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sábado, 23 de maio de 2015

VACINA CONTRA CÂNCER DE PULMÃO JÁ EXISTE E É DE GRAÇA

Uma vacina contra o câncer de pulmão, desenvolvida em Cuba, pode representar um novo passo na derrubada do embarco comercial imposto pelos Estados Unidos aos cubanos há 55 anos. O medicamento, chamado Cimavax, foi desenvolvido em 2011, ao custo de US$ 1 cada dose, mas o governo cubano disponibiliza a vacina gratuitamente. Agora, em 2015, outros países mostram interesse na vacina, entre eles os Estados Unidos. O Centro de Imunologia Molecular, em Cuba, concluiu acordos com o Instituto do Câncer Roswell Park, nos EUA, para iniciar um projeto de desenvolvimento de uma vacina contra o câncer de pulmão. A próxima etapa é obter a aprovação da Food and Drug Administration (FDA) para começar os testes clínicos. O governo Obama está tentando normalizar as relações com Cuba, começando com o banimento das restrições às pesquisas e equipamentos médicos. Geralmente, vacinas contra o câncer são muito caras, mas a Cimavax é relativamente barata para produzir e armazenar. Os fortes efeitos colaterais da medicação contra o câncer não ocorrem com tanta agressividade em quem usa o Cimavax, que apresentou baixa toxicidade. Até agora, seus efeitos adversos incluíram náuseas, calafrios e febre. O Cimavax não é uma cura para o câncer, ainda, e outros estudos serão feitos para entender exatamente os efeitos da vacina. Um estudo constatou uma tendência de melhora da sobrevida em todos os pacientes vacinados. A vacina contém uma proteína, a EGF, que estima o crescimento de células e é encontrada naturalmente no corpo. Os tumores cancerosos podem estimular o organismo na produção desta proteína, o que faz com que o tumor cresça e se multiplique de forma incontrolável. A vacina, com EGF, entre outros compostos, estimula o sistema de defesa do corpo para a produção de anticorpos que inibem os efeitos do EGF. Isso impede que os tumores fiquem maiores, mas não é possível atacá-los. Ou seja, o Cimavax inibe o seu crescimento e a metástase, dando mais esperanças ao tratamento da doença. FONTE: megaarquivo.com/2015/05/23/11-425-vacina-contra-cancer-de-pulmao-ja-existe-e-e-de-graca/

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

CIENTISTAS DESCOBREM QUE CÂNCER DE PULMÃO PODE SE OCULTAR DURANTE 20 ANOS

O câncer de pulmão pode ficar dormente por mais de 20 anos antes de se tornar mortal, o que pode ajudar a explicar por que uma doença que mata mais de 1,5 milhão de pessoas por ano em todo o mundo é tão persistente e difícil de tratar. Dois periódicos que detalham a evolução do câncer de pulmão revelam como, após uma falha genética causadora da doença "muitas vezes devida ao fumo", as células do tumor desenvolvem numerosas novas mutações silenciosamente, tornando partes diferentes do mesmo tumor geneticamente únicas. Quando os pacientes ficam doentes o bastante para serem diagnosticados com o câncer, seus tumores terão percorrido diversas fases evolucionárias, fazendo com que seja extremamente difícil que qualquer medicamento específico surta efeito. As descobertas mostram a necessidade premente de detectar o câncer de pulmão antes que tenha se transmutado em múltiplos clones malignos. "O que não tínhamos conseguido entender antes é por que este é o imperador de todos os tipos de câncer e uma das doenças mais duras de tratar", disse Charles Swanton, autor de uma das monografias do Instituto de Pesquisa de Londres da instituição de caridade Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha. "Anteriormente, não sabíamos o quão heterogêneos estes tipos de câncer de pulmão em estágio inicial eram". O câncer de pulmão é o mais fatal do mundo, matando estimadas 4.300 pessoas por dia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 85% dos pacientes têm câncer de pulmão de células não-pequenas (NSCLC, na sigla em inglês), o tipo analisado nos dois estudos. Para chegar a uma compreensão plena da doença, os dois grupos de cientistas britânicos e norte-americanos analisaram a variabilidade genética em diferentes regiões dos tumores pulmonares removidos em cirurgias e desvendaram como as falhas genéticas haviam se desenvolvido ao longo do tempo. O que eles descobriram foi um período de latência extremamente alto entre as mutações iniciais e os sintomas clínicos, que acabaram surgindo depois que falhas novas e adicionais desencadearam o crescimento acelerado da doença. No caso de alguns ex-fumantes, as falhas genéticas iniciais que despertaram seu câncer remontavam a um consumo de cigarros de duas décadas antes. Mas estas falhas se tornaram menos importantes ao longo do tempo, e mutações mais recentes foram causadas por um novo processo controlado por uma proteína chamada APOBEC. A pesquisa foi publicada no periódico científico Science. Ramaswamy Govindan, da Escola de Medicina da Universidade Washington, que não esteve envolvido com os estudos, disse que uma compreensão melhor de tais alterações genéticas é crucial para se desenvolver tratamentos mais eficazes. Também existe a esperança de uma nova geração de drogas imunoterápicas que podem fortalecer a capacidade do sistema imunológico para detectar e combater tumores, o que poderia se aplicar especialmente ao câncer de pulmão. Além de medicamentos melhores, outro desafio é encontrar maneiras mais eficazes de se detectar o câncer de pulmão antes que ele desenvolva as múltiplas falhas genéticas que mais adiante desencadeiam o crescimento e a disseminação de tumores. Atualmente se utiliza a tomografia computadorizada, mas quando um nódulo está grande o suficiente para ser visualizado já pode contar com um bilhão de células cancerígenas geneticamente diversas. FONTE: http://zip.net/bypRvl

domingo, 4 de maio de 2014

ENTENDE UM POUCO MAIS SOBRE O CÂNCER DE PULMÃO

O câncer de pulmão é o câncer mais comum e o que causa mais mortes em todo o mundo. Para se ter uma ideia da agressividade deste tumor, a mortalidade do câncer de pulmão é maior que as dos cânceres de mama, próstata e intestino juntos. O câncer de pulmão é o 2° câncer mais comum nos homens, perdendo apenas para o câncer de próstata , e o 2° câncer mais comum nas mulheres, atrás apenas do câncer de mama. Entretanto, como o câncer de pulmão acomete tanto homens quanto mulheres, ao contrário dos cânceres de próstata e mama, que só surgem em um sexo, ele acaba sendo, no geral, o câncer mais comum de todos.
O gráfico ao lado mostra a evolução da mortalidade por câncer de pulmão nos EUA ao longo das últimas décadas. Nas próximas linhas explicarei o porquê deste salto na mortalidade a partir da década de 1940. Os dados são americanos, mas podem ser transportados para a maioria dos países. A incidência do câncer de pulmão está diretamente relacionada ao consumo de cigarro pela população. Até a década de 20 do século passado, quando o cigarro ainda não era produzido e comercializado em larga escala, o câncer de pulmão era uma doença rara, correspondendo a menos de 1% de todos os cânceres. No início do século XX, apenas 0,5% da população americana fumava mais de 100 cigarros (5 maços) por ano. Na década de 1960, auge do tabagismo, 50% da população masculina fumava pelo menos 100 cigarros (5 maços) por ano. Sabendo estas informações, volte ao gráfico e veja as curvas de mortalidade. Desde a década de 1980, medidas anti-tabágicas cada vez mais restritivas têm sido implementadas em todo o mundo, conseguindo reduzir o número de fumantes. Graças a elas, pela primeira vez em décadas, notamos uma redução da mortalidade do câncer de pulmão. Só como curiosidade, a campanha de marketing da indústria tabagista nas décadas de 1940 e 1950 era tão forte que chegaram ao absurdo de sugerir que médicos e dentistas recomendavam o uso de determinadas marcas de cigarro. As principais estrelas de Hollywood e os mais famosos atletas esportivos recebiam milhares de dólares para promover marcas de cigarro. Naquela época o normal era ser fumante. Não fumantes eram uma minoria em vários círculos sociais. O resultado de toda esta eficiente campanha de marketing foi uma vertiginosa subida na curva de mortalidade por câncer de pulmão nas décadas que se sucederam. Como ainda não existem exames que detectem o câncer de pulmão suficientemente cedo para garantir a cura com o tratamento, a melhor estratégia continua sendo a prevenção. Para se prevenir contra qualquer doença, é essencial conhecer os seus fatores de risco. Portanto, é dos fatores de risco do câncer de pulmão que falaremos a seguir. FATORES DE RISCO: a) CIGARRO Como o início deste texto já deixou claro, o cigarro é o principal fator de risco para o câncer de pulmão. 90% dos pacientes que têm câncer de pulmão são ou foram fumantes. Inacreditavelmente ainda hoje é possível encontrar pessoas que se deixam enganar por falsos relatos sobre uma suposta ausência de provas da relação entre cigarro e câncer de pulmão. Desde a década de 1960 que já há evidencias científicas de que o cigarro causa câncer de pulmão. Atualmente já sabemos até quais são as alterações genéticas provocadas pelas substâncias tóxicas do cigarro responsáveis pelo surgimento das células cancerígenas. O QUE SABEMOS HOJE SOBRE A RELAÇÃO DO CIGARRO COM O CÂNCER DE PULMÃO: - Quem fuma pelo menos um maço de cigarro por dia tem até 25x mais chances de desenvolver câncer de pulmão quando comparados com não fumantes. - Já foram identificados mais de 4.000 substâncias tóxicas no cigarro e pelo menos 50 que comprovadamente causam câncer. - Após 15 anos de abstinência, o risco de câncer do pulmão cai em 90%. Todavia, ele nunca será tão baixo quanto o daqueles que nunca fumaram. - Não existe uma quantidade mínima de cigarros por dia que seja segura, nem tipos de cigarro que não causem câncer. Sabe-se que se você já fumou mais de 100 cigarros na sua vida, você está no grupo de alto risco para câncer de pulmão. Não importa se você fuma 1 cigarro por dia ou 1 por semana. - Quanto maior o consumo diário, maior o risco; quanto maior o tempo de tabagismo, maior o risco; quanto mais cedo se inicia o hábito de fumar, maior o risco. - Fumantes passivos apresentam 25% mais risco de desenvolverem câncer de pulmão do que pessoas não expostas cronicamente à fumaça do cigarro. b) CHARUTO,CACHIMBO E MACONHA Existe um mito que apenas o fumo de cigarro é um fator de risco para o câncer de pulmão. Esta suposta ausência de danos é ainda mais forte quando falamos da maconha, uma droga cuja discussão é pautada muito mais pela emoção do que por dados científicos e estatísticos. O uso crônico de maconha causa alterações nas células da árvore respiratória idênticas àquelas vistas nas lesões pré-malignas de fumantes de cigarro. Além disso, os indivíduos que fumam maconha e cigarro apresentam um risco de desenvolverem câncer de pulmão ainda maior do que os fumantes apenas de cigarro. O fumo de cachimbos ou charutos também aumenta o risco de câncer de pulmão. Entretanto, o risco não parece ser tão elevado quanto o do cigarro. Enquanto o fumo por vários anos de cigarro aumenta em até 25x o risco de câncer de pulmão, o fumo de charutos ou cachimbos parece aumentar em torno de 5x, o que não deixa de ser uma aumento considerável no risco. Assim como acontece com o cigarro, o risco de câncer com o fumo da maconha, charutos ou cachimbos também cresce proporcionalmente à quantidade fumada e ao tempo de uso. c) EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL Algumas pessoas trabalham em áreas ou profissões onde há exposição frequente a substâncias nocivas à saúde. A exposição a algumas substâncias químicas estão relacionadas a um maior risco de câncer de pulmão; entre as mais estudadas está o asbesto (amianto). O asbesto (amianto) é usado em várias áreas da indústria, como na mineração, construção civil, construção de navios, construção de ferroviária, indústria química, indústria automobilística, encanamentos, revestimentos à prova de fogo, isolamento acústico, fabricação de telhas de fibrocimento e mais de 2.500 outros produtos. Proibido em muitos países, infelizmente o amianto ainda é legal em vários estados brasileiros devido a uma forte lobby no Congresso Nacional. Outras substâncias de exposição ocupacional relacionadas a uma maior risco de câncer de pulmão incluem o radônio, arsênio, cromo, formaldeído, níquel, radiação ionizante, poeira metálica e fumaça de madeira queimada. Trabalhadores expostos frequentemente a estes químicos, se forem fumantes, aumentam ainda mais o risco de desenvolverem câncer. Só como exemplo, o fumo mais a exposição ao amianto aumentam em 60x o risco de câncer do pulmão. d) HISTÓRICO FAMILIAR Há claramente uma predisposição genética para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Esta influencia genética é um dos fatores que explicam o porquê de nem todos os fumantes inveterados desenvolverem câncer. Indivíduos com um parente de primeiro grau com câncer de pulmão apresentam maior risco de desenvolvê-lo, princialmente se também forem fumantes ou apresentarem alguma exposição ocupacional. Quanto mais parentes tiverem tido câncer ou quanto mais jovem sejam os familiares com câncer, maiores os riscos. e) DIETA Vários alimentos têm sido estudados como potenciais protetores contra o desenvolvimento do câncer de pulmão. Os mais estudados incluem antioxidantes, vegetais crucíferos (couve, repolho, couve-flor, brócolis e couve de Bruxelas) e vitamina B. Embora pareça haver uma ligação entre a ingestão desses alimentos e a incidência de câncer, nenhum trabalho até hoje conseguiu demonstrar benefícios reais com nenhum tipo de dieta. FONTE:http://www.mdsaude.com/2011/06/cancer-pulmao-fatores-risco.html#ixzz30klVfM00