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sábado, 22 de abril de 2017

CIENTISTAS DESCOBREM O SEGREDO DO ANIMAL MAIS RESISTENTE DO MUNDO

Pesquisadores descobriram o segredo genético do animal mais resistente do mundo, uma estranha e microscópica criatura que se assemelha a um urso aquático e é chamada de tardígrado. Um gene específico os ajuda a sobreviver a situações de ebulição, congelamento e radiação. No futuro, acreditam cientistas, ele poderia ser usado para proteger as células humanas. Já se sabia que tardígrados eram capazes de sobreviver a condições extremas, "murchando" a ponto de se tornarem bolinhas desidratadas. Agora, o time que comandou a pesquisa, na Universidade de Tóquio, identificou uma proteína que protege o seu DNA - "embrulhando-o" como se fosse uma espécie de cobertor. Os cientistas, que publicaram suas descobertas na revista científica Nature Communications, depois desenvolveram em laboratório células humanas que produziram a mesma proteína, e descobriram que ela também protegia as células, em especial de radiação. A partir dessa descoberta, cientistas sugerem que os genes desses seres capazes de resistir a condições extremas poderiam, um dia, proteger seres vivos de raios-X ou de raios nocivos do sol. "Estes resultados indicam a relevância das proteínas únicas do tardígrado que podem ser uma fonte abundante de novos genes e de mecanismos de proteção", diz o estudo. Antes do estudo, acreditava-se que os tardígrados, também conhecidos como "ursos-d'água", sobreviviam a radiação por conseguirem recuperar danos causados ​​ao seu DNA. Mas o professor Takekazu Kunieda, da Universidade de Tóquio, e seus colegas passaram oito anos estudando o genoma da microcriatura até identificar a fonte de sua notável capacidade de resistência.

Arma secreta

Para identificar essa "arma secreta" que explica a resistência dos tardígrados, pesquisadores analisaram o genoma de uma espécie específica - Ramazzottius varieornatus - à procura de proteínas que estivessem diretamente ligadas ao DNA e que poderiam ter um mecanismo de proteção. Eles descobriram uma e a batizaram de "DSUP" (abreviação em inglês de "supressora de danos"). Em seguida, a equipe inseriu a DSUP no DNA de células humanas e expôs essas células modificadas a raios-X. Elas sofreram menos danos que as células não tratadas. O professor Mark Blaxter, da Universidade de Edimburgo, classificou o estudo como "inovador". "Esta é a primeira vez que uma proteína individual, identificada a partir do tardígrado, se mostra ativa na protecção contra radiações", observa. "Radiação é uma das coisas que certamente pode nos matar". Ao sequenciar e analisar o genoma do tardígrado, o estudo também parece ter resolvido uma polêmica sobre a estrutura genética dessas criaturas. Um pesquisa publicada em 2015 sobre uma espécie diferente de tardígrado concluiu que ele tinha "adquirido" uma parte do seu DNA de bactérias por meio de um processo chamado de transferência horizontal de genes. Os achados desse estudo sugeriam que a impermeabilidade notória desses animais viria da transferência do código genético bacteriano. O estudo de agora, conduzido no Japão, não encontrou nenhuma evidência dessa transferência de genes.

Ursos d'água e do espaço

Em 2007, um satélite da Agência Espacial Europeia lançou milhares de tardígrados do espaço. O projeto ficou conhecido como Tardis - tardígrados no espaço - e indicou que os animais foram capazes não só de sobreviver mas também de reproduzir ao retornar à Terra. Estima-se que haja mais de 800 espécies de tardígrados, mas há milhares ainda não nomeadas. Eles vivem em todos os lugares onde há água. Estão, por exemplo, no parque local, no fundo do mar ou até mesmo nas geleiras da Antártica. Qualquer microscópio de luz normalmente permite visualizar essas criaturas. Para encontrá-las, basta, por exemplo, adicionar água num musgo e, em seguida, espremê-lo. Uma análise dessa água pode permitir visualizar, num microscópio, esses minúsculos animais.

Mais pesquisa

O resultado da pesquisa conduzida em Tóquio indicou que os tardígrados se mostraram muito mais resistentes a raios-X do que as células humanas manipuladas pelos cientistas. "[Então] tardígrados têm outros truques na manga, que ainda temos de identificar", disse o professor Matthew Cobb, da Universidade de Manchester. Com mais pesquisas, os cientistas acreditam que genes como o DSUP podem permitir o armazenamento e transporte mais seguro e fácil de células humanas - protegendo, por exemplo, delicados enxertos de pele humana de qualquer dano. O professor Kunieda e seu co-autor do estudo, Takuma Hashimoto, deram início ao registro da patente do gene DSUP em 2015. O professor Matthew Cobb, da Universidade de Manchester, observa que, em princípio, "estes genes poderiam até mesmo ajudar humanos a sobreviver em ambientes extremamente hostis, como na superfície de Marte, como parte de um projeto de terraformação para tornar o planeta mais 'hospitaleiro' para seres humanos". O professor Blaxter, da Universidade de Edimburgo, disse que a pesquisa japonesa pode até mesmo ajudar a explicar como radiação danifica o DNA, e como podemos prevenir danos no DNA de outras fontes. O autor do estudo, o professor Takekazu Kunieda, disse à BBC esperar que mais pesquisadores se juntem à "comunidade tardígrada", porque acreditar haver ali "um monte de tesouros". FONTE: bbc.com/portuguese/internacional-37437946

domingo, 31 de julho de 2016

CONHEÇA O ANIMAL QUE VIVE 11.000 ANOS

As pessoas que nasceram em 2015 têm expectativa de vida global de 71,4 anos. Enquanto isso representa uma ótima melhora em relação aos tempos pré-medicina moderna, 71 anos não é nada comparado com a expectativa de vida desse alguns animais. Entre os mamíferos, a baleia-da-groenlândia é o que mais velas teria em seu bolo: ela vive mais de 200 anos. Segundo Don Moore, o diretor do Oregon Zoo (EUA), essa longevidade toda faz sentido: ela vive nas águas geladas da região polar, e o metabolismo funciona de forma mais lenta em um ambiente gelado. Um metabolismo lento significa menos danos aos tecidos, diz Moore. Já entre os animais terráqueos, o mais ancião conhecido pelos seres humanos é Jonathan, uma tartaruga gigante de 183 anos que vive na mansão do governador de St. Helena, uma ilha no oeste da África. O pássaro selvagem mais velho do mundo é um albatroz-de-laysan, ave marinha que vive no Pacífico Norte. Seu nome é Wisdom, e ela tem 65 anos. Além de ter contrariado a crença de que essa espécie vive apenas até os 40 anos, Wisdom até hoje bota ovos e cria filhotes saudáveis. Grandes aves como os albatrozes amadurecem mais tarde e têm menos filhotes, enquanto pequenos pássaros são sortudos se viverem cinco anos. Por isso, eles se reproduzem o mais rapidamente possível, na tentativa de criar o maior número de herdeiros genéticos possíveis.
O animal com vida mais longa do mundo, porém, costuma ser ignorado por muitos. As pessoas simplesmente esquecem que esponjas são animais. Sua expectativa de vida pode variar entre espécies, mas algumas delas chegam a milhares de anos. Um estudo da revista Aging Research Reviews menciona uma esponja chamada Monorhaphis chini, que vive em grandes profundidades , e pode chegar a 11 mil anos de vida. Fonte: http://news.nationalgeographic.com/2016/07/animals-oldest-sponges-whales-fish/

sábado, 5 de dezembro de 2015

POR QUE O TARDIGRADO É O ÚNICO ANIMAL DA TERRA CAPAZ DE VIVER NO ESPAÇO?

Os tardigrados (ou ursos-d’água) são os únicos organismos multicelulares do planeta Terra que seriam capazes de viver e se reproduzir no espaço, em condições de ausência de gravidade e de alimento e de água. Mas como eles desenvolveram essa incrível capacidade? Segundo uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, nos EUA, a razão dessa capacidade está no fato de que 18% do seu DNA foram adquiridos de outros organismos. O artigo, publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, explica que o estudo e a análise do genoma desses pequenos invertebrados permitiram observar que mais de 6.500 regiões do DNA de 38.000 genes foram adquiridos de outros organismos, como arqueias, bactérias, plantas e fungos. Graças a essa característica, os ursos-d’água conseguem suportar formas extremas de desidratação, quando seu corpo se seca e o DNA se desfaz. Depois, proteínas especiais reorganizam seu corpo, momento em que são introduzidos em suas células fragmentos de DNA externos. E é precisamente devido a esses genes emprestados que os ursos-d’água adquiriram a capacidade de regenerar seu DNA, possuindo resistência a condições extremas. fonte: megaarquivo.com/2015/12/05/12-053-por-que-o-urso-dagua-e-o-unico-animal-da-terra-capaz-de-viver-no-espaco/

domingo, 12 de julho de 2015

IOSACTIS VAGABUNDA: ANIMAL BIZARRO QUE CAÇA PRESAS 15 VEZES MAIORES QUE ELE

Iosactis vagabunda é apenas mais um dos vários horrores que sabemos que vivem no fundo dos nossos oceanos. Essa anêmona transparente, apesar de parecer inofensiva, é capaz de caçar presas com 15 vezes o seu tamanho. Se você está se perguntando por que ela tem esse nome, eu também não sei. Fiz pesquisas em busca da resposta intrigante, mas achei pouca informação sobre esse bicho bizarro – até por que os cientistas estão apenas começando a aprender mais sobre ele.

A pesquisa

Iosactis vagabunda vive na Planicie Abissal da Ferradura, um leito do mar ao sudoeste da Irlanda, a cerca de 4.000 a 5.000 metros de profundidade. Os pesquisadores imaginavam que a espécie era comum nesta área, mas redes de arrasto no fundo do oceano não traziam muitos animais à tona, graças a seus corpos macios e pequenos e a sua tendência de se enterrar. Para saber o que as criaturas transparentes realmente faziam lá embaixo, Jennifer Durden, do National Oceanography Centre (Reino Unido) e seus colegas utilizaram câmeras enviadas em navios de pesquisa e em um submarino robótico para tirar dezenas de milhares de fotografias. Estas câmeras fizeram imagens em intervalos de 20 minutos durante 2 semanas, e em intervalos de 8 horas por mais 20 meses.

As descobertas

Os cientistas descobriram que a I. vagabunda pode cavar túneis subterrâneos e aparecer em um lugar totalmente diferente. Esse não é um processo rápido: as imagens mostram uma anêmona levando mais de 22 horas para afundar em um buraco e emergir a vários centímetros de distância. Durden diz que este comportamento é “bastante incomum”. Algumas outras anêmonas são conhecidas por escavar, mas a maioria das espécies passa suas vidas coladas a um ponto fixo, mais como uma planta do que como um tatu. Outra série de imagens mostrou uma anêmona comendo um verme do mar espinhoso conhecido como poliqueta, que tinha ficado preso em seus tentáculos urticantes. Os pesquisadores estimaram que o verme era cerca de 15 vezes maior do que a anêmona. Levou a boa parte de um dia para a gulosa conseguir devorar a sua refeição. De acordo com Durden, isso também é surpreendente. Há outros exemplos de anêmonas comendo presas grandes, mas não no fundo do mar. “Pensa-se que a maioria das anêmonas de profundidade são alimentadoras de suspensão”, explica Durden, o que significa que elas usam seus tentáculos para filtrar alimento da água. Mas a I. vagabunda parece ser uma predadora. Fotografias também a mostraram usando seus tentáculos para arrancar pedaços de sedimentos do solo.

Mistérios permanecem

Mover-se entre tocas pode ajudar as anêmonas a encontrar melhores áreas do fundo do mar para se alimentar. Se esconder no subterrâneo protege os animais de serem comidos. As anêmonas ficam em suas tocas por uma média de 19 dias e por até 47 dias antes de reemergir. No entanto, Durden diz que é surpreendente que este animal normalmente cauteloso também se faça tão vulnerável ao comer e digerir lentamente presas gigantes. A anêmona que comeu o poliqueta ficou de pé, com o corpo esticado na água, durante 56 horas após a sua refeição. Sabendo agora que I. vagabunda passa tanto tempo no subsolo, os pesquisadores acreditam que estudos anteriores podem ter subestimado enormemente quantos destes animais vivem na Planície Abissal da Ferradura. Eles creem que cerca de metade de todos os animais nesta área poderiam ser anêmonas, até 100 vezes mais do que o estimado anteriormente. fonte: http://blogs.discovermagazine.com/inkfish/2015/07/07/weirdo-deep-sea-anemone-kills-a-giant-worm-goes-for-a-walk/

quarta-feira, 28 de maio de 2014

QUAL O ANIMAL MAIS RESISTENTE DO MUNDO?

Você provavelmente já ouviu falar que a barata é um animal tão resistente que é capaz de sobreviver até a um ataque nuclear. Pois esclareça esse mito de uma vez por todas: a criatura repugnante pode teimar em morrer quando você a golpeia com o chinelo, mas ela sucumbiria à bomba atômica, assim como nós. “As baratas não são resistentes à radiação e não sobreviveriam ao impacto da explosão. Por estarem em galerias subterrâneas não sofreriam os efeitos imediatos, porém, ao subirem à superfície, sofreriam, sim, os efeitos da exposição”, garante Marcos Roberto Potenza, diretor do centro de pesquisa e desenvolvimento de proteção ambiental do Instituto Biológico de São Paulo. Não se sabe ao certo a origem do mito das baratas e sua resistência à radioatividade, mas parece que o boato surgiu após as bombas de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Se esses insetos cascudos não seriam os únicos sobreviventes após uma guerra nuclear, será que algum outro organismo seria? É difícil determinar qual o animal mais resistente do mundo, já que para isso são necessárias pesquisas em quantidade proporcional ao número de criaturas existentes na face da Terra. Mas alguns desses estudos foram feitos, e há candidatos que podem muito bem liderar a lista, enquanto outras pesquisas não são feitas. A primeira dica sobre eles é que, assim como as baratas, eles são pequenos. Na verdade, bem menores que os insetos – afinal, se animal grande fosse mais resistente, os dinossauros não teriam sido extintos, né? E o troféu vai para… O campeão da lista é a bactéria Deinococcus radiodurans. Segundo estudo publicado na revista Science, em 2009, ela é capaz de aguentar até 1,5 milhão de rads (sigla, em inglês, para “dose absorvida de radiação”). Ou seja, ela é três mil vezes mais resistente que o ser humano.
A vantagem da Deinococcus é que seu DNA fica protegido por uma espécie de anel – tanto que os pesquisadores do departamento de química orgânica do Instituto Weizmann apelidaram o micro-organismo carinhosamente de “Senhor dos Anéis”. A radiação tem o poder de destruir o genoma em pedaços, e o formato circular os manteria unidos, facilitando o reparo. Enquanto outros micróbios conseguem recuperar até cinco quebras de DNA, a Deinococcus repara mais de duzentos. Nada mal, não é? Além disso, a bactéria ainda é capaz de sobreviver à desidratação e a altas temperaturas, fatores essenciais para ganhar a fama de “super-resistente”, segundo especialistas.
Para fugir do plano de bactérias e vírus, reconhecidamente teimosos em sobreviver, há uma outra criatura capaz de ser premiada com a medalha de prata: o tardígrado, um invertebrado de aparência tão estranha quanto seu nome. Com menos de um milímetro e meio de comprimento, esses organismos permanecem quietinhos quando desidratados, sobrevivendo a longos períodos de seca, e voltam à ativa quando o ambiente se torna mais propício. Nesse período, o açúcar faz o papel da água, em um processo conhecido como anidrobiose.
Essa característica levou os pesquisadores a submeterem os tardígrados a uma prova ainda mais difícil: sobreviver ao espaço. Em 2007, uma equipe liderada pelo cientista Ingemar Jönsson, da Universidade de Kristianstad, na Suécia, colocou esses invertebrados para viajar em uma cápsula da Agência Espacial Europeia. Certas amostras foram deixadas “peladas”, em órbita, sob níveis de radiação ultravioleta mil vezes maiores que a da Terra. Depois que as amostras foram coletadas com a queda da cápsula no Cazaquistão, os pesquisadores ficaram impressionados: três tardígrados sobreviveram, apesar de terem perdido a capacidade de se reproduzir. Já os organismos que foram submetidos somente ao vácuo não só permaneceram vivos, como geraram semelhantes. FONTES:UOL / curioso.blog.br

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CONHEÇA O TARDÍGRADO, O ANIMAL MAIS RESISTENTE DO PLANETA

Pensa que já viu de tudo? Conheça o pequeno Tardígrado.Imortal? Quase. Não seria exagero dizer que esse pequeno animal é de outro mundo. Seu nome? Tardígrado, também chamado de urso d’água ou leitões do musgo. Essas criaturas são na verdade artrópodes aracnídeos (da classe das aranhas), possuindo oito patas, cada pata possui de quatro a oito pequenas garras e seu corpo varia de 0,05 a 1,25mm. Vivem entre os musgos e liquens, podendo ser fortemente pigmentados, indo do laranja avermelhado ao verde oliva.
Esses animais possuem uma anatomia complexa, são recobertos de quitina e não existe sistema circulatório e nem aparelho respiratório, as trocas gasosas são realizadas de forma aleatória em qualquer parte do corpo. A grande maioria se alimenta sugando o conteúdo celular de bactérias ou de algas. São encontrados em todo o planeta, desde o fundo oceânico ao alto do Himalaia. Das mais de 600 espécies conhecidas, cerca de 300 foram descritas no Ártico e na Antártica, também foram catalogadas 115 espécies na Groenlândia.
Em Setembro de 2007, a Agência Espacial Européia realizou uma pesquisa utilizando os tardígrados, colocando-os em uma cápsula espacial, a Foton-M3, e os enviou ao espaço. Resultado? Os bichinhos não só sobreviveram aos raios cósmicos, radiação ultravioleta e falta de oxigênio, mas ainda foram capazes de reproduzirem num ambiente tão inóspito. Para ter uma noção, no espaço, os raios ultravioletas são cerca de mil vezes mais intensos do que os encontrados na Terra. Ainda é um mistério sem explicação ou teoria para o motivo pelo qual estes animais conseguiram sobreviver por tanto tempo sem oxigênio e sendo bombardeado com altas doses de radiação cósmica. Longevidade é uma das grandes características; podem viver até os 120 anos, um recorde para um animal com um tamanho tão pequeno. Como se não bastasse possuírem fantástico poder reparador, os Tardígrados simplesmente “desligam” seu metabolismo quando existem condições adversas como extrema seca. Possuem também a inacreditável capacidade de reparar o seu DNA de danos causados por radiação. Achou pouco? Mais de 75 mil atmosferas é a quantidade de pressão que ele suporta, isso equivale a dezenas de vezes a pressão enfrentada pelos animais dos locais mais profundos do oceano, nas zonas abissais. Suportam também imersões durante alguns minutos em temperaturas de 200 ºC (duas vezes mais quente que a água fervente da sua chaleira). Solventes como o álcool etílico a 96% ou éter não fazem nem cócegas neles. Se os seres humanos forem expostos a 100 grays de radiação, ocorre à morte devido à falência do sistema nervoso central, o que resulta em perda da coordenação motora, distúrbios respiratórios, convulsões, estado de coma e finalmente a morte que pode ocorrer em cerca de um ou dois dias após a exposição. Já os “imortais” tardígrados suportam nada mais e nada menos que 5700 grays de radiação. Dá para acreditar? Todo mundo que passou pelo segundo grau, certamente sabe o que é o zero absoluto ou ao menos ouviu falar. É a temperatura na qual não existe movimentação de nenhuma molécula. É uma temperatura teórica porque é extremamente baixa, -273,15ºC, o que equivale ao zero na escala Kelvin e, apesar de os cientistas não terem alcançado esse valor, chegaram muito próximo. Os tardígrados são realmente especiais. Algumas universidades americanas fizeram pesquisas com tardígrados, congelando-os em uma temperatura super próxima do zero absoluto, cerca de -271 ºC. Os cientistas não ficaram surpresos quando “reanimaram” os animais colocando apenas água e descongelando-os. Não se esperaria que nenhum animal sobrevivesse após terem sido congelados nesta temperatura, mas os tardígrados realmente provaram que são completamente diferente de todo o tipo de vida conhecida no nosso planeta. FONTE:JORNALCIENCIA

TERRÍVEL CARACOL É CONSIDERADO O ANIMAL MAIS VENENOSO DO MUNDO

Seu veneno é um coquetel de moléculas peptídicas neurotóxicas. Vamos admitir, as conchas dos caracóis marinhos são verdadeiras obras de arte, possuindo uma combinação de cores que hipnotiza qualquer pessoa, mas, quando estivermos falando do caracol-do-cone é melhor você correr. Pegar nele? Nem pense nisso! Essa espécie de caracol, cujo nome científico é Connus pannaeus possui um veneno poderosíssimo formado por centenas de compostos, muitos deles encontrados até em venenos de cobra. Possui um substância que é particularmente centenas de vezes mais potente que a morfina. Pesquisas revelam que apenas uma gota do veneno desse “dócil” animal é suficiente para matar 20 pessoas adultas. Apesar de terrível ele não é uma descoberta científica recente, a cerca de 25 anos os cientistas da Universidade de Utah isolaram a molécula do veneno desse caracol e constataram que possuía um poder analgésico nos humanos. Os estudos não pararam por aí, esse só foi o ponta pé inicial de uma série de estudos que duraram mais de 20 anos para conseguirem sintetizar em laboratório o mesmo composto que atualmente é utilizado em um novo fármaco, chamado de Prialt (princípio ativo é a ziconotida). Umas das grandes vantagens desse novo medicamento é seu absurdo poder analgésico, sendo classificado como mil vezes mais potente que a morfina. O grande problema da morfina é o seu poder de viciamento por ser uma molécula opióide, derivado de ópio. Já a ziconotida não possui efeito viciante. Muitas das moléculas que compõem o seu veneno ainda não possuem estudos que provem ou indiquem suas respectivas ações, porém, existem cerca de 6 tipos de toxinas que são bastante estudadas e suas ações no corpo humano são completamente elucidadas.
O caracol-do-cone possui um “dente” formado por quitina possuindo aspecto de um arpão cheio de microfarpas. O veneno é injetado de modo absolutamente rápido e não existe nenhuma espécie de antídoto para quem for “picado”. É importante salientar que esse veneno pode ser retirado de todos os caracóis do gênero Conus. O gene responsável pela fabricação do veneno parece ter sofrido uma mutação ao longo das gerações o que proporciona ao animal produzir suas toxinas rapidamente e com uma variedade espantosa de moléculas.
O veneno pode ser retirado dos caracóis mortos ou com o caracol vivo. O grande problema de se retirar sua glândula após a morte é que dentro dela possui uma infinidade de milhares de compostos que muitas vezes não são usados pelo caracol para matar a presa e isso dificuldade a isolação dos principais princípios ativos. Já a retirada do veneno do caracol vivo também é complicado porque não é fácil lidar com um animal grande, extremamente perigoso e que não libera as toxinas facilmente. A ação de suas neurotoxinas nos faz pensar que suas vítimas (moluscos e peixes) não sintam dor. Como a inserção do veneno na presa é de forma rápida, paralisando-o eficazmente e, logo em seguida, a ação poderosa de seus analgésicos entram em ação, a presa poderá ser engolida e se sentir nas nuvens por estar sob ação alucinógena e analgésica. FONTE:JORNALCIÊNCIA