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domingo, 13 de julho de 2014

COMO É DETERMINADA A DISTÂNCIA DE UM TIRO?

Em partes de cidades como Washington, D.C., sistemas de detecção de distância de tiros estão melhorando o tempo de resposta da polícia. Tiroteios que antes aguardavam respostas de ligações para o 9-1-1 de vizinhos, ou a descoberta de um corpo horas ou dias depois, agora são reportados automaticamente, segundos após o evento. Há vários sistemas de sensores de tiros no mercado. Alguns usam sensores criados para detectar o ruído sônico de uma bala que viaja mais rápido que a velocidade do som. Outros usam sensores que assimilam as características ópticas da detonação na boca da arma, a explosão que propele a bala para fora do cano. Um sistema criado recentemente em Washington, D.C., chamado de ShotSpotter, conta com um sistema baseado na acústica e equipado com GPS que automaticamente localiza a origem do tiro e notifica as autoridades. Uma série de sensores acústicos capta as ondas de som de uma detonação na boca da arma que se irradiam para fora do cano em todas as direções. O coração do sistema é a triangulação acústica. Apesar dos detalhes técnicos exatos do sistema ShotSpotter serem proprietários, é possível ter uma boa ideia de como o sistema funciona ao examinar o processo da triangulação. O ShotSpotter usa de 10 a 12 sensores distribuídos de maneira uniforme a cada 2,5 km² da cobertura da cidade, e cada sensor é capaz de escutar o som de um tiro em um raio de 3 km. Como a velocidade do som é uma entidade conhecida - 340,29 m/s no nível do mar - a diferença de tempo que o som de um tiro leva para atingir três sensores diferentes pode determinar a localização daquele tiro. Usando um sistema GPS integrado como fonte precisa de tempo, três sensores trabalham juntos para triangular a localização de onde cada tiro partiu. Um sistema como esse trabalha da seguinte forma: um tiro é disparado em algum lugar da cidade. O Sensor 1 capta o som do tiro. Como cada sensor acústico tem um alcance de cerca de 3 km, tudo o que sabemos até então é que o tiro foi disparado em um raio de 3 km do Sensor 1;
um segundo depois, um segundo sensor capta as ondas de som de um tiro. Se o som nesta cidade viajar a cerca de 337 m/s, sabemos que o tiro foi disparado aproximadamente 321,8 m mais distante do Sensor 2 do que do Sensor 1. Podemos desenhar um círculo representando o raio de percepção do Sensor 2 sobrepondo o raio de percepção do Sensor 1 - como ambos os sensores captaram as ondas de som, o tiro deve ter partido de dentro da área sobreposta. Onde os dois círculos se cruzam, temos duas possíveis localizações para o tiro;
para descobrir qual dos dois pontos é a localização de onde partiu o tiro, precisamos encontrar um terceiro sensor que tenha captado o som do tiro. Um terceiro sensor, localizado ao sul dos Sensores 1 e 2, captou as ondas de som meio segundo depois que o Sensor 2 as captou. Assim, a origem do som seria de cerca de 160 m mais distante do Sensor 3 do que do Sensor 1.
Temos agora a localização do tiro, ao menos em termos de distância dos sensores. O sistema então usa receptores GPS integrados para converter aquele ponto conhecido em coordenadas de latitude e longitude, e passa a informação à estação-base do sistema mais próxima ou via telefone (para sensores com fio) ou sinais de radiofreqüência (para sensores sem fio). A estação-base encaminha as coordenadas para a central de chamadas 911 mais próxima, que tem um equipamento para converter as coordenadas em endereços e cruzamentos. Os atendentes do 911 despacham policiais para aquela localização. Segundo o ShotSpotter, a acurácia do sistema é de 25 m ou menos - bem menos do que o comprimento de um quarteirão. Os sensores em si são aproximadamente do tamanho de um chiclete. Cada um deles é fechado em uma caixa à prova de intempéries do tamanho de metade de um pãozinho, e geralmente são posicionados em telhados ou postes de telefone. Segundo o ShotSpotter, os sensores são sensíveis o bastante para diferenciar um tiro da explosão de um escapamento de carro. Policiais de Washington dizem que o sistema diminuiu o tempo de resposta a tiroteios pela metade. O ShotSpotter também registra todos os tiros detectados e as localizações correspondentes para uso forense depois. O custo de implementação do sistema ShotSpotter pode variar de centenas de milhares de dólares para uma pequena área a milhões de dólares para cobrir uma cidade do tamanho de Washington inteira. FONTE: hsw.uol.com.br/localizacao-de-tiro.htm

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CONHEÇA A INVENÇÃO QUE FECHA FERIMENTOS POR ARMA DE FOGO EM 15 SEGUNDOS

Para parar uma hemorragia, é preciso pressionar o local ferido. Pensando nisso, um grupo de veteranos de guerra, cientistas e engenheiros do estado norte-americano do Oregon desenvolveu um dispositivo que utiliza pequenas esponjas médicas para parar a hemorragia de ferimentos de bala em impressionantes 15 segundos. Hemorragias são a principal causa de morte no campo de batalha. Quando um soldado é baleado, médicos usam gaze para estancar o sangramento, contudo, é difícil aplicar pressão direta em um ferimento com vários centímetros de profundidade. Além disso, ainda que torniquetes impeçam o sangue de jorrar de um braço ou perna feridos, eles não fazem diferença quando as lesões são na pélvis ou no ombro. Pesquisadores tiveram uma ideia relativamente simples para solucionar esse problema que coloca tantas vidas em risco – pequenas esponjas XStat, desenvolvidas pela empresa RevMedX Oregon, que se expandem e vedam um ferimento de bala em qualquer parte do corpo.
A equipe utilizou uma esponja feita a partir de polpa de madeira e revestida com quitosana, uma substância antimicrobiana que é obtida em cascas de camarão e ajuda na coagulação do sangue. Para garantir que nenhuma das minúsculas esponjas seja deixada no interior do corpo de alguém acidentalmente, os cientistas acrescentaram marcadores em forma de X que tornam cada uma delas visível em uma imagem de raio-X.
As esponjas trabalham rápido: em apenas 15 segundos, se expandem para preencher toda a cavidade da ferida, criando pressão suficiente para parar um sangramento intenso. E como as esponjas se agarram a superfícies úmidas, elas não são empurradas de volta para fora do corpo por causa do fluxo sanguíneo. Os pequenos objetos são injetados dentro da ferida com o auxílio de uma seringa, o que lhes permite chegar o mais próximo possível da artéria rompida. Os desenvolvedores afirmam que se inspiraram em uma espuma utilizada para consertar pneus, mas é inegável que o procedimento lembra um absorvente interno feminino. A RevMedx recebeu US$ 5 milhões (cerca de R$ 10 mi) do Exército dos Estados Unidos para desenvolver o XStat, e atualmente espera pela aprovação da Administração de Drogas e Alimentos do país para poder comercializá-la. Ainda que tenha chamado atenção dos militares, tal tecnologia poderia muito provavelmente fazer a diferença também para a vida cotidiana. Por exemplo, o Setor de Saúde e Ciência da Universidade do Oregon ganhou uma bolsa no ano passado para estudar como o invento pode ser usado para parar o sangramento pós-parto. FONTE:O nosso jornal