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segunda-feira, 14 de julho de 2014
CONHEÇA 2 EXAMES SIMPLES QUE PODERIAM DIAGNOSTICAR DE FORMA RÁPIDA O MAL DE ALZHEIMER
A doença de Alzheimer representa um grande desafio para a ciência: enquanto 35,6 milhões de pessoas são afetadas por ela no mundo todo (1,2 milhão só no Brasil), ainda não conhecemos uma cura, e nem sequer somos capazes de diagnosticá-la cedo, para melhorar as chances de tratamento de todos esses pacientes.
Agora, novos estudos descobriram exames simples que poderiam ajudar a diagnosticar o Alzheimer antes da doença agravar seus sintomas.
A diminuição da capacidade de identificar odores pode indicar desenvolvimento de comprometimento cognitivo e doença de Alzheimer, enquanto que exames nos olhos podem indicar a formação de beta-amiloide, uma proteína associada à doença de Alzheimer, no cérebro.
Em dois dos estudos, a capacidade diminuída de identificar odores foi significativamente associada com a perda da função de células do cérebro e com a progressão da doença de Alzheimer.
Em dois outros estudos, o nível de beta-amiloide detectado no olho foi correlacionado de forma significativa com a carga de beta-amiloide no cérebro, e permitiu que os pesquisadores identificassem com precisão as pessoas com doença de Alzheimer.
CHEIRO
Matthew E. Growdon, da Universidade de Harvard (EUA), e seus colegas investigaram a associação entre olfato, desempenho da memória e biomarcadores de perda de função das células cerebrais em 215 idosos clinicamente normais.
Os pesquisadores aplicaram testes de cheiro e testes cognitivos. Eles também mediram o tamanho de duas estruturas cerebrais profundas nos lobos temporais – o córtex entorrinal e o hipocampo (que são importantes para a memória) -, além de checar os depósitos de amiloide no cérebro.
Nos participantes do estudo, um hipocampo menor e um córtex entorrinal mais fino foram associados com pior identificação de cheiro e pior memória. Os cientistas também descobriram que, em um subgrupo de participantes do estudo com níveis elevados de amiloide no cérebro, houve maior morte de células cerebrais, como indicado por um córtex entorrinal mais fino. Isso foi significativamente associado com pior função olfativa.
Outro estudo, liderado por Davangere Devanand da Universidade de Columbia (EUA), analisou 1037 idosos sem demência, sendo que 34% eram brancos, 30% afro-americanos e 36% hispânicos, com uma idade média de 80,7 anos.
O estudo durou de 2004 a 2010 e, nesse período, 109 pessoas desenvolveram demência (101 a doença de Alzheimer) e houve 270 mortes. Dos 757 pacientes que foram acompanhados, os que se saíram pior na identificação de odores foram significativamente associados com a transição para a demência e doença de Alzheimer. A cada ponto mais baixo que uma pessoa marcava no teste, o risco de doença de Alzheimer aumentava em cerca de 10%.
VISÃO
Shaun Frost, do CSIRO (Organização de Pesquisa da Comunidade Científica e Industrial, da Austrália), e seus colegas relataram recentemente os resultados preliminares de um estudo que fizeram com voluntários que tomaram um suplemento contendo curcumina, que se liga a beta-amiloide com alta afinidade e tem propriedades fluorescentes.
Isso permitiu que placas amiloides fosse detectadas nos olhos de pacientes utilizando um novo sistema de imageamento. Os voluntários também foram submetidos a uma tomografia por emissão de pósitrons para correlacionar o acúmulo de amiloide na retina e no cérebro.
Por enquanto, os cientistas só possuem os resultados de 40 dos 200 participantes do estudo. Mas os primeiros dados sugerem que os níveis de amiloide detectados na retina foram significativamente correlacionados com os níveis de amiloide do cérebro. O teste de retina também diferenciou indivíduos com ou sem Alzheimer com uma sensibilidade de 100% e especificidade de 80,6%.
Outra pesquisa, feita por Paul D. Hartung da Cognoptix Inc. e seus colegas, relatou um teste fluorescente capaz de detectar beta-amiloide no cristalino do olho usando uma pomada aplicada topicamente que se liga ao amiloide, e um scanner a laser.
Os pesquisadores estudaram 20 pessoas que provavelmente tinham doença de Alzheimer, incluindo casos leves, e 20 voluntários saudáveis pareados por idade. A pomada foi aplicada no interior da pálpebra inferior dos participantes um dia antes da medição.
O laser detectou beta-amiloide no olho pela presença de uma assinatura fluorescente específica. Uma tomografia por emissão de pósitrons foi realizada em todos os participantes para estimar a densidade de placa amiloide no cérebro.
Usando os resultados da imagem fluorescente, os pesquisadores foram capazes de diferenciar as pessoas com a doença de Alzheimer com alta sensibilidade (85%) e especificidade (95%). Além disso, os níveis de amiloide com base no exame ocular foram significativamente correlacionados com os resultados obtidos por meio da tomografia. FONTES: ScienceDaily.com/releases/2014/07/140713155512.htm/ Gizmodo.com/a-simple-eye-test-could-accurately-detect-alzheimers-1604401169/ Abraz.org.br/abraz-na-midia/release-factual-1
terça-feira, 8 de abril de 2014
SAIBA COMO A ARRITMIA CARDÍACA PODE LEVAR À MORTE
De repente, o coração começa a bater mais rápido. E assusta! Quem já passou por isso, sabe como é. Estamos falando da arritmia, uma alteração no ritmo normal do coração que produz frequências cardíacas velozes, lentas e/ou irregulares. Nos batimentos acelerados (mais de 100 por minuto), o problema é chamado de taquicardia. Já nos vagarosos (menos de 60), de bradicardia.
Embora a maioria das arritmias não provoque danos, algumas são sérias – já que o coração, não sendo capaz de bombear sangue suficiente para o corpo, pode danificar não só a si próprio como também o cérebro e outros órgãos.
São várias as causas da disfunção, como doenças das artérias coronárias e do músculo cardíaco (miocardiopatia), alterações nas concentrações de eletrólitos (sódio, potássio e cálcio) no organismo e pós-cirurgia do coração.
"Algumas arritmias não têm origem definida, outras são congênitas, quer dizer, a pessoa já nasce com a anormalidade, e há também as que são oriundas de outros males, como doença de Chagas, pressão alta e diabetes", salienta o cardiologista Guilherme Fenelon, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).
BATIDA FORTE
Os sintomas costumam ser bem variáveis e às vezes o problema pode aparecer silenciosamente. Porém, o mais comum é a palpitação. "É possível perceber o coração batendo mais forte, rápido ou irregular. O indivíduo sente a aceleração de forma súbita ou tem a percepção do batimento 'falho', traduzido por uma pausa entre os pulsos cardíacos ou por uma batida mais forte seguida de pausa", explica a cardiologista Rica Buchler, coordenadora do setor de cardiologia do SalomãoZoppi Diagnósticos (SP).
Apesar de a palpitação ser o sintoma mais recorrente, o paciente pode apresentar um amplo espectro de sinais. "Como, por exemplo, sofrer com fraqueza, cansaço, falta de ar, tontura, visão turva, palidez cutânea, sudorese fria, desmaio e dor no peito", destaca Mariana Fuziy Nogueira de Marchi, cardiologista especializada em arritmia, médica assistente do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologista (SP).
IMPORTANTE: já na primeira manifestação do problema pode-se ter morte súbita.
Na dúvida, procurar emergência!
Os sintomas que indicam maior gravidade são confusão mental, pressão baixa, dor no peito e desmaios. Nestes casos, é recomendado procurar um atendimento médico de urgência. Como os sinais da arritmia são variáveis, não raro o problema é diagnosticado pelo médico durante um exame cardiológico – com análise do pulso e ausculta do coração com aparelho próprio.
Em condições normais, o coração bate entre 60 e 100 vezes por minuto. Em indivíduos que se exercitam com regularidade, ou que recebem medicamentos para diminuir o ritmo cardíaco, a frequência pode cair para 55 batimentos por minuto.
"O ritmo se eleva durante esforço e estresse e é possível que fique abaixo de 50 durante o sono. Tais variações são normais. Ao realizar uma atividade física, por exemplo, o organismo aumenta o consumo de oxigênio e nutrientes, fazendo o coração bater mais rápido para obter uma demanda maior de sangue", observa a cardiologista Carla de Almeida, especializada em arritmia, médica do setor de cardiologia do SalomãoZoppi Diagnósticos.
EXAMES E TRATAMENTOS
Os exames principais para detectar o problema são o eletrocardiograma feito no consultório, o Holter de 24 horas (aparelho que grava os batimentos durante o dia todo) e o monitor de eventos, que possibilita acompanhar os pulsos por períodos prolongados.
"Em alguns casos, é possível lançar mão do estudo eletrofisiológico, que é um cateterismo cardíaco no qual se avalia a parte elétrica do coração. Muitas vezes, o tratamento é feito no mesmo procedimento por meio da ablação por cateter, que consiste na cauterização dos focos de taquicardia", explica Fenelon.
Mariana Fuziy Nogueira de Marchi, médica do setor de cardiologia do SalomãoZoppi Diagnósticos, complementa dizendo que o ecocardiograma permite visualizar o sistema cardíaco, as válvulas e as demais estruturas, auxiliando no diagnóstico de doenças que podem levar a arritmias.
Algumas arritmias são crônicas e não têm cura, mas podem ser controladas com medicamentos e estilo de vida saudável. Fenelon recomenda controlar bem a pressão arterial, o diabetes (açúcar no sangue), o colesterol (gordura no sangue), a obesidade, não fumar e fazer atividades físicas regulares.
Carla de Almeida acrescenta que a maioria das arritmias precisa de uma alteração na anatomia do coração para ocorrer – o chamado "substrato da arritmia".
"O substrato mais frequente é a cicatriz de um infarto do músculo cardíaco. Outras moléstias, como a doença de Chagas, também podem predispor ao problema. Além disso, existem os males genéticos e hereditários que, quando diagnosticados, requerem tratamento adequado. Cada caso deve ser particularizado para determinar a melhor conduta."
Embora não existam medidas específicas para prevenir arritmias, sabe-se que tratar bem o coração diminui o perigo. Isso envolve ter vida saudável, boa alimentação, prática regular de atividades físicas, não fumar, beber com moderação e controlar fatores como pressão alta, diabetes, colesterol elevado e obesidade.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/
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