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domingo, 14 de agosto de 2011

Sol reduz o efeito de remédios

Um estudo feito com 6 000 pessoas na Suécia constatou que a absorção de certas drogas, como imunossupressores e anticoagulantes, é até 17% menor durante o verão. Isso acontece porque tomar sol estimula a produção de vitamina D, o que por sua vez aumenta os níveis da enzima CYP3A4 - que quebra as moléculas dos remédios e faz com que eles sejam processados mais depressa pelo organismo.

Fonte:Hypescience

Câncer surgiu há 1 bilhão de anos

Cada vez mais gente tem câncer - segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de casos vai crescer 50% até o final da década. Consequência do estilo de vida moderno. Mas um novo estudo sugere que o câncer, na verdade, pode ter origens remotas - em criaturas muito antigas, os metazoários, que existiram há aproximadamente 1 bilhão de anos.

Naquela época, as formas de vida mais sofisticadas eram meros agrupamentos de células, praticamente iguais e com o único objetivo de se reproduzir a qualquer custo. Esse comportamento é extremamente parecido com o dos tumores - cujas células apresentam pouca diferenciação de funções e se multiplicam de forma descontrolada. Os cientistas acreditam que, como o ser humano evoluiu a partir dos metazoários, o câncer é provocado por resíduos do DNA deles: fragmentos genéticos de 1 bilhão de anos atrás, que estão dentro das nossas células - e voltam à vida na forma de tumor. "O aparecimento de tumores no corpo é uma manifestação do metazoário que existe dentro de nós", diz o estudo, assinado por Paul Davis e Charles Lineweaver, da Universidade do Arizona e da Universidade Nacional da Austrália. A má notícia é que, se existe há 1 bilhão de anos, o câncer teve tempo para desenvolver táticas de sobrevivência. "Ele tem muitas habilidades, que não podem ser explicadas somente por sua eventual evolução dentro do corpo [do paciente]", diz Lineweaver. A boa notícia é que, desvendando a origem dos tumores, será possível enfrentá-los melhor. "Conhecendo as armas do inimigo, a batalha fica muito mais fácil."

Fonte:hypescience

Clube dos 110: conheça os segredos de quem passa dos 110 anos

Os supercentenários estão sendo cada vez mais estudados por chegarem onde poucos chegam: 110 anos. O que a ciência descobriu sobre eles pode ajudar você a viver muito mais!

"Deus deve ter se esquecido de mim", brincava sempre a francesa Jeanne Calment, que morreu aos 122 anos em 1997. Jeanne foi a pessoa que mais viveu no mundo até hoje e, se Deus deu uma força, agora a ciência está descobrindo motivos menos divinos para longevidades como a dela. Ela faz parte dos supercentenários, o grupo seleto e cada vez mais estudado daqueles que passam de 110 anos.

Os fiscais extraoficiais desse clube são os médicos do Gerontology Research Group, que mantêm uma lista atualizada dos supercentenários vivos. Em março deste ano, eram contabilizados 83 senhoras e 5 senhores - ou 1 a cada 80 milhões de seres humanos (ver quadro na página seguinte). Todos estão no hemisfério norte, mas isso tem mais a ver com a precariedade dos cartórios de 1900 na América do Sul, África e Oceania, o que dificulta a confirmação de idade. A pergunta que fica é: o que os faz especiais? E o que podemos fazer para ao menos nos aproximarmos deles?

Alguma coisa em comum

Segundo um estudo da Boston University School of Medicine, os supercentenários variam muito educação, renda, religião, etnia e até nos padrões de dieta - há desde vegetarianos longevos até anciões do churrasco. Mas eles também têm muita coisa em comum: poucos são obesos, nenhum é ou foi fumante, a maioria lida bem com situações estressantes.

Os bons hábitos são tão determinantes que, quando são adotados por todos, criam-se bolsões de longevidade. Talvez o melhor exemplo seja Loma Linda, na Califórnia, onde um grupo de adventistas vegetarianos não fuma, faz exercícios regularmente, dedica muito tempo à família - basicamente a receita da longevidade. Como consequência, eles têm uma expectativa de vida de 85 anos, 10 anos a mais que a média americana.

Além disso, o que é notável em se tratando de 11 décadas queimando neurônios, só 20% tiveram perdas neurológicas - 80% estão totalmente lúcidos.

Baseados em testes de personalidade, os médicos de Boston apontam ainda que poucos são neuróticos e a maior parte é extrovertida. Taí a Jeanne Calment para provar. Eu seu 110º aniversário, a francesa declarou: "Eu só tenho uma ruga, e estou sentada em cima dela".

Brincadeiras à parte, Jeanne tinha outro fator em seu favor: era mulher. Segundo o geriatra Eduardo Ferrioli, da Faculdade de Medicina da USP, as fêmeas humanas "vivem mais desde o útero", já que entre os nascidos vivos a maioria é mulher. Além disso, a proteção hormonal até a menopausa dificulta as doenças cardiovasculares em mulheres.

Outro fator que pode explicar essa sobrevida maior das mulheres é a época em que essas supercentenárias viveram. Elas são de uma geração em que a mulher quase não saía de casa e não era exposta à violência urbana e aos riscos da rua. Segundo Anderson Della Torre, o geriatra da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, outra possível causa para termos uma longevidade maior em mulheres é que elas fazem um maior acompanhamento periódico de saúde, enquanto os homens acabam abusando mais do álcool, tabaco e estresse e quase nunca vão ao médico fazer exames de prevenção.

Para Della Torre, isso deve mudar no médio e longo prazo, uma vez que hoje as mulheres estão tão expostas aos inimigos da longevidade quanto os homens.

Fórmula do envelhecimento

Sim, longevidade também vem de berço: mais da metade dos centenários têm parentes que atingiram os 100 anos ou mais. Mas bons hábitos como nutrição de qualidade, atividade física regular e uma boa quantidade de sono podem até mudar a estrutura genética. Sério: a forma como se vive pode atrapalhar ou ajudar na replicação de células e até encurtar ou alongar telômeros - estruturas que formam as extremidades dos cromossomos e são essenciais na replicação de células.

Estudos em camundongos mostraram que uma dieta equilibrada, com redução de calorias em 30%, faz eles viverem o dobro do tempo e os torna quase imunes a diabetes e câncer. A máxima "quanto mais velho você está, mais doente você é" deveria ser adaptada para "quanto mais velho você está, mais saudável você foi".

Se é para apontar uma regra para se viver mais, os geriatras fazem coro: o importante mesmo é se manter ativo física e mentalmente. Os mais velhos devem evitar o sedentarismo e, mesmo que a pessoa pare de trabalhar, nunca pode deixar de exercitar o raciocínio, a mente, seja participando de projetos, seja lendo livros ou fazendo quebra-cabeças. Até o acompanhamento psicológico é importante para evitar doenças como depressão, que também pode ser uma porta de entrada para outras patologias.

No best-seller Living to 100 ("Vivendo até os 100"), o médico americano Thomas Perls chama atenção para outros fatores que podem acrescentar anos de vida. Fio dental, inclusive. Perls diz: "Há relação direta entre inflamação da gengiva e doença do coração: passe fio dental todos os dias e adicione um ano à sua vida".

Mesmo com todo o fio dental do mundo, o fim sempre chega. Mas há boas notícias: segundo o Gerontology Research Group, a superlongevidade vai crescer. Esses cientistas acreditam que somos testemunhas de uma expansão do limite biológico, uma vez que a qualidade de vida melhorou muito. Bom, então é isso: nos vemos no nosso 110º aniversário.

Fonte:Hypescience

Como funciona: Sala de cirurgia

Do posicionamento da equipe à localização dos equipamentos, tudo é planejado para que os médicos façam o trabalho com a maior agilidade possível. Ainda assim, cirurgiões, enfermeiros e paciente chegam a ficar até 12 horas lá dentro no caso das operações mais complicadas.

1. Cirurgião principal
Comanda a operação e fica ao lado da mesa, próximo ao órgão operado. Pode realizar os procedimentos ou só definir como a equipe deve fazê-los.

2. Cirurgião assistente
Tem o melhor acesso ao órgão que será operado, de frente para o cirurgião principal. Faz incisões e suturas, corta fios e afasta órgãos para facilitar à intervenção.

3. Anestesista
Aplica a anestesia e monitora o nível de consciência do paciente, administrando o tubo que lhe fornece oxigênio. Por isso, deve ficar na cabeceira da mesa.

Auxiliares:

4. Instrumentador
Entrega os instrumentos aos médicos.

5. Enfermeiro-chefe
Prepara a sala e auxilia em eventualidades - opera o desfibrilador, por exemplo.

6. Circulante
Cuida dos artigos descartáveis, como gaze e algodão.

Fontes:Cláudia Araújo, enfermeira responsável pelo centro cirúrgico do Hospital Pró-Cardíaco/RJ; Marcelo Dibo, diretor executivo do Hospital Badim/RJ, Pedro Portari Filho, secretário-geral do Colégio Brasileiro de Cirurgiões/CBC; Ricardo Lima, coordenador do Centro de Terapia Intensiva do Hospital Samaritano/RJ; e Tomaz Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O que as marcas nas suas unhas dizem sobre sua saúde?

Doenças se manifestam da raiz do cabelo à ponta dos pés, mas as unhas são particularmente boas para delatar alterações na saúde. Isso acontece porque produzir unhas saudáveis é uma tarefa complexa e delicada. Se faltar algum zinco, ferro, cobre, água, entre outros, a matriz ungueal, responsável pelo seu cres­cimento, entrega um trabalho malfeito. Isso sem falar em agentes externos: unhas amareladas, por exemplo, podem ser sinal de fungos que aproveitaram uma imunidade baixa. Por isso, dermatologistas recomendam o autoexame das unhas. Se não estiver rosa e com a lúnula (a popular "meia-lua") bem branquinha, não precisa roê-las, mas marque uma consulta.

Na ponta dos dedos
Saiba como as unhas são alteradas por algumas doenças:

1. Amareladas
No caso de fumantes, o amarelo vem da impregnação da nicotina - liberada principalmente sobre a unha dos dedos médio e indicador. Além disso, baixa imunidade atrai fungos, como a cândida, que também pode deixar as unhas amareladas.

2. Azuladas
Enfisema, bronquite, asma e outras doenças pulmonares dificultam a tarefa de distribuir oxigênio para o corpo. Quando isso acontece, o sangue chega a alguns órgãos e tecidos já desoxigenado - ou seja, mais azulado, o que se reflete nos vasos sanguíneos das unhas.

3. Vermelhas
Causadas por problemas de circulação ou endocardite bacteriana. Neste caso, o endocárdio (membrana que reveste o coração) é invadido por bactérias que se multiplicam e migram para outras partes do corpo, como as unhas.

4. Manchas brancas
É um sinal de deficiência alimentar, que além disso provoca unhas secas, deformadas e quebradiças.

5. Esbranquiçadas
Típicas de quem sofre de doenças do fígado, como cirrose. Com a queda da taxa de albumina, substância proteica fabricada no fígado e liberada no sangue, a lúnula cresce, dando à unha um aspecto opaco.

Fontes: Evandro Tinoco Mesquita, cardiologista do Hospital Pró-Cardíaco; Omar Lupi, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Solange Maciel, dermatologista da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro.

Quais os níveis de radiação a que estamos expostos no dia a dia?

O cotidiano é radioativo: da luz solar ao ato de comer uma banana. Saiba onde começam os riscos da radiação

Há dois tipos, ionizante e não ionizante. A segunda é mais comum, presente em celulares, por exemplo. Seu único efeito conhecido é o aumento de temperatura (micro-ondas funcionam assim). Há estudos questionando sua segurança, mas a radiação que comprovadamente faz mal é a ionizante, que pode matar em poucas horas. Tudo questão de dose e tempo: o corpo humano é capaz de eliminar pequenas quantidades.

AFINAL, E O CELULAR?

Em maio a OMS o reclassificou como "possivelmente cancerígeno". Mas a própria organização disse que faltam estudos que comprovem o risco. O problema da radiação não ionizante é a emissão de ondas eletromagnéticas. "Neurônios podem absorver frequências baixíssimas do aparelho, o que poderia causar tumores", explica Álvaro Almeida Salles, da UFRGS. Mas você teria que usar muito o celular para levar isso em conta. Segundo Renato Sabbatini, da Unicamp, só quem fala no aparelho pelo menos 30 minutos ao dia, por 20 anos, precisa se preocupar. Na dúvida, use mais o viva-voz e evite deixar o telefone o tempo todo no bolso.

Por que às vezes o tempo voa e outras vezes se arrasta?

Você está assistindo à final do campeaonato num estádio de futebol e seu time está ganhando. Falta pouco para o jogo acabar, mas um gol do adversário pode estragar tudo. Você está à beira de um ataque de nervos porque aqueles minutos finais não terminam nunca. Enquanto isso, a torcida do outro time alimenta a esperança de um empate, mas o tempo está passando depressa demais e nada desse gol acontecer.

O lugar e a quantidade de minutos decorridos são os mesmos, mas os sentimentos das torcidas são bem diferentes e a forma como elas sentem o tempo passar também. Segundo o professor William Gomes, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), esta situação ilustra bem como a percepção do tempo pode variar de pessoa para pessoa e de acordo com a situação.

Ele explica que, para a psicologia, o tempo “é a medida dos nossos julgamentos. O seu tempo psicológico não corresponde ao cronológico. Ele corresponde ao estado momentâneo de sua consciência”, completa. Então sim, é totalmente possível que o tempo voe ou se arraste em alguns momentos. Mas por que?

Quando o tempo voa

Segundo o professor William, nosso tempo vai depender de como estamos nos sentindo, bem como da nossa atitude em relação ao passado e ao futuro. Por exemplo: quando está em jogo alguma coisa que te desafie e direciona sua atenção para o futuro, as horas podem passar voando. Tipo uma entrevista de emprego ou uma prova importante como o vestibular. Tudo por causa da ansiedade.

O professor José Lino Oliveira Bueno, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP em Ribeirão Preto, é referência nos estudos sobre o tempo, tanto no Brasil quanto lá fora. Ele descobriu que estímulos vindos da arte – principalmente música e artes plásticas – podem influenciar nossa percepção temporal e revelar outros motivos para essas distorções.

Um estudo orientado por ele expôs voluntários a trechos musicais curtos e pediu que informassem qual havia sido a sua duração. O resultado revelou que, quando a música terminava em uma tônica (como a dos Pôneis Malditos), a estimativa era próxima do real. Mas eles tinham a impressão de que o tempo havia passado mais depressa quando a música terminava distante da tônica. “O participante tem uma experiência de algo inacabado e subestima a duração do tempo do estímulo apresentado”, explicou José Lino.

Quando o tempo se arrasta

Quanto mais uma coisa te incomoda, mais o tempo demora a passar, certo? O professor William explica que um momento em que a pessoa precise lidar com algo que a tenha perturbado gravemente no passado provavelmente será mais longo, porque fará com que ela fique remoendo lembranças dolorosas e reavaliando suas atitudes.

Pesquisas têm relacionado a duração de um evento com a quantidade de energia gasta pelo cérebro naquele momento. Em outras palavras, o seu cérebro está trabalhando mais nessas horas, o que dá a impressão de que o tempo está passando mais devagar. Para ilustrar: quando você olha uma foto da casa em que passou sua infância, há muito mais coisa acontecendo em sua mente do que quando você vê uma foto que não lhe diz nada, mesmo que seja exposto a elas pelo mesmo período de tempo. A mesma coisa quando você está assistindo a um filme ruim que não acaba nunca – sua mente começa a trabalhar mais para encontrar meios de se distrair.
Excitação e perigo também podem fazer com que o tempo pareça passar mais devagar. Em um experimento conduzido no ano passado, pesquisadores da Universidade da Califórnia pediram a voluntários que estimassem por quanto tempo um ponto aparecia numa tela, ao mesmo tempo em que analisavam sua atividade cerebral por meio de ressonância magnética. Algumas vezes, o ponto aumentava de tamanho, dando a impressão de que estava se aproximando, e outras vezes diminuía, parecendo se afastar. No primeiro caso aconteceu algo curioso: os participantes superestimavam o tempo em que o ponto aparecia, o que não acontecia quando o ponto dava a impressão de estar se afastando. Nesse momento em que o tempo parecia passar mais devagar, estavam mais ativas as áreas cerebrais relacionadas a autojulgamentos e reflexões – o cérebro estava ocupado pensando sobre si mesmo, seus planos e atividades. Mas ativaram-se também áreas relacionadas à excitação, perigo e sentimentos negativos. Faz sentido: algo se aproximando de você pode ser ameaçador; assim, seu cérebro precisará se preparar de alguma forma e buscar recursos para reagir, o que o fará com que trabalhe mais – e, assim, o tempo parece passar mais devagar. Nada aconteceu quando o ponto se afastava, pois nesse caso foi ativada no cérebro a região associada à sensação de segurança – um objeto se afastando não é ameaçador, o que dá a permissão para que você relaxe.

Os fatores emocionais na percepção do tempo

Tempo também tem a ver com emoção. Em um estudo do professor José Lino, voluntários ouviram trechos da obra musical “Quadros de uma Exposição”, de Modest Mussorgsky, mas apenas metades deles receberam informações de alto teor emocional sobre a composição dessa obra (ela foi feita homenagem a um grande amigo de Mussorgsky que havia falecido). Quem sabia sobre o drama sentiu o tempo passar mais devagar.

Segundo outro estudo, o andamento das músicas também influencia a percepção temporal. Foram compostas músicas nos sete modos eclesiásticos musicais (escalas com diferente distribuição de intervalo de notas). Trechos com mesma duração, mas diferente modo musical foram percebidos como tendo duração diferente. “Cada modo pode ser associado a estados emocionais diferentes (uma música lenta é associada à tristeza; se aumentamos o andamento, ela passa a ser percebida como alegre), o que indica uma relação possível entre estado emocional e tempo subjetivo”, afirmou José Lino. “Essas alterações de tempo têm sido explicadas em função da complexidade dos estímulos a que a pessoa se expõe, das expectativas geradas por esses estímulos ou do grau de atenção produzido pela experiência da audição musical”, explica.

Dá para controlar a forma como sentimos o tempo passar?

Dá, mas você vai precisar de uma boa dose de concentração. “Controlar o tempo depende da sua capacidade de dirigir a consciência para os objetos e colocar as suas preocupações em suspenso”, disse o professor William. “A filosofia oriental, com a prática da meditação, também ajuda, pois possibilita à pessoa ausentar-se ou afastar-se do tempo”, completa. Mas esses recursos são difíceis e limitados – e a correria do dia a dia não ajuda. Se você tem uma tarefa complexa e pouco tempo para executá-la, por exemplo, não vai encontrar soluções milagrosas. Ainda mais porque o estresse e a ansiedade que essa situação pode causar podem acabar agindo para que você “trave” e fazem o tempo passar ainda mais depressa. A concentração vai ajudar, mas não te dá superpoderes.

Fonte: Superinteressante