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terça-feira, 27 de outubro de 2015
VOCÊ PROVAVELMENTE TEM NANOTUBOS DE CARBONO NO SEU PULMÃO
s nanotubos de carbono são ótimos para fazer materiais super expansíveis ou para detectar substâncias químicas potencialmente nocivas. Mas, estudos anteriores mostraram que eles provavelmente não são tão bons de ter em seus pulmões – ao longo do tempo, eles poderiam causar um colapso nos pulmões, com efeitos semelhantes ao amianto. Pela primeira vez, os pesquisadores os descobriram em seres humanos – especificamente, nos pulmões de 64 crianças com asma, de acordo com um estudo publicado este mês na EBioMedicine e relatado pelo The New Scientist.
No estudo, os pesquisadores usaram várias técnicas diferentes para analisar os fluidos pulmonares de 64 crianças asmáticas que vivem em Paris (escolhidos porque eles já haviam sido submetidos a um processo invasivo de remoção de fluidos pulmonares, o que seria árduo para pacientes saudáveis). Nanotubos de carbono feitos pelo homem foram encontrados em cada amostra, o que fez com que os pesquisadores concluíssem que os seres humanos estão constantemente respirando-os. Usando várias técnicas analíticas diferentes em cinco amostras, os pesquisadores também descobriram nanotubos de carbono dentro de macrófagos, células de imunidade que funcionam dentro dos tecidos para combater patógenos.
Os pesquisadores suspeitam que os nanotubos de carbono sejam originários do escape de veículos, e eles descobriram estruturas similares na poeira e no escape que eles testaram. Mas, não está claro se essa é a única fonte. E, embora haja evidências de que a exposição prolongada aos nanotubos de carbono possa ter efeitos iguais ao amianto sobre os pulmões, causando inflamação e lesões que podem se transformar em câncer, os pesquisadores não têm certeza de que a forma e o comprimento dos nanotubos de carbono encontrados no escapamento dos veículos possa causar esse tipo de dano.
Mais importante, os pesquisadores já descobriram e documentaram uma forma eficaz de observar de perto os nanotubos de carbono em amostras de tecido. Sua esperança, eles escrevem, é que essa metodologia leve a novas descobertas sobre os seus efeitos na saúde dos pulmões.
FONTE: curioso.blog.br/post/nanotubos-carbono-pulmao/
domingo, 30 de agosto de 2015
A POLUIÇÃO DO AR DA CHINA ESTÁ MATANDO 4.000 PESSOAS POR DIA
A camada de fumaça espessa que cobre muitas das cidades da China não está apenas deixando os residentes doentes, segundo um novo estudo. Ela também está causando morte prematura. Até 4 mil pessoas por dia estão morrendo devido à poluição no ar da China.
O levantamento, realizado pelo grupo de pesquisa Berkeley Earth e aceito para publicação no periódico PLOS One, mediu, de hora em hora, a composição do ar em 1.500 estações em todo o país ao longo de um período de quatro meses. Embora existam vários tipos de poluição perigosos, partículas chamadas PM 2,5 são uma preocupação em especial, já que podem penetrar profundamente nos pulmões. Estas partículas não só podem causar doenças debilitantes como câncer de pulmão e asma, como também podem desencadear paradas cardíacas e acidentes vasculares cerebrais. Cerca de 17% das mortes na China, anualmente, são atribuídas diretamente à poluição do ar. Isso significa 1,6 milhões de mortes por ano.
Os pesquisadores estimam que 38% dos residentes chineses são regularmente expostos ao ar que não é saudável para respirar. “Na última vez que estive em Pequim, a poluição estava no nível perigoso: cada hora de exposição reduzia minha expectativa de vida em 20 minutos. É como se cada homem, mulher e criança fumassem 1,5 cigarros por hora”, explica o coautor Richard Muller, diretor científico do Berkeley Earth.
Energia suja
A culpa, de acordo com os pesquisadores, é das usinas de carvão. Atualmente, o país obtém cerca de 64% de sua energia do carvão. Como parte dos acordos de mudanças climáticas, a China tem planejado fechar algumas usinas e reduzir as emissões de carbono. Porém, também estão sendo construídas três vezes mais usinas em um modelo novo, que afirmam ser de “carvão limpo”, que cortam CO2 e outras emissões. Como se os dados do número de mortes não fossem assustadores o suficiente, o estudo foi ainda mais longe ao apontar que, embora estas usinas estejam localizadas fora das grandes cidades, as partículas não ficam restritas a estas áreas. Até mesmo cidades como Pequim estavam recebendo PM 2.5 de áreas industriais distantes. É importante notar que isso não é um problema exclusivo da China. Em todo o mundo, cerca de três milhões de mortes por ano podem ser atribuídas à poluição do ar. O novo plano de energia renovável da administração de Barack Obama, anunciado no início deste mês, estimou que o fechamento de usinas a carvão impediria de 1.500 a 3.600 mortes prematuras nos EUA anualmente. No Brasil, as termelétricas, em geral, são uma fonte de energia emergencial e muito mais cara, mas a crise no setor elétrico fez com que o seu uso aumentasse drasticamente – em 2011, elas geraram 4,5% da energia consumida no país; em 2013, 16,3%; e em dezembro de 2014, a soma do início do verão e da estiagem prolongada elevou este número a 30,13%. fontes: gizmodo.com/the-awful-air-pollution-in-china-is-killing-4-000-peopl-1724149091 // dw.com/pt/termelétricas-pesam-no-bolso-do-consumidor-brasileiro/a-18236852domingo, 31 de agosto de 2014
VC SABE QUAL É A PORCENTAGEM DA POLUIÇÃO DO AR É DEVIDA AOS CARROS?
Os motores dos veículos emitem uma série de poluentes. Talvez o mais prejudicial seja a combinação de material orgânico e substâncias inorgânicas. Poeira, terra, ácidos, metais e químicos orgânicos são alguns dos componentes dessas partículas que ficam suspensas. A maioria dessas coisas é realmente pequena, e quanto menor a partícula, mais prejudicial ela é; partículas cujos diâmetros são menores do que 10 micrômetros são capazes de entrar nos pulmões. Uma vez nos pulmões, essas partículas em suspensão também podem causar sérios problemas para o coração. O dióxido de nitrogênio, produzido quando o combustível é queimado em altas temperaturas, também pode trazer problemas – em altas concentrações ele pode danificar seus pulmões e causar dores no peito.
Compostos orgânicos voláteis (mais conhecidos como COVs) também são encontrados na poluição do ar, e eles são tão perigosos como o nome sugere. Ao contrário das partículas em suspensão e alguns outros poluentes conhecidos, os COVs não têm gosto, cheiro ou cor. Eles são conhecidos como “voláteis” porque evaporam facilmente em temperatura ambiente. Alguns COVs como o benzeno são cancerígenos conhecidos. Embora esses compostos sejam produzidos principalmente através de meios industriais, os veículos os liberam quando queimam o combustível. E há liberação de compostos orgânicos voláteis até mesmo no interior dos veículos.
Mas quanta poluição os carros produzem? A resposta é mais complicada do que você possa imaginar. Para começo de conversa, a poluição do ar não é igual ao redor do mundo ou até mesmo ao redor do país. Áreas densas em populações – ou, mais especificamente, áreas onde são queimadas grandes quantidades de combustíveis fósseis – têm níveis mais altos de poluição do ar do que áreas pouco ocupadas. Cidades populosas como Los Angeles, Cidade do México, Pequim e São Paulo são famosas por terem o ar poluído. As condições do tempo também impactam a qualidade do ar, resultando em flutuações diárias na respirabilidade do ar. Dessa forma, os níveis de poluição não variam apenas de uma área geográfica à outra, mas também variam de um dia para outro.
Os motores dos veículos emitem uma série de poluentes. Talvez o mais prejudicial seja a combinação de material orgânico e substâncias inorgânicas. Poeira, terra, ácidos, metais e químicos orgânicos são alguns dos componentes dessas partículas que ficam suspensas. A maioria dessas coisas é realmente pequena, e quanto menor a partícula, mais prejudicial ela é; partículas cujos diâmetros são menores do que 10 micrômetros são capazes de entrar nos pulmões. Uma vez nos pulmões, essas partículas em suspensão também podem causar sérios problemas para o coração. O dióxido de nitrogênio, produzido quando o combustível é queimado em altas temperaturas, também pode trazer problemas – em altas concentrações ele pode danificar seus pulmões e causar dores no peito.
Compostos orgânicos voláteis (mais conhecidos como COVs) também são encontrados na poluição do ar, e eles são tão perigosos como o nome sugere. Ao contrário das partículas em suspensão e alguns outros poluentes conhecidos, os COVs não têm gosto, cheiro ou cor. Eles são conhecidos como “voláteis” porque evaporam facilmente em temperatura ambiente. Alguns COVs como o benzeno são cancerígenos conhecidos. Embora esses compostos sejam produzidos principalmente através de meios industriais, os veículos os liberam quando queimam o combustível. E há liberação de compostos orgânicos voláteis até mesmo no interior dos veículos.
Mas quanta poluição os carros produzem? A resposta é mais complicada do que você possa imaginar. Para começo de conversa, a poluição do ar não é igual ao redor do mundo ou até mesmo ao redor do país. Áreas densas em populações – ou, mais especificamente, áreas onde são queimadas grandes quantidades de combustíveis fósseis – têm níveis mais altos de poluição do ar do que áreas pouco ocupadas. Cidades populosas como Los Angeles, Cidade do México, Pequim e São Paulo são famosas por terem o ar poluído. As condições do tempo também impactam a qualidade do ar, resultando em flutuações diárias na respirabilidade do ar. Dessa forma, os níveis de poluição não variam apenas de uma área geográfica à outra, mas também variam de um dia para outro.
E ainda com todas essas variáveis, os cientistas ainda podem nos dar uma porcentagem aproximada da poluição do ar produzida pelos carros nos Estados Unidos. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental, os motores dos veículos produzem cerca de metade dos poluentes como os compostos orgânicos voláteis, óxido de nitrogênio e partículas em suspensão. 75% das emissões de monóxido de carbono vêm dos automóveis. Em áreas urbanas, as emissões nocivas dos automóveis são responsáveis por algo entre 50 e 90% da poluição do ar. Isso quer dizer então, que grande parte da poluição do ar vem de nossos veículos.
Porque muitas pessoas relutam em abandonar seus carros ou reduzir o número de horas que passam nas ruas, a indústria automotiva tem feito mudanças importantes ao longo dos anos para ajudar a reduzir essa emissão nociva produzida pelos veículos. Os catalisadores foram desenvolvidos na década de 1970 como uma forma de converter poluentes em emissões não tão prejudiciais. Mais recentemente, os carros híbridos e elétricos estão se tornando cada vez mais populares entre aqueles que se preocupam com o meio ambiente.
Mas, mesmo com esses avanços, a poluição do ar continua a ser uma grande preocupação. Enquanto o debate sobre combustíveis fósseis e meio ambiente continuar, os motores dos veículos continuarão a representar o maior desafio no caminho para a limpeza do ar.
FONTE: http://ambiente.hsw.uol.com.br/poluicao-ar-carros.htm
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
ASFALTO QUE ABSORVE A POLUIÇÃO DO AR É CRIADO NA HOLANDA
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Eindhoven desenvolveu um pavimento que neutraliza os índices de poluição do ar. Assim, o novo asfalto consegue mitigar até 19% dos gases poluentes emitidos durante um dia, com temperatura ambiente e sob condições climáticas favoráveis. A equipe também descobriu que o pavimento especial pode absorver 45% dos gases poluentes emitidos ao longo de um ano de experiências.
Os blocos que constituem o novo tipo de asfalto foram revestidos por óxido de titânio, substância que tem o poder de transformar em propriedades inofensivas os gases que poluem o ar e colaboram para o aquecimento global. Até agora, os criadores acreditam que o novo pavimento pode chegar ao mercado com valor 50% mais alto do que os métodos convencionais.
Mesmo assim, o asfalto ecológico é uma alternativa muito viável para a Holanda – que tem um alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas registra um dos maiores índices de poluição atmosférica da União Europeia. Por lá, as autoridades políticas acreditam que seja mais barato fomentar o uso do novo pavimento do que destinar verbas para corrigir o estrago feito pela poluição no meio ambiente e na saúde das pessoas – o que, por exemplo, aumenta a demanda do sistema público de saúde.
Apesar de as autoridades holandesas investirem no uso das bikes e na geração de energia limpa, no país não é rara a ocorrência do smog (fenômeno causado pela interação da concentração de gases poluentes na atmosfera com a natureza, que tem como resultado uma camada de fumaça cinza que cobre as cidades). Representantes da China, dos EUA e da África do Sul também demonstraram interesse na nova solução de construção civil.
Exemplo de smog, na cidade de Londres
FONTE:Descubra o verde
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