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domingo, 11 de janeiro de 2015

CONHEÇA 6 INVENÇÕES AVANÇADAS DA ANTIGUIDADE QUE ESTÃO ALÉM DA COMPREENSÃO DE NOSSA ÉPOCA

Nada a ver com OVNIs, mas um pouco de conhecimento geral sempre é bem-vindo: Perdemos o segredo da fabricação de invenções úteis da nossa história, e apesar de toda a nossa esperteza e nossas descobertas, nossos ancestrais de milhares de anos atrás ainda nos deixam abismados com suas espertezas e descobertas. Temos desenvolvido um equivalente moderno de algumas destas invenções, mas somente há pouco tempo.

1. Fogo Grego: Armamento Químico Misterioso

Os bizantinos do século VII até o século XII jogavam uma misteriosa substância em seus inimigos durante as batalhas navais. Este líquido, ejetado de tubos e sifãos, queimava na água e podia somente ser extinguido com vinagre, areia e urina. Ainda não sabemos do que era feita esta arma química, conhecida como Fogo Grego. Os bizantinos guardavam o segredo a sete chave, assegurando que somente uns poucos seletos o conheceriam. Assim, esse conhecimento foi finalmente perdido.

2. Vidro Flexível: Uma Substância Preciosa Demais

Três relatos antigos de uma substância conhecida como vitrum flexile (vidro flexível), não são claros o suficiente para determinar se esta substância realmente existiu. A história desta invenção foi primeiramente contada por Petronius, em 63 D.C. Ele escreveu sobre um fazedor de vidros que presenteou o Imperador Tiberius (que reinou entre 14 a 37 D.C.) com um vaso de vidro. Ele pediu ao imperador para lhe devolver o vaso e então jogou o objeto no chão. O vaso não quebrou, somente amassou. Após, o fazedor de vidro teria martelado o vaso de volta a sua forma original. Temendo a desvalorização dos metais preciosos, Tiberius ordenou que o fazedor de vidro fosse decapitado, assim o segredo do vidro flexível teria morrido com ele. Pliny, o ancião, (79 D.C.) contou esta história também. Ele disse que, embora a história tenha sido contada várias vezes, ela pode não ser inteiramente verdadeira. Na versão contada um par de centenas de anos mais tarde por Dio Cassius, o fazedor de vidro foi substituído por um tipo de mago. Quando o vaso foi jogado ao chão, ele quebrou e o mago o consertou com suas mãos nuas. Em 2012, a empresa de vidros Corning introduziu seu “Willow Glass” flexível. Resistente ao calor e flexível o suficiente para ser enrolado, ele se tornou especialmente útil na fabricação de painéis solares. Se o desafortunado fazedor de vidros romano realmente inventou vitrum fexile, parece então que ele estava milhares de anos à frente de seu tempo.

3. Antídoto para Todos os Venenos

O assim chamado “antídoto universal” contra todos os venenos teria sido desenvolvido pelo Rei Mitrídates VI de Pontus (que reinou entre 120 a 63 A.C.) e foi aperfeiçoado pelo médico pessoal do Imperador Nero. A fórmula original foi perdida, explicou Adrienne Mayor, uma folclorista e historiadora de ciências da Universidade de Stanford, num trabalho de 2008, intitulado “Greek Fire, Poison Arrows & Scorpion Bombs: Biological and Chemical Warfare in the Ancient World.” Mas os antigos historiadores nos dizem que entre os ingredientes estavam o ópio, víboras picadas em pedaços e uma combinação de venenos e seus antídotos. A valiosa substância era conhecida como Mithridatium; nome dado em homenagem ao Rei Mitrídates VI. Mayor mencionou que Serguei Popov, um renomado ex-pesquisador de armamentos biológicos no massivo programa Biopreparat da União Soviética, que desertou para os Estados Unidos em 1992, estava tentando replicar o Mithridatium.

4. Armamento de Raio de Calor

O matemático grego Arquimedes (212 A.C.) desenvolveu um armamento de raio de calor, que desafiou as habilidades dos ‘Mythbusters‘ do Discovery Channel, os quais tentaram replicar a arma. Mayor descreveu o armamento como “fileiras de escudos de bronze polido, que refletiam os raios solares em direção aos navios inimigos.” Embora os ‘Mythbusters‘ falharam em reproduzir este armamento antigo e o declaram como sendo um mito, os alunos da MIT obtiveram sucesso em 2005. Eles colocaram um barco em chamas no cais de São Francisco, usando o armamento de 2.200 anos de idade. Um armamento de raio de calor apresentado em 2001 pela Agência de Pesquisa Avançada de Defesa (EUA) – sigla em inglês DARPA – usou microondas para penetrar “a pele de uma vítima, aquecendo-a a 54 °C, criando a sensação de que a pessoa estaria em chamas“, explicou Mayor.

5. Concreto Romano

Grande parte das estruturas romanas, que tem durado por milhares de anos, são prova das vantagens que o concreto romano tem sobre o concreto que usamos hoje em dia, o qual mostra sinais de degradação após 50 anos. Os pesquisadores tem trabalhado em recente anos para descobrir o segredo da longevidade deste antigo concreto. O ingrediente secreto é a cinza vulcânica. Um artigo publicado em 2013, pela Universidade da Califórnia – Centro de Notícias de Berkely, anunciou que os pesquisadores da universidade descreveram pela primeira vez como este composto extraordinariamente estável de cálcio-alumínio-silicato-hidrato (C-A-S-H) liga o material. O processo de fabricá-lo criaria emissões mais baixas de dióxido de carbono do que o processo para a fabricação do concreto moderno. Porém, algumas desvantagens de seu uso são que ele demora mais para secar, embora dure mais tempo, e é mais fraco do que o concreto moderno.

6. O Aço de Damasco

Na era medieval, as espadas feitas de uma substância chamada de ”Aço de Damasco’ estavam sendo produzidas no Oriente Médio, a partir de uma matéria prima chamada de ‘Aço Wootz’, da Ásia. O material era extremamente forte. Não foi até a época da Revolução Industrial que um metal tão forte foi forjado novamente. O segredo da fabricação do Aço de Damasco somente emergiu novamente sob a inspeção de microscópios de elétron nos laboratórios modernos. O aço foi usado pela primeira vez por volta de 300 A.C. e o conhecimento parece ter sido inexplicavelmente perdido por volta da metade do século XIII. A nanotecnologia estava envolvida na produção do Aço de Damasco, no sentido de que os materiais eram adicionados durante a produção do aço, para criar reações químicas à nível quântico, explicou o perito em arqueologia, K. Kris Hirst, num artigo escrito para o About Education. Se tratava de algum tipo de alquimia. Hirst citou um estudo liderado por Peter Paufler na Universidade de Dresden e publicado na Nature em 2006. Paufler e sua equipe lançaram a hipótese de que as propriedades naturais da fonte do material da Ásia (o Aço Wootz), quando combinadas com materiais adicionados durante a o processo de produção no Oriente Médio, causavam uma reação: “O metal desenvolvia uma microestrutura chamada de ‘nanotubos de carboneto,’ que são tubos de carbono extremamente rígidos, os quais são expressados na superfície, assim criando a rigidez da lâmina“, explicou Hirst. Entre os materiais adicionados durante a produção do Aço de Damasco estavam a casca de Cassia auriculata, serralha, vanádio, cromo, manganês, cobalto, níquel e alguns raros elementos, traços dos quais presumiu-se terem vindo das minas na Índia. Hirst escreveu: “O que aconteceu na metade do século XIII foi que a constituição química do matéria bruta se alterou – as pequenas quantidades de um ou outro mineral desapareceram, talvez devido ao fato de um veio em particular ter se exaurido.” Fonte: www.theepochtimes.com

quinta-feira, 1 de maio de 2014

NA ÉPOCA DOS DINOSSAUROS TINHA 5 VEZES MAIS CO2 DO QUE HOJE

Os dinossauros que habitaram a Terra há 250 milhões de anos conheceram um mundo com cinco vezes mais dióxido de carbono do que temos atualmente na Terra, dizem os pesquisadores. Novas técnicas para estimar a quantidade de dióxido de carbono na Terra pré-histórica podem ajudar os cientistas a prever como o clima da Terra poderá mudar no futuro. Os resultados são detalhados em um artigo recente publicado na revista Proceedings da Academia Nacional de Ciências Americana. Durante o Período Jurássico, os dinossauros governaram o mundo. Durante este tempo, o interior da Terra não estava parado, mas o supercontinente Pangaea tinham começado a dividir-se em duas massas de terra menores, chamadas Laurásia e Gondwana. Esses movimentos tectónicos fez os oceanos aproximarem-se e as placas tectónicas afundarem. Esse processo, chamado de subducção, levou ao vulcanismo na superfície, com pedras constantemente a derreter e emitir CO2 para a atmosfera. Enormes quantidades deste gás de efeito estufa tornaram extremamente úmido e quente o clima durante o Período Jurássico, afirma o geocientista Douwe van der Meer, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Utrecht, na Holanda. OBSERVANDO ATENTAMENTE A equipe de Van der Meer usou uma técnica de imagem de última geração chamada tomografia sísmica para reconstruir 250 milhões anos de emissões vulcânicas de CO2. Para isso, os pesquisadores analisaram as ondas sísmicas que viajam através da Terra, para visualizar a estrutura do interior da Terra. "Este método é comparável à tomografia computadorizada utilizada em hospitais para ver dentro de corpos", disse van der Meer. "Com o tempo de viagem das ondas suficientes, pode-se criar um modelo de velocidade da Terra. Regiões mais rápidas são mais densas, as placas de materiais mais frios que afundaram na Terra". O objetivo foi demonstrar como as variações de placas tectônicas levaram a variações nas emissões de CO2 dos vulcões há 250 milhões de anos. E quanto mais profundamente o equipamentos de imagem vai, mais para trás no tempo os cientistas podem ver. Por outras palavras, os exames mostram o interior da Terra, permitindo aos pesquisadores "ver" as placas tectónicas que se afundaram no planeta nos últimos 250 milhões de anos. Os pesquisadores então quantificaram as placas que têm-se afundado nas profundezas da Terra, e os seus cálculos mostraram que a Terra produziu duas vezes mais CO2 que existe hoje. Em seguida, os cientistas inseriram esse número num modelo de paleoclima comummente usado, para calcular todas as emissões de CO2 vulcânicas na época. Uma vez que houve também menos CO2 a ser removido da atmosfera pela vegetação e rochas do que hoje, os níveis de CO2 atmosféricos foram, provavelmente, cinco vezes maiores do que no presente. Os resultados sugerem níveis muito mais elevados de CO2 do que havia sido estimado em estudos anteriores realizados nos anos de 1980 e 1990. Essa pesquisa foi baseada em dados indiretos das variações do nível do mar. Desde então, a compreensão dos cientistas da Terra melhorou significativamente, e os pesquisadores já haviam começado a suspeitar que as estimativas de idade eram imperfeitas. MUDANÇAS CLIMÁTICAS FUTURAS "As novas estimativas de emissões de CO2 são cruciais para determinar a relação entre CO2 e clima", Appy Sluijs, pesquisador do clima também da Universidade de Utrecht e co-autor do estudo. "A nossa nova informação do interior da Terra é independente, e confirma os dados existentes sobre os níveis de CO2 na atmosfera, conforme determinado a partir de fósseis". Um dos objetivos dos pesquisadores é entender a forte ligação entre o clima e as emissões de CO2 vulcânicas, e aplicá-lo a futuras previsões de mudança climática. "Como este estudo pesquisou o quanto CO2 foi emitido através do tempo, estamos agora em condições para aumentar em intervalos de tempo mais interessantes", disse Sluijs. "Isso vai levar a previsões a longo prazo da futura mudança climática. Estamos produzindo mais CO2 do que todos os vulcões da Terra", acrescentou van der Meer. "Vamos afetar o clima de formas que são têm precedentes e não são naturais. A questão é o quanto o clima vai mudar. Agora podemos responder a isso", concluiu. FONTE: Livescience