade de ter um dos dez tipos mais comuns de câncer: cólon, reto, melanoma maligno, mama, endométrio, útero, ovário, rins, linfoma não-Hodgkin e leucemia. O risco relacionado à altura apareceu nas estatísticas de maneira significativa apenas para estes tipos.
O estudo britânico, divulgado na BBC, acompanhou somente dados de mulheres (1,3 milhões de meia-idade na Grã-Bretanha, entre 1996 e 2001). No entanto outras dez pesquisas mostraram que há também a relação entre altura e câncer nos homens.
Entre as mulheres com menos de 1,52m foram registrados 750 casos de câncer por grupo de 100 mil por ano. Entre as que tinham 1,62m, altura considerada mediana, a quantidade de casos de câncer passou para 850. Já nas mais altas, com 1,75m, o número passou para mil casos.
O aumento no total de câncer por acréscimo de 10cm de altura não variou expressivamente por nível socioeconômico ou por outras dez características pessoais que foram avaliadas.
A quantidade de hormônios de crescimento na infância das pessoas que são mais altas pode ser a explicação para o elevado risco de câncer. Pois os altos têm um maior número de células no corpo, que podem vir a sofrer mutações e originar o problema. Além disso, os hormônios aumentam a taxa de divisão celular, o que também é um fator determinante da doença. Todavia, a razão dos problemas por trás desses resultados não foram definidas pelos pesquisadores.
Não há razão para alarde
Quem tem uma altura acima da média não precisa ficar com medo dessas informações. Afinal não é essa a característica determinante para o aparecimento da doença.
De qualquer maneira, é necessário se cuidar para prevenir qualquer tipo de câncer.
Então, a melhor alternativa é manter atividades físicas regularmente, não fumar, não abusar de bebidas alcoólicas, ter uma alimentação saudável e usar filtro solar diariamente.
FONTE: blogdasaude.com.br/saude-fisica/2011/07/22/a-relacao-entre-a-altura-e-o-cancer/
sexta-feira, 30 de maio de 2014
A RELAÇÃO ENTRE A ENXAQUECA E O RISCO DE DOENÇA CARDIOVASCULAR
Contexto Clínico
A enxaqueca (migrânea) é uma condição clínica crônica muito frequente (10 a 20% da população) com crises episódicas, sendo que as mulheres são afetadas 4 vezes mais frequentemente que os homens. Além disso, é uma condição que afeta as pessoas principalmente durante os anos mais produtivos de suas vidas, podendo ter um grande impacto na qualidade de vida das pessoas. A fisiopatologia da enxaqueca não é completamente conhecida, entretanto algumas alterações vasculares são encontradas em pacientes com enxaqueca como disfunção endotelial e hipercoagulabilidade, além de reatividade vascular patológica2. Além disso, vários estudos de base populacional encontraram uma ligação entre enxaqueca (com e sem aura) e acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI)3, embora outros estudos tenham demonstrado uma relação positiva com AVCI apenas para pacientes com enxaqueca com aura. Outros estudos também encontraram relação entre enxaqueca e outros eventos vasculares isquêmicos, incluindo infarto agudo do miocárdio (IAM). Assim, em virtude da alta prevalência tanto de enxaqueca como de doença cardiovascular, seria interessante tanto do ponto de vista da saúde pública como do ponto de vista do paciente individual, saber se existe uma real associação entre as duas condições. Desta forma, os autores realizaram uma revisão sistemática para avaliar a associação entre enxaqueca e doença cardiovascular, incluindo subtipos de AVC, IAM, angina e morte por causas cardiovasculares, além de avaliar fatores modificadores potenciais da associação, incluindo presença de aura, sexo, idade, tabagismo e uso de anticoncepcionais orais.
O Estudo
Trata-se de uma revisão sistemática com metanálise de estudos observacionais (caso-controles e coortes) investigando a associação entre enxaqueca e doença cardiovascular. As fontes de dados utilizadas foram as bases de dados eletrônicas (PubMed, Embase, Cochrane Library) e as listas de referências dos estudos incluídos e das revisões publicadas até janeiro de 2009. Dois investigadores avaliaram independentemente a elegibilidade dos estudos identificados. Os desacordos eram resolvidos por consenso. Os dados foram extraídos por dois investigadores e os riscos relativos combinados com seus intervalos de confiança de 95% foram calculados. Foram incluídos na análise 25 estudos.
Resultados
Os estudos foram heterogêneos no que diz respeito às características dos participantes e às definições de doença cardiovascular. Nove estudos investigaram a associação de qualquer enxaqueca e AVCI mostrando um aumento de 73% no risco (RR combinado: 1,73 IC95% 1,31 – 2,29). Análises adicionais indicaram um risco significativamente mais alto entre portadores de enxaqueca com aura (RR:2,16 IC95% 1,53 – 3,03) comparados com portadores de enxaqueca sem aura (RR:1,23 IC 95% 0,90 -1,69 – sem significância estatística). Adicionalmente, os resultados sugerem um risco maior para mulheres (RR:2,08 IC95% 1,13 – 3,84) do que para homens (RR:1,37 IC95% 0,89 – 2,11). Idade menor que 45 anos, tabagismo e uso de anticoncepcionais orais aumentaram adicionalmente o risco. Oito estudos investigaram a associação entre enxaqueca e IAM (RR combinado: 1,12 IC95% 0,95 – 1,32 – sem significância estatística) e cinco estudos avaliaram a associação entre enxaqueca e morte por causas cardiovasculares (RR combinado: 1,03 IC95% 0,79 – 1,34 – sem significância estatística). Apenas um estudo investigou a associação de mulheres com enxaqueca com aura e IAM e morte cardiovascular, mostrando um aumento de risco duas vezes maior. Os autores concluem que a enxaqueca está associada com um risco duas vezes maior de AVCI, o que só é aparente para portadores de enxaqueca com aura. Os resultados também sugerem que o risco é mais elevado em mulheres e é adicionalmente aumentado em portadores de enxaqueca com menos de 45 anos, tabagistas e em mulheres que utilizam anticoncepcionais orais. Os autores não encontraram de uma forma geral, associação entre enxaqueca e IAM ou morte cardiovascular, e comentam que poucos estudos estão disponíveis para avaliar o impacto de fatores modificadores, como a aura, por exemplo, sobre estas últimas associações.
Aplicações para a Prática Clínica
É um estudo interessante que traz novas contribuições para o conhecimento da associação de enxaqueca e doenças cardiovasculares. Este estudo mostra que a associação existe somente para portadores de enxaqueca com aura, como alguns estudos prévios já haviam demonstrado. Confirma a hipótese, também já observada em outros estudos, de que a associação é mais forte entre mulheres. Mostra ainda que o risco se eleva na presença de outros fatores como tabagismo e uso de anticoncepcional oral. Do ponto de vista metodológico o estudo é bom, com apenas algumas pequenas ressalvas e observações. Houve alguma evidência de viés de publicação, observado através do teste de Egger (vide Dicas de Epidemiologia e Medicina baseada em Evidência), isto pode ter aumentado equivocadamente a força da associação observada. Também pode ter havido algum tipo de viés relacionado à heterogeneidade das condições clínicas e suas definições em cada estudo, e ainda à forma com que a presença de enxaqueca foi avaliada (auto-relato, questionário, diagnóstico clínico, banco de dados de companhias de seguro). Estes vieses potenciais foram minimizados pelos autores através do grupamento de estudos de acordo com critérios estritos a priori sobre enxaqueca e doença cardiovascular.
De qualquer forma, as informações deste estudo são importantes para a prática clínica, principalmente no que se refere a orientações preventivas direcionadas particularmente à mulheres jovens com enxaqueca com aura, tabagistas e usuárias de anticoncepcionais orais.
FONTE:medicinanet
sábado, 3 de maio de 2014
A RELAÇÃO ENTRE A DIETA E O CÂNCER
A relação entre dieta e câncer tem sido exaustivamente estudada ao longo dos últimos anos. Infelizmente, os resultados não têm sido conclusivos, havendo muita discordância entre os diferentes estudos. Atualmente, é consenso que uma dieta equilibrada, com pouca gordura e rica em fibras, frutas e vegetais diminui o risco de vários tipos de câncer, porém, o efeito real parece ser menos relevante do que o previamente imaginado. Além disso, não se conseguiu individualizar nenhum alimento da chamada dieta saudável que seja responsável por este efeito protetor. Quando se pensa em prevenção do câncer, aparentemente, parece ser mais importante ter uma alimentação saudável que permita o indivíduo manter-se com um peso ideal, do que ficar procurando por alimentos individuais que possam ter algum efeito protetor.
Este texto tem o objetivo de informar o que atualmente é consenso no meio científico. Existe muita informação distorcida sobre as ações de certos alimentos em relação à incidência do câncer. Isso se dá principalmente pela dificuldade que algumas pessoas têm em interpretar estudos científicos. Muitas vezes, estudos com falhas na sua concepção são tratados como plenamente válidos, fornecendo resultados equivocados e que nunca conseguem ser repetidos por outros trabalhos. Há também uma indústria de suplementos alimentares que se beneficia de falsa propaganda em cima de vitaminas e outros nutrientes supostamente protetores contra o câncer.
Esta primeira parte do texto pode ser um pouco frustrante se você está à procura de dicas sobre alimentos especiais que possam vir a diminuir o seu risco de ter câncer. Ao contrário de toda propaganda que surge nos meios de comunicação social, não parece que seja assim que as coisas funcionam.
1.1. GORDURAS
As dietas ricas em gorduras são comprovadamente um fator de risco para doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e hipertensão. Porém, sua relação direta com câncer ainda não está totalmente elucidada. Sabemos que a obesidade eleva o risco de diversos cânceres (explicarei na segunda parte do texto), portanto, indiretamente, uma dieta rica em gordura pode ser considerada um fator de risco. Porém, quando se elimina o fator obesidade, os estudos não conseguem provar a relação direta de uma dieta rica em gorduras com o câncer, entre eles o câncer de cólon ou o câncer de mama. O único tumor que através dos estudos apresentou uma relação positiva e direta com a ingestão de gordura foi o câncer de próstata.
Enquanto o consumo total de gordura diretamente não parece afetar de modo relevante o risco de câncer, ainda temos dúvidas se determinados tipos de gordura (saturada, insaturada, ou gorduras trans) afetam o risco de maneira diferente, e se a ingestão de gordura na infância ou adolescência traz um risco maior do que a ingestão durante a vida adulta. Estas são questões ainda em estudo.
Nos últimos anos, o consumo de ômega-3, um tipo de gordura saudável encontrada em peixes de água fria e óleos de origem vegetal, tem estado na moda, principalmente pelo seu efeito protetor nas doenças cardiovasculares. Todavia, estudos recentes concluíram que o consumo de omega-3 não oferece proteção contra pelo menos 11 diferentes tipos de câncer estudados.
Resumindo, o atual consenso para prevenção do câncer indica que se evite uma dieta com excesso de gorduras, principalmente para evitar ganho de peso além do desejável.
1.2. CARNE VERMELHA
A carne vermelha é um dos poucos vilões comprovados da dieta em relação ao câncer. A ingestão frequente de carne vermelha, incluindo carne bovina, carne de porco, vitela e cordeiro, está comprovadamente associada com um maior risco de câncer de cólon e reto em homens e mulheres. Carnes processadas, como linguiças, salsichas, bacon, etc. também aumentam o risco de câncer. Pessoas com elevado consumo de carne vermelha e baixo consumo de carnes brancas, apresentam até 50% mais chance de desenvolverem câncer.
O consenso atual para prevenção do câncer é de que a dieta deve ter mais carnes brancas (peixes e aves) do que carne vermelha.
1.3. VEGETAIS
Apesar de historicamente haver o consenso de que o consumo elevado de frutas e outros vegetais está associado a uma redução significativa na incidência de câncer, estudos mais recentes forneceram resultados menos consistentes. A maioria dos estudos têm encontrado evidências de que está proteção é muito fraca, só ocorrendo quando se compara pessoas com grande ingestão frutas ou vegetais com pessoas com nenhuma, ou quase nenhuma, ingestão destes alimentos.
As evidências são um pouco mais fortes quando se estuda a ligação entre câncer de próstata e o consumo de tomate. Vários estudos têm demonstrado uma redução pequena, porém estatisticamente significativa, do risco de câncer de próstata em homens com maior ingestão de tomates e produtos de tomate.
Um grande estudo concluiu que a ingestão de elevadas quantidades de soja (20 mg por dia de isoflavonas) em mulheres asiáticas está associado a uma diminuição do risco de câncer de mama. No entanto, este consumo de soja pesquisado é muito alto, bem acima do que a média das populações ocidentais costuma consumir, que é menos de 0,5 mg por dia. Provavelmente por isso, estudos em mulheres ocidentais não têm sido conclusivos, pois mesmo aquelas que consomem muita soja para o padrão ocidental, ainda ficam muito aquém das dieta asiática. Os flavonoides encontrados em tomate, pimentão verde, frutas vermelhas e frutas cítricas também têm sido associados a uma diminuição modesta no risco de câncer de mama.
O consenso atual para prevenção do câncer indica o consumo regular de grandes quantidades de frutas e vegetais, incluindo alimentos à base de soja.
1.4. LATICÍNIOS
Vários estudos sugerem que a ingestão de leite e derivados com baixo teor de gordura pode proteger contra câncer de mama, principalmente em mulheres em idade fértil. Em contraste, uma grande análise conjunta dos oito estudos prospectivos compreendendo principalmente mulheres após a menopausa não encontrou o mesmo resultado, sugerindo que este efeito protetor possa se restringir apenas às mulheres em idade fértil.
1.5. FIBRAS
A ingestão regular de fibras está associada à redução do risco de doença cardiovasculares e diabetes, mas o seu efeito sobre a redução do risco de câncer é ainda incerto. Os resultados têm sido discordantes entre os grandes estudos epidemiológicos. Nos últimos anos, tem sido muito propagada uma suposta relação preventiva do consumo de fibras com o câncer de cólon e reto, todavia, os estudos realizados até o momento não são conclusivos. O mais correto é dizer que é possível que o consumo de fibras tenha um efeito protetor contra o câncer de cólon, porém esta teoria ainda não foi comprovada.
2. VITAMINAS E MINERAIS:
Em geral, o uso de suplementos de vitaminas e minerais visando a prevenção do câncer tem sido decepcionante. Ao contrário do que ocorre nos diferentes tipos de dieta, onde muitas vezes os estudos apresentam resultados discordantes e inconclusivos, nos casos das vitaminas e minerais, os resultados são mais uniformes, mostrando quase sempre não haver efeito protetor. Por exemplo, dois grandes estudos observacionais de longo prazo, um incluindo mais de 160.000 mulheres, com acompanhamento de cerca de oito anos, e o outro formado por mais de 180.000 participantes, de várias etnias, com 11 anos de seguimento, não encontraram nenhuma evidência de efeito preventivo com o uso regular de multivitamínicos.
Entre as exceções, podemos citar o consumo de cálcio. Curiosamente, os estudos têm apontado tanto um efeito protetor quanto um efeito deletério do cálcio, dependendo das quantidades consumidas. Atualmente aceita-se que um consumo de mais de 700mg/dia de cálcio tenha efeito preventivo sobre o câncer de cólon e reto, porém, uma ingestão acima de 2000mg/dia pode aumentar o risco de câncer de próstata nos homens.
Entre as vitaminas e minerais que não apresentam evidências científicas de prevenir o câncer estão:
- Vitamina A;
- Vitamina B;
- Vitamina C;
- Vitamina E;
- Ácido fólico (exceto em pessoas com alto consumo de álcool, onde o folato parece ter efeito protetor);
- Selênio;
- Ferro;
- Betacaroteno;
- Zinco.
3. ALIMENTOS ESPECÍFICOS:
Existem milhares de estudos sobre milhares de alimentos e seus efeitos na prevenção do câncer. É impossível falar de todos neste texto, por isso, selecionei alguns para fazer breves comentários:
- Café: não há evidências de que o café ou a cafeína tenham qualquer relação com o surgimento de cânceres.
- Alho: está muito na moda atualmente, principalmente em relação ao câncer de cólon, porém, não há estudos conclusivos sobre o seu efeito protetor.
- Cebola: mesma situação do alho.
- Adoçantes: não há evidências de que os adoçantes, incluindo aspartame, sacarina e sucralose, tenham qualquer efeito sobre o risco de câncer.
- Alimentos orgânicos: hoje é amplamente aceito na comunidade científica que alimentos orgânicos são mais saudáveis por serem criados sem adição de pesticidas, hormônios, antibióticos ou qualquer outra substância não natural. Todavia, apesar de toda base teórica, ainda não está comprovado que alimentos orgânicos diminuam a incidência de câncer.
- Açúcar: não existe uma relação direta do açúcar com o risco de câncer, porém, o excesso de carboidratos pode levar à obesidade, que é reconhecidamente um fator de risco para vários tipos de câncer.
- Chá verde e chá preto: em estudos com animais o chá verde e o chá preto apresentaram evidências de prevenir câncer, porém, em estudos com humanos os resultados não foram semelhantes, não havendo, no momento, evidências científicas para afirmar que chás tenham algum papel na prevenção do câncer.
- Pimenta: não há evidências de que o consumo de pimenta interfira no risco de câncer.
4. ÁLCOOL:
O consumo regular de álcool está associado a um maior risco de vários tipos de câncer.
Um estudo prospectivo com mais de um milhão de mulheres (idade média de 56 anos) descobriu que 10 g de álcool (uma drink) por dia aumenta o risco para cânceres da orofaringe, esôfago, laringe, reto, fígado e mama. O álcool parece também potencializar o risco de câncer do trato respiratório de fumantes.
Também é bom salientar que a cirrose alcoólica é um grande fator de risco para o desenvolvimento do câncer do fígado.
Por razões ainda pouco claras, o consumo moderado de álcool tem sido associada com um risco diminuído do câncer de rim.
FONTE:http://www.mdsaude.com/2012/04/prevencao-do-cancer-dieta.html#ixzz30gkwVfFf
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
FIDELIDADE FEMININA ESTÁ RELACIONADA COM TAMANHO DOS TESTÍCULOS
Pesquisador encontra indícios de que, entre os animais, a infidelidade está ligada aos órgãos. Mas, será que isso também é válido para os humanos?!
O pesquisador Petter Bøckman e seus colegas da Universidade de Oslo, na Noruega, acabam de publicar suas descobertas científicas na última edição da revista Apollon. O especialista também ajudou a preparar a exibição Sexus, que celebra o bicentenário do Museu de História Natural da cidade.
Uma das principais descobertas feitas pelos pesquisadores é que a infidelidade feminina está diretamente relacionada com o tamanho dos testículos dos machos. Para chegar a essa conclusão, os especialistas analisaram o comportamento e a anatomia de diferentes primatas e algumas outras espécies de animais.
“Podemos determinar o nível de infidelidade de uma fêmea ao olhar o tamanho dos testículos do macho. Quanto mais infiel é a fêmea, maiores são os testículos do macho”, explica Bøckman.
UMA QUESTÃO DA SOBREVIVÊNCIA
Fica fácil entender essa relação quando pensamos em como a vida funciona na natureza. Se o mais comum em determinada espécie é que um macho tenha uma única fêmea e não precise competir com outros machos, ele só precisa ter certeza de que será capaz de fertilizar essa fêmea.
Agora, quando as fêmeas cruzam com outros animais, é necessário garantir a maior quantidade de esperma possível para aumentar as chances de reprodução. Para isso, consequentemente, o macho precisa ter testículos maiores.
“Os bonobos têm testículos especialmente grandes. Eles cruzam com todo mundo. (...) Aqueles que deixam a maior quantidade de esperma têm maiores chances de serem os pais da ninhada. Já em bandos de gorilas existe um único macho. Mesmo que o gorila tenha um pequeno harém, ele não precisa de testículos grandes”, comenta o pesquisador.
Além dos primatas, Petter Bøckman explica que o mesmo fenômeno pode ser observado em outras espécies: “Animais que têm uma vida muito curta podem ter testículos enormes. Em uma espécie de gafanhoto, os testículos ocupam metade da massa corporal”. O pesquisador também cita os ouriços-do-mar, que possuem um órgão proporcionalmente grande para o seu tamanho porque precisam liberar seu esperma na água na tentativa de fertilizar os ovos.
MAS, E OS HUMANOS?
Depois de analisar de perto o comportamento de diferentes espécies de primatas, é natural que o pesquisador busque relacionar suas descobertas com os humanos. Para isso, é importante saber que os testículos dos homens são 1,5 vezes maiores do que os gorilas. Esse número nos mostra que os machos da nossa espécie apresentam órgãos relativamente grandes.
A partir daí, o pesquisador deu a seguinte declaração: “Isso mostra claramente como é a vida no nosso grupo. Podemos jurar fidelidade, mas essa é uma evidência de que nossas fêmeas estão traindo. Não somos como os chimpanzés, em que as fêmeas têm quatro ou cinco parceiros a cada período fértil, mas sempre existe uma probabilidade de que um outro macho tenha passado por ali”.
Ao analisar o estudo, Shereen Dindar, do site Shine On, ressalta que os motivos que levam as fêmeas dos primatas a trair certamente são muito diferentes dos possíveis motivos que levariam uma mulher a trair. Além disso, podemos concluir que se os testículos maiores têm como principal finalidade aumentar as chances de reprodução, isso também é um indício de que homens com órgãos grandes têm uma maior tendência à infidelidade.
* * *
Então, qual é a sua opinião sobre tudo isso? Você acredita que o tamanho dos testículos realmente pode influenciar na fidelidade dos casais? Será que homens e mulheres se comportam como os primatas? Registre sua opinião nos comentários.
Fonte:Apollon Shine On
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
QUE RELAÇÃO EXISTE ENTRE A GENÉTICA E A PAIXÃO
A paixão é um sentimento que muitos já sentiram por uma ou mais pessoas. Quando apaixonada a pessoa se transforma, quer sempre estar perto da pessoa desejada e, quando está ao lado dela se sente a pessoa mais feliz do mundo.
Há quem se apaixona por alguém proibido como, por exemplo, uma pessoa casada, isso faz com que o sentimento ao invés de ser algo saudável se torne destrutivo, enfim, são casos e casos.
A paixão é um mistério para os cientistas, na tentativa de explicá-la alguns pesquisadores estão realizando estudos para saber se a paixão tem ligação com a genética. O resultado da análise do mecanismo do cérebro foi de que o ser apaixonado demonstra a mesma euforia experimentada pelos viciados em drogas. A sensação de prazer e recompensa é a mesma em ambos os casos.
Por que nos apaixonamos por determinadas pessoas e não por outras? Quais mecanismos geram esse sentimento? Esses são os principais questionamentos dos pesquisadores.
Os genes do homem são programados para escolher parceiros com fins reprodutivos, sendo o parceiro ideal aquele capaz de contribuir para a geração de descendência mais saudável e mais forte. Portanto, a paixão contraria a biologia evolutiva.
Alguns pesquisadores concluíram que a atração romântica e sexual é despertada pela beleza, mas também por outros fatores de maior complexidade. Os resultados indicam que os cinco sentidos, o sistema hormonal e a predisposição genética também estariam envolvidos na escolha do parceiro ideal.
Pesquisas realizadas na Universidade de Lausanne, na Suíça, revelaram que o cheiro que o corpo exala naturalmente serve como um filtro na escolha do parceiro ideal. Os genes responsáveis por essa interação é chamado de Complexo de Histocompatibilidade (MHC, sigla em inglês), esse grupo de genes está presente em todas as espécies de mamíferos, inclusive no homem. Os responsáveis por essa pesquisa pediram a um grupo de mulheres que sentissem o odor de algumas camisas que foram usadas por um grupo de homens durante duas noites, sem que os mesmos utilizassem perfume ou desodorante, e apontasse qual odor mais lhes agradava. Elas preferiram as camisas com o odor de homens com o conjunto de genes ligado ao sistema imunológico diferente do seu. O MHC também está presente na saliva, por isso, os beijos trocados entre homens e mulheres, podem atuar como um teste de compatibilidade. Segundo as pesquisas, estamos nos movendo para eleger o parceiro ideal, porém o mistério dos mecanismos que envolvem a paixão está longe de ser desvendado, pois requer estudos mais aprofundados.
Há aproximadamente 100 anos, a feniletilamina (um neurotransmissor) foi descoberta pelos cientistas e, recentemente relacionada à paixão. A feniletilamina é uma molécula natural semelhante à anfetamina, para os estudiosos sua produção no cérebro é desencadeada por eventos simples como um abraço. Pois segundo os médicos Donald F. Klein e Michel Lebowitz, do instituto psiquiátrico Estadual de New York, as alterações fisiológicas que uma pessoa apaixonada sente são devido a grandes quantidades da substância no cérebro.
Segundo a antropóloga e pesquisadora norte-americana Helen Fisher, da Universidade Rutger, de Nova Jersey, a escolha do parceiro tem relação com as características de comportamento e a predominância de determinados tipos de hormônios e neurotransmissores no organismo. O sistema endócrino controla a produção dessas substâncias, funcionando de acordo com o perfil genético de cada pessoa. Existindo basicamente quatro tipos de personalidades: indivíduos com predominância de dopamina (exploradores); de serotonina (construtores); de estrógeno (negociadores); e de testosterona (diretores). De acordo com pesquisa realizada por Helen, os negociadores se sentem atraídos pelos diretores, os exploradores e os construtores sentem mais atração por pessoas do mesmo grupo.
FONTE: BRASILESCOLA.COM
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