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domingo, 13 de dezembro de 2015

POR QUE OS INSETOS NÃO SÃO TÃO GRANDES COMO OS SERES HUMANOS?

Para sorte de todas as mulheres do mundo, baratas não ficam mais enormes do que já são. Para sorte de todas as pessoas do globo, mosquitos irritantes não são do nosso tamanho. A questão que fica é: temos que nos preparar psicologicamente para um dia topar com um besouro gigante? Insetos podem ficar do nosso tamanho? Porque eles não são maiores? A resposta a essas perguntas é simples: ninguém sabe. O que não significa que não estamos tentando descobrir. Existem várias hipóteses, de menos a mais prováveis, que especulam porque insetos e outros artrópodes não ficam maiores. Confira algumas delas, conforme explica o fisiologista Jon Harrison, da Universidade do Arizona em Tempe (EUA).

Exoesqueleto

A primeira hipótese dita que o exoesqueleto dos insetos pode não ser forte o suficiente para que eles cresçam mais. Para tanto, os exoesqueletos teriam que tornarem-se impossivelmente mais grossos. No entanto, pouca evidência experimental apoia essa ideia. Como artrópodes maiores não têm exoesqueletos mais grossos que os menores, não há nenhuma evidência direta para suportar que o problema de crescimento dos insetos tem a ver com a espessura da sua “carcaça”.

A troca

Como os exoesqueletos são rígidos, os insetos precisam mudá-lo à medida que crescem (por um maior), “saindo” da “pele” velha como se fosse uma roupa e crescendo uma nova. Cientistas sugeriram que este momento vulnerável fixa um limite para o tamanho dos insetos: animais maiores sem esqueletos de proteção se tornariam refeições mais atraentes para um predador. “Quanto maior você fica, mais você se torna um pacote saboroso vulnerável [quando troca de exoesqueleto]”, diz Harrison. Uma teoria relacionada com a anterior sugere que ser maior faria dos insetos uma refeição mais atraente, seja trocando de exoesqueleto ou não. Um estudo, por exemplo, descobriu que o tamanho das moscas antigas diminuiu conforme as aves evoluíram, o que sugere que criaturas menores eram mais capazes de evitar predadores famintos e portanto transmitir seus genes adiante.

Sangue

Insetos têm sistemas circulatórios abertos, nos quais sangue e fluidos corporais não são ligados a vasos, como é o caso com a maioria dos vertebrados. Isso faz com que seja mais difícil movimentar o sangue por um corpo de grande porte, já que a circulação seria prejudicada pela gravidade, que puxa o sangue para baixo.

Respiração é a vencedora

De acordo com Harrison, a hipótese mais plausível existente hoje, que ele tem estudado extensivamente, é que o papel desempenhado pelo oxigênio é o maior fator limitante do tamanho dos insetos. Insetos “respiram” através de tubos minúsculos chamados traqueias, que transportam passivamente oxigênio da atmosfera para suas células corporais. Aqui entra a teoria: se insetos fossem maiores, isso exigiria mais oxigênio do que eles podem transportar através de sua traqueia. Esta teoria se baseia no fato de que, cerca de 300 milhões de anos atrás, muitos insetos eram muito maiores do que são hoje. Havia, por exemplo, libélulas do tamanho de falcões, com envergadura de cerca de 1,8 metros, e formigas do tamanho de beija-flores. Nesta época, o teor de oxigênio na atmosfera era de cerca de 35%, em comparação com os 21% que respiramos hoje. Estudos mostram que quase todos os insetos se tornam menores se você os cria em condições de baixo oxigênio, enquanto muitos deles se tornam maiores quando você lhes dá mais oxigênio. Certas espécies podem ficar cerca de 20% maiores em uma única geração quando recebem mais oxigênio. O mesmo parece ocorrer com humanos que vivem em altitudes maiores, como nos Andes. As pessoas tendem a ter estatura mais baixa. Insetos volumosos também parecem precisar de “mais” traqueia. Por exemplo, em um inseto maior, não haveria mais nada a não ser traqueia para que ele pudesse transportar todo o oxigênio de que precisa. Mas o animal também necessita de espaço para outros órgãos, músculos e similares. A hipótese ainda não foi devidamente confirmada, portanto, os cientistas ainda não podem dizer que sabem por que os insetos não são maiores. Isso significa que eles também não podem dizer que uma formiga do nosso tamanho seria impossível. Então, por enquanto, melhor se preparar para o apocalipse. fonte: livescience.com/24122-why-insects-are-not-bigger.html

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

FIDELIDADE FEMININA ESTÁ RELACIONADA COM TAMANHO DOS TESTÍCULOS

Pesquisador encontra indícios de que, entre os animais, a infidelidade está ligada aos órgãos. Mas, será que isso também é válido para os humanos?! O pesquisador Petter Bøckman e seus colegas da Universidade de Oslo, na Noruega, acabam de publicar suas descobertas científicas na última edição da revista Apollon. O especialista também ajudou a preparar a exibição Sexus, que celebra o bicentenário do Museu de História Natural da cidade. Uma das principais descobertas feitas pelos pesquisadores é que a infidelidade feminina está diretamente relacionada com o tamanho dos testículos dos machos. Para chegar a essa conclusão, os especialistas analisaram o comportamento e a anatomia de diferentes primatas e algumas outras espécies de animais. “Podemos determinar o nível de infidelidade de uma fêmea ao olhar o tamanho dos testículos do macho. Quanto mais infiel é a fêmea, maiores são os testículos do macho”, explica Bøckman. UMA QUESTÃO DA SOBREVIVÊNCIA Fica fácil entender essa relação quando pensamos em como a vida funciona na natureza. Se o mais comum em determinada espécie é que um macho tenha uma única fêmea e não precise competir com outros machos, ele só precisa ter certeza de que será capaz de fertilizar essa fêmea. Agora, quando as fêmeas cruzam com outros animais, é necessário garantir a maior quantidade de esperma possível para aumentar as chances de reprodução. Para isso, consequentemente, o macho precisa ter testículos maiores.
“Os bonobos têm testículos especialmente grandes. Eles cruzam com todo mundo. (...) Aqueles que deixam a maior quantidade de esperma têm maiores chances de serem os pais da ninhada. Já em bandos de gorilas existe um único macho. Mesmo que o gorila tenha um pequeno harém, ele não precisa de testículos grandes”, comenta o pesquisador. Além dos primatas, Petter Bøckman explica que o mesmo fenômeno pode ser observado em outras espécies: “Animais que têm uma vida muito curta podem ter testículos enormes. Em uma espécie de gafanhoto, os testículos ocupam metade da massa corporal”. O pesquisador também cita os ouriços-do-mar, que possuem um órgão proporcionalmente grande para o seu tamanho porque precisam liberar seu esperma na água na tentativa de fertilizar os ovos. MAS, E OS HUMANOS? Depois de analisar de perto o comportamento de diferentes espécies de primatas, é natural que o pesquisador busque relacionar suas descobertas com os humanos. Para isso, é importante saber que os testículos dos homens são 1,5 vezes maiores do que os gorilas. Esse número nos mostra que os machos da nossa espécie apresentam órgãos relativamente grandes.
A partir daí, o pesquisador deu a seguinte declaração: “Isso mostra claramente como é a vida no nosso grupo. Podemos jurar fidelidade, mas essa é uma evidência de que nossas fêmeas estão traindo. Não somos como os chimpanzés, em que as fêmeas têm quatro ou cinco parceiros a cada período fértil, mas sempre existe uma probabilidade de que um outro macho tenha passado por ali”. Ao analisar o estudo, Shereen Dindar, do site Shine On, ressalta que os motivos que levam as fêmeas dos primatas a trair certamente são muito diferentes dos possíveis motivos que levariam uma mulher a trair. Além disso, podemos concluir que se os testículos maiores têm como principal finalidade aumentar as chances de reprodução, isso também é um indício de que homens com órgãos grandes têm uma maior tendência à infidelidade. * * * Então, qual é a sua opinião sobre tudo isso? Você acredita que o tamanho dos testículos realmente pode influenciar na fidelidade dos casais? Será que homens e mulheres se comportam como os primatas? Registre sua opinião nos comentários. Fonte:Apollon Shine On

domingo, 30 de setembro de 2012

TAMANHO DA CINTURA PREDIZ MELHOR RISCO DE DE DOENÇAS CARDÍACAS DO QUE O IMC

A parte ruim de estar acima do peso todo mundo conhece: há muito tempo os médicos sabem que a obesidade aumenta o risco de doenças cardíacas. A questão é que diversos estudos demonstraram que um elevado índice de massa corporal (IMC – relação entre peso e altura que define a obesidade) está associado com um menor risco de morrer de doença cardíaca e outras doenças crônicas, um fenômeno misterioso que tem sido conhecido como o “paradoxo da obesidade”. De acordo com uma nova pesquisa, o paradoxo é explicado pelo simples fato de que o IMC é uma medida muito falha de risco cardíaco. O tamanho da cintura oferece uma maneira muito mais precisa de predizer as chances de um paciente cardíaco morrer precocemente de um ataque cardíaco ou outras causas. Como em estudos anteriores, nos quais um IMC elevado foi associado com um menor risco de morte. Mas os pesquisadores descobriram que pacientes cardíacos com grande circunferência cintura-quadril – maior que 89 centímetros para as mulheres, ou 101 centímetros para os homens – eram 70% mais propensos a morrer durante o período de estudo do os com cinturas menores. A combinação de uma grande cintura e IMC elevado aumentou o risco de morte ainda mais. Os pesquisadores analisaram dados de quase 16.000 pacientes cardíacos que participaram de um de quatro estudos. Mais de um terço dos pacientes morreram durante os estudos, que variaram em duração de seis meses a mais de sete anos. Os cientistas controlaram idade, hipertensão, diabetes e outros fatores de risco para doenças cardíacas. Um IMC elevado foi associado com um risco 35% mais baixo de morte, mas quando os pesquisadores levaram em conta o tamanho das cinturas, uma cintura grande quase dobrou o risco de morte. A conclusão do estudo é, mais importante do que o peso, é a forma como a gordura é distribuída pelo corpo. Segundo os pesquisadores, medir o IMC não é inútil, mas é necessário ir além dele. Não é apenas a gordura; há a gordura boa e a má. E se ela está na barriga, ou em outros lugares. O IMC também não distingue entre gordura e músculo. Os pacientes cardíacos que levam uma vida sedentária podem ter uma queda no IMC conforme perdem massa muscular, enquanto os mais ativos podem ganhar peso e aumentar o seu IMC porque estão ganhando massa muscular magra. As descobertas também acrescentam peso para o debate em torno da relação de tipo de corpo e risco de desenvolver doenças cardíacas. Vários estudos têm sugerido que as pessoas com um corpo em forma de “maçã” (que acumulam gordura na barriga) são mais propensas a desenvolver doença cardíaca do que os com corpo em forma de “pera”. No estudo, os doentes do coração com corpos em forma de maçã e IMC na faixa normal estavam em maior risco de morrer mais cedo, o que significa que pacientes cardíacos com peso normal podem precisar perder peso na barriga. Por isso é tão importante que os cardiologistas meçam a circunferência da cintura dos pacientes, e não só seu IMC. E porque a gordura da barriga é tão ruim? Os cientistas dizem que ela tende a ser um sinal de gordura visceral (ou gordura que reúne em torno dos órgãos no abdômen). Essa gordura parece promover resistência à insulina e mau colesterol, e também pode aumentar a inflamação. E fique de olho: a genética desempenha um papel muito forte na cintura das pessoas. Os médicos estimam que cerca de 30% da população tem tendência a engordar em locais “indesejáveis”. Fonte:CNN