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domingo, 1 de novembro de 2015
ESTRELAS ULTRA QUENTES ENTRAM EM ROTA DE COLISÃO
Usando o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), uma equipe internacional de astrônomos descobriu o casal de estrelas mais quente e mais maciço, com componentes tão perto que que chegam a se tocar em um beijo mortal. As duas estrelas no sistema extremo VFTS 352 podem estar caminhando para um final dramático, durante a qual as duas podem se unir para criar uma única estrela gigante, ou formar um buraco negro binário.
O sistema de estrela dupla VFTS 352 está localizado a cerca de 160.000 anos-luz de distância, na Nebulosa da Tarântula. Esta região notável é o mais ativo berçário de novas estrelas no Universo próximo e lá as novas observações do VLT do ESO revelaram este par de estrelas jovens, que é um dos mais extremos e mais estranhos já encontrados.
O VFTS 352 é composto de duas estrelas muito quentes, brilhantes e massivas que orbitam uma a outra em pouco mais de um dia. Os centros das estrelas estão separados por apenas 12 milhões de quilômetros. Na verdade, as estrelas estão tão perto que as suas superfícies se sobrepõem e uma ponte se formou entre elas. O VFTS 352 não é apenas o mais maciço sistema conhecido nesta pequena classe de “binários com contato” – ele tem uma massa combinada de cerca de 57 vezes a do Sol -, mas também contém os componentes mais quentes – com temperaturas de superfície acima de 40.000 graus Celsius.
domingo, 11 de janeiro de 2015
ENCONTRADA ESTRELA EM ROTA DE COLISÃO COM A TERRA
Foi encontrada uma estrela em rota de colisão com a Terra mas os astrônomos afirmam que isso só acontecerá daqui a 500.000 anos.
Com o nome de Hipparcos 85.605 (ou HIP 85605), a estrela encontra-se a 16 anos-luz de distância do nosso planeta, mas poderá chegar tão perto quanto uma distância de 0,13 anos-luz.
A notícia foi divulgada por Coryn Bailer-Jones, cientista do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.
A descoberta foi feita através de simulações de computador das rotas futuras de 50.000 estrelas com dados capturados pelo telescópio Hipparcos da ESA (Agência Espacial Europeia) em 1990. O estudo descobriu 14 estrelas que se aproximam a apenas 3,26 anos-luz de distância da Terra.
Destas, 4 chegarão a 1,6 anos-luz de distância do Sol nos próximos milênios. A estrela ameaçadora, a HIP 85605 é um tipo de estrela chamada anã laranja. Ela está na constelação de Hércules. Existe uma chance de 90% de que entre 240.000 a 470.000 anos, ela fique a entre 0,13 e 0,65 anos-luz de distância.
Apesar do perigo cósmico, tal aproximação não implica necessariamente uma colisão com a Terra. O grande problema tem a ver com o fato das forças gravitacionais poderem empurrar cometas da Nuvem de Oort para o interior do Sistema Solar, aumentando as possibilidades de impactos.
Existe ainda a possibilidade de que a estrela traga exoplanetas, mas nunca ficarão a uma distância que permita uma visita. Bailer-Jones comentou ainda que a velocidade destes planetas seria muito alta, o que tornaria difícil o envio de uma sonda para os estudar.
O astrônomo ainda comentou que as simulações de alguns dados podem ser questionados devido ao fato de que algumas estimativas podem estar com pequenos erros. A pesquisa é limitada a estrelas para quais temos distâncias e velocidades precisas.
Isso, por sua vez, nos limita atualmente dentro de algumas dezenas de anos-luz do Sol, afirma o cientistas. Isso poderá significar que outras estrelas ainda não descobertas podem também ser uma ameaça para o nosso planeta.
FONTE: iflscience.com/space/more-dozen-stars-will-be-making-close-encounters-earth
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