Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador MODELO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MODELO. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de setembro de 2015

PESQUISADORES USAM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA PARA IMPRIMIR MODELO DE CORAÇÃO 3D

Pesquisadores do MIT e do Hospital Infantil de Boston, Estados Unidos, desenvolveram um sistema que se baseia em ressonâncias magnéticas (MRI) do coração de um paciente para, em apenas algumas horas, convertê-las em um modelo tangível e físico. O objetivo é que tais modelos podem ser usados para planejar previamente uma cirurgia. Criar modelos tridimensionais impressos de órgãos humanos e vascularizados não é algo novo. No entanto, o novo algoritmo permite um ganho sem precedente em velocidade para agilizar todo o processo, garantiram os pesquisadores. O novo procedimento também aumenta a precisão das ressonâncias, de acordo com os pesquisadores. O sistema de modelagem foi criado pelo físico Medhi Moghari, do Hospital Infantil de Boston e Andrew Powell, um cardiologista no mesmo hospital, que liderou os testes clínicos. No passado, pesquisadores usaram modelos impressos identificando manualmente os limites das ressonâncias magnéticas. Mas a tarefa era árdua, e exigia cerca de 200 cruzamentos para chegar a uma certa precisão e levava de oito a 10 horas. Uma ressonância magnética é constituída por uma série de secções transversais de um órgão. Cada cruzamento contém regiões de sombra e luz; são os limites entre a luz e a sombra que podem indicar que há arestas de estruturas anatômicas. Ou a ausência delas. Este tem sido um dos principais problemas ao usar ressonâncias para produzir modelos 3D – ou seja, ter um computador para determinar os limites entre objetos distintos. Os algoritmos de proposta geral, usados para criar os modelos tendem a não ser confiáveis o suficiente para produzir modelos precisos que cirurgias requerem. Há também outros métodos para criar modelos impressos, mas eles também levam várias horas. Por exemplo, o modelo Solidscape Max2 3D printer, que combina uma impressora de fabricação de filamentos fundidos, é usado pela área médica para 'transformar' ressonâncias em modelos 3D para cirurgiões estudarem aneurismas antes de realizar uma cirurgia. O sistema leva 10 horas ou mais para imprimir. Assim como modelos anteriores, o novo método fornece um modo mais intuitivo para cirurgiões acessarem o coração de pacientes e se prepararem para idiossincrasias anatômicas. Danielle Pace, estudante graduado pelo MIT em engenharia elétrica e ciências da computação, foi o primeiro autor da pesquisa em sistema de modelagem 3D e liderou o desenvolvimento do software que analisa as ressonâncias. O novo método inclui um especialista que aponta os limites de uma imagem de ressonância magnética em algumas das seções transversais; os algoritmos de computador assumem a partir daí. Segundo os pesquisadores, os melhores resultados surgem quando eles solicitam ao especialista para segmentar apenas uma seção do coração, o que corresponde a um nono da área total de cada corte transversal. “Eu penso que se alguém me dissesse que eu conseguiria segmentar o coração todo em oito partes a cada 200, eu não teria acreditado”, disse Polia Golland, professor de engenharia elétrica e ciências da computação no MIT. “Foi uma surpresa para nós”. O processo de utilização de um especialista para segmentar amostras e a geração de algoritmos para criar um modelo digital 3D do coração leva cerca de uma hora. O processo de impressão 3D leva mais duas. Neste semestre, sete cirurgiões cardiologistas do hospital vão participar de um estudo que tem como objetivo avaliar o uso dos modelos. fonte: idgnow.com.br/internet/2015/09/21/pesquisadores-usam-ressonancia-para-imprimir-modelo-de-coracao-em-3-horas/