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sexta-feira, 18 de julho de 2014

OS CAMPOS MAGNÉTICOS ANULAM GRAVIDADE DE BURACOS NEGROS

Se os novos cálculos estiverem corretos, os astrofísicos terão que repensar todas as teorias sobre a interação dos buracos negros com suas imediações. Magnetismo de buraco negro Os buracos negros dominam completamente seus arredores devido à sua força gravitacional extremamente poderosa, da qual "nem a luz escapa", como normalmente se diz. No entanto, outras forças, incluindo o magnetismo, que são geralmente consideradas fracas nesses ambientes, também estão atuando nas imediações desses corpos celestes. A novidade é que novos cálculos indicam que a intensidade dos campos magnéticos pode ser tão forte quanto a gravidade na vizinhança dos buracos negros. A conclusão é de uma equipe de astrônomos do Instituto Max Planck de Radioastronomia (Alemanha) e do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (EUA). Equilíbrio magneto-gravitacional Quando o gás nas cercanias é sugado pela gravidade e se projeta em direção ao buraco negro ao longo de um campo magnético, então a influência deste campo magnético torna-se tão forte perto do buraco negro que é gerado uma espécie de equilíbrio com a gravidade, explica Alexander Tchekhovskoy, membro do grupo. Isso muda fundamentalmente o comportamento do gás nas proximidades do buraco negro. Os dados para fazer uma simulação de todo o processo foram obtidos pela observação sistemática dos jatos emitidos pelos buracos negros centrais de mais de 100 galáxias, feita pelo programa Mojave (sigla em inglês para monitoramento de jatos de núcleos galácticos ativos com experimentos VLBA).
Simulação computadorizada do gás (amarelo) caindo em direção a um buraco negro central. Um jato de matéria se projeta para cima e para baixo, fortemente focado por campos magnéticos. Com base nas teorias atuais, que tratam os buracos negros como uma espécie de ímã giratório, a força do campo magnético também controla a luminosidade dos jatos emitidos no comprimento de onda de rádio, ou seja, os jatos de rádio extremamente brilhantes no centro das galáxias ativas emanam especialmente daqueles buracos negros onde os campos magnéticos têm forças comparáveis à da gravidade. "Se as nossas ideias se mantiverem após uma análise mais aprofundada, então teríamos que repensar as nossas suposições sobre as propriedades dos buracos negros e seus efeitos sobre seu ambiente," disse Eric Clausen-Brown, coautor do estudo. Magnetismo contra gravidade? Surpreendentemente, a intensidade do campo magnético nessas situações de equilíbrio com a gravidade é comparável à gerada por um equipamento bem conhecido aqui na Terra: um aparelho de ressonância magnética. Tanto os buracos negros supermassivos quanto os escâneres de ressonância magnética geram campos magnéticos que são cerca de 10.000 vezes mais fortes do que o campo magnético do nosso planeta. Bibliografia: Dynamically important magnetic fields near accreting supermassive black holes M. Zamaninasab, E. Clausen-Brown, T. Savolainen, A. Tchekhovskoy Nature Vol.: 510, 126-128 DOI: 10.1038/nature13399 FONTE:

sexta-feira, 25 de abril de 2014

POSSÍVEL INVERSÃO DOS CAMPOS MAGNÉTICOS DA TERRA PREOCUPA CIENTISTAS

Uma possível inversão dos campos magnéticos da Terra está deixado os pesquisadores em estado de alerta. Para investigar quais as probabilidade de ocorrência de fato deste fenômeno e suas consequências, os pesquisadores da Agência Espacial Europeia (ESA) lançaram a missão Swarm, formada por três satélites que irão monitorar durante quatro anos o campo magnético da Terra, desde o seu interior até as suas camadas superiores na atmosfera. No vídeo divulgado sobre a missão, a ESA explica o problema: há várias décadas vem sendo observado um enfraquecimento do campo magnético da Terra, que tem como função desviar as partículas de radiação provenientes do Sol. Este tipo de comportamento poder ser uma indicação de que nosso planeta está começando o processo de inversão dos seus campos. Um fenômeno semelhante teria ocorrido há 780 mil anos. Para que esta inversão ocorra por completo são necessários milhares de anos. Se uma suposta nova inversão dos campos magnéticos estiver mesmo começando isso poderá representar um caos para o nosso tipo de sociedade, já que haveria o risco de alterações no funcionamento dos satélites de comunicação e no fornecimento de energia elétrica. De acordo com o vídeo da ESA, o fenômeno é possível e levaria o mundo atual de volta à "idade da pedra". Por isso, uma análise da situação pela missão Swarm é extremamente importante para que possamos prever e lidar com esta condição. Os satélites deverão ser lançados em meados do ano que vem. Fonte: http://noticias.seuhistory.com/