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sábado, 25 de abril de 2015
CONHEÇA AS FUNÇÕES DE CADA CROMOSSOMO HUMANO
Da cor dos olhos à textura da cera de ouvido, os cromossomos são responsáveis por controlar todas as funções do nosso organismo. Eles são formados por DNA, um código químico composto por sequências de bases nitrogenadas. São essas sequências, também conhecidas como genes, que contêm instruções específicas sobre como funcionamos. Até 1990, pouco se sabia sobre esse mecanismo. Isso motivou cientistas do mundo inteiro a iniciarem uma força-tarefa, o Projeto Genoma, para localizar a posição exata dos nossos 20 mil genes dentro dos cromossomos. O projeto, que terminou em 2003, mapeou 70% do código genético humano, o suficiente para identificar o que cada cromossomo controla.
Já pensou viver só dez anos? Isso pode rolar se um gene do cromossomo 1 sofrer mutação e causar a progeria, doença rara de envelhecimento precoce. Por outro lado, centros de pesquisa estão coletando genomas de idosos saudáveis com mais de 80 anos para descobrir como a genética contribui para uma vida longa.
Mutações podem ser benéficas. Pesquisas indicaram que deformações em um gene do cromossomo 3 podem impedir a entrada do vírus HIV nas células. Hoje, cerca de 5% da população faz parte desse grupo que, mesmo contaminado pelo vírus da aids, nunca irá desenvolver a doença.
A chance de ter câncer é influenciada por herança genética, mas o local varia de acordo com o cromossomo afetado. Genes do 13 podem aumentar a tendência a câncer de mama e do 2, de cólon. Doenças como a asma (5) e Alzheimer (1, 14, 19, 21) também estão associadas a mutações genéticas.
Um adulto tem 46 cromossomos em cada célula divididos em 23 pares. O excesso (ou a ausência) de cromossomos pode resultar em alterações sérias no organismo. O exemplo mais comum é a síndrome de Down, cujos portadores têm um cromossomo 21 extra. Já na síndrome de Turner, mulheres nascem com um cromossomo X a menos. Há também as síndromes de Klinefelter, de Patatau e de Edwards.
O tipo de cera que sai do seu ouvido também é determinado por alterações genéticas, mais precisamente no gene ABCC11 do cromossomo 16. Nos asiáticos, por exemplo, a cera é do tipo seco, enquanto que nos europeus e nos africanos o mais comum é uma cera mais molhada.
Os genes controlam todas as nossas características físicas. A altura, por exemplo, é determinada no cromossomo 20. Já a cor dos olhos é tarefa do 15 (olhos castanhos e azuis) ou do 19 (verdes). O cromossomo responsável pela cor da pele (16) não é o mesmo que determina o albinismo, que é a ausência de pigmentação (11 e 15).
O transtorno bipolar é, em sua maioria, determinado por uma predisposição genética, assim como a esquizofrenia. Ambos acontecem por disfunções no cromossomo 22 e pesquisas indicam ainda relação entre as duas doenças e o autismo. Filhos de pais esquizofrênicos ou bipolares têm até três vezes mais chances de serem autistas.
Já existem aparelhos capazes de fazer o mapeamento genético de uma pessoa e identificar predisposição a algumas doenças. O teste gênico custa até R$ 6 mil.
Homens e camundongos têm o mesmo número estimado de genes. Por isso, alguns cientistas sugerem que a complexidade humana não está na quantidade, mas na forma como os genes operam.
A terapia gênica promete substituir um gene defeituoso por um gene novo normal, tratando ou até curando doenças.
fonte: megaarquivo.com/2015/04/20/11-309-genetica-quais-as-funcoes-de-cada-cromossomo-humano/
sexta-feira, 18 de abril de 2014
AS FUNÇÕES DO FÍGADO
O fígado é um órgão vital, sem o qual não é possível sobreviver. Além de ser o maior órgão sólido e a maior glândula do corpo, o fígado também é responsável por centenas de funções no nosso organismo.
O QUE É:
O fígado é um grande órgão maciço, com aproximadamente 20 cm de diâmetro, 17 cm de altura e peso médio de 1.4 quilo, localizado no quadrante superior direito da cavidade abdominal, logo abaixo do diafragma.
LOCALIZAÇÃO:
O suprimento sanguíneo do fígado é feito por duas vias, pela artéria hepática (20-40%) e pela veia orta (60-80%). O fígado é um órgão tão vascularizado que chega a receber 1.5 litro de sangue por minuto.
Uma das mais interessantes caraterísticas do fígado é a sua incrível capacidade de se regenerar, sendo ele capaz de retornar ao tamanho normal mesmo após ter mais de 50% do seu volume retirado cirurgicamente.
O fígado é uma complexa fábrica orgânica, com centenas de funções, entre as mais importantes, remover toxinas do sangue e processar alimentos vindos dos intestinos.
FUNÇÕES:
As células do fígado, chamadas hepatócitos, contêm milhares de enzimas que são responsáveis pela metabolização das substâncias presentes no sangue, sejam elas benéficas ou prejudiciais ao nosso organismo. O fígado também é capaz de armazenar nutrientes e outras substâncias úteis, além de produzir proteínas e vitaminas essenciais para nossa saúde.
A ciência já conhece mais de 500 funções do fígado, vamos falar resumidamente das principias:
1- METABOLIZAÇÃO DOS NUTRIENTES DIGERIDOS:
O processo de digestão consiste na quebra dos nutrientes em moléculas cada vez menores, até o ponto delas poderem ser absorvidas pela mucosa dos intestinos e depois lançadas na circulação sanguínea.
Toda a circulação sanguínea do trato digestivo drena em direção à veia orta, de forma que nenhum nutriente ou substância ingerida consiga chegar ao resto do organismo sem antes passar pelo fígado.
Este processo é de suma importância, pois é o fígado quem controla quanto, qual, em que forma cada substância originada da alimentação passará para o resto do corpo. Exemplos:
A)GORDURAS
O processo de digestão quebras as gorduras em moléculas pequenas, chamadas ácidos graxos e glicerol. São estas as moléculas absorvidas pelos intestinos e lançadas em direção à veia porta. No fígado essa gordura é transformada em diversas substâncias, como fosfolipídios ou colesterol, que são essenciais na produção de nossas células.
O fígado também usa as gorduras para sintetizar lipoproteínas, como o HDL, VLDL, e LDL, que são as moléculas responsáveis pelo transporte de colesterol pelo sangue.
O fígado também é quem determina se a gordura ingerida será usada para gerar energia ou será armazenada. Se o indivíduo consome gorduras em excesso, o fígado transforma o glicerol e o ácido graxo em triglicerídeos, armazenando-os no tecido subcutâneo, criando camadas de tecido adiposo (os famosos pneuzinhos). De forma oposta, se o corpo precisar de fontes extras de energia, o tecido adiposo quebra os triglicerídeos novamente em glicerol e o ácido graxo, enviando-os de volta para o fígado para que eles possam ficar disponíveis como fonte de energia para as células.
B)PROTEÍNAS
O processo de digestão quebra as proteínas ingeridas em moléculas chamadas aminoácidos. O fígado é o órgão que decide o destino destes aminoácidos, podendo utilizá-los como:
- fonte para produção de proteínas essenciais para o organismo, como albumina, globulinas, lipoproteínas, fatores da coagulação, etc;
- fonte para formação de massa muscular;
- fonte para produção de gordura, pois, caso necessário, o fígado consegue transformar aminoácidos em triglicerídeos, num processo chamado lipogênese;
- fonte para produção de glicose, em um processo chamado gliconeogênese.
Pacientes com doenças graves do fígado apresentam níveis baixos de proteínas no sangue, principalmente albumina. A perda de massa muscular também é comum devido à perda de capacidade de lidar com os aminoácidos recebidos da alimentação. A deficiência de fatores da coagulação faz com que estes pacientes apresentem maior risco de sangramentos.
A digestão das proteínas produz aminoácidos, mas também gera a amônia, uma substância tóxica para o organismo. O fígado é o responsável pela metabolização da amônia, transformando-a em ureia, uma substância infinitamente menos tóxica. Pacientes com cirrose e falência hepática perdem a capacidade de metabolizar a amônia, fazendo com que a mesma se acumule no corpo, levando à chamada encefalopatia hepática, um processo de intoxicação dos neurônios.
C)GLICOSE
Os carboidratos ingeridos são transformados em moléculas de glicose, que é a principal fonte de energia das células. Quando chega uma grande quantidade de glicose ao fígado, ele libera uma parte em direção à circulação sanguínea e armazena outra sob a forma de glicogênio, para que esta possa ser usada como fonte de energia nos períodos de jejum ou atividade física. Se o fígado já está cheio de glicogênio, mas o indivíduo continua ingerindo carboidratos em excesso, o mesmo passa a ser transformado em triglicerídeos (lipogênese), sendo enviado para os tecidos subcutâneos. É por isso que comer muito carboidrato engorda.
Pacientes com grave doença hepática podem apresentar hipoglicemias, pois o fígado já não consegue armazenar glicose na forma de glicogênio, fazendo com que o paciente não tenha reservas de glicose facilmente disponíveis nos períodos de jejum.
2- METABOLIZAÇÃO SE SUBSTÂNCIAS TÓXICAS:
Assim como os nutrientes, qualquer outra substância ingerida também passará pelo fígado antes de chegar ao resto do organismo, incluindo remédios, drogas, toxinas ambientais e álcool.
Os hepatócitos são ricos em citocromo P450, o nome dado a uma família de enzimas que têm a capacidade de metabolizar, inativar e facilitar a eliminação pelos rins de diversas substâncias.
O exemplo mais famoso do processo de desintoxicação realizado pelo fígado é a metabolização de bebidas alcoólicas. O álcool é uma substância extremamente tóxica, mas que até certo ponto pode ser consumida, pois o fígado tem a capacidade de transformá-lo em ácido acético, uma metabólito muito menos tóxico e facilmente eliminado pelos rins através da urina. Se você quiser informações mais detalhadas sobre esse processo de metabolização do álcool pelo fígado, leia: O QUE É A RESSACA?
O fígado também é capaz de desativar substâncias produzidas pelo próprio corpo, como hormônios, impedindo que haja excesso dos mesmos circulando pelo sangue.
Pacientes com doenças hepática devem evitar álcool e determinados medicamentos, pois o fígado já não será mais capaz de metabolizá-los adequadamente.
3- PRODUÇÃO DA BILE
Nossas hemácias (glóbulos vermelhos) são células que têm uma vida média de 120 dias. Quando ficam velhas, elas são levadas para o baço, onde são destruídas. Um dos produtos liberados neste processo é a bilirrubina, um pigmento amarelo-esverdeado. A bilirrubina produzida no baço não é solúvel em água e, portanto, não pode ser eliminada pelos rins, cabendo ao fígado este papel.
A bilirrubina é metabolizada no fígado e acrescentada a bile, uma substância que auxilia na digestão de gorduras. A bile produzida pelo fígado é parte armazenada na vesícula biliar e parte liberada no intestino, para facilitar o processo de digestão. A presença da bilirrubina na bile é a responsável pela cor marrom das fezes. Pacientes com doenças no fígado ou nas vias biliares que impeçam a drenagem de bile para os intestinos apresentam problemas de digestão de gorduras e fezes esbranquiçadas.
Se o fígado perder a capacidade de metabolizar e excretar a bilirrubina, a mesma se acumula no sangue e acaba se depositando na pele, tornando-a amarelada, um sinal que chamamos de icterícia (leia: ICTERÍCIA | Neonatal e adulto).
4- PRODUÇÃO DE SUBSTÂNCIAS ESSENCIAIS AO ORGANISMO
Além da produção de proteínas importantes, como albumina e fatores da coagulação, já explicados acima, o fígado também é capaz de produzir, metabolizar e armazenar uma grande diversidade de outras substâncias, como vitaminas e ferro.
5- DESTRUIÇÃO DE BACTÉRIAS E OUTROS GERMES
O fígado possui células de defesas, chamadas células de Kupffer, capazes de eliminar germes e fragmentos de células mortas que passem pelo fígado.
FONTE: http://www.mdsaude.com/2013/01/o-figado.html#ixzz2zHBEPB5a
Leia o texto original no site MD.Saúde: FUNÇÕES DO FÍGADO - MD.Saúde http://www.mdsaude.com/2013/01/o-figado.html#ixzz2zHB72KLp
AVISO: Ao reproduzir este texto, favor não retirar os links do mesmo.
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