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domingo, 13 de julho de 2014

CONHEÇA AS ROUPAS RESISTENTES A EXPLOSÕES

Uma roupa resistente a explosões oferece a proteção mais completa aos técnicos especializados em desativação de artefatos explosivos. Quando uma bomba atinge uma roupa dessas, a força é reduzida pelas fibras que foram tecidas firmemente. Tais fibras dispersam a força da bomba pela roupa toda. As placas balísticas ajudam a dissipar a força e a repelir os estilhaços e a fragmentação secundária. O calor e as chamas produzidas por uma bomba são neutralizados pela qualidade da roupa de resistência ao fogo (você pode ler Como funciona o colete à prova de balas e Como funciona a armadura líquida para obter outras informações). Veremos agora os materiais e componentes que fazem a difusão.
As roupas anti-bomba são feitas de Kevlar ou de algum outro produto à base de aramida. A aramida (nome genérico para Kevlar) consiste em fibras sintéticas derivadas de polímeros - grandes moléculas feitas de filamentos de moléculas menores chamadas de monômeros. A excelente relação resistência-peso da aramida faz dela o tecido ideal para roupas à prova de balas e roupas resistentes a explosões. Pode ser adicionada à roupa uma quantidade extra de espuma ou de outro tipo de enchimento. Isso oferece proteção ao usuário não apenas contra fragmentos, mas também contra a força do impacto que ocorre quando o usuário é jogado no chão. O traje possui bolsos internos de tecido e velcro onde as placas balísticas podem ser inseridas. Essas placas são feitas de aço, aramida ou cerâmica revestida e foram criadas para proteger o usuário contra a fragmentação. As roupas anti-bomba também incluem outros componentes protetores. Confira a seguir: - Um capacete resistente a explosões pode ser construído com um núcleo em aramida, algum tipo de camada externa protetora moldada e um cinto de suspensão para proporcionar mais conforto. Os capacetes têm um visor claro e anti-balístico, e alguns possuem fones e microfone embutidos, com a capacidade de transmitir sinais. Esses capacetes podem ter um sistema de ventilação interna que refresca o usuário e desembaça o visor. Também pode haver suportes onde o técnico pode montar uma câmera de vídeo ou colocar uma luz. - Um colarinho alto protege o pescoço e se estende até o capacete. - As galochas normalmente são presas à roupa e se encaixam sobre o calçado do técnico. Geralmente distribuídas para proteger as regiões do pescoço, do peito e da virilha, as placas também podem ser colocadas dentro dos bolsos internos na frente dos braços, das pernas e das costelas. A roupa resistente a explosões normalmente inclui tiras que soltam facilmente para que o traje possa ser retirado caso o técnico esteja ferido e precise ser transportado ou receber atendimento médico. Como o calor dentro da roupa pode ser insuportável, alguns modelos possuem mecanismos de resfriamento interno. Esses dispositivos circulam a água coletada de uma bolsa de gelo, através de uma rede de tubos presos à roupa ou de um colete usado embaixo do traje. Bombas e mãos expostas Muitas roupas são feitas sem proteção para as mãos. E isso é feito propositadamente: o técnico provavelmente terá que ter as mãos livres para desativar a bomba. Embora estejam sendo feitos grandes avanços nas roupas resistentes a explosões, existem limites quanto ao nível de proteção que esses materiais podem proporcionar. Se uma bomba for muito grande e você estiver muito próximo dela, é possível que não haja nada que possa impedir os danos que a explosão, a fragmentação e as ondas de choque podem causar. Nenhum material ou estrutura é totalmente à prova de bombas. Para algumas profissões, não é nada prático usar uma roupa resistente a explosões completa todo dia no trabalho, mas é necessário estar protegido contra bombas e artefatos não detonados. FONTE:hsw.uol.com.br/roupas-anti-explosao2.htm

COMO FUNCIONA A ROUPA RESISTENTE A EXPLOSÕES

Um especialista em desativação de bomba, usando uma roupa blindada resistente a explosões, sai ileso depois de uma explosão de teste. Nesse exato momento, essas 3 situações podem estar acontecendo: - um pacote suspeito é descoberto do lado de fora de um departamento federal; - um dispositivo explosivo improvisado está sendo instalado em uma estrada no Iraque ou no Afeganistão; - um fazendeiro inglês está prestes a desenterrar acidentalmente uma bomba ativada da Segunda Guerra Mundial. Quando são encontradas bombas, artefatos não detonados(equipamento militar que inclui artilharias, canhões e outros equipamentos) ou dispositivos de risco, eles devem ser neutralizados,desarmados, removidos ou explodidos de uma maneira segura e controlada. Às vezes, os robôs podem ser usados para essas tarefas, mas é comum o trabalho exigir a habilidade, a coragem e as mãos firmes de um técnico especializado em desativação de artefatos explosivos (DAE). O termo "DAE" é usado com mais freqüência pelo exército. Os civis e os departamentos de polícia se referem a esses dispositivos como artefatos não detonados, ou AND. Nas roupas de trabalho de um técnico em DAE podem ser usados materiais que vão desde placas de cerâmica a kevlar, o material utilizado nos coletes à prova de balas. Vários fabricantes criam tipos e modelos diferentes de trajes blindados e outras roupas resistentes a explosões. Embora o típico traje blindado seja volumoso, quente e caro, as roupas resistentes a explosões estão em constante evolução para se adaptar às necessidades das pessoas que as utilizam. Existem 3 grupos principais de pessoas cujas vidas dependem dessas roupas: - militares; - civis / policiais; - humanitários que trabalham em zonas de guerra. Logo, essa roupa poderá incorporar de nanotubos a outros materiais especiais. Mas,antes de aprofundarmos a discussão sobre o material com que é feita essa roupa e como ela pode proteger, vamos falar das bombas contra as quais ela oferece proteção. O que acontece quando uma bomba explode? Como ela consegue nos ferir? E como uma roupa resistente a explosões previne e protege contra essas lesões? fonte: hsw.uol.com.br/roupas-anti-explosao.htm

sexta-feira, 16 de maio de 2014

SPASER DE CARBONO: ELETRÔNICOS NAS ROUPAS E REMÉDIOS INTELIGENTES

Este é o primeiro spaser feito inteiramente de carbono - nanotubos e grafeno. Acaba de ser construído o primeiro spaser feito inteiramente de carbono. O uso de carbono significa que o novo componente óptico é mais robusto, pode operar em temperaturas mais altas e, mais importante, pode ser integrado com as demais tecnologias da chamada eletrônica orgânica, cuja principal característica é a fabricação de dispositivos flexíveis. "Graças a essas propriedades, existe a possibilidade de que, no futuro, um telefone celular extremamente fino possa ser impresso sobre a roupa," avalia seu criador, Chanaka Rupasinghe, da Universidade Monash, na Austrália. Spaser Um spaser, o menor laser do mundo, é também chamado de nanolaser. Assim como laser (amplificação da luz por emissão estimulada de radiação), spaser é uma sigla, neste caso para surface plasmon amplification by stimulated emission of radiation, ou amplificação de plásmons de superfície por emissão estimulada de radiação. Em vez de luz, esses componentes exploram os plásmons de superfície, oscilações coletivas de elétrons induzidas pela incidência de luz sobre uma superfície metálica, que estão viabilizando o surgimento de uma espécie de "tecnologia pós-eletrônica", chamada plasmônica. Foi só em 2009 que os cientistas conseguiram fabricar o primeiro nanolaser de estado sólido, abrindo de vez o caminho para os chips ópticos - também chamados de processadores fotônicos, que funcionam com luz, em vez de eletricidade. Mas o uso de nanotubos de carbono e grafeno em um spaser é inédito e, de certa forma, inesperado. "Outros spasers fabricados até hoje são feitos de nanopartículas de ouro ou prata e pontos quânticos semicondutores, enquanto nosso componente é formado por um ressonador de grafeno e um nanotubo de carbono como elemento de ganho," explicou Rupasinghe. Medicamentos inteligentes Embora a impressão de equipamentos eletrônicos em tecidos seja uma possibilidade a longo prazo, o experimento tem um significado mais fundamental. Futurismos à parte, o componente demonstrou na prática pela primeira vez a transferência de energia entre nanotubos de carbono e grafeno por meio da luz. Essas interações ópticas são extremamente eficientes energeticamente, com possibilidades de aplicação que vão além dos equipamentos eletrônicos, como nos chamados "medicamentos inteligentes", que entram em ação sob comandos externos quando atingem o local a ser tratado. Bibliografia: Spaser Made of Graphene and Carbon Nanotubes Chanaka Rupasinghe, Ivan D. Rukhlenko, Malin Premaratne ACS Nano Vol.: 8 (3), pp 2431-2438 DOI: 10.1021/nn406015d FONTES:Monash University/ inovacaotecnologica