Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador DOENÇAS CRÔNICAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DOENÇAS CRÔNICAS. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de setembro de 2015

COMO COMBATER AS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS?

Doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes e doenças pulmonares têm muitas coisas em comum. Conhecidas como Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), são responsáveis por 63% das mortes em todo o mundo, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde. No Brasil – e este é um traço comum a países em desenvolvimento –, esse número é ainda maior: as DCNTs respondem por impressionantes 74% da mortalidade no país. Esse conjunto de enfermidades é o problema de saúde de maior magnitude do país, segundo o Ministério da Saúde. Para o futuro? Por volta de 2030, doenças cardíacas, cânceres, enfermidades relacionadas à obesidade e doenças do aparelho respiratório serão responsáveis por 81% das mortes na América Latina, dado do Population Reference Bureau. A genética pode favorecer o desenvolvimento das doenças não transmissíveis. Mas na maior parte dos casos é o estilo de vida que determina o ritmo do colapso. Sedentarismo, obesidade, tabagismo, estresse e até poluição atmosférica estão entre os principais desencadeadores de problemas crônicos. As DCNTs têm outra importante característica em comum: são assintomáticas e, quando se manifestam, são sinal tardio de um quadro grave já instalado. As doenças cardiovasculares, que no Brasil são as mais letais – causam 30% das mortes de todo o território –, costumam aparecer na forma de dores no peito (chamadas de anginas), falta de ar e fortes dores de cabeça. E é comum que apareçam também em sua forma fulminante. “Exames laboratoriais e de imagem são fundamentais para detectar doenças sem sintomas”, conta Daurio Speranzini Jr., presidente da GE Healthcare para a América Latina. “Um exemplo disso é o número bastante relevante de casos de pequenos tumores em rins – que não dão sinais de sua presença – descobertos em exames de imagem durante check-ups de rotina.” Em regiões do globo marcadas por campanhas contra doenças infecciosas, determinar políticas públicas eficientes para o tratamento dessas doenças tão invisíveis quanto fatais é tarefa difícil. Especialmente quando a receita para o caso é tão simples como adotar uma rotina de exames. “Infelizmente ainda nos empenhamos no tratamento das consequências”, diz o Dr. Wilson Mathias Jr., professor livre-docente em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. “Carecemos de estratégias de prevenção.” O diagnóstico tardio é um dos responsáveis pelos números de mortalidade entre cardíacos, por exemplo. Para que o diagnóstico precoce se torne uma realidade acessível, ainda há muito a ser feito: “É preciso conectar o sistema de saúde público e privado e melhorar toda a infraestrutura, para possibilitar mais troca de informação”, aponta Speranzini. Medidas simples podem mudar o quadro de saúde do futuro no país. Segundo o Ministério da Saúde, 24% da população brasileira tem hipertensão arterial. Já entre os brasileiros com mais de 65 anos, 59% são hipertensos. “O Brasil ainda tem uma grande ocorrência de AVC (o acidente vascular cerebral), e a maior causa dessa doença é a hipertensão mal controlada”, explica o Dr. Mathias. “Da mesma forma que as pessoas costumam se pesar uma vez por mês, deveriam medir a pressão arterial a cada 3 meses.” fonte: megaarquivo.com/2015/09/22/11-808-saude-como-combater-as-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/