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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"MALWARE DO BEM" CORRIGE FALHAS EM ROTEADORES VULNERÁVEIS

Uma das pragas mais perigosas e facilmente dissemináveis nos tempos atuais é a dos roteadores. Por meio de dispositivos inseguros, vírus se espalham criando redes de máquinas zumbis, que podem ser usadas em ataques de negação de serviço ou na captura dos dados de quem acessa a internet. Mas e se alguém criasse um malware que de mal só tem o nome? É justamente essa a ideia do Wifatch, uma nova “ameaça” que ataca roteadores Wi-Fi com Linux para fazer o serviço que muitos usuários não fazem. Ao infectar o dispositivo, o vírus é capaz de eliminar completamente a presença de qualquer outro malware presente ali, além de manter dispositivos de segurança para evitar que novos apareçam e se tornem um problema. De acordo com a Symantec, responsável pela descoberta, o Wifatch já estaria presente em mais de 10 mil roteadores com firmware baseados em Linux. Ele também pode se espalhar por meio da própria conexão, encontrando redes abertas nos arredores e transmitindo-se para elas, além de estar embutido em softwares e arquivos baixados em sites de torrent. Os países com mais casos de infecção pelo Wifatch são China, Brasil e México. O malware nem mesmo faz questão de esconder sua presença. Ao perceber uma vulnerabilidade como uma porta de acesso aberta, por exemplo, o Wifatch a fecha e logo na sequência emite avisos para que o usuário altere suas senhas e modifique configurações de segurança no painel de controle do roteador, além de pedir a atualização do firmware. Os criadores do Wifatch são desconhecidos. Suas intenções, por outro lado, não são. Inclusive, no código fonte do vírus está um pedido para que especialistas continuem trabalhando nele e o atualizem para combater novas pragas que surjam por aí. Há também um recado às autoridades: “considerem defender a constituição dos Estados Unidos contra todos os inimigos, estrangeiros ou domésticos, e siga o exemplo de Snowden.” Aqui, os criadores fazem uma referência a Edward Snowden, o ex-analista da NSA que, desde o final de 2013, trouxe ao público diversas revelações sobre a espionagem realizada por agências governamentais sobre governos estrangeiros e seu próprio povo. Uma das justificativas dele para o ato foi justamente a noção de que o inimigo muitas vezes pode ser o mesmo responsável pela segurança no país. Seja para se proteger do Wifatch ou de outras pragas que possam efetivamente causar danos, as opções são as mesmas. Mantenha seus roteadores sempre com protocolos de segurança ativados, use senhas complexas e atualize o firmware regularmente. Além disso, uma boa dica é evitar o uso de sites de compras ou transmitir informações particulares por meio de redes sem fio públicas, como em cafés, aeroportos ou shoppings. Fontes: pplware.sapo.pt/internet/e-se-existir-um-malware-que-corrige-as-falhas-dos-routers // http://canaltech.com.br/noticia/seguranca/malware-do-bem-corrige-falhas-em-roteadores-vulneraveis-50259/#ixzz3oOPSBylW

sábado, 7 de março de 2015

CONHEÇA O CHIP QUÂNTICO QUE CORRIGE SEUS PRÓPRIOS ERROS

Fotografia do chip com sua matriz de 9 qubits capazes de corrigir os próprios erros.

Erros quânticos

Pesquisadores da Universidade da Califórnia de Santa Bárbara, nos Estados Unidos, desenvolveram o primeiro circuito quântico capaz de corrigir seus próprios erros. A correção de erros é vista como um dos principais entraves ao desenvolvimento da chamada "ciência da computação quântica" porque os qubits são extremamente sensíveis, perdendo facilmente os dados. Julian Kelly e seus colegas construíram um circuito que verifica a ocorrência de erros nele próprio e corrige esses erros, preservando o estado dos qubits. Isto elimina a necessidade do uso de códigos de correção de erros, dando ao chip uma confiabilidade que os especialistas da área acreditavam que exigiria ainda vários anos de desenvolvimento. Ao contrário da computação clássica, na qual os bits permanecem em um de dois estados binários ("sim/não" ou "falso/verdadeiro"), os qubits podem existir em qualquer e/ou em todas as posições simultaneamente, em diferentes dimensões. É esta propriedade, chamada superposição, que dá aos computadores quânticos seu poder computacional fenomenal, mas também é esta característica que torna os qubits propensos a mudar de estado sob a menor influência externa. "É difícil processar a informação se ela desaparece," disse Kelly.

Checagem de paridade

O novo chip incorpora um esquema de correção de erro no qual vários qubits funcionam em conjunto para preservar a informação. Em vez de duplicar o dado, como nos computadores clássicos, o esquema usa a "paridade de informação", que mantém o dado original preservado, ou seja, sem ser lido.
O sistema de correção de erro, baseado na paridade, lembra os cálculos do jogo Sudoku. "Você não pode medir um estado quântico e esperar que ele permaneça quântico," explica Rami Barends, membro da equipe. O simples ato de medir "trava" o qubit em um estado único, causando a perda da superposição. Já a paridade de um qubit, de forma similar a um jogo Sudoku, é calculada medindo os qubits adjacentes, o que garante a confiabilidade da informação fazendo medições apenas ao seu redor - a matriz do novo chip possui nove qubits. O chip mostrou-se capaz de corrigir os chamados erros de inversão dos valores do qubit, e agora a equipe pretende corrigir também o outro tipo de erro, complementar ao primeiro, chamado alteração de fase. Bibliografia: State preservation by repetitive error detection in a superconducting quantum circuit. J. Kelly, R. Barends, A. G. Fowler, A. Megrant, E. Jeffrey, T. C. White, D. Sank, J. Y. Mutus, B. Campbell, Yu Chen, Z. Chen, B. Chiaro, A. Dunsworth, I.-C. Hoi, C. Neill, P. J. J. O Malley, C. Quintana, P. Roushan, A. Vainsencher, J. Wenner, A. N. Cleland, John M. Martinis. Nature. Vol.: 519, 66-69. DOI: 10.1038/nature14270. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=primeiro-chip-quantico-correcao-erro&id=010110150305