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domingo, 14 de junho de 2015

CONHEÇA 7 MANEIRAS DE USAR A PSICOLOGIA PARA O MAL

A psicologia nos ajuda a entender como as pessoas pensam, se comportam, agem e reagem a diversas situações que podem ocorrer na vida. Infelizmente, esse conhecimento todo não é sempre usado para fins nobres.

1. Psicólogos usam técnicas anti-interrogatório “ao contrário” para obter informações secretas

O Exército dos EUA não quer que soldados eventualmente capturados pelos inimigos abram sua boquinha. A fim de lidar com este problema, psicólogos militares criaram um programa para ensinar soldados americanos a resistir a tortura. Este programa é chamado de SERE, que significa Sobrevivência, Evasão, Resistência e Fuga (do inglês Survival, Evasion, Resistance, and Escape). Infelizmente, após o atentado de 11/9, a CIA e o Departamento de Defesa dos EUA decidiram que eles é que precisavam extrair informações, não importava como. Assim, os psicólogos militares usaram engenharia reversa no programa SERE a fim de fazer seus próprios detidos falarem. Os frutos de seu trabalho são técnicas horrendas agora populares, como posições de estresse, humilhação e uma série de outras maneiras de quebrar o espírito de um possível informante capturado. Grande parte desse trabalho foi inspirado pela pesquisa do Dr. Martin Seligman, que descobriu o que ele chamou de “desamparo aprendido”. Primeiro, ele torturou cães com choques de eletricidade. Depois que os animais eram submetidos a esta tortura por tempo suficiente, eles já não tentavam mais fugir da dor, mesmo quando tinham a oportunidade. Enquanto Seligman nega qualquer envolvimento com as técnicas usadas pelos militares, sua pesquisa foi certamente uma inspiração para o governo americano.

2. Lavagem cerebral maciça norte-coreana

A Coreia do Norte é um regime ditatorial que leva as coisas muito além do reino da sanidade. Além de oprimir seu povo com a força das armas, eles são adeptos da lavagem cerebral em massa, pois só se controla verdadeiramente um povo quando se controlam seus pensamentos. Lembra daquelas imagens nos noticiários de cidadãos chorando quando Kim Jong Il morreu? Você poderia pensar que eram imagens falsificadas pelo governo norte-coreano, afinal, quem iria ficar triste com a morte de um opressor de tal nível? Mas não foi o caso. Um desertor que fugiu para a Coreia do Sul mais de uma década atrás explicou que a emoção mostrada nas TVs era genuína. Na verdade, mesmo depois de quase uma década, acompanhar o noticiário da morte do ditador trouxe suas próprias emoções à tona, fazendo o desertor quase acreditar em sua divindade mais uma vez. Essa é uma lavagem cerebral tão poderosa que mesmo aqueles que já se distanciaram desse governo ainda têm dificuldades para esquecer as mentiras com as quais foram alimentados uma vez.

3. Experimentos de privação sensorial

Na década de 1950, quando era mais fácil realizar experimentos antiéticos em universidades, o psicólogo Donald Hebb decidiu testar sua teoria de que, se uma pessoa fosse totalmente privada de qualquer estímulo sensorial, seu cérebro começaria a enfraquecer e funcionar de forma menos eficiente. Ele pagava US$ 20 a estudantes por dia para participar de seu estudo. O problema foi que nem mesmo Hebb pode antecipar o quão horrível os resultados seriam. O psicólogo inicialmente pensou que seria capaz de observar seus participantes por várias semanas para obter dados sólidos, mas acabou descobrindo que ninguém durava nem uma semana. A privação sensorial era grande: as pessoas usavam óculos escuros, fones de ouvido que emitiam ruído branco e vestuário destinado a limitar o seu sentido do tato. O que acontecia? Os participantes tinham comprometimento cognitivo temporário, mesmo depois de apenas um curto período sem estímulos sensoriais. Também ficavam altamente sugestionáveis enquanto privados. Hebb não tinha intenção de torturar ninguém, e ficou na verdade surpreso com a rapidez e dramaticidade da experiência. As coisas saíram do controle quando um psicólogo chamado Ewen Cameron, interessado no trabalho de Hebb, decidiu inventar seus próprios métodos de privação sensorial para “tratar” doentes. Hebb não quis fazer parte disso, porque Cameron executava seus experimentos em pacientes que não tinham como recusar o tratamento. Além disso, após o uso de privação sensorial e drogas para colocá-los em um estado sugestionável, tentava “reprogramá-los”. Sem surpresa, Cameron acabou sendo processado.

4. Gaslighting

O termo “gaslighting” foi originalmente cunhado em referência ao filme “Gaslight”, sobre um marido abusivo que entrou um jogo de guerra psicológica contra a sua esposa. Um de seus truques favoritos era diminuir a intensidade das luzes (“gas light” é um tipo de lâmpada aquecida pela queima de gás) na casa, afirmando em seguida que ela estava imaginando quando dizia que as luzes tinham ficado mais fracas. Esta técnica é usada por abusadores para fazer a outra pessoa questionar sua própria realidade, o que por sua vez torna muito mais fácil de controlá-la. Outras pessoas já usaram técnicas semelhantes no mundo real, e os resultados foram horríveis. Por exemplo, o livro “Gaslighting, the Double Whammy, Interrogation and Other Methods of Covert Control in Psychotherapy and Analysis” conta a história de um psicólogo que criou uma espécie de culto psicoterapêutico no qual abusava sexualmente de alguns de seus pacientes. Para piorar a situação, este psicólogo também manipulava o marido de uma mulher do culto. Quando ele demonstrava suas preocupações com a esposa e seu envolvimento com o grupo, o médico respondia que era o marido que estava “distorcendo sua própria realidade”. Eventualmente, as pessoas começaram a apresentar acusações e o reinado de terror do médico chegou ao fim, mas não antes de um de seus pacientes quase se matar pelo trauma da tentativa de destruição de sua realidade.

5. Interrogatório através de indução de culpa

Desde que o Dr. Seligman realizou aquele experimentou com cães, algumas pessoas se perguntaram se poderiam usar suas descobertas para abusar mentalmente de um ser humano, a fim de extrair informações (como explorado no item 1). No estudo de Seligman, os cães ficaram mais abertos a sugestões. A ideia do método coercitivo de interrogatório baseado no experimento é fazer o mesmo, quebrando os processos superiores do cérebro que nos permitem planejar, pensar e cuidar de nós mesmos. Alguns documentos militares sugerem que interrogadores podem usar sua posição de poder para induzir culpa nas suas vítimas, fazendo-as divulgar informações. Isso funciona porque quando uma pessoa é torturada e interrogada pela mesma autoridade durante um longo período de tempo enquanto é mantida em um estado de desamparo, ela pode, eventualmente, começar a pensar em seu torturador como uma espécie de “parente”. Quando atinge essa mentalidade, o interrogador pode então usar essa fraqueza da pessoa para fazê-la se sentir mal por não dizer-lhe o que ele quer saber.

6. Falsas memórias implantadas com hipnose

A maioria dos psicólogos hoje crê que memórias reprimidas são bobeiras pseudocientíficas. Não, elas não existem, e você não vai recuperar nada enterrado em sua mente com uma sessão de hipnose. O que pode de fato acontecer é uma falsa memória ser implantada na sua cabeça. Nesse caso, você passa a realmente acreditar nela. Se hoje ninguém acredita mais em lembranças reprimidas, no passado foi diferente. Não estamos dizendo necessariamente que os psicólogos que ajudaram pessoas a recuperar essas supostas memórias fizeram isso com intenções maliciosas. Na verdade, muitos deles provavelmente pensaram que estavam ajudando seus pacientes. Mas, como já diria o ditado, “de boas intenções o inferno está cheio”. Um desses profissionais de saúde mental “descobriu” memórias supostamente reprimidas que levaram a acusações de homicídio contra uma pessoa inocente, arrastando esse paciente em uma batalha judicial prolongada. A polícia finalmente descobriu que não havia sequer o menor fragmento de evidência contra o homem. Moral da história: é muito fácil levar as pessoas a acreditarem em algo que nunca aconteceu.

7. Excesso de estimulação sensorial

A maioria dos psicólogos hoje crê que memórias reprimidas são bobeiras pseudocientíficas. Não, elas não existem, e você não vai recuperar nada enterrado em sua mente com uma sessão de hipnose. O que pode de fato acontecer é uma falsa memória ser implantada na sua cabeça. Nesse caso, você passa a realmente acreditar nela. Se hoje ninguém acredita mais em lembranças reprimidas, no passado foi diferente. Não estamos dizendo necessariamente que os psicólogos que ajudaram pessoas a recuperar essas supostas memórias fizeram isso com intenções maliciosas. Na verdade, muitos deles provavelmente pensaram que estavam ajudando seus pacientes. Mas, como já diria o ditado, “de boas intenções o inferno está cheio”. Um desses profissionais de saúde mental “descobriu” memórias supostamente reprimidas que levaram a acusações de homicídio contra uma pessoa inocente, arrastando esse paciente em uma batalha judicial prolongada. A polícia finalmente descobriu que não havia sequer o menor fragmento de evidência contra o homem. Moral da história: é muito fácil levar as pessoas a acreditarem em algo que nunca aconteceu. fonte:listverse.com/2014/03/05/10-vile-ways-psychology-is-used-for-evil/

domingo, 4 de maio de 2014

VC PENSA QUE SE CONHECE? VEJA O QUE A PSICOLOGIA TEM A DIZER SOBRE ISSO

Você já deve ter ouvido — ou até ter chegado a essa conclusão por experiência própria — de que nunca vamos conhecer as pessoas completamente, pois sempre existirão facetas e atitudes que vão nos surpreender mais cedo ou mais tarde. No entanto, isso se aplica até a nós mesmos. Ou você vai dizer que nunca se pegou agindo de forma totalmente inesperada em alguma situação? A seguir você poderá conferir alguns exemplos apontados pela psicologia — selecionados a partir de um interessante artigo do Huffington Post Brasil — de atitudes e comportamentos que todos nós apresentamos e muitas vezes não percebemos ou imaginamos que seríamos capazes de apresentar: 1 – TODO MUNDO TEM UM "LADO B"
Um estudo realizado na Universidade de Stanford nos anos 70 revelou que todo mundo é capaz de cometer maldades. Pesquisadores do departamento de psicologia construíram uma prisão fictícia nos porões de um dos edifícios do campus, e selecionaram 24 estudantes — psicologicamente saudáveis e com ficha criminal limpa— que deveriam assumir os papeis de carcereiros e presidiários durante um período de duas semanas. Os presos deveriam permanecer nas celas 24 horas por dia, enquanto que os carcereiros trabalhariam em turnos de 8 horas. O objetivo do experimento era o de observar o comportamento dos participantes — através de câmeras ocultas — nessa situação específica, mas o estudo teve de ser interrompido apenas 6 dias após ter sido iniciado. Segundo Philip Zimbardo, psicólogo que comandou o experimento, a situação saiu completamente de controle, e os alunos que assumiram o papel de “carcereiros” foram se tornando gradativamente mais abusivos e agressivos, inclusive submetendo os “presos” a terríveis torturas psicológicas e físicas. 2 - SOMOS DESATENTOS
Você acredita que está atento a tudo o que acontece à sua volta? Pois um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Kent e Harvard revelou que a maioria de nós é bem desligada. Os cientistas pediram que um ator abordasse pessoas perambulando pela universidade e pedisse informações. Mas no meio da explicação, dois homens carregando uma porta passavam entre transeunte e o ator perdido, bloqueando a visão por alguns segundos. No entanto, durante a interrupção, o ator era substituído por outro diferente — inclusive com roupas, cabelos e voz distintas do primeiro —, e metade dos abordados nem sequer percebeu a troca. Os pesquisadores explicaram que isso ocorre por que somos seletivos com respeito aos elementos que percebemos em determinadas cenas, e por que nos guiamos muito mais na memória e no reconhecimento de padrões. 3 – TODO MUNDO GOSTA DE FAMA E PODER
Um estudo curioso realizado por pesquisadores de uma instituição canadense constatou que os atores e atrizes ganhadores do Oscar vivem mais do que aqueles que são apenas nomeados ou nunca ganharam um desses prêmios. Segundo os cientistas, tudo parece indicar que a fama e o poder, além de fazerem bem ao ego, também têm influência positiva sobre a longevidade. Além disso, os pesquisadores também explicaram que — apesar de o estudo ter se baseado na avaliação de estrelas de cinema — a principal conclusão foi que fatores sociais, assim como ter a autoestima elevada, são aspectos importantes que levam os indivíduos a cuidar melhor da própria saúde. 4 – SOMOS COMPETITIVOS
Um experimento realizado nos EUA na década de 50 demonstrou que buscamos a lealdade do grupo social ao qual pertencemos e entramos em conflito facilmente com outros grupos. O estudo consistiu em levar dois times de 11 meninos — todos com 11 anos de idade — separadamente para um acampamento de férias. Durante os primeiros dias, os integrantes das equipes foram se tornando amigos e participando de atividades juntos, sem saber da existência do outro time. No entanto, quando os dois grupos foram reunidos, os integrantes imediatamente começaram a se tratar como rivais, xingando uns aos outros e competindo durante as brincadeiras. Depois os pesquisadores criaram diversas atividades divertidas para tentar reconciliar as duas equipes, mas a situação só foi amenizada quando os dois grupos foram apresentados com um problema que deveriam resolver juntos. Fonte:Huffington Post Brasil