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sábado, 8 de julho de 2017

CONHEÇA O CROCODILO JURÁSSICO QUE INTIMIDAVA ATÉ OS TIRANOSSAUROS

Vira e mexe os paleontólogos identificam novos fósseis que se encontram esquecidos nas coleções de museus e universidades e se surpreendem com o que eles descobrem. Bem, não são apenas os cientistas que se surpreendem, na verdade, mas todo mundo que tem interesse pelos animais que dominavam a Terra até a extinção do Cretáceo-Paleógeno — que acabou com o reinado dos dinossauros. Veja, por exemplo, o caso de um dinossauro recém-identificado por pesquisadores do Museu de História Natural de Milão. De acordo com Peter Dockrill, do site Science Alert, se trata de um crocodilo gigante que viveu há 170 milhões de anos em Madagascar, durante o período Jurássico, e que, segundo estimaram os paleontólogos, teria cerca de 7 metros de comprimento e entre 800 e 1.000 quilos de peso. Outra coisa que os cientistas descobriram é que esses bichões contavam com mandíbulas enormes — e dentinhos pontiagudos com 15 cm de tamanho.

Grandalhão

Razanandrongobe sakalavae(Fabio Manucci). O crocodilo jurássico pertence à espécie Razanandrongobe sakalavae — mas vem sendo chamado simplesmente de Razana, para simplificar —, e os primeiros fósseis foram escavados há cerca de uma década. No entanto, como na época os cientistas não tinham muitas evidências com as quais trabalhar, o animal permaneceu sem ser identificado por todo esse tempo. Tudo mudou com o aparecimento de novos fósseis — mais precisamente, fragmentos do crânio do crocodilo — descobertos nos anos 70, mas que eram mantidos em uma coleção particular. Pois foi a partir do surgimento desses ossos que os paleontólogos conseguiram traçar um perfil mais completo desse animal. Segundo os paleontólogos, os dentinhos dos Razana eram semelhantes aos dos tiranossauros e, considerando o tamanho de suas mandíbulas, esses crocodilos eram mais do que equipados para mastigar e estraçalhar os ossos e a carne de outros animais. Entretanto, os cientistas explicaram que eles não pertenciam ao classe do Dinossauria, isto é, ao grupo dos dinossauros, mas a classe do Notosuchia, uma antiga subordem dos crocodilomorfos.

Predadores poderosos

De acordo com os cientistas, apesar de os crocodilos atuais serem “parentes” distantes dos Razana, os animais extintos não tinham corpos tão “achatados” como os dos répteis modernos. Eles eram dotados de crânios mais profundos e podiam manter posturas mais elevadas, o que os deixariam com uma altura próxima à de um humano adulto. Sendo assim, os pesquisadores teorizam que, embora os Razana fossem capazes de nadar, como os crocodilos-de-água-salgada de hoje em dia — os maiores que existem no planeta atualmente —, seus poderosos membros e postura provavelmente permitiam que eles apresentassem movimentação e comportamento distintos na hora de caçar suas presas. Os paleontólogos suspeitam que os crocodilos jurássicos eram carnívoros oportunistas que capturavam suas vítimas da mesma forma como os leões e as hienas capturam as suas. Segundo acreditam, os Razana provavelmente caçavam pequenos mamíferos e complementavam o cardápio com répteis voadores — os pterossauros — e saurópodes, que eram dinossauros herbívoros de pescoço longo. FONTE: sciencealert.com/newly-identified-gigantic-croc-was-an-apex-predator-that-could-outcompete-dinosaurs

domingo, 1 de março de 2015

A MORDIDA DE ANTEPASSADO DE JACARÉ ERA MAIS POTENTE DO QUE A DO TIRANOSSAURO

O rei dos dinossauros perdeu o seu posto: o feroz Tiranossauro rex (Tyrannosaurus rex) teve sua mordida superada pela do Jacaré do Acre (Purussaurus brasiliensis), um antepassado do jacaré atual, que viveu há 8 milhões de anos na Amazônia e que tinha a mordida com o dobro de força.
"O Purussaurus brasiliensis mordia com sete toneladas de força", detalhou Tito Aureliano, investigador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coautor do estudo. Segundo ele, essa potência era 20 vezes maior do que a mordida do tubarão branco, embora o recorde de mordidas fortes seja do 'Carcharodon megalodon', um tubarão gigante, que conseguia morder com a força de até 18 toneladas. Tamanha abocanhada servia a esse animal terrestre para conseguir os 46 kg de carne que precisava comer por dia, já que os seus dentes conseguiam atravessar a dura pele de animais de enormes dimensões. "O limite de sua dieta era literalmente seu tamanho. O Jacaré do Acre se alimentava de mamíferos grandes. Existia até mesmo canibalismo, mas ele também comia lagostas, gambás e peixes", relatou Aureliano. Em sua opinião, estes dados dizem muito sobre os limites da natureza. "Ele era o predador do topo da cadeia alimentar durante a época do Mioceno, com total liberdade para escolher suas presas". No entanto, o surgimento da Cordilheira dos Andes e a redução dos pântanos que dominavam a atual região amazônica foi o princípio do fim para o Jacaré do Acre. "A transformação dos pântanos nos atuais rios e o surgimento da Floresta Amazónica favoreceu a seleção natural de animais de menor porte", esclareceu o cientista, que lembrou que o canibalismo foi outro fator que contribuiu para a extinção deste "monstro", descoberto em 1892 pelo cientista João Barbosa Rodrigues. fonte: https://br.noticias.yahoo.com/mordida-antepassado-jacaré-era-potente-tiranossauro-211314553.html