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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

CONHEÇA 5 SUPER SENTIDOS QUE VC NEM SABIA QUE TINHA

Quem nunca quis ser um X-Men, não é mesmo? A vontade do ser humano de ter super sentidos ou poderes incríveis é bastante conhecida. Até hoje, porém, nós não conseguimos atingir este patamar evolucionário. Mas isso não quer dizer que nós não sejamos capazes de fazer coisas incríveis – na verdade, nós temos vários tipos de super sentidos que nunca usamos ou não percebemos quando usamos. Confira: 5. Nós podemos cheirar a personalidade e as emoções das pessoas
Em um mundo perfeito, você nunca julgaria alguém até que soubesse a sua personalidade por dentro e por fora. Este não é um mundo perfeito, no entanto – este é um mundo onde, por vezes, temos de julgar as intenções de um estranho em uma fração de segundo. Felizmente, a evolução nos deu todos os tipos de ferramentas para fazer isso, mesmo que não saibamos. O cheiro nos deixa saber algumas coisas sobre as pessoas antes mesmo delas dizerem uma palavra. Não estamos falando de coisas do tipo “Esse cara me deu arrepios, porque ele cheirava a fezes humanas e fósforos queimados”. Estamos falando de sinais subconscientes que você nem sabia que estavam vindo do seu nariz. Pesquisadores da Rice University, nos EUA, realizaram um estudo onde pediram aos participantes para vestir a mesma camisa a cada noite por três noites consecutivas. Durante o estudo, eles não foram autorizados a usar sabonete, desodorante ou qualquer coisa que pudesse mascarar seu cheiro natural. Depois, os cientistas fizeram um outro grupo cheirar essas camisas e pediram que eles adivinhassem que traços de personalidade os usuários das roupas possuíam: dominância, neurose ou extroversão. Por incrível que pareça, a taxa de precisão foi tão alta quanto quando os mesmos participantes foram convidados a avaliar a personalidade das pessoas ao assistir um vídeo delas. É isso mesmo – o seu odor corporal é tão eficiente como indicativo de quem você é quanto a sua fala ou os seus maneirismos. E vai mais longe do que isso. Os pesquisadores estão descobrindo que o cheiro individual de cada pessoa é tão único que é quase como uma impressão digital, exclusivo o suficiente para que possa servir como uma alternativa desagradável para análise de DNA. Ou talvez pudéssemos capturar os suspeitos e ver qual parece ser o mais nervoso. Sim, o nariz pode fazer isso também – pesquisadores fizeram outro estudo onde prenderam um monte de compressas de gaze nas axilas dos participantes para coletar seu suor enquanto eles assistiam a filmes de terror. Em seguida, eles colocaram a gaze encharcada com o suor do medo debaixo do nariz de um segundo conjunto de participantes (!!!). Esses indivíduos foram então apresentados a imagens de rostos sem expressão alguma, e os cientistas descobriram que as pessoas expostas ao suor do medo eram mais propensas a supor que os rostos inexpressivos estavam com medo. Em outro estudo, os cientistas coletaram o suor dos corredores de esteiras de academia e compararam com o suor de paraquedistas. O suor do segundo grupo, presumivelmente carregado com uma essência de terror, pareceu iluminar áreas do cérebro associadas ao medo, ao passo que o suor dos corredores simplesmente cheirava de forma horrível. 4. Alguns de nós conseguem ver cores impossíveis
Aqui está um desafio: tente imaginar uma nova cor, uma que você nunca viu antes. Apenas tente inventar uma. Não dá para fazer isso, certo? Você provavelmente acha que é porque você já viu todas as cores que são possíveis. Bem, prepare-se para ter sua mente explodida – há muitas cores novas por aí, nós apenas normalmente não temos a capacidade de vê-las, de modo que descrevê-las para você seria como tentar descrever a visão para um cego. Bom, você não pode vê-las normalmente, mas a ciência descobriu um jeito. Em sua busca incessante para tornar a realidade cada vez mais interessante, os cientistas conseguiram com sucesso mostrar a algumas pessoas a cor “amarela azulada”. Isso não quer dizer verde. Não dá realmente para mostrar o que isso quer dizer, porque a forma como nossos olhos funcionam é que, quando vemos azul, as partes do olho que detectam o amarelo “desligam”, e vice-versa. Por isso, não deveria ser possível ver uma verdadeira mistura de azul e amarelo. Verde é outra coisa – na verdade, é a coisa mais próxima que o seu cérebro pode oferecer quando você mostra algo que deixa ele confuso. Mas os cientistas descobriram que podemos “sentir” essa e outras cores que não aparecem no arco-íris ao enganar os nossos olhos com certos padrões de composição. Por exemplo, ao verem uma imagem como esta…
…e cruzarem os olhos como se fosse uma daquelas imagens que você precisa cruzar os olhos para ver o que elas realmente mostram, algumas pessoas podem ver uma cor totalmente nova que não é nem azul, nem amarela, nem verde. É claro que outras pessoas vão ver apenas um gradiente azul e amarelo e vão considerar que essa é uma brincadeira de mau gosto. Se você é uma dessa pessoas, há um exemplo de uma cor impossível que a maioria pode ver sem truques complicados para o cérebro: nós a chamamos de rosa. O rosa é uma mistura profana de vermelho e violeta que não aparece no arco-íris, assim como o amarelo azulado. Ver o rosa é, basicamente, o equivalente das cores a ver fantasmas. As pessoas que nascem com a capacidade de ver esse mundo de novas cores que o resto de nós não pode sequer imaginar são muito raras. Elas são chamadas tetracromatas, porque têm quatro cones nos olhos em vez de três, como o resto de nós. Cada cone é responsável por cerca de 100 tons de cor, portanto, nós, gente normal, conseguimos ver cerca de um milhão de cores. Tetracromatas vêem uma centena de milhões de cores. Devemos ser gratos que essa condição é rara, já que isso tornaria a aula de artes na escola mais difícil do que a de matemática. 3. Mulheres ovulando podem sentir cobras e homens gays
Todos os meses, as mulheres têm que passar por uma série de altos e baixos emocionais, devido ao ciclo de manutenção de suas fábricas portáteis de bebês. Acontece que o ciclo menstrual tem uma função adicional – ele liga uma capacidade sobre-humana de sentir cobras e caras gays. Apesar da vontade de deixar essa informação no ar e terminar o tópico por aqui, acho que isso provavelmente precisa de alguma explicação. Em um estudo, pesquisadores mostraram para um monte de mulheres imagens de cobras escondidas em um jardim, tanto coloridas quanto preto e branco, basicamente um terrível “Onde está Wally?”. O que eles descobriram foi que as mulheres que estavam no período mais fértil do mês também foram as mais rápidas em detectar as cobras escondidas. Isso provavelmente não tem nada a ver com mulheres férteis serem capazes de detectar os animais mais fálicos. A teoria é que a evolução deu às mulheres que estão prontas para reproduzir um impulso cognitivo adicional quando se trata de detectar o perigo. Mas isso não é a coisa mais interessante que os pesquisadores descobriram – em outro estudo, quando eles mostraram para as mulheres fotos de rostos de homens, as mulheres que estavam em seu período fértil demonstraram ter um “radar gay” incrível. E isso não foi coincidência – a capacidade da mulher de detectar o cara gay em uma lista chegou ao seu ponto mais alto no período fértil, e então foi gradualmente diminuído até a próxima época do mês. E tem outra: isso não funciona na detecção de lésbicas. Lembre-se, elas não estavam vendo imagens de caras na fila para um show da Celine Dion. As mulheres eram capazes de descobrir quem era gay simplesmente ao olhar caras nos olhos. Supostamente, a evolução percebeu que esse radar seria uma coisa realmente útil de se ter quando você é uma mulher procurando pelo começo de uma família, apenas para que você não perca tempo com um cara que vai deixá-la pelo seu irmão. Isto é, evidentemente, uma capacidade limitada a mulheres. Mas os homens não têm do que sentir inveja, porque … 2. Homens podem sentir a ovulação
Os pesquisadores queriam descobrir se os homens podiam detectar quando as mulheres estavam mais férteis, já que anteriormente a única forma conhecida para descobrir isso era se a mulher tirasse a roupa e pulasse no colo de um cara. Acontece que não só os homens podem sentir quando as mulheres estão ovulando, como inconscientemente mudam seu comportamento na hora de se adaptar a isso. Não é tão assustador quanto parece. Quando uma mulher está ovulando, ela tem alterações muito sutis na voz, cheiro e tom de pele, as quais os homens percebem, mesmo sem saber. Para explorar isto, cientistas emparelharam 123 participantes do sexo masculino com cinco mulheres ao longo de diferentes fases dos seus ciclos menstruais. Cada homem tinha uma sessão cara a cara com a mulher (não da maneira que você está pensando), para depois analisar imagens com diferentes cenários, como uma criança dando a outra um brinquedo. Ambos homens e mulheres tiveram que descrever a situação. Os cientistas descobriram que, quando as mulheres eram menos férteis, os homens eram mais propensos a ser preguiçosos e só copiar o que a mulher disse. Já quando elas estavam ovulando e, portanto, mais férteis, os homens tendiam a se esforçar e tentar um pouco mais. Em outras palavras, eles estavam tentando impressionar as mulheres, porque podiam cheirar sua ovulação. Ok, na verdade isso é tão assustador quanto parece. 1. Seus olhos podem “ver” mesmo depois de você ficar cego
Nós não estamos falando sobre a forma como o Demolidor (aquele super-herói cego interpretado pelo Ben Aflleck em uma adaptação bem mais ou menos) pode “ver” através do som. Isso aqui é algo diferente, e mais estranho. Em um estudo, cientistas sádicos colocaram um velho cego em um labirinto e disseram a ele para encontrar seu caminho por conta própria – depois que o homem se ofereceu para isso, nós presuminos. E o que aconteceu? Ele completou o labirinto perfeitamente. Ele podia “ver” as paredes e reviravoltas, porque sua retina tinha descoberto a forma de contornar o córtex visual defeituoso e enviar as informações para o cérebro. Ele ainda estava cego, mas os seus olhos e cérebro tinham encontrado uma solução alternativa. Ele não foi, no entanto, capaz de escapar do tigre que os cientistas haviam liberado no labirinto (#brincadeirinha). Em outro estudo incrível, pesquisadores colocaram fotos de pessoas felizes e tristes na frente de pessoas cegas. E, novamente, eles descobriram que as pessoas cegas foram capazes de dizer, na maioria das vezes, se os rostos estavam tristes ou felizes. Eles não podiam ver os rostos, mas seus cérebros sabiam o que estava na frente deles. Como? Bem, para muitas pessoas cegas, não há realmente nada de errado com seus olhos. O problema é geralmente com o córtex visual, a parte do cérebro que processa o que os olhos veem. É como tirar o filme de uma câmera e substituí-lo com spaghetti – a câmera funciona bem, mas é inútil. Mas e se de alguma forma o seu corpo pudesse encontrar outra maneira de enviar as informações da retina para o cérebro? Acontece, e é chamado de visão cega. Algumas pessoas cegas desenvolvem-na e são capazes de ter plena consciência de seus arredores, mesmo que eles acreditem que não. Isso não significa que você pode jogar fora a bengala da sua tia cega, mas você provavelmente não deve mais andar na frente dela sem calças. FONTE:Cracked.com/article_19986_the-5-weirdest-sixth-senses-humans-have-without-knowing-it.html

quinta-feira, 10 de abril de 2014

OS SUPERSENTIDOS DOS ANIMAIS

Visão ultravioleta, audição ultrassônica, leitores eletromagnéticos, sensor infravermelho, faro impecável. Alguns animais possuem habilidades sensoriais que desafiam a imaginação humana. Conheça cinco impressionantes superpoderes dessas criaturas: 5. BÚSSOLAS VIVAS
A ideia de que alguns animais podem se deslocar utilizando uma bússola interna é tão extravagante que, num passado recente, era tida como pura fantasia. Hoje é sabido que muitas espécies — incluindo pombos, galinhas, toupeiras, bois e tartarugas-marinhas — conseguem detectar o campo geomagnético da Terra com alta precisão. Tartarugas cabeçudas como essa acima leem o campo magnético terrestre a fim de saber para onde devem nadar. Seus sensores as guiam para desovar em águas mornas durante a primeira migração ao redor da orla do Atlântico Norte. Conforme o tempo passa, elas vão criando um mapa magnético detalhado e aprendem a reconhecer mais variações de força e direção das linhas dos campos. O mistério é que não se sabe com certeza como os animais sentem esse magnetismo. Parte do problema vem da possibilidade dos campos magnéticos passarem por tecidos biológicos sem que estes sejam alterados. Além disso, a detecção pode não precisar de estruturas especiais — talvez seja baseada numa série de reações químicas. Mesmo assim, muitos pesquisadores acreditam na existência de receptores magnéticos nas cabeças das tartarugas. Eles seriam baseados em cristais de magnetita, que se alinham ao campo magnético da Terra e ativam algum tipo de receptor ou uma célula capilar quando mudam de polaridade. O mineral já foi encontrado numa bactéria e nas narinas de peixes como o salmão, que também aparentam usar o campo magnético da Terra durante suas migrações. Segundo Kenneth Lohmann, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, a sensação das tartarugas seria como “nadar prestando atenção em dois tufos de cabelo, um do lado direito e o outro do lado esquerdo da sua cabeça. Quando você está indo em direção ao norte, nenhum dos tufos se move. Quando você vai para o leste, a sensação é que alguém está puxando levemente o tufo da esquerda; quando você vai para o oeste, você sente uma puxada no tufo da direita. E quando você vai para o sul, ambos os tufos são puxados”. Para manter o caminho certo, bastaria ter certeza de que a sensação não mudou. Essa é uma possibilidade. Outra é que existam fotopigmentos em seus olhos, os criptocromos, capazes de detectar quimicamente o campo magnético e fornecer um estímulo visual que o animal utiliza como bússola. Assim, ele pode ver o campo magnético como um padrão, uma ampla gama de luzes ou cores que mudam de acordo com a direção para a qual ele olha. Evidências mostram que é o caso de alguns animais. Criptocromos são encontrados na retina de pássaros migratórios e aparentam ser ativados quando eles estão no ar. Experimentos também comprovam que células da retina com criptocromos estão conectadas à região do cérebro que, quando removida, inibe a capacidade dos pássaros de se deslocar usando o campo magnético. A ciência está longe de saber o que os animais sentem ao detectar o magnetismo. Mas há esperanças. Descobertas recentes sugerem que a mosca-da-fruta e o peixe-zebra podem detectar campos magnéticos. Por terem cérebros menos complexos, são ideais para análise.
4. OLHOS DE ABELHA
Quando uma abelha sobrevoa o seu jardim, ela não vê a mesma coisa que você. As flores saltam de um fundo folhoso muito mais escuro, dotado de uma pista de aterrissagem com refletores ultravioletas que indicam o caminho ao néctar. Algumas aranhas se arriscam a imitar essas linhas e tecem padrões ultravioletas em suas teias para enganá-la. Se resistir à armadilha, a abelha encontra o caminho de volta pra casa observando no céu o padrão de luz polarizada — que oscila somente em uma direção. Como? Por meio da visão pixelada em mosaico do seu olho composto, com 5 mil pontos compondo uma imagem. Não é das coisas mais fáceis de imaginar. Mas, acredite, a complexidade do sistema de visão da abelha é comparável à do humano, já que também possui receptores para apenas três cores — ultravioleta, azul e verde, enquanto o aparato humano enxerga azul, verde e vermelho. Podemos ter uma visão aproximada de como as abelhas enxergam ao observarmos fotografias de cor falsa, em que o vermelho é filtrado e o ultravioleta adicionado numa cor visível aos olhos humanos. Também é possível comparar a habilidade das abelhas de detectar a polarização da luz com nossas capacidades. “Assim como distinguimos o vermelho do azul, elas diferenciam uma polarização da outra”, diz Bill Stark, pesquisador que estuda a visão dos insetos na Universidade Saint Louis em Missouri. Tal habilidade ajuda as abelhas a se deslocarem usando a posição do Sol. A luz polarizada é medida por detectores simples e, assim, é possível criar imagens com o tipo de informação detectado (veja o diagrama abaixo). Soa estranho? Não é nada ao comparar com insetos que possuem até seis receptores de cores, com os quais veem tons inimagináveis para nós humanos. Para eles, o mundo de três cores seria como um dia cinzento.
3. O MUNDO DO SOM DO MORCEGO
Um morcego provavelmente não teria problema em imaginar como é enxergar como um humano. Para nós, projetar o mundo deles é mais complicado. Morcegos que se alimentam de insetos e frutas obtêm grande parte dos detalhes que precisam por meio da ecolocalização: cliques, ruídos e gritos emitidos em até 120 decibéis — o volume de uma ambulância. Para nosso alívio, a barulheira desses seres é feita em ultrassom, acima do que a audição humana pode captar. O eco dos sons fornece aos morcegos uma quantidade imensa de informação sobre os arredores. O tempo que leva para um eco retornar, por exemplo, mostra a distância de um objeto; já as mudanças na frequência do som ao reverberar em outra criatura pode revelar a direção e a velocidade do movimento do animal. A sensibilidade da ecolocalização é fenomenal. Um estudo publicado em 2010 pelo Journal of the Acoustical Society of America descobriu que morcegos podem detectar diferenças nas distâncias entre eles mesmos e sua presa com precisão entre 4 e 13 milímetros. É o suficiente para caçar um inseto sem problemas. Sabe-se também que diferenças sutis no tom dos sons revelam a identidade de seus semelhantes, como se fossem vozes. Para nós, humanos, dependentes das informações visuais, é difícil imaginar um mundo sonoro. Até mesmo pessoas com cegueira desde a infância, como Daniel Kish, sentem dificuldade de vislumbrar. Por volta dos 2 anos, ele começou a reconhecer os arredores ao fazer cliques com a língua e, a partir disso, escutava os ecos que reverberavam de pessoas e objetos. Embora consiga reconhecer móveis ao seu redor, sua habilidade não pode rastrear movimentos dos objetos com o eco dos estalos, uma das principais habilidades dos morcegos. Mesmo cientes dos poderes desses animais, estudiosos não conseguem estipular se os ecos podem ser visualizados e se, durante a caçada, alternam a visão com ecolocalização. É o que falta saber. 2. COBRAS À PROCURA DE CALOR
Serpentes-píton, jiboias e jararacas veem o mundo da mesma forma que nós, com um detalhezinho a mais: também “enxergam” em infravermelho. Graças ao mecanismo, conseguem rastrear presas a até um metro de distância pelo calor de seus corpos. Elas utilizam um órgão simples, a fosseta loreal, localizada próximo às narinas. Embora sua função varie um pouco entre as espécies de cobras, é sempre uma cavidade com uma membrana cheia de terminações nervosas sensíveis ao calor que atuam como receptores de infravermelho. O órgão foi descrito pela primeira vez em 1952, mas somente no ano passado que os canais de proteína específicos que reagem com o calor foram identificados. A descoberta foi de que eles são encontrados em células nervosas do sistema sensorial que detectam toque e temperatura e registram dor. Ainda que a fosseta loreal seja separada do sistema visual, seu conjunto de informações acaba numa parte do cérebro chamada de teto óptico. “Lá, os dois mapas do espaço — visual e infravermelho — se fundem em um só”, diz o neurocientista Michael Grace, que estuda o sensor térmico de jararacas no Florida Institute of Technology, em Melbourne. Grace acredita que isso permite às cobras enxergar em infravermelho e luz visível ao mesmo tempo, ou mudar entre uma e outra. Quando estão caçando numa toca escura, elas podem usar o “mapa de calor” para abocanhar sua presa e então voltar à visão normal. Também podem usar os dois sentidos ao mesmo tempo quando a luz é suficiente para enxergar e está frio o bastante para que o calor da sua presa se destaque. Para os estudiosos, a combinação de imagens de vídeos normal e infravermelho dá uma boa ideia de como seria este mundo.
1. FOCINHOS SOFISTICADOS Você já pensou como um cachorro, que tem um olfato mil vezes mais sensível que o nosso, consegue colocar a cara numa lata de lixo? Alexandra Horowitz, pesquisadora de cognição canina da Universidade de Columbia, em Nova York, já. Ela explica que o melhor amigo do homem sente uma versão mais poderosa do que nossos narizes podem captar. “Não é que os cheiros sejam mais ‘altos’”, diz. “Os cheiros têm diferentes camadas e provavelmente fornecem ao cachorro muito mais informações.” Ela compara a experiência a ver uma pintura a uma certa distância e, depois, apreciá-la de maneira diferente, bem de perto, observando as marcas do pincel. Cheirar, sugere Horowitz, pode ser uma maneira do cachorro entender a passagem do tempo. Ele faz isso ao cheirar a urina de outro cão e notar, pela intensidade do cheiro, se o colega passou por ali ou não. Comportamento semelhante foi obtido num estudo de 2005, em que cães conseguiram detectar diferenças sutis do cheiro entre uma pegada e outra. Eles seriam capazes até de imaginar o futuro quando o vento traz cheiros de homens, animais e objetos. Ao cheirar uma rosa, então, um cachorro pode sentir as peculiaridades de cada pétala, saber se cada uma delas foi visitada por insetos e detectar se um humano a tocou ou não (veja como no diagrama abaixo). Assim não fica difícil entender a fascinação que um cachorro obtem ao cheirar um poste, não?
FONTE:Galileu