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domingo, 22 de novembro de 2015

ALGAS MATAM CÉLULAS CANCEROSAS DEIXANDO AS SAUDÁVEIS ILESAS

Cientistas manipularam geneticamente algas minúsculas para matar até 90% das células cancerosas em laboratório, deixando as saudáveis ilesas. O tratamento se mostrou eficaz nos tumores de camundongos, sem causar danos ao resto do corpo dos animais.

Algas medicinais

Muitos cientistas estão trabalhando em uma forma de atacar células tumorais sem afetar as saudáveis. Tal quimioterapia dirigida ajuda a evitar alguns dos efeitos secundários devastadores associados com o tratamento do câncer, no qual todas as células em divisão rápida no corpo são bombardeadas com drogas tóxicas – incluindo folículos de cabelo, unhas e medula óssea. Uma das maneiras de alcançar tal meta é usando nanopartículas. No entanto, sua fabricação é cara e requer produtos químicos industriais, tais como o ácido fluorídrico.

Biocompatíveis e biodegradáveis

Muita atenção tem sido dada ao desenvolvimento de fármacos naturais, biocompatíveis e biodegradáveis. As pequenas algas diatomáceas atendem a esses critérios, uma vez que precisam basicamente de água e luz para crescer, e podem se degradar sozinhas se deixadas aos elementos. Com o anticorpo certo, as nanopartículas de algas podem ser facilmente apontadas na direção de células cancerosas, sem afetar as demais.

O estudo

A equipe preencheu as diatomáceas modificadas com drogas de quimioterapia usando um método especial e, em seguida, as testou em células cancerígenas in vitro.
O próximo passo foi usá-las em ratos com tumores de neuroblastoma induzidos. Não apenas as algas mataram com sucesso cerca de 90% das células cancerosas sem tocar nas saudáveis, como também reduziram o crescimento do tumor em ratos após uma única dose injetada. Por fim, os ratos não tiveram qualquer dano agudo da quimioterapia, e as diatomáceas se degradaram em segurança em seus corpos. Os pesquisadores acreditam que essa técnica tem um enorme potencial para o futuro da nanomedicina. “Embora ainda seja cedo, este sistema de entrega baseado em um material renovável adaptado detém um grande potencial para o tratamento de tumores sólidos, incluindo tumores cerebrais atualmente incuráveis”, disse o principal autor do estudo e especialista em nanomedicina Nico Voelcker. fonte: sciencealert.com/algae-has-been-engineered-to-kill-cancer-cells-while-leaving-health-ones-unharmed

domingo, 7 de junho de 2015

ENTENDA A RELAÇÃO: VÍRUS DO HERPES X CÉLULAS CANCEROSAS

O vírus funcionaria como um “cavalo de Tróia” para destruir os tumores malignos de melanoma. Este é o mais recente avanço em um campo da medicina que luta contra o câncer, chamado de imunoterapia, uma nova arma na luta científica contra a temida doença.

A quimioterapia tradicional

A primeira técnica clínica contra o câncer que a ciência moderna criou, foi a quimioterapia, desenvolvida nos anos quarenta. A quimioterapia tem como alvo todas as células em replicação rápida no corpo, com o objetivo de abater as células cancerígenas, que se multiplicam velozmente. Porém, também mata células importantes do estômago e das raízes capilares, por isso existem os terríveis efeitos colaterais, incluindo a perda de cabelo. Após o tratamento, os doentes podem ter uma menor resistência à infecções por um tempo. Outros efeitos colaterais podem aparecer, meses ou anos após a quimioterapia ser concluída, incluindo a menopausa precoce, infertilidade, alterações na sensação das mãos e dos pés (neuropatia periférica) e problemas cardíacos e pulmonares. Alguns tipos de quimioterapia contribuem para a perda de massa óssea e risco de osteoporose; homens podem sofrer de disfunção sexual. Mas, apesar disso, não se engane! A quimioterapia salvou inúmeras vidas. Mas ela é um tratamento que pode ser brutal. Em termos militares, isso seria chamado de danos colaterais. Para minimizá-lo, os cientistas inventaram medicamentos direcionados, tais como o Tamoxifeno, para a terapia do câncer da mama. Pense neles como bombas inteligentes contra o câncer, mas nem sempre acertam o alvo, causando efeitos colaterais perturbadores.

A nova descoberta

A imunoterapia, em contrapartida, utiliza vírus para identificar as células cancerígenas com delicadeza letal, destruindo-a de dentro para fora. O mais recente avanço foi liderado pelo Instituto de Pesquisa do Câncer e o Royal Marsden NHS Foundation Trust, ambos em Londres. Ele envolve a injeção de um vírus do herpes que tenha sido alterado geneticamente, de modo que não cause nenhum dano para as células saudáveis, em pacientes com melanoma maligno. O vírus atua como uma arma letal, atingindo o alvo precisamente no interior do corpo. Ao invadir as células cancerígenas, o vírus modificado libera uma substância química que alerta o sistema imunitário do paciente sobre uma ameaça tumoral, fazendo as defesas do próprio corpo atacarem o câncer. Os novos ensaios clínicos, publicados no Journal of Clinical Oncology, envolveu 436 pacientes com melanoma maligno inoperável – a forma mais letal de câncer de pele – com cerca de 13 mil casos incidentes por ano, resultando em mais de 2.000 mortes. Nos testes com o T-VEC, os tumores desapareceram em quase 40% e diminuíram mais da metade nos outros casos. “Esperamos que este seja o primeiro de uma onda desses tipos de agente, na próxima década ou mais”, diz Kevin Harrington, líder de pesquisa do T-VEC, do Royal Marsden, que apesar de concordar que mais trabalhos experimentais sejam realizados, espera que o tratamento esteja disponível dentro de um ano. Na verdade, outras drogas de imunoterapia viral já estão sendo desenvolvidos para utilização contra câncer de cérebro, pescoço, bexiga e fígado. Curiosamente, a ideia de aproveitar o nosso sistema imunológico para combater o câncer surgiu pela primeira vez há 150 anos, mas foi negligenciado. Tais teorias foram deixadas de lado com a chegada de poderosos medicamentos de quimioterapia. Agora, com o advento da medicina genética, temos o potencial de transformar erros infecciosos em um tratamento eficaz. Isso não quer dizer que o advento da imunoterapia moderna representará o fim do uso de quimioterapia e terapias clínicas do câncer, com drogas convencionais, e sim, complementá-las. Isso levanta a perspectiva do tratamento se tornar menos debilitante. Este é um elemento crucial da imunoterapia. Muitas vezes, as células tumorais podem ser suficientemente semelhantes às saudáveis, passando imunes pelo radar dos nossos sistemas imunitários. Ao recrutar nosso sistema imunológico natural para a luta, o risco de efeitos colaterais indesejados é reduzido significativamente. A nova terapia de câncer de pele, chamada T-VEC, tem uma outra arma em seu arsenal. Uma vez que o vírus esteja dentro de uma célula cancerígena, ele se multiplica até ela se desfazer, matando a célula no processo. Então, sequestrando o vírus de herpes, os cientistas estão, efetivamente, empregando a tática em nosso favor. Apesar da herpes causar muitos problemas, os cientistas têm estudado as capacidades invasivas do vírus em laboratórios durante décadas, podendo modificar seus genes para que esses poderes destrutivos sejam utilizados em nosso benefício. FONTE: megaarquivo.com/2015/06/06/11-441-medicina-virus-do-herpes-x-celulas-cancerosas/

domingo, 12 de abril de 2015

ONDAS SONORAS PODERÃO AJUDAR A DETECTAR CÉLULAS CANCEROSAS DIFÍCEIS DE SEREM ENCONTRADAS

Encontrar as células cancerosas no sangue pode ser quase impossível. Apenas 1 mililitro de sangue contém cerca de 5 bilhões de glóbulos vermelhos, e apenas cerca de 1 a 10 células cancerosas. Mas, detectar essas células tumorais circulantes (CTCs) é fundamental para que os médicos possam determinar se alguém tem câncer, em que fase está e se o tratamento está funcionando de forma eficaz. No futuro, os médicos esperam que, ao sequenciar os genomas dessas CTCs, eles sejam capazes de prescrever tratamentos adaptados individualmente para atingir o câncer de cada paciente. Agora, um novo dispositivo que utiliza ondas sonoras para separar as CTCs do resto do sangue pode ajudar. Os pesquisadores que trabalham com essa tecnologia publicaram seus resultados esta semana na revista PNAS . Atualmente, oncologistas têm outras maneiras de separar as CTCs a partir de uma amostra de sangue. Mas, estes métodos utilizam anticorpos que se ligam diretamente às células cancerosas, o que significa que os pesquisadores precisam saber qual é o tipo de câncer antes que eles possam detectar as células. Estes métodos também modificam os genes das CTCs, tornando mais difícil para os médicos atingirem o câncer com tratamentos precisos. Os pesquisadores esperam que este novo dispositivo possa melhorar os testes existentes por meio de ondas de ultra-som não destrutivas que separarão as células cancerosas das saudáveis. O dispositivo consiste em 2 transdutores acústicos de cada lado de um pequeno canal. Os transdutores de produção de onda são inclinados de uma forma que criam uma “onda estacionária”, que tem seções de alta e baixa pressão. Quando os pesquisadores colocarem uma amostra de sangue no canal, a onda estacionária empurrará as células de ambos os lados do canal. Os altos e baixos da pressão acabam separando as células cancerosas das células normais, saudáveis, devido à variação de forma e de compressibilidade das CTCs. Os pesquisadores fizeram uma experiência com uma amostra com dois tipos de CTCs de tamanhos semelhantes e verificaram que o dispositivo obteve sucesso na separação de 83% das células cancerosas.
Um esquema mais detalhado do dispositivo. A versão atual do dispositivo funciona 20 vezes mais rápida do que a sua última iteração, o que significa que as poucas horas que ele leva para processar uma amostra é quase suficientemente rápido para ser utilizado num ambiente clínico. Os pesquisadores esperam que as versões futuras irão testar amostras ainda mais rapidamente, eventualmente trazendo o dispositivo para o mercado, ajudando no crescente campo da medicina personalizada. FONTE: curioso.blog.br/post/ondas-sonoras-poderao-detectar-celulas-cancerosas-dificeis-serem-encontradas/