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sábado, 7 de março de 2015
UM COMETA COMO VC NUNCA VIU
Os astrofísicos do projeto DES (Dark Energy Survey) estão procurando por indícios da energia escura, mas encontraram algo bem mais brilhante.
Em sua busca, o telescópio varre continuamente o céu, fotografando pequenas porções de cada vez com a câmera digital mais poderosa do mundo atualmente em operação, sensível à luz emitida a até 8 bilhões de anos-luz de distância.
Ocorreu que o cometa Lovejoy estava no caminho desse rastreamento, colorindo vários quadros coletados pela câmera.
Cada um dos retângulos representa um dos 62 campos individuais da câmera, chamada DECam (Dark Energy Camera).
O resultado foi a mais bela foto do Lovejoy, que tem menos de 5 km de diâmetro, embora sua causa de gás e poeira estenda-se por 640.000 km.
FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cometa-lovejoy&id=010175150303
sábado, 10 de janeiro de 2015
TELESCÓPIO REVELA MISTÉRIOS DO SOL EM RAIOS-X
Raio X do Sol
O telescópio de raios X Nustar foi projetado para observar galáxias distantes e buracos negros. Mas os astrônomos ficaram impressionados com os resultados quando resolveram usar o Nustar para fotografar o Sol - agora eles acreditam que o Nustar pode ajudá-los a resolver uma série de questões relativas à física solar. Colocado em órbita em 2012 pela NASA, o telescópio Nustar consegue observar regiões distantes do universo ao captar raios X de alta energia - recentemente, por exemplo, ele foi usado para medir a velocidade de rotação de buracos negros. "O Nustar nos dará uma visão única do Sol - desde suas partes mais profundas até as altas camadas de sua atmosfera," justificou David Smith, pesquisador especializado em física solar da Universidade da Califórnia. Segundo ele, isso será possível porque, nos raios X de alta energia que o Nustar consegue captar, o Sol não brilha tanto como em outros comprimentos de onda. É isso que impede outros telescópios de raio X, como o Chandra, façam boas imagens do astro.Nanoemissões solares
Entre os mistérios que os pesquisadores esperam poder solucionar com ajuda do Nustar está a existência - ou não - das nanoemissões solares. Alguns especialistas acreditam que são essas emissões muito pequenas explicariam por que a atmosfera solar é muito mais quente do que a superfície da estrela. Inicialmente, a missão do Nustar estava prevista para terminar em 2014, mas ela foi estendida em dois anos. Além de observar o Sol, os pesquisadores esperam usar esse tempo extra para continuar estudando os buracos negros e as supernovas - corpos celestes que resultam da explosão de estrelas. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=telescopio-revela-misterios-sol-raios-x&id=010175141228quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
TELESCÓPIO PRIVADO IRÁ CATALOGAR ASTEROIDES PERIGOSOS
O primeiro telescópio espacial privado Sentinel, destinado a detetar asteroides, será lançado em 2017. O montante necessário de 450 milhões de dólares está sendo recolhido pela Fundação não-governamental B612, criada por astronautas americanos. A organização irá partilhar as informações recebidas do telescópio com a NASA que, por seu lado, concederá meios de comunicação espacial distante para manter o contato com o Sentinel.
O telescópio permitirá descobrir 90% dos asteroides próximos da Terra com uma dimensão superior a 140 metros, capazes de dizimar cidades inteiras se caírem no noso planeta. Segundo avaliações de astrônomos, há pelo menos 500 mil tais corpos no Sistema Solar. A título de comparação, no momento atual existem dados sobre apenas 10 mil de tais asteroides.
O Sentinel é um aparelho de infravermelhos, que reagirá mesmo a uma diferença ínfima de temperaturas entre a superfície do asteroide, aquecida um pouco pelo Sol, e o fundo geral do espaço, cuja temperatura é próxima do zero na escala de Kelvin.
Para melhorar o efeito, os sensores do aparelho serão esfriados para temperaturas criogênicas. O Sentinel irá voar numa órbita parecida com a de Vénus em redor do Sol.
A colocação do telescópio no espaço explica-se pelo fato de não podermos ver a partir da Terra os asteroides que chegam do lado do Sol, diz o chefe da Seção de Física de Sistemas Siderais da Academia de Ciências da Rússia, Oleg Malkov:
“Não podemos olhar para o Sol e zonas próximas através dos nossos telescópios, porque o efeito de luz é muito forte. Por isso, é melhor distanciar o telescópio o mais longe possível da Terra e olhar do outro lado. A órbita de Vénus é uma boa solução. Seria melhor se fosse escolhida uma órbita mais próxima ao Sol, por exemplo, a de Mercúrio, mas ela encontra-se mais longe da Terra, podendo surgir problemas de comunicação. Ao mesmo tempo, será difícil captar o aparelho devido à proximidade ao Sol”.
Os sistemas terrestres de aviso do perigo de asteroides, que atualmente se desenvolvem na Rússia e em outros países, não perderão sentido após o lançamento do Sentinel, aponta o chefe da Seção de Física e de Evolução de Estrelas do Instituto de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia, Dmitri Vibe:
“Os instrumentos terrestres têm muitas faltas ligadas a limitações meteorológicas e horárias. Mas o desenvolvimento desta rede não é muito dispendioso e os telescópios terrestres podem ser permanentemente modernizados. Contudo, o telescópio espacial tem mais vantagens em comparação com a rede terrestre, mas seu custo é muito alto e não se pode organizar sua reparação. Por isso não se pode esperar efeito de uma só solução. É preferível utilizar tanto sistemas terrestres, como telescópios espaciais”.
A missão Sentinel permitirá aos cientistas criar um mapa dinâmico tridimensional da parte interna do Sistema Solar. Tal significa que os momentos de aproximação perigosa de asteroides à Terra serão previstos dezenas de anos antes da sua queda. A Humanidade terá suficiente tempo para elaborar uma operação para prevenir uma eventual colisão.
A Agência Espacial Europeia marcou para 2022 um ensaio de semelhante operação, visando intercetar um asteroide duplo chamado Dídimo. Uma peça cinética irá penetrar a uma grande velocidade na sua parte mais pequena. Posteriormente, o “satélite” irá puxar o asteroide como rebocador gravitacional.
O prazo de serviço do telescópio depende da vitalidade dos seus elementos mais vulneráveis – os giroscópios e aparelho criogênico, a ser construído segundo o princípio da máquina térmica St.
FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/
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