Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador PRODUTOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PRODUTOS. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de agosto de 2016

O MAL DOS PRODUTOS FEITOS PARA ESTRAGAR

Muitas empresas encurtam o tempo de vida de seus artigos, com consequências para o bolso e o meio ambiente. Mas a chamada obsolescência programada não é responsabilidade apenas dos fabricantes. Alguma vez a sua cafeteira ou impressora já pifou logo que o período de garantia acabou? Já tentou trocar a bateria constantemente descarregada do seu smartphone? E quem sabe já ouviu que trocar uma peça do seu computador sairia mais caro do que comprar um novo? Se a resposta para qualquer uma das perguntas anteriores for “sim”, conhece bem a chamada obsolescência programada. Para fabricantes, faz sentido criar um produto com um tempo de vida limitado. Isso significa que o processo produtivo é mais barato e que, no futuro, o consumidor vai precisar adquirir novos produtos e pagar por serviços que a empresa oferece como substitutos para os antigos. Tal prática tem consequências devastadoras. Os consumidores são constantemente forçados a jogar fora aparelhos e peças que deixaram de funcionar e comprar novos. E a mentalidade do descarte significa mais lixo eletrônico de países industrializados se acumulando em aterros de países em desenvolvimento.

Gigantes do setor

Stefan Schridde administra o site murks-nein-danke.de (defeituoso, não, obrigado), no qual consumidores frustrados descrevem suas experiências com produtos que são feitos para estragar depois de um certo tempo. A maioria das reclamações no site é relacionada a empresas dos setores de eletrônicos, informática e telecomunicações. Nomes de peso como Samsung, Philips, Apple, HP, Sony e Canon estão entre os mais mencionados. Segundo Schridde, a maioria da obsolescência é provocada por peças pequenas e baratas para as quais as empresas frequentemente usam “plástico em vez de metal” para reduzir os custos. “Empresas nem sempre usam produtos que são particularmente duráveis”, afirma Dominik Enste, economista do Instituto de Pesquisa Econômica de Colônia. Tais práticas não apenas contradizem o conceito de sustentabilidade, diz ele, mas também mostram que essas companhias não levam sua responsabilidade social a sério. Schridde afirma que a longevidade não parece importar para o desenvolvimento de produtos. Em vez disso, fabricantes investem “somente o dinheiro necessário para que o produto sobreviva por três anos”. Depois disso, o período de garantia expira, e um aparelho de nova geração é lançado, diz.

Problema global

Os tempos de vida cada vez mais curtos, especialmente de aparelhos eletrônicos, não apenas pesam sobre o bolso do consumidor. Eles também aumentam a demanda por matérias-primas. Peças eletrônicas precisam de metais como ouro, prata, cobre e metais de terras raras, que são bastante caros. A produção usa grandes quantidades de energia e frequentemente tem um forte impacto sobre o meio ambiente por envolver materiais tóxicos. Ao final, os aparelhos obsoletos são muitas vezes exportados de países desenvolvidos para países em desenvolvimento, onde se acumulam em aterros. Para recuperar os metais preciosos do lixo eletrônico, os aparelhos costumam ser queimados. Isso produz grandes quantidades de fumaça altamente tóxica – um grande perigo para os trabalhadores que lidam com o lixo.

Consumidor no final da cadeia

No entanto, Enste afirma que empresas não são as únicas culpadas pelo aumento do lixo eletrônico. No final, “sempre está o consumidor”, diz o economista. E muitas pessoas aparentemente “sempre querem ter a coisa mais nova, querem se manter em dia com as tendências”. Tanto Schridde quanto Enste afirmam que muitos consumidores são atraídos por produtos baratos. A demanda por eles aumenta a pressão sobre fabricantes e seus fornecedores, diz Enste. Isso resulta em empresas cortando custos durante o processo produtivo – usando uma peça de plástico tosca e barata em vez de uma de metal, mais cara e que dura mais. Um princípio básico de negócios afirma que demanda elevada estimula a produção, que a produção elevada estimula o crescimento econômico e que o forte crescimento econômico, por sua vez, resulta em mais prosperidade. No entanto, precisa haver mais reciclagem e um melhor uso de recursos. Apesar de tudo, Enste tem uma visão optimista. A economia de mercado não apenas torna possível um sistema em que, no caso da obsolência planeada, cria problemas globais. Ela também possui um antídoto contra isso: o poder do consumidor. Todo consumidor pode “comprar produtos que ele ache que mais lhe convêm”. Para o economista, a sustentabilidade precisa desempenhar um papel maior na hora de escolher um produto. Isso requer informar sobre as condições de produção, o consumo de energia e a reciclagem de materiais. Munido dessas informações, o consumidor pode tomar uma decisão adequada, avaliando “se prefere comprar dois produtos em cinco anos ou apenas um que dure cinco anos”. FONTE: http://ahduvido.com.br/produtos-obsoletos

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"FERVURA A FRIO" RETIRA ÁGUA DE PRODUTOS SEM FERVÊ-LA

Colunas de microbolhas e, embaixo, um perfil de temperatura de uma microbolha. Para secar um produto ou matéria-prima na indústria, a técnica mais simples é submeter o material ao calor, fazendo com que a água se evapore. Mas cientistas ingleses acabam de descobrir que há uma forma mais eficiente para secar produtos sem correr o risco de estragá-los. Para isso, eles estão usando microbolhas muito quentes, que retiram a água sem que ela precise ferver. "Nós aplicamos esse princípio, chamado 'fervura a frio', para separar água de metanol. Embora bolhas convencionais já venham sendo usadas em processos de evaporação, elas transferem um bocado de sua energia para a mistura. Isso desperdiça energia e também pode 'cozinhar' a mistura, inutilizando-a," explica o professor William Zimmerman, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra. A solução veio na redução do tamanho das bolhas. "O processo que desenvolvemos envolve aplicar a concentração correta de microbolhas quentes a uma fina camada de líquido. Isto faz com que a água evapore-se com um aquecimento da mistura muito pequeno," disse Zimmerman. Segundo ele, a capacidade das microbolhas para retirar calor de um líquido poderá ser usada em muitos processos industriais, do processamento de alimentos até a produção de biocombustíveis. A equipe já está trabalhando na montagem de uma planta-piloto para a secagem com microbolhas, que irá remover o excesso de água do soro do leite, que normalmente é usado como ração animal - se o soro for aquecido em demasia, ele perde seu conteúdo nutricional. Bibliografia: Evaporation dynamics of microbubbles William B. Zimmerman, Mahmood K. H. Al-Mashhadani, H. C. Hemaka Bandulasena Chemical Engineering Science DOI: 10.1016/j.ces.2013.05.026 FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=fervura-a-frio-retira-agua-sem-ferver&id=010170130705