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domingo, 18 de setembro de 2016

HP LANÇA MENOR IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL DO MERCADO

A HP Inc. anunciou nesta quinta-feira, 15/09, o lançamento no Brasil da menor impressora multifuncional do mercado. Chamado de HP DeskJet Ink Advantage 3776, o novo produto da fabricante se destaca logo de cara pelas dimensões reduzidas, que incluem medidas de 40cm x 17cm x 14cm e peso de pouco mais de 3kg, e o visual mais “descolado” – por enquanto, apenas a versão branca e azul estará disponível no país. Além disso, a nova impressora “3 em 1” traz configurações simples para o uso via Wi-Fi em smartphones e tablets, tudo por meio de um aplicativo chamado All in One Remote. Para quem preferir usar diretamente pelo computador, é possível conectar o PC à impressora tanto pelo “bom e velho” cabo USB quanto via Wi-Fi, por meio do mesmo app citado acima, que possui uma versão desktop.
Uma das razões para a 3776 possuir dimensões tão reduzidas é o fato de não trazer um scanner deitado. Em vez disso, a digitalização dos documentos é feita inserindo o papel diretamente em uma entrada na parte frontal da impressora. Para quem quiser fazer isso com um livro, ou mesmo preferir outra forma, a saída é tirar uma foto com o smartphone e fazer a edição do documento de forma mais rápida e prática pelo aplicativo da HP. Vale notar ainda que, apesar de ser a menor multifuncional do mercado, a 3776 utiliza os mesmos cartuchos de tinta usados em outras impressoras da HP, da linha 664 – que podem ser encontrados facilmente em qualquer loja. Gostou? Pois bem, a HP DeskJet Ink Advantage 3776 já está disponível no Brasil, tanto na loja on-line da HP quanto em revendas parceiras, e possui preço sugerido de 600 reais. FONTE:idgnow.com.br/ti-pessoal/2016/09/15/hp-lanca-menor-impressora-multifuncional-do-mercado-por-r-600-no-brasil/

NOVA LÂMPADA INTELIGENTE TRANSFORMA SUPERFÍCIES EM TELAS INTERATIVAS

A Lampix pode parecer comum, mas não julgue essa lâmpada pela sombra. O aparelho pode levar realidade aumentada para a sua sala de estar graças a alguns componentes especiais embutidos, como um Raspberry Pi, uma câmera de 8MP e um projetor de 400 lumens. Por meio de uma conexão Wi-Fi, o usuário pode enviar qualquer coisa do seu smartphone ou computador para a lâmpada para projeção em uma superfície planada de sua escolha. A câmera embutida da Lampix pode rastrear objetos e partes do corpo e inferir as suas interações com a surperfície. No jogo Tower Defense, por exemplo, os usuários podem colocar cápsulas de Nespresso no caminho de um rastro de cubos em movimento. E as cápsulas de Nespresso, que aqui representam torres no jogo, podem então atirar nos cubos. Além de games, a empresa espera levar essa função para outras áreas. Já fechou uma parceria com a Nespresso para permitir que os clientes acionem a descrição sobre o sabor de uma cápsula em particular quando ela é colocada no local indicado. O cofundador e CEO da Lampix, George Popescu, disse que foi importante criar um produto que pudesse melhorar a experiência de compra sem ser intrusivo. Por exemplo, uma loja poderia colocar uma Lampix sobre um produto e mostrar reviews desse produto no balcão ou na parede atrás dele. Mas os usuários podem fazer esse review desaparecer ao mexer as mãos. Talvez o recurso mais interessante da Lampix seja permitir que os usuários mexam com pedaços de papel como se eles fossem documentos digitais. Assim, os usuários podem copiar, colar e fazer upload de conteúdos do papel, e até mesmo buscar por termos nele. Eles também podem colaborar com outra pessoa no mesmo projeto, uma vez que a Lampix mantém registro das mudanças em tempo real. Obviamente que usar um projetor possui as suas desvantagens. A Lampix não funciona bem em ambientes com muita luz, em superfícies muito brilhantes ou em vidro. A empresa afirma que planeja lançar um modelo mais caro do produto com um projetor mais poderoso que permitirá que a Lampix funcione em ambientes de luz brilhante. De acordo com a fabricante, a Lampix deve chegar no último trimestre de 2017 com preço em torno de 300 dólares. O produto virá com alguns aplicativos e uma API para que os desenvolvedores possam usar a Lampix nos seus próprios apps. FONTE: idgnow.com.br/ti-pessoal/2016/09/15/nova-lampada-inteligente-transforma-superficies-em-telas-interativas/

SINAIS DE CELULARES A RADAR SÃO BLOQUEADOS POR NANOMATERIAL

As camadas do nanomaterial - que é uma espécie de nanoargila - bloqueiam uma larga faixa de frequências de ondas de rádio. [Imagem: Drexel University]

MXenos

A radiação eletromagnética está em toda parte. Tem sido assim desde o início do Universo, mas a proliferação de produtos eletrônicos nas últimas décadas tem contribuído para aumentar de forma notável o volume de radiação gerada em nosso planeta, a ponto de se transformar em uma fonte de poluição e em uma alegada marca do Antropoceno. Embora as alegações de que esse mar de ondas eletromagnéticas possa causar problemas de saúde permaneçam controversas, a interferência eletromagnética pode ser sentida em aparelhos com ruídos, quedas de sinal e diminuição da velocidade nominal de transferência de dados, entre várias outras possibilidades. A boa notícia é que é possível construir um escudo contra essas interferências em cada aparelho e, eventualmente, até mesmo em casas e prédios. Um grupo de pesquisadores dos EUA e da Coreia do Sul conseguiram "limpar" a poluição eletromagnética usando uma finíssima camada de um nanomaterial conhecido como MXeno, descoberto há menos de 2 anos.

Blindagem contra interferência eletromagnética

A blindagem contra a interferência eletromagnética hoje envolve o uso de um invólucro de metal, como cobre ou alumínio, ou um revestimento de tinta metálica. Vem funcionando razoavelmente bem, mas ao custo de aumentar o tamanho e o peso dos aparelhos e de oferecer limitações ao projeto desses aparelhos. Um efeito melhor pode ser obtido com uma película de poucos átomos de espessura de carbeto de titânio, um dos cerca de 20 materiais bidimensionais que compõem a família dos MXenos. Além de ser mais eficaz no bloqueio e na contenção da radiação eletromagnética, a película é extremamente fina e pode ser aplicada por aspersão em qualquer superfície - como a pintura. Para substituir as películas de alumínio e cobre, a equipe constatou que basta uma camada de MXeno de 8 micrômetros, que alcança 99,9999% no bloqueio da radiação eletromagnética nas frequências que cobrem toda a faixa dos telefones celulares até os radares. O material superou até mesmo outros materiais sintéticos, como as fibras de carbono e o grafeno, que vêm sendo avaliados com o mesmo objetivo. O próximo passo é escalonar o método de deposição do nanomaterial para aplicação industrial, para que ele chegue ao mercado. Bibliografia: Electromagnetic interference shielding with 2D transition metal carbides (MXenes) Faisal Shahzad, Mohamed Alhabeb, Christine B. Hatter, Babak Anasori, Soon Man Hong, Chong Min Koo, Yury Gogotsi. Small. Vol.: 353, Issue 6304, pp. 1137-1140. DOI: 10.1126/science.aag2421. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanomaterial-bloqueia-poluicao-eletromagnetica&id=010125160914

RAIOS T PERMITEM LER LIVROS FECHADOS

À medida que o livro é deslocado, a câmera captura imagens de diferentes profundidades. Um algoritmo desembaralha os dados, mostrando as letras pertencentes a cada página. [Imagem: Albert Redo-Sanchez et al. - 10.1038/ncomms12665].

Óculos de raios T

Hoje parece divertido, mas quando o físico alemão Wilhelm Rontgen descobriu os raios X houve tanto boato e promessas infundadas de novas aplicações que até leis foram feitas para proibir a fabricação de "óculos de raios X" que pudessem ser usados para ver através das roupas dos outros. Talvez esses temores possam voltar à tona com o desenvolvimento dos tão esperados "raios T". Ao contrário dos raios X, a radiação terahertz não é ionizante, o que significa que ele não causa danos aos tecidos biológicos. Albert Sanchez e seus colegas do MIT, nos EUA, acabam de construir um protótipo de "óculos de raios T" - na verdade uma câmera de raios T, que permite nada menos do que ler livros fechados, enxergando o texto de até 20 páginas de "profundidade".

Ler livros fechados

Por enquanto a leitura é garantida para as primeiras nove páginas superpostas, mas a equipe já está aprimorando seu algoritmo que anula os ruídos das imagens para ler ainda mais fundo. "O Museu Metropolitano de Nova Iorque demonstrou um grande interesse nesta tecnologia porque eles gostariam, por exemplo, de olhar no interior de livros antigos que eles não gostariam nem mesmo de tocar," explicou o professor Barmak Heshmat. Segundo ele, as aplicações da "visão terahertz" não se restringem a livros, com a tecnologia podendo ser utilizada em quaisquer estruturas em camadas, como revestimentos de máquinas e produtos, no interior de embalagens, dentro de cápsulas de medicamentos e, claro, em exames médicos de melhor qualidade e sem riscos.
Visão lateral (esquerda) e frontal (direita) das páginas internas.[Imagem: Albert Redo-Sanchez et al. - 10.1038/ncomms12665].

Radiação terahertz

A radiação terahertz é a faixa do espectro eletromagnético entre as micro-ondas e a luz infravermelha. Ela possui várias vantagens sobre outros tipos de ondas que podem penetrar os materiais, como raios X ou ondas sonoras (ultrassons). Embora os equipamentos para sua exploração plena ainda estejam sendo desenvolvidos, a radiação terahertz tem sido largamente pesquisada para aplicações industriais e de segurança, já que cada composto químico absorve as várias frequências dos raios T de forma diferente, o que produz uma assinatura para cada material. Além disso, os raios T podem ser emitidos em rajadas curtas, permitindo calcular distâncias por meio da medição do tempo desde sua emissão até o retorno de sua reflexão, oferecendo uma resolução de profundidade muito melhor do que o ultrassom. No caso deste experimento, os raios T conseguem distinguir entre a tinta e o papel, algo que os raios X não conseguem. Para ler em várias camadas de profundidade, o aparelho explora o fato de haver minúsculas bolsas de ar entre as páginas de um livro. Essas bolsas têm apenas cerca de 20 micrômetros de profundidade, mas a diferença de índice de refração entre o ar e o papel significa que a fronteira entre os dois irá aparecer claramente nas medições, permitindo saber onde é a superfície de cada página. Assim, é só separar o que é tinta do que é papel e reproduzir o que está escrito em cada página superposta do livro fechado. Bibliografia: Terahertz time-gated spectral imaging for content extraction through layered structures Albert Redo-Sanchez, Barmak Heshmat, Alireza Aghasi, Salman Naqvi, Mingjie Zhang, Justin Romberg, Ramesh Raskar. Nature Communications. Vol.: 7, Article number: 12665. DOI: 10.1038/ncomms12665. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=raios-t-ler-livros-fechados&id=010150160915

SOLDA SEM CALOR UNE METAIS A TEMPERATURA AMBIENTE

Solda a frio suspensa em etanol (no frasco) e após aplicação manual. [Imagem: Photo by Christopher Gannon/Iowa State University]

Solda sem calor

Químicos da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, criaram um novo tipo de solda que une componentes metálicos sem a necessidade de calor. A expectativa da equipe é que sua inovação seja tão importante para a indústria quanto a solda sem chumbo. A tecnologia é diferente da "cola metálica" lançada por outra equipe no início deste ano. Sobrefusão A soldagem a frio é possível graças a minúsculas partículas de metal líquido cuidadosamente encapsuladas para "liberar seus poderes" apenas no momento da junção dos componentes. "Nós queríamos ter certeza que os metais líquidos não se transformariam em sólidos. Então projetamos a superfície das partículas de modo que não há rota para que o metal líquido se solidifique. Nós as aprisionamos em um estado no qual elas não gostam de ficar," explica o professor Martin Thuo, coordenador da equipe. O truque consiste em manter as partículas de metal líquido em uma condição conhecida como "super-resfriamento", ou sobrefusão, na qual o material é resfriado abaixo de sua temperatura de fusão sem que ele consiga passar para o estado sólido. Para isso, as gotículas são injetadas em alta velocidade dentro de um líquido ácido e, a seguir, expostas ao oxigênio, formando uma camada de oxidação que recobre todas as partículas. Essa camada é posteriormente polida por abrasão entre as próprias partículas - agitando-as dentro de um recipiente - para que se torne fina e lisa.

Solda a frio

Cada partícula resultante tem cerca de 10 micrômetros de diâmetro, o que significa que a "solda a frio" tem a consistência de um pó. Para aplicá-la, basta pressionar os materiais a serem soldados, o que faz romper a camada superficial das partículas, deixando o metal líquido se solidificar. A solda é baseada em um material conhecido como metal de Field, uma liga de bismuto, índio e estanho. Pelo seu custo elevado e pelas temperaturas que o material suporta sem que a solda se rompa, a aplicação da soldagem a frio deverá se concentrar na indústria eletrônica. Bibliografia: Mechanical Fracturing of Core-Shell Undercooled Metal Particles for Heat-Free Soldering. Simge Çinar, Ian D. Tevis, Jiahao Chen, Martin Thuo. Nature Scientific Reports. Vol.: 6, Article number: 21864. DOI: 10.1038/srep21864. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=solda-sem-calor&id=010170160428

TECNOLOGIA COLA METAIS COM QUALQUER OUTRO MATERIAL

Os nanoentalhes feitos em uma barra de zinco, vistas com um aumento de 10.000 vezes (esquerda), e o material sendo unido em laboratório (direita). [Imagem: Melike Baytekin-Gerngross]

Entalhe em nanoescala

Em busca de veículos e máquinas mais leves e mais baratos tem havido uma verdadeira corrida para desenvolver novas técnicas de junção de metais "incompatíveis" e de metais com outros materiais sintéticos. Os avanços mais recentes incluem solda sem calor, colas metálicas, solda por fricção, solda a água e novas técnicas para unir metais leves com aço. Uma nova abordagem, desenvolvida por Melike Baytekin, da Universidade de Kiel, na Alemanha, consiste em fazer ranhuras precisas na superfície de metais como alumínio, titânio e zinco, permitindo que eles sejam grudados em virtualmente qualquer outro tipo de material, metálico ou não. Baytekin chama sua técnica de "esculpimento em nanoescala". Mesmo não danificando os metais - não afetando sua estrutura ou sua estabilidade mecânica - as ranhuras alteram a superfície do material, criando uma camada que repele água e com melhor biocompatibilidade, abrindo caminho para seu uso também na fabricação de implantes médicos.

O metal quebra, a junção não

Vista ao microscópio, a superfície dos metais contém muitos cristais e grânulos diferentes, alguns dos quais são quimicamente menos estáveis do que outros. O trabalho do nanoesculpimento é justamente remover esses cristais instáveis, o que cria uma rugosidade precisamente controlada, com entalhes entre 10 e 20 micrômetros de profundidade. Com as duas superfícies a serem unidas sendo tratadas da mesma forma, elas passam a se encaixar, e uma cola polimérica faz o restante do trabalho. "Essas conexões de encaixe 3D são praticamente inquebráveis. Em nossos experimentos, geralmente era o metal ou o polímero que quebrava, mas não a própria conexão," conta a pesquisadora. "Nós até mesmo sujamos as superfícies metálicas de óleo antes da junção, e a conexão se manteve." "As possibilidades de aplicação são extremamente grandes, das indústrias metalúrgicas, fabricação de navios ou aviões, até tecnologias de impressão, proteção antifogo e aplicações médicas," finalizou Baytekin. Bibliografia: Making metal surfaces strong, resistant, and multifunctional by nanoscale-sculpturing. Melike Baytekin-Gerngross, M. D. Gerngross, J. Carstensen, R. Adelung. Nanoscale Horizons. DOI: 10.1039/C6NH00140H. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecnologia-cola-metais-qualquer-outro-material&id=010170160916

SABIA QUE COMER À NOITE ENGORDA MAIS

Os cientistas sempre acharam que tanto faz comer de manhã, de tarde ou de noite – afinal, as calorias dos alimentos são sempre as mesmas. Mas um estudo conseguiu provar, pela primeira vez, que comer à noite pode ter consequências diferentes (e piores). Numa experiência feita por cientistas da Northwestern University, nos EUA, dois grupos de camundongos comeram a mesma ração durante seis semanas. Para o 1º grupo, ela era servida no horário normal. Já os ratos do 2º grupo só eram alimentados no horário errado, em que deveriam estar descansando. Ao final do estudo, haviam ficado 48% mais gordos – muito mais do que os ratos alimentados na hora certa, que tiveram 20% de ganho de peso. Conclusão: por algum motivo, comer à noite engorda mais – mesmo que você ingira os mesmos alimentos que comeria durante o dia. Ninguém sabe exatamente por que, mas os cientistas suspeitam que a absorção da energia contida nos alimentos seja influenciada pelo ritmo circadiano – o relógio biológico do corpo. “Mudar a hora de comer pode ajudar a conter a epidemia de obesidade entre os humanos”, recomenda o estudo. Mas o hábito de assaltar a geladeira à noite talvez não seja uma falta de caráter – pode ser culpa da própria comida. Outra experiência feita com ratos, também na Northwestern University, constatou que uma dieta rica em gordura causa alterações numa parte do cérebro chamada núcleo supraquiasmático, que controla o relógio biológico – e isso faz com que o indivíduo tenda a dormir e comer cada vez mais tarde. FONTE:megaarquivo.com/2016/09/12/12-809-obesidade-comer-a-noite-engorda-mais/