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domingo, 1 de março de 2015
COMO SERIA VIVER EM MARTE?
O astrônomo americano Percival Lowell foi o primeiro a especular que os canais no Planeta Vermelho eram canais realmente antigos construídos por extraterrestres inteligentes.
Mas se esse sonho de ficção científica se tornasse realidade e fossemos capazes de ir viver para marte como seria essa experiência?
Em 1965, a sonda Mariner 4 da NASA completou o primeiro voo rasante marciano, e 6 anos depois, a Mars Lander 3 da União Soviética tornou-se a primeira nave espacial a pousar suavemente em Marte.
Desde então, tem havido numerosas missões bem sucedidas ao Planeta Vermelho, incluindo a implantação de quatro sondas em Marte - a Sojourner, a Spirit, a Opportunity e a ainda a Curiosity. Há também a Mars Odyssey, que produziu um mapa de todo o planeta.
A NASA está agora a planear uma missão tripulada a Marte, que está prevista para 2030. Não se sabe onde os astronautas vão pousar em Marte para essa missão, mas tendo em vista uma futura colónia espacial marciana, provavelmente seria necessário uma base permanente em algum lugar nas latitudes norte mais baixas, afirma Ashwin Vasavada, cientista do projecto Mars Science Laboratory da NASA.
Tal como a Terra, Marte tem estações devido à inclinação do planeta sobre o seu eixo, mas também tem um efeito sazonal secundário por causa da sua órbita altamente elíptica. O hemisfério sul está apontado para longe do sol quando o planeta está mais distante dele, resultando em invernos muito frios e verões muito mais quentes do que no hemisfério norte.
Se você fosse viver para o hemisfério norte, você iria gozar de cerca de sete meses de primavera, seis meses de Verão, um pouco mais de cinco meses de outono e apenas cerca de quatro meses de inverno. (Um ano em Marte é cerca de 1,88 anos terrestres, e um dia dura um pouco mais de 24 horas.
A temperatura média em Marte é de 60 graus Celsius abaixo de zero, mas pode variar de menos 126 graus negativos no inverno perto dos pólos e 20 graus durante o verão perto do equador. As temperaturas também podem mudar drasticamente dentro de uma única semana. As variações de temperatura de Marte muitas vezes resultam em tempestades de poeira poderosas, que às vezes cobrem todo o planeta em apenas alguns dias.
Embora essas tempestades provavelmente não prejudicassem fisicamente as pessoas, a poeira poderia entupir a eletrônica e interferir com os instrumentos movidos a energia solar. Com apenas 1 por cento da densidade da atmosfera da Terra, a atmosfera marciana é grossa o suficiente para queimar meteoros menores do que bolas, sendo que seria improvável ser atingido por eles.
Você também não precisaria preocupar-se muito com a atividade vulcânica e tectônica, se vivesse em Marte. O problema principal e mais preocupante seria a radiação do espaço. Ao contrário da Terra, Marte não tem um campo magnético global e uma espessa atmosfera para proteger a sua superfície da radiação.
Se você fosse enviasse uma mensagem para a Terra, ela levaria uma média de 15 minutos a chegar. Embora não seja muito tempo, é definitivamente irritante o suficiente que ser difícil ter uma conversa via Skype com alguém. Em termos de clima, você poderia ver uma pequena nuvem ocasional ou a geada fria de manhã, porque o ar marciano contém baixos níveis de umidade.
Mas você não iria encontrar nenhuma nuvem de tempestade no céu ou gotas de chuva a bater no chão. Com este céu claro, a noite marciana está cheia de estrelas. Os astrônomos amadores iriam querer olhar para as luas de Marte, Phobos e Deimos, que poderia ser vistas ao mesmo tempo. Estes satélites, sendo ambos muito menores do que a nossa Lua, também poderiam eclipsar parcialmente o sol durante o dia.
O céu do dia geralmente tem uma coloração laranja por causa de toda a poeira. O nascer e pôr do sol seriam semelhantes aos da Terra em dias muito nebulosos, exceto que a área em torno do sol é azul. A superfície de Marte oferece até algumas grandes oportunidades para passeios turísticos. Se fôssemos colonizar Marte completamente, certamente alguns lugares dariam bons parques nacionais, afirma Vasavada.
Por exemplo, o Monte Olimpo é o vulcão mais alto do sistema solar, chegando a 25 quilômetros acima das planícies circundantes. Por outro lado, o Valles Marineris é um gigantesco sistema de vales. Seria também interessante visitar as sondas Viking e as enormes calotas polares de Marte, que às vezes formam quedas de neve de gelo seco.
Mas, com uma gravidade que é apenas 38 por cento da da Terra, mover-se por Marte seria inicialmente um desafio. Correr e fazer movimentos rápidos, provavelmente, necessitaria de um pouco de aprendizagem, acredita Vasavada. Ainda assim, seria melhor do que se mover sobre a superfície da Lua.
FONTE: space.com/28557-how-to-live-on-mars.html
sábado, 21 de fevereiro de 2015
COMO SERIA VIVER NA LUA?
A ideia de construir um posto avançado lunar há muito que capturou a imaginação das pessoas.
A exploração do espaço há muito que se foca na lua, com o satélite da Terra a ser o cenário de uma série de missões importantes.
Uma nave espacial soviética em 1959 fotografou o lado mais distante da Lua pela primeira vez, e em 1969, a NASA colocou pessoas na superfície lunar pela primeira vez.
Várias missões se seguiram, incluindo a Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA que fez o mapa topográfico da Lua com maior resolução até à data, cobrindo 98,2 por cento da superfície da lua.
Ao todo, os dados de inúmeras missões sugerem que não há lugar na Lua que fosse agradável para viver, pelo menos em comparação com a Terra. Os dias lunares estendem-se por cerca de 14 dias terrestres com temperaturas médias de 123 graus Celsius.
De igual forma, as noites lunares também se estendem aproximadamente por 14 dias terrestres (devido à rotação da lua) e mantêm um frio intenso de menos 233 graus Celsius. O único lugar onde ser poderia construir uma base sem ter que lidar com esses extremos é, curiosamente, perto dos pólos.
Estas áreas provavelmente armazenam grandes quantidades de água gelada e desfrutam de níveis baixos de luz do sol por vários meses. Em vez do calor escaldante, o meio-dia lunar é uma espécie de perpétuo por do sol ameno, com temperaturas em torno de 0 graus Celsius devido ao baixo ângulo do sol.
Postos avançados nos pólos ofereceriam vistas diferentes de tudo na Terra. Decorando as vastas planícies de lava da Lua estão grandes "montanhas", relativas a impactos, sendo a mais alta de 5,5 km de altura. Algumas das planícies estão também pontilhadas por cavernas onde a lava provavelmente drenou em cavernas subterrâneas.
A lua também ostenta enormes crateras, com tamanhos de 40 km. Outra visão deslumbrante na Lua seria um eclipse solar, que ocorre quando a Terra bloqueia o sol. Da lua, a Terra apareceria como um anel de vermelho-laranja claro que dominaria o céu. E, embora a lua esteja, em média, a uns gritantes 384.400 km da Terra, enviar fotos para a Terra levaria um pouco mais de um segundo.
Quanto a atividades recreativas, a gravidade da Lua é um sexto da da Terra, sendo que os esportes lunares seriam um desafio. O colonizador lunar poderia saltar e lançar uma bola seis vezes mais alto do que na Terra. Por outras palavras, a distância entre os postes da baliza em um campo de futebol lunar americano teriam de ser 549 metros, ao contrário dos 91 m na Terra.
Os atletas lunares não teriam necessidade de verificar a previsão meteorológica. Por causa da sua atmosfera muito tênue, a Lua não tem meteorologia. Todos os dias são ensolarados, sem chance de chuva. Você poderia, no entanto, ter que ter cuidado com o clima espacial, que inclui partículas de meteoros que podem ser tão grandes quanto bolas de golfe e partículas altamente energéticas de explosões solares.
Outro perigo potencial seriam os tremores lunares. Os sismógrafos deixados na superfície lunar durante a Apollo mostram que a Lua ainda é sismicamente ativa, e ainda tem raros, terremotos uma hora de duração, medindo até 5,5 graus na escala Richter. Estes terremotos seriam fortes o suficiente para causar danos estruturais a edifícios.
fonte: space.com/28494-how-to-live-on-the-moon.html
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