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quinta-feira, 15 de junho de 2017
NASA PRETENDE CONSTRUIR FOGUETES MOVIDOS A FUSÃO NUCLEAR
São vários os pontos que limitam atualmente a nossa capacidade de alcance no espaço, sendo um deles a questão dos combustíveis. Atualmente, os foguetes de propulsão à nossa disposição demandam o uso de combustível propulsor, que garantem energia e velocidade necessárias para mover as espaçonaves, mas tudo por um período relativamente curto de tempo.
E é exatamente para tentar mudar esse panorama que a NASA acaba de criar uma empresa para desenvolver foguetes movidos a fusão nuclear. Chamada de Princeton Satellite Systems, a companhia tem como principal objetivo desenvolver um reator nuclear pequeno e seguro o suficiente para ser acoplado a uma espaçonave, capaz de gerar energia o suficiente para longas empreitadas espaciais.
Eficiente, mas ainda com problemas
Além de ser bem menor do que um reator nuclear comum (ele teria 1,5 m de comprimento por 4,8 m de largura), o projeto bancado pela NASA também é bem mais barato. Enquanto experimentos com um reator convencional pode custar até US$ 20 bilhões, o protótipo de foguete movido a fusão nuclear não deve custar mais do que US$ 20 milhões.
Para garantir a propulsão, o minirreator usaria uma combinação de deutério e hélio-3 para gerar campo magnético e ondas de rádio de baixa frequência e, assim, criar o calor necessário para transformar a matéria em plasma e iniciar a fusão. O direcionamento do plasma pelo bocal do foguete garantiria um motor de propulsão eficiente e de alto impulso.
A NASA já realizou três doações pesadas à Princeton Satellite Systems e espera que todo este aporte financeiro seja capaz também de solucionar alguns problemas em torno do projeto. O principal deles até agora é a questão da radiação: apesar de este tipo de reator produzir menos radiação nociva, ele ainda o faz, o que pode colocar em risco a saúde dos tripulantes de uma espaçonave.
Vale lembrar, porém, que é justamente para isso que servem as pesquisas e os testes. Assim, a nova startup fundada pela NASA pretende ter um protótipo de seu novo reator de fusão nuclear entre 2019 e 2020.
FONTE: scientificamerican.com/article/could-tiny-fusion-rockets-revolutionize-spaceflight/?WT.mc_id=SA_TW_SPC_NEWS&sf87930813=1
domingo, 21 de junho de 2015
AVIÕES E FOGUETES EM DESENHOS DE 10 MIL ANOS?
Arte rupestre descoberta numa gruta da China parece mostrar o que não imaginamos que pudesse existir há 10 mil anos: aviões ou foguetes.
A arte rupestre foi encontrada na zona de Habahe, que pertence à província autônoma de Xinjiang.
Esta notícia diz-nos que os arqueólogos descobriram 893 desenhos em rocha, em cerca de 20 locais deste município. Os petróglifos terão cerca de 10 mil anos.
Mostram atividades tão banais como caçar, pastoreio, mas alguns dos desenhos parecem, aos nossos olhos, aviões ou foguetes...
fonte:tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4633761
sábado, 15 de novembro de 2014
PROPULSÃO A LASER SUPERSÔNICA PARA FOGUETES E AVIÕES
As deficiências dos motores foguetes podem ser superadas com o uso da técnica de ablação a laser.
Aviões e foguetes movidos a laser
Engenheiros e escritores de ficção científica têm sonhado há muito tempo com aeronaves e espaçonaves movidas por feixes de luz, em vez dos combustíveis convencionais. Agora, dois cientistas russos acreditam ter encontrado um meio para melhorar o impulso gerado por um sistema de propulsão a laser, deixando esse sistema inovador a um passo do uso prático. Segundo eles, uma abordagem híbrida pode ajudar a aumentar a potência de foguetes e permitir que futuras aeronaves passem de Mach 10 - 10 vezes a velocidade do som, eventualmente viabilizando os aviões hipersônicos. A ideia é usar a potência de um laser em terra para fornecer uma força propulsora adicional para a aeronave ou espaçonave. Vários sistemas têm sido propostos ao longo dos anos para viabilizar a propulsão a laser. Um dos mais promissores envolve um processo chamado de ablação a laser, no qual um feixe de laser pulsado atinge uma superfície, aquecendo-a e queimando material para criar o que é conhecido como uma pluma de plasma - uma coluna de partículas carregadas que fluem para fora da superfície. Esse efluente é essencialmente um gás de escape, gerando um impulso para o veículo.Híbrido foguete/ablação a laser
Yuri Rezunkov e Alexander Schmidt idealizaram um novo sistema híbrido que integra um sistema de propulsão por ablação a laser com os bocais cônicos de saída de gases típicos dos motores de foguetes. A combinação dos dois sistemas pode aumentar a velocidade do fluxo de gás para fora do motor. Segundo os cálculos dos dois pesquisadores, a exaustão atinge velocidades supersônicas, além de reduzir a quantidade de combustível queimado. A eficácia das técnicas de propulsão atuais é limitada por fatores como a instabilidade dos gases à medida que eles fluem através do bocal de escape, bem como pela produção de ondas de choque que "estrangulam" a entrada do bocal, reduzindo o impulso. Mas estes efeitos podem ser reduzidos com a ajuda de uma pluma de plasma gerada por laser que seja redirecionada de modo a fluir rente às paredes internas do bocal de escape. Acoplar o jato de plasma com o fluxo de gás normal através do bocal supersônico, garantem os pesquisadores, melhora significativamente o empuxo total gerado pelo motor foguete. "Resumindo os dados obtidos, podemos prever a aplicação das técnicas de propulsão a laser supersônicas não só para o lançamento de pequenos satélites para a órbita da Terra, mas também para a aceleração adicional de aeronaves supersônicas para alcançar Mach 10 ou mais", disse Rezunkov. Bibliografia: Supersonic Laser Propulsion. Yuri Rezunkov, Alexander Schmidt. Applied Optics. Vol.: 53, Issue 31, pp. I55-I62. DOI: 10.1364/AO.53.000I55. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=propulsao-laser-supersonica-foguetes-avioes&id=010170141112
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