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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ENTENDA O QUE É O VÍRUS EBOLA E COMO OCORRE O CONTÁGIO

A epidemia de ebola na África Ocidental já matou mais de 4 mil pessoas e é a maior desde a descoberta do vírus há cerca de 40 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 8 mil pessoas já foram infectadas.

O que é?

Ebola é uma doença causada por um vírus cujos sintomas iniciais incluem febre, fraqueza extrema, dores musculares e dor de garganta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). À medida que a doença avança, o paciente pode sofrer de vômitos, diarreias e – em alguns casos – hemorragia interna e externa. Pacientes com a doença podem morrer de falência múltipla dos órgãos ou desidratação; variedades diferentes da doença podem matar entre 50% e 90% dos infectados.Acredita-se que o vírus tenha sua origem entre morcegos. Entre humanos, o vírus pode se espalhar por meio do contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos do doente, ou mesmo por meio do contato com ambientes contaminados. Até funerais de vítimas de ebola podem representar risco, se outras pessoas tiverem contato direto com o corpo do defunto. O período de incubação pode demorar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil. Agentes de saúde pública também correm risco caso tratem pacientes sem tomar as precauções adequadas para prevenir a contaminação. As pessoas permanecem contaminadas enquanto seu sangue e suas secreções contiverem o vírus – em alguns casos, até sete semanas depois da recuperação.

Onde a doença ocorre?

Surtos de ebola têm ocorrido primariamente em vilarejos remotos da África Central e Ocidental, segundo a OMS. A doença apareceu originalmente na República Democrática do Congo (quando se chamava Zaire), em 1976. Desde então, se espalhou para o leste, afetando países como Uganda e Sudão. O surto atual tem a particularidade de ter se iniciado na Guiné, que nunca tinha registrado um caso antes, e de estar se espalhando por áreas urbanas. De Nzerekore, uma área rural no sudeste da Guiné, o vírus chegou à capital, Conakry, e aos países vizinhos Libéria e Serra Leoa. Estes países tinham um sistema de saúde muito frágil, com falta de médicos e enfermeiros, além da falta de equipamentos e recursos para combater o vírus. Nigéria e Senegal também registraram casos da doença, mas em números bem menores. Um caso também foi registrado nos Estados Unidos, onde o paciente morreu. Há também um caso confirmado na Espanha, de uma enfermeira que teve contato com doentes. O vírus se espalhou em grandes áreas urbanas, o que dificulta a situação. Em vilarejos e cidades com grandes populações, as pessoas se movimentam mais, facilitando o contágio. Ocorreram mais casos e mortes nesta epidemia do que em todas as outras juntas.

Como é o tratamento?

Não há uma cura comprovada para o ebola. Pacientes em estado grave precisam ser hidratados rapidamente, com o uso de aplicações intravenosas de fluidos. Eles também precisam ser isolados de outras pessoas e receber tratamento intensivo. Vacinas estão sendo testadas e, se estes testes forem bem-sucedidos, elas poderão ser usadas primeiramente em funcionários de saúde que estão trabalhando no combate à doença. Remédios experimentais como ZMapp também estão sendo usados, mas não salvaram todos os pacientes. Cientistas também estão tentando usar transfusões de sangue dos sobreviventes do ebola como uma terapia potencial.

Quais são as precauções a ser tomadas?

Qualquer um que tenha contato próximo com pacientes que estejam com o ebola, corre o risco de desenvolver a doença. Segundo a OMS, evitar o contato com pacientes de ebola e seus fluidos corpóreos. Não tocar nada em ambientes públicos que possa carregar o vírus - por exemplo, toalhas de mão. Quem estiver cuidando de pacientes de ebola precisa usar equipamento de proteção, como luvas e máscaras, e lavar bem as mãos regularmente. Se a pessoa contrair o vírus, ela deve manter-se em isolamento e procurar ajuda médica profissional. A chance de sobrevivência aumenta se o paciente começar a receber tratamento imediatamente. Populações em áreas rurais estão sendo aconselhadas pela OMS a não consumir carnes cruas de animais selvagens e manter a distância de morcegos, macacos e primatas. Alguns tipos de morcegos são considerados iguarias na Guiné, onde o surto teve início. Em março, o Ministério da Saúde da Libéria aconselhou as pessoas a evitar sexo; o vírus pode ser transmitido pelo sêmen, mesmo até sete semanas depois da eventual recuperação de um paciente, observa a OMS. As recomendações já eram de evitar apertos de mão e beijos. O vírus ainda é perigoso e presente no corpo depois da morte, por isso já há pedidos para funerais mais seguros. fonte: http://zip.net/bcpRcl

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

PNEUMONIA É CONTAGIOSA?

Na verdade, não existe uma resposta simples. Em geral, não, a pneumonia não é uma doença contagiosa. Porém, existem exceções. Há alguns tipos especiais de pneumonia que podem ser transmitidas de uma pessoa para outra, como as pneumonias de origem viral e algumas formas de pneumonia bacteriana. É importante destacar, porém, que a maioria das pessoas que entra em contato com algum paciente que esteja doente com uma forma contagiosa de pneumonia não desenvolve pneumonia. COMO SE PEGA PNEUMONIA? Pneumonia é o nome dado à infecção do tecido pulmonar, principalmente dos alvéolos, que são as microscópicas bolsas de ar responsáveis pela passagem do oxigênio dos pulmões para o sangue. Cada pulmão possui milhões de alvéolos, que são estruturas completamente estéreis, ou seja, livres da presença de qualquer microrganismo causador de doenças. Para que alguém desenvolva pneumonia é preciso que um fungo, vírus ou bactéria chegue até os alvéolos. Em geral, isso é muito difícil, pois o trato respiratório possui um complexo sistema de defesa, que incluem desde cílios que “varrem” constantemente as vias respiratórias até milhões de anticorpos e células do sistema imunológico espalhadas por toda a sua superfície. O próprio espirro e o reflexo da tosse são mecanismos de defesa, ativados para expulsar qualquer estrutura das porções mais internas do sistema respiratório. Os indivíduos que contraem uma pneumonia são geralmente expostos a dois fatores: um germe altamente virulento e uma falha no sistema de defesa das vias respiratórias. A pneumonia pode ser transmitida pelo ar após o contato com secreções de pessoas contaminadas. Esta via de transmissão, porém, é uma das menos comuns e só ocorre em alguns tipos de pneumonia, como veremos mais à frente. Na maioria dos casos, o germe que provoca a infecção pulmonar vem da cavidade nasal ou da orofaringe do próprio paciente. São as bactérias que habitualmente colonizam as vias aéreas superiores as responsáveis pela maioria dos casos de pneumonia. Enquanto o sistema imunológico do paciente encontra-se forte, essas bactérias são impedidas de migrarem para o pulmão. Porém, ao primeiro sinal de fraqueza, elas podem conseguir ultrapassar a barreira de defesa e se instalar no tecido pulmonar. Existem mais de 100 germes, entre vírus, bactérias, parasitos e fungos, que podem provocar pneumonia. Contudo, a imensa maioria dos casos é provocada por apenas 4 ou 5 germes, que habitualmente colonizam nossas vias respiratórias superiores. Pessoas idosas, crianças muito pequenas, fumantes, indivíduos desnutridos, portadores de doenças crônicas, portadores de doenças pulmonares ou pacientes imunossuprimidos são o grupo com maior risco de desenvolverem pneumonia, pois costumam apresentar um sistema imunológico mais fraco e/ou um pulmão cronicamente doente. Viroses respiratórias, como aquelas causadas pelo vírus da gripe ou do resfriado, também aumentam o risco de pneumonia. Fator gripe na transmissão da pneumonia A gripe e outras viroses respiratórias aumentam o risco de pneumonia de duas formas: a primeira é através da inflamação das vias aéreas, que atrapalha o funcionamento das células de defesa e favorece a invasão do pulmão por bactérias da orofaringe. Uma das complicações mais comuns da gripe é exatamente a pneumonia bacteriana, que surge geralmente dias após o início dos sintomas da gripe. Nestes casos, o que costuma ocorrer é um paciente que, passados alguns dias de virose, começa a apresentar sinais de melhora da gripe, mas subitamente volta a piorar, com subida febre, agravamento da tosse e queda do estado geral. A segunda forma na qual a gripe aumenta o risco de pneumonia é através de uma infecção pulmonar pelo próprio vírus Influenza. Na maioria dos casos, o Influenza se restringe às vias áreas superiores, mas em determinados indivíduos, o próprio vírus da gripe pode ser a origem da pneumonia. Portanto, a gripe é um fator de risco tanto para pneumonia bacteriana quanto para pneumonia viral. PNEUMONIA CONTAGIOSA X PNEUMONIA NÃO CONTAGIOSA Como já referido, existem pneumonias contagiosas e pneumonias não contagiosas. As pneumonias provocadas por fungos ou parasitos não são transmitidas diretamente de uma pessoa para outra. Já as pneumonias virais são habitualmente contagiosas. As pneumonias de origem bacteriana não são contagiosas na maioria dos casos, mas existem algumas exceções. 1. Pneumonia viral As 4 formas de pneumonia viral mais comuns são provocadas pelos vírus Influenza, Parainfluenza, Adenovírus e Vírus sincicial respiratório. O primeiro é o agente infeccioso da gripe, enquanto os 3 restantes são vírus que provocam resfriado. Em pacientes susceptíveis, essas viroses podem ir além de uma virose respiratória simples, provocando uma pneumonia viral. Esta situação é muito comum em idosos, crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas. Consideramos as pneumonias virais como de origem contagiosa, mas, na verdade, quem é contagioso é a virose. Se você tiver contato com um paciente portador de pneumonia por Influenza, por exemplo, o seu grande risco é de ficar gripado. Se você tiver um sistema imunológico fraco, pode também desenvolver pneumonia viral, mas isso será uma complicação da virose que você adquiriu. 2. Pneumonia bacteriana A maioria dos casos de pneumonia bacteriana não é contagiosa. Os principais agentes bacterianos que provocam pneumonia são: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. Nenhuma dessas bactérias é habitualmente transmitida de uma pessoa para outra, são bactérias já presentes no nosso organismo. Em algumas situações, porém, germes como o Streptococcus pneumoniae podem ser contagiosos. Apesar de não ser a forma mais comum de contaminação, crianças pequenas e pacientes imunossuprimidos podem adquirir pneumonia após o contato direto com pessoas infectadas. É importante salientar que o Streptococcus pneumoniae é muito menos contagioso que qualquer um dos vírus respiratórias descritos anteriormente, sendo necessário contato próximo e prolongado para haver transmissão. Existe também um grupo de bactérias que são responsáveis por um tipo de pneumonia conhecida como pneumonia atípica. Essa forma de pneumonia é chamada de atípica porque as manifestações clínicas são habitualmente diferentes. O quadro clínico costuma ser mais brando e arrastado que o da pneumonia tradicional. Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae são duas bactérias desse grupo, que podem ser transmitidas diretamente de uma pessoa para outra através de secreções respiratórias, da mesma forma que viroses comuns são transmitidas. Apesar do Mycoplasma pneumoniae ser uma bactéria bastante contagiosa, a maioria das pessoas que a adquire não desenvolve doença ou apresentam apenas sintomas respiratórios brandos. A pneumonia só costuma ocorrer em pacientes clinicamente mais vulneráveis e com fatores de risco para pneumonia. A tuberculose não é considerada exatamente uma pneumonia, mas é uma forma de infecção pulmonar altamente contagiosa. ISOLAMENTO DO PACIENTE COM PNEUMONIA A grande parte dos pacientes internados com pneumonia não precisa ficar em isolamento respiratório, pois o risco de transmissão para a equipe médica ou para outros pacientes é muito baixo. Medidas simples de higiene, como lavar as mãos e evitar o contato direto de um paciente com o outro são suficientes. Apenas nos casos de pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é que sugere-se que o paciente fique em quarto separado e a equipe médica deve vestir máscaras respiratórias. Pacientes com pneumonia por gripe, principalmente quando a infecção ocorre durante quadros de epidemias de novas cepas, como ocorreu recentemente com a Influenza H1N1, também costumam ficar em isolamento. Máscaras devem ser utilizadas pela equipe de saúde e pelos familiares que vêm para visita. No caso da tuberculose, a transmissão de uma pessoa para outra é bem mais comum, e o isolamento respiratório deve ser ainda mais rigoroso. O paciente precisa ficar isolado em um quarto especial, com pressão atmosférica negativa e renovação do ar. A equipe médica só pode entrar no quarto vestindo máscaras com filtros. FONTE:

domingo, 6 de julho de 2014

ENTENDA O QUE SÃO DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

DST é a sigla para doenças sexualmente transmissíveis, também chamada de doenças venéreas. As DST são um importante problema de saúde pública em todos os países. Entre as complicações mais comuns das doenças sexualmente transmissíveis estão a infertilidade, o câncer do colo do útero, a doença inflamatória pélvica e o aumento do risco de contaminação pelo HIV. QUAIS SÃO AS DST MAIS COMUNS? Existem várias doenças sexualmente transmissíveis, causadas por diferentes tipos de germes, incluindo bactérias, vírus, parasitas e protozoários. Entre as DST mais comuns, podemos citar: - Cancro mole (cancroide). - Chato (pediculose pubiana). - Clamídia. - Donovanose (granuloma inguinal). - Gonorreia . - Hepatite B. - Hepatite C. - Herpes genital. - HIV / AIDS . - HPV / condiloma acuminado. - Linfogranuloma venéreo. - Sífilis. - Tricomoníase. Das DST citadas acima, as que apresentam maior incidência, em ordem decrescente, são HPV, clamídia, tricomoníase e gonorreia. Candidíase, hepatite A e vaginose bacteriana (infecção pela bactéria Gardnerella) não são consideradas doenças sexualmente transmissíveis, apesar de eventualmente poderem ser transmitidas por esta via. Do mesmo modo, algumas infecções intestinais, como amebíase, giardíase, shigeloses e outras, podem ser transmitidas pela via sexual se houver contato com fezes contaminadas, como nos casos de penetração anal ou anilingus (sexo oral no ânus). Para ser considerada uma DST a doença precisa ter a via sexual como modo de transmissão principal. COMO SE PEGA UMA DST? Parece um bocado óbvio perguntar como se pega uma doença sexualmente transmissível, porém, a maioria das DST pode ser transmitidas por outras vias que não a sexual. Por exemplo, HIV e Hepatites B e C podem ser transmitidas através de agulhas contaminadas, transfusão de sangue ou de mãe para filho durante a gravidez. A sífilis pode ser transmitida através do beijo, caso existam lesões na boca. Já a pediculose pubiana (chato) pode ser transmitida através de toalhas ou roupas íntimas. Portanto, DST é uma doença que é preferencialmente, mas não necessariamente, transmitida pela via sexual. Das 3 vias sexuais (anal, vaginal e oral), a via anal é aquela que apresenta maior risco de transmissão e contaminação. Só para se ter uma ideia, um homem que é passivo em uma relação anal com parceiro contaminado apresenta 30 vezes mais chances de se contaminar com HIV do que um homem que é ativo em uma relação vaginal com uma parceira contaminada. Algumas DST são mais contagiosas que outras. O risco de contaminação com uma única relação sexual vaginal é muito maior para doenças como hepatite B, gonorreia e clamídia do que para HIV, sífilis e HPV, por exemplo. O sexo oral é a forma com menor taxa de transmissão, porém ela não é isenta de riscos. A pessoa que recebe o sexo oral costuma ter menos riscos, pois seu órgão genital só tem contato com a saliva. O parceiro(a) que fornece o sexo oral sofre mais riscos, pois tem contato com secreções vaginais ou penianas contaminadas. Em geral, mulheres ou homens homossexuais têm maiores riscos de contaminação que homens heterossexuais. O risco mais baixo ocorre em mulheres homossexuais, contanto que não se compartilhe dildos ou qualquer outro objeto para penetração. Já ter uma DST aumenta o risco de ter outras. Indivíduos com herpes genital ou gonorreia, por exemplo, se tiverem relações sexuais com pessoas portadoras do HIV aumentam muito seu risco de contaminação. A inflamação e as lesões genitais causadas por uma DST favorecem o contágio por outras DST. FATORES DE RISCO: O principal fator de risco para se contrair uma doença sexualmente transmissível é ter vida sexual ativa. A melhor maneira de se prevenir contra as DST é não praticar sexo. Porém, isso é uma opção viável para apenas um minoria das pessoas. Naqueles que não pretendem praticar o celibato, usar preservativos e não ter uma vida promíscua é a melhor conduta. Quando se estuda a população que tem ou já teve alguma doença venérea, algumas dados são encontrados com certa frequência, podendo ser caracterizados como fatores de risco para contaminação. Através destes estudos é possível afirmar que as doenças sexualmente transmissíveis são mais comuns nas pessoas que apresentam as seguintes características: - Idade entre 15 e 24 anos. - Solteiro. - Múltiplos parceiros sexuais. - Início precoce da vida sexual. - Pratica de sexo sem preservativos. - Consumo frequente de álcool. - Usuários de drogas. - Relações sexuais com prostitutas. Além dos fatores acima, indivíduos que já tiveram uma DST têm maior risco de terem outras. SINTOMAS: O grupo das doenças sexualmente transmissíveis é bastante heterogêneo, por isso os sintomas são muito variados. De modo didático, podemos dividir o quadro clínico das DST em 3 grandes grupos. 1- Corrimento uretral (uretrite): A inflamação da uretra, canal que drena a urina, é a principal característica de várias DST. Os sintomas mais comuns da uretrite são a ardência para urinar, chamada de disúria e o corrimento peniano ou vaginal. Nas mulheres, além do corrimento é possível haver dor e sangramento vaginal. Gonorreia, clamídia, tricomoníase e outras causas menos comuns, como infecções por Mycoplasma genitalium e Ureaplasma urealyticum são as principais DST que cursam com uretrite, como principal característica. 2- Úlceras genitais: Outra manifestação comum de doenças sexualmente transmissíveis é aparecimento de úlceras nos órgãos genitais. As DST com essa característica são a sífilis, donovanose (granuloma inguinal), linfogranuloma venéreo, herpes genital e o cancro mole. Cada DST costuma formar úlceras com características próprias. Por exemplo: a sífilis cursa com úlcera indolor e limpa; o cancro mole com úlcera dolorosa e purulenta; o herpes costuma ter múltiplas pequenas úlceras muito dolorosas, etc. Nas mulheres, as úlceras podem surgir dentro da vagina, não sendo facilmente visíveis. Na sífilis, que cursa com úlcera indolor, a lesão pode até passar despercebida. 3- Sintomas gerais: As doenças sexualmente transmissíveis também podem se apresentar com sintomas sistêmicos, por acometimento de órgãos internos. A DIP (doença inflamatória pélvica) é uma infecção grave dos órgãos reprodutores feminino, como útero, trompas e ovários. Pode ser surgir como complicação da gonorreia ou da clamídia. A inflamação do fígado é o quadro típico das hepatites B e C, mas podem também ocorrer na gonorreia disseminada e na sífilis secundária. O HIV pode causar febre, faringite e o aparecimento de gânglios pelo corpo. Em geral, cada DST tem seus sintomas específicos. É preciso ler individualmente sobre cada doença para conhecer seus sintomas. PREVENÇÃO Como já foi dito, a melhor maneira de se prevenir contra uma DST é não ter relações sexuais. Todavia, esta orientação é impraticável para a imensa maioria da população. Portanto, é preciso pensar em outros modos de prevenção para as doenças venéreas. As vacinas são métodos com elevada eficiência na prevenção de doenças. O problema é que atualmente só existem vacinas para duas DST: HPV e hepatite B. Portanto, o método preventivo mais eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis ainda é a camisinha. A camisinha não é um método 100% eficaz, mas apresenta uma taxa de sucesso bastante elevada. Estudos mostram que os preservativos feitos à base de látex e poliuretano são impenetráveis ​​às partículas virais de HIV. O material é altamente seguro. As falhas surgem geralmente pelo mal uso do preservativo, permitindo que o mesmo saia do pênis ou que se rompa durante a relação sexual. Em geral, o uso da camisinha reduz em até 90% o risco de transmissão do HIV. A camisinha também é muito efetiva na prevenção das outras DST, principalmente da gonorreia em homens. Por motivos ainda não bem entendidos, a DST que apresenta a menor taxa de prevenção com a camisinha é a tricomoníase. Mesmo assim, o uso regular do preservativo reduz em mais de 30% a chance de contaminação. O preservativo pode não ser um método perfeito, mas ele ainda é muito melhor do que ter relações desprotegidas. A camisinha é ineficaz contra a pediculose pubiana, conhecida popularmente como chato. Esta doença é causada por um tipo de piolho que se aloja nos pelos pubianos, área não coberta pela camisinha. Portanto, durante o ato sexual, o contato íntimo entre as áreas de pelos púbicos não é evitado pelo uso do preservativo, tornando este método ineficaz contra a transmissão do Phthirus pubis, agente causador da pediculose pubiana. Nos homens, a circuncisão é um modo eficaz para reduzir o risco de contaminação por DST. Estudos mostram que homens circuncidados apresentam até 50% menos chances de se contaminarem com o HIV através de relações com mulheres quando comparados com homens que não se submeteram a circuncisão. Este benefício só está comprovado em relações heterossexuais. A circuncisão protege apenas o homem. A taxa de transmissão do HIV para as mulheres é a mesma, independente do homem ser ou não circuncidado. A circuncisão também parece diminuir a taxa de contaminação do homem contra sífilis, herpes e HPV, mas não contra gonorreia, tricômonas e clamídia. TRATAMENTO O tratamento das DST depende, obviamente, da sua causa. Algumas DST têm cura, outras não. Infecções como sífilis, gonorreia, clamídia, linfogranuloma e tricômonas podem ser curadas com uso de antibióticos apropriados. As infecções por hepatite B e C têm tratamento, mas a taxa de cura não é alta. Muitos pacientes vivem cronicamente com estas infecções. O HIV tem tratamento, mas ainda não tem cura. O mesmo ocorre com a herpes genital. O HPV não tem tratamento, mas em muitos casos o corpo consegue se livrar do vírus espontaneamente. O problema é o risco aumentado de câncer de colo do útero que as mulheres contaminadas apresentam. FONTE: mdsaude.com/2012/06/o-que-e-dst.html#ixzz36j0SvfAw

sábado, 15 de fevereiro de 2014

QUANTOS TIPOS DE HEPATITE VC ACHA QUE EXISTEM?

Os diferentes tipos de hepatite são: Hepatite A, B, C, D, E, F, G, hepatite autoimune, hepatite medicamentosa e hepatite crônica. Saiba mais: Hepatite A: A hepatite A pode ser transmitida através do contato com água ou alimentos contaminados, por isso é importante a higiene na hora de comer e na preparação dos alimentos. Na maioria das vezes a hepatite A apresenta sintomatologia discreta, mas pode ocorrer um quadro de hepatite fulminante. Hepatite B: É transmitida através do contato com sangue ou secreções contaminadas, por isso a vacinação é importante e pode ser feita na vida adulta caso o indivíduo não tenha sido vacinado na infância. Ela pode ser assintomática, mas, mesmo assim, precisa de tratamento para evitar a deteriorização do fígado. Hepatite C: É uma infecção do fígado que tem cura quando é descoberta precocemente e o tratamento é feito corretamente. O tempo de tratamento para a hepatite pode ultrapassar 6 meses. Este tipo de hepatite também se pega através do contato com sangue ou secreções de um indivíduo contaminado. Hepatite D: A hepatite D também chamada de hepatite Delta quando ocorre, ocorre juntamente com o vírus da hepatite B e não evolui de forma lenta e pode gerar a hepatite fulminante. A vacinação contra a hepatite B também imuniza o indivíduo contra o vírus da Hepatite D pois este depende do outro para se replicar. Hepatite E: É transmitida através da ingestão de coli fórmios fecais através da água ou alimentos contaminados. Esta doença geralmente ocorre em surtos devido a má higiene ou falta de saneamento básico. Não existe vacina para a hepatite E e o tratamento consiste em repouso e hidratação. Hepatite F: Estudos científicos confirmaram que o vírus da hepatite F ainda não foi devidamente identificado e por isso este tipo de hepatite ainda é desconsiderado. Hepatite G: É causada pelo vírus da hepatite G que frequentemente encontra-se em indivíduos diagnosticados com hepatite B, hepatite C ou HIV+. Hepatite Autoimune: É uma doença genética onde o corpo produz anticorpos contra as próprias células do fígado levando à sua progressiva destruição. Em média, pacientes diagnosticados com hepatite autoimune e não são devidamente tratados sobrevivem por apenas 10 anos. Hepatite Medicamentosa: É aquela causada pela toma exagerada ou inadequada de medicamentos. Neste caso o fígado não consegue metabolizar as toxinas dos medicamentos e inflama gerando os sintomas típicos da hepatite. Seu tratamento consiste na pára da toma dos medicamentos ou na sua troca para outros menos agressivos para o fígado. Hepatite crônica: Alguns indivíduos podem sofrer com uma hepatite crônica que pode levar à cirrose, uma destruição das células do fígado e necessitar de um transplante de fígado. Outros evoluem para o surgimento do câncer no fígado e terão que fazer tratamento com radioterapia e quimioterapia. Mas a toma de outros medicamentos durante a hepatite pode ser prejudicial à saúde e devem ser utilizados mediante critério médico. FONTE: TUASAUDE