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sábado, 4 de julho de 2015

IMAGENS DA NASA MOSTRAM BURACO NEGRO "ARROTANDO" RAIOS X

Um satélite dos Estados Unidos fotografou o que astrônomos descreveram como simplesmente o "arroto" de um buraco negro. O Swift, controlado pela Agência Espacial Americana (Nasa), detectou um pulso de raios-X emitido por um buraco negro batizado de V404 Cygni. Localizado na constelação de Cisne, a 8.000 anos-luz da terra, o corpo celeste já tinha "arrotado" antes, mas a última vez tinha sido em 1989.

Raridade

"Esse tipo de erupção é bastante raro. Quando detectamos um, usamos tudo o que temos para monitorar suas emissões, dos sinais de rádio aos raios gama", explica Neil Gehrels, astrônomo da Nasa. "No momento, V404 Cygni está mostrando uma variação excepcional nas emissões e oferece uma rara chance de observarmos (o fenômeno)". O Swift não é um satélite comum: ele tem a habilidade de girar rapidamente para observar as emissões de raios gama, que normalmente duram menos de um minuto, assim como outras rajadas energéticas, incluindo os raios-X. Emissões deste tipo são brilhantes, mas atingem seu pico de intensidade em apenas alguns dias.
Ocorrem quando gases são atraídos pela gravidade dos buracos negros - apesar do nome, eles são estrelas contraídas e cujo pulso gravitacional é capaz de atrair até a luz. Os buracos negros são extremamente difíceis de serem observados e sua localização normalmente é "denunciada" pelo movimento de corpos celestes próximos. Por isso, a oportunidade apresentada pelo V404 Cygni foi preciosa. Ainda mais porque o buraco negro voltou a "dormir", segundo a Nasa. Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/imagens-da-nasa-mostram-buraco-negro-arrotando-raios-x,e0398eb6877848800ee2f93951a24fd6t16wRCRD.html

terça-feira, 9 de setembro de 2014

EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO NO MUNDO TEM MAIOR SALTO DESDE 1984

A concentração de gases do efeito estufa na atmosfera atingiu níveis recordes em 2013, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial(OMM).

Entre 2012 e o ano passado, a taxa de acúmulo de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera teve o crescimento mais rápido em um ano desde 1984. A OMM afirmou que o relatório ressalta a importância de um acordo mundial para limitar a emissões de gases do efeito estufa. Em 2009, líderes de todo o mundo concordaram em fechar um tratado para manter um aumento na temperatura global de no máximo 2°C até 2020. O Boletim anual de Gases do Efeito Estufa não mede a produção de emissões, mas registra a quantidade de gases que permanecem na atmosfera depois das interações com terra, ar e oceanos. Cerca de metade das emissões acaba absorvida por mares, florestas e seres vivos. Mesmo assim, a concentração de CO2 na atmosfera bateu 396 partes por milhão (ppm) em 2013, um aumento de quase 3 ppm em comparação com o ano anterior.

Crescimento recorde

"O boletim mostra que, bem longe de estar caindo, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera de fato subiu no último ano na taxa mais rápida em quase 30 anos", disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. A concentração de CO2 atual é de 142% dos níveis de 1750, ou seja, antes do início da Revolução Industrial. O acúmulo de outro potente gás de efeito estufa, o metano, foi de 253%. O estudo também indica que o crescimento recorde do CO2 em 2013 não se deve apenas a mais emissões, mas a uma redução na capacidade de absorção de carbono pela biosfera. A descoberta intrigou cientistas da OMM. A última vez que se constatou uma redução no nível de absorção da biosfera foi em 1998, quando houve um pico de queima de biomassa, aliado a um intenso El Niño. "Já em 2013 não houve impactos óbvios na biosfera, portanto, é ainda mais preocupante", disse o chefe da divisão de Pesquisa Atmosféria da OMM, Oksana Tarasova. "Não entendemos se isso é uma coisa temporária ou permanente, e isso é preocupante." Tarasova afirma que a descoberta pode indicar que a biosfera atingiu o seu limite, mas destaca que é impossível confirmá-lo no momento. Os dados compilados pela OMM cobrem os anos de 1990 a 2013 e mostram que gases como CO2, metano e óxido nitroso (N20), que sobrevivem na atmosfera por muitos anos, contribuíram para um aumento de 34% no aquecimento global. No entanto, a temperatura global média não subiu paralelamente à elevação da concentração de CO2, o que levou muitos a afirmarem que o aquecimento global havia parado. "O sistema climático não é linear, não é simples. Não há necessariamente um reflexo da temperatura na atmosfera, mas se analisarmos o perfil de temperatura dos oceanos, vê-se que o calor está indo para os mares", disse Oksana Tarasova. O relatório também inclui pela primeira vez dados sobre a acidificação do mar provocada pelo dióxido de carbono. A OMM diz que diariamente os oceanos absorvem cerca de 4kg de CO2 por pessoa. Os pesquisadores acreditam que a atual taxa de acidificação seja a maior dos últimos 300 milhões de anos. Diante das evidências, a OMM urge líderes mundiais a tomarem decisões contundentes sobre a política climática. Em 23 de setembro será realizado em Nova York um encontro extraordinário sobre o clima, convocado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. No fim do ano, a ONU promove a sua reunião anual sobre mudanças climáticas, desta vez em Lima, no Peru. A expectativa é que os dois encontros cheguem ao consenso necessário para um novo acordo climático mundial na reunião anual da ONU de 2015, em Paris. No entanto, até o momento não se tem qualquer previsão de como transformar o acordo em algo legalmente vinculante, para que seja, de fato, efetivo. FONTE: bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/09/140909_efeitoestufa_ebc.shtml

quarta-feira, 11 de junho de 2014

SOL: REGIÃO ATIVA SURGE E EMITE PODEROSO FLARE DE RAIO-X

Nosso Sol andava muito calmo até que resolveu dar uma demonstração de sua força. Em menos de 12 horas a estrela emitiu duas poderosas emissões de raios-x que fizeram saltar os sensores a bordo dos satélites. Preparem-se, pois outros flares deverão ocorrer!
Atualmente, existem diversas regiões ativas (grupos de manchas) na superfície do Sol, algumas com características capazes de produzir flares de raios-x e ejeções de massa coronal de grande intensidade. Entre elas as Regiões Ativas AR 2080, AR 2085 e a novíssima AR 2087, responsável pelas fortes emissões observadas hoje. Todas as regiões citadas possuem configuração magnética do tipo Beta-Gama-Delta, uma disposição tão complexa que é impossível traçar uma linha contínua entre os pontos de polaridades opostas entre as manchas do grupo. Esse tipo de configuração é responsável pelas maiores explosões observadas na superfície solar. Nas últimas 12 horas foram observados diversos flares de raios-x, dois deles de muito alta intensidade e que chegaram a atingir a classe X2.2 e X1.5. A localização exata dessas emissões é a nova região ativa AR 2087, que acaba de surgir no limbo leste do Sol e deverá permanecer por alguns dias de frente para a Terra. Além da AR 2087, as regiões ativas AR 2080 e AR 2085 também têm características magnéticas similares e poderão causar surpresas nas próximas horas. A AR 2085 é uma mancha bastante grande, que cobre 840 milionésimos da superfície solar, cerca de 2.6 bilhões de quilômetros quadrados e já pode ser vista da Terra sem necessidade de telescópios ou binóculos. Fonte: Apolo11.com

domingo, 21 de agosto de 2011

COGUMELO QUE EMITE LUZ É ENCONTRADO NO BRASIL APÓS 170 ANOS



A pesquisa do grupo de cientistas da USP e das universidades americanas de San Francisco e de Hilo, no Havaí, será publicada na revista científica Mycologia.
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O Neonothopanus gardneri é o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo.

"Já tinha encontrado alguns cogumelos que emitem luz no Brasil, mas menores, alguns do tamanho de um fio de cabelo", disse à BBC Brasil o professor Cassius Vinicius Stevani, do Instituto de Química da USP.

"Este foi o maior, um grupo deles emite quantidade considerável de luz", afirmou.

'Flor de coco'

Crédito: Cassius V.Stevani_IQ_USP
Os cogumelos têm uma aparência amarelada

Em 1840, o cogumelo foi descoberto pelo botânico britânico George Gardner quando viu garotos brincando com o que pensou serem vagalumes nas ruas de uma vila onde hoje fica a cidade de Natividade, em Tocantins.

Chamado pelos locais de "flor de coco", o fungo bioluminescente foi classificado como Agaricus gardeni e não foi mais visto desde então.

"Fiquei sabendo que existiam ainda fungos assim por volta de 2001. Nos anos seguintes, me chegavam relatos de Tocantins e Goiás de um cogumelo grande, amarelo, que emitia uma luz", diz Stevani.

"Mas fotografia mesmo vi só em 2005, uma tirada no Piauí", afirma ele, que já participou de expedições noturnas para a coleta do cogumelo.

"As buscas acontecem em noites escuras, de lua nova, com as lanternas desligadas", explica.

Curiosamente, o cogumelo ainda é conhecido popularmente em várias partes do país como "flor de coco".

Existem 71 espécies de fungos que emitem luz, 12 delas estão presentes no Brasil .

A ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz, nem a razão disso.

Uma das teses consideradas é a de que a luz é emitida para atrair insetos noturnos, ajudando os fungos a dispersar seus esporos para a reprodução. Outra diz que a luz atrai insetos predadores que atacam insetos menores que se alimentam do fungo.

FONTE:BBCNEWS