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segunda-feira, 12 de março de 2012

A INTERNET NOS TORNA MAIS INTELIGENTES OU MAIS BURROS?


erá que o acesso constante à internet vai tornar os jovens de hoje mais brilhantes ou mais burros? Uma nova enquete de opinião descobriu que os especialistas em tecnologia acreditam que a resposta é “todas as alternativas anteriores”.
De acordo com a nova pesquisa, que incluiu 1.021 especialistas e críticos de tecnologia, a hiperconectividade é uma boa mistura. 50% dos entrevistados concordaram que a internet é um local que estimula vários talentos e a habilidade de encontrar informação de relevância online. Mas 42% acredita que a hiperconectividade deixa o cérebro raso, com uma dependência da internet e dos serviços móveis.
“Períodos de atenção curta, resultado de interações rápidas, vão vir em detrimento do foco nos problemas maiores, e provavelmente vamos ver uma estagnação em muitas áreas: tecnologia, e até elementos sociais, como a literatura”, afirma Alvaro Retana, da HP. “As pessoas que vão liderar o avanço serão as que conseguirem se desconectar e focar”.

Previões péssimas
De acordo com Universisdade Elon e o Projeto Pew, que conduziram o estudo, a divisão entre os especialistas tecnológicos é perto de 50/50%. Muitos dos que responderam que a geração Y da internet tem vantagem mental temperaram essa opinião com avisos sobre o lado negro desse excesso de conectividade.
“Enquanto eles disseram que o acesso às pessoas e à informação aumentou intensamente com a era da internet móvel, eles adicionaram que já estão percebendo deficiências na habilidade de foco de atenção dos jovens, de ser paciente e de pensar profundamente”, afirma Janna Anderson, da Elon. “Alguns expressaram preocupações de que as modas estão levando a um futuro onde as pessoas serão consumidores rasos de informação, e muitos mencionaram o livro de George Orwell, ‘1984’”.
O livro citado descreve uma sociedade onde a informação é completamente controlada. Um dos que citaram o livro foi Paul Gardner-Stephen, da Universidade de Flinders.
“Poderes centralizados que podem controlar o acesso à internet conseguirão controlar muito as gerações futuras”, afirma Gardner-Stephen. “Será muito parecido com o ‘1984’, onde o controle foi atingido usando a linguagem para limitar e delimitar o pensamento, então os regimes futuros podem usar o acesso à internet para controlar o pensamento”.

Otimismo online
Muitos especialistas comentaram os talentos necessários para navegar na internet, e sugeriram que as pessoas que cresceram conectados vão se destacar.
“Não há dúvida de que o cérebro está sendo religado”, afirma Danah Boyd, pesquisadora da Microsoft. “As técnicas e mecanismos para entrar no sistema de atenção rápida serão muito úteis para as pessoas criativas”.
Outros especialistas afirmam que o uso da internet é como um “cérebro externo”, onde os fatos são armazenados, liberando espaço mental que vai além da memorização.
“A tomada de lugar da memorização pela análise será o grande boom da sociedade”, afirma Paul Jones, um especialista em novas mídias da Universidade da Carolina do Norte.
Mesmo que existam algumas diferenças de opinião entre os benefícios e os custos do aumento da importância da internet, os especialistas concordam que certas habilidades e talentos serão importantes para as gerações futuras. Entre elas estão: a habilidade de cooperação para resolver problemas; a de pesquisas efetivas por informação; a de sintetizar informações de várias fontes; a de se concentrar; e a de filtrar a informação útil do “ruído” da internet.
“Existe uma preocupação palpável entre esses especialistas de que as novas divisões sociais e econômicas vão emergir entre aqueles que são motivados e ao mesmo tempo entendem das novas mídias”, afirma o coautor do estudo, Lee Rainie, deretor do Projeto Pew. “Eles pedem por uma reinvenção da educação púclica para ensinar essas habilidades e evitar os problemas de um estilo de vida hiperconectado”. FONTE:LiveScience

ANTI-MATÉRIA:NOVO MISTÉRIO INTRIGA CIENTISTAS


mbora surjam cada vez mais dados sobre como a anti-matéria existe e se manifesta no ambiente, ainda não ficou claro para os físicos o seguinte: se a anti-matéria existe na mesma proporção que a matéria propriamente dita, por que a matéria é que predomina no universo?
Cientistas americanos parecem estar mais próximos da resposta.
Os pesquisadores executaram um experimento feito no Fermilab (segundo maior acelerador de partículas do mundo, localizado em Chicago, nos EUA), como parte do projeto “Detector de Colisões do Fermilab” (CDF, na sigla em inglês). Na ocasião, os cientistas verificaram que o decaimento (divisão em porções menores) em partículas de matéria ocorre de maneira diferente da anti-matéria.
De acordo com a teoria mais recente, a matéria predomina no universo sobre a anti-matéria justamente devido a uma diferença no decaimento que vem desde o Big Bang. De acordo com o chamado Modelo Padrão, que descreve as propriedades de todas as partículas subatômicas, foi possível fazer uma estimativa de como o decaimento de cada uma deveria transcorrer.
Para o experimento em questão, foram observadas as partículas D-meson, que podem decair em kaons e pions. Há até pouco tempo, os cientistas consideravam que a diferença no índice deste decaimento, entre matéria e anti-matéria, era praticamente nula (menos de 0,1%), ou seja: a matéria e a anti-matéria deveriam ter se comportado mais ou menos da mesma forma desde o Big Bang.
Nos testes mais recentes, no entanto, os aceleradores de partículas apuraram que esta diferença é maior do que se imaginava (o Fermilab chegou ao valor de 0,62%, e o famoso LHC registrou 0,8%), o que indica um novo conceito.
Aparentemente, as partículas subatômicas da matéria e da anti-matéria tenderam naturalmente, desde os primórdios, a se comportar de maneiras distintas. Isso explicaria a diferença no papel de cada uma na física do universo.
FONTE:BBC

ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS ATUAL É MAIS RÁPIDA EM 300 MILHÕES DE ANOS


Em uma revisão de centenas de estudos paleoceanográficos, pesquisadores encontraram evidência de apenas um período nos últimos 300 milhões de anos em que os oceanos mudaram tão rapidamente quanto hoje. Esse período foi o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), há 56 milhões de anos.
Nos últimos cem anos, o aumento da liberação de CO2 de atividades humanas diminuiu o pH do oceano em 0,1 unidade, uma taxa de acidificação dez vezes mais rápida do que 56 milhões de anos atrás. A previsão é que até o ano de 2100, o pH diminua outras 0,2 unidades, aumentando a possibilidade de que o oceano fique parecido com o observado no PETM.
“O que estamos fazendo hoje se destaca nos registros geológicos”, diz Bärbel Hönisch, paleoceanógrafo da Universidade de Columbia. “Nós sabemos que a vida não foi dizimada nas últimas acidificações dos oceanos. Novas espécies se desenvolveram para substituir aquelas que foram perdidas. Mas se as emissões industriais de carbono continuarem no ritmo em que estão, isso pode significar que vamos perder organismos importantes, como corais, ostras e salmões”.
A palavra “pode” é uma daquelas que cientistas usam com muita frequência para sugerir dúvida. Mas uma certeza que se perde nas discussões sobre a mudança climática é que a poluição é simplesmente ruim.
Os oceanos agem como se fossem uma esponja, que absorve o excesso de dióxido de carbono do ar. O gás reage com a água e forma ácido carbônico, que com o tempo é neutralizado pelo carbonato dos fósseis, das conchas do fundo do mar. Se muito dióxido de carbono entra no oceano de uma vez, o nível de íons de carbonato diminui, o que gera problemas para os corais, moluscos e alguns plânctons, que precisam do íon para construir suas conchas.
Eventos mais catastróficos já aconteceram na Terra, mas talvez com menos velocidade. Outros dois momentos análogos à acidificação moderna foram causados por atividades vulcânicas massivas: uma no final da era Permiano, cerca de 252 milhões de anos atrás, e outra na era Triassica, há cerca de 201 milhões de anos. Mas os autores do estudo advertem que existem poucos registros sobre os acontecimentos com mais de 180 milhões de anos, uma vez que os sedimentos oceânicos acabaram se desfazendo.
No final da era Permiano, cerca de 96% da vida desapareceu. Erupções massivas na atual Rússia podem ter causado uma das maiores extinções da Terra. Em 20 mil anos ou mais, o carbono na atmosfera aumentou drasticamente. No final da era Triássica, uma segunda onda de atividade vulcânica, associada com a separação do super continente Pangea, duplicou a emissão de CO2 na atmosfera, e causou outra extinção. Recifes de corais se desmancharam e outras classes de criaturas marítimas desapareceram.

O estudo da PETM
Cerca de 56 milhões de anos atrás, uma misteriosa emissão de CO2 na atmosfera tornou os oceanos corrosivos. Em 5 mil anos, o CO2 da atmosfera dobrou para 1.800 partes por milhão, e elevou as temperaturas médias da Terra em cerca de 6 graus Celsius.
O sedimento característico do período PETM é uma camada de lama marrom, com grossos depósitos brancos de fósseis de plânctons. Isso se explica pelo dissolução das conchas de plâncton que ocupavam o fundo o mar, deixando a argila marrom que cientistas encontram hoje.
Segundo uma pesquisadora, Ellen Thomas, cerca de metade de todas as espécies de foraminíferos, grupo de organismos monocelulares, se extinguiu, sugerindo que outros organismos mais acima na cadeia alimentar também podem ter desaparecido. “É muito raro quando mais de 5 a 10% de espécies se perdem”, compara.

A vida marinha e a acidez da água
Tentativas de reconstruir as mudanças do pH oceânico não puderam ser feitas em laboratório. Em experimentos, cientistas tentaram simular a acidificação moderna do oceano, mas o número de variáveis – quantidade de CO2, temperatura da água, nível de pH e níveis de oxigênio dissolvido – tornam as previsões difíceis.
Uma investigação alternativa pode ser feita em regiões vulcânicas, onde a acidificação chega aos níveis esperados para o ano de 2100. Em estudos recentes em recifes de corais na Papua Nova Guinea, cientistas constataram que exposição a longo prazo a altos níveis de CO2 e pH 7,8 impedem a regeneração das espécies.
FONTE:Science20

PERSONALIDADE: HOMENS E MULHERES SÃO TOTALMENTE OU QUASE NADA DIFERENTES


Um novo estudo sugere que os homens podem mesmo ser de Marte e as mulheres de Júpiter. Psicologicamente falando, há grandes diferenças entre as personalidades masculina e feminina. Mas há controvérsias.
Os resultados de uma pesquisa mostram que cerca de 18% das mulheres compartilham personalidades parecidas com os homens, e 18% dos homens compartilham personalidades parecidas com as mulheres.
Mas a maioria das mulheres têm traços de personalidade que são bastante distintas das dos homens, e vice-versa.
Segundo os pesquisadores, os homens tendem a ser mais dominantes (fortes e agressivos) e emocionalmente estáveis, enquanto as mulheres tendem a ser mais sensíveis, atenciosas (com os outros) e apreensivas.
“Psicologicamente, homens e mulheres são quase uma espécie diferente”, disse o pesquisador Paul Irwing.
As descobertas podem explicar por que algumas carreiras são dominadas por homens (como engenharia) e outras por mulheres (como psicologia).
No entanto, o estudo atraiu críticas de outros especialistas que afirmam que os métodos que os pesquisadores usaram para computar seus resultados são falhos, e que homens e mulheres não são tão diferentes assim.
Os cientistas analisaram informações de mais de 10.000 pessoas nos Estados Unidos entre as idades de 15 e 92 anos que fizeram um teste de personalidade. Os testes foram projetados para medir 15 facetas da personalidade, incluindo estabilidade emocional, dominância, vivacidade, audácia social, sensibilidade e abertura à mudança.
Em seguida, os pesquisadores combinaram a pontuação nessas facetas de personalidade para calcular o que chamaram de “diferença global” na personalidade entre homens e mulheres. A “diferença global” é essencialmente uma soma de todas as diferenças.
Os resultados vão contra a opinião dominante entre os psicólogos de que, em geral, os homens e as mulheres são mais semelhantes do que diferentes em uma série de maneiras, incluindo traços de personalidade.
Uma falha do estudo é que os homens e mulheres participantes avaliaram os seus traços de personalidade sozinhos. As pessoas são inclinadas a se classificar de uma forma que está de acordo com os estereótipos de gênero. Não é muito viril para um homem dizer que é sensível, por exemplo.
Também, usar 15 facetas de personalidade para calcular uma “diferença global” gera um valor que não tem qualquer significado real.
Essa “diferença global” não ficaria maior se mais fatores de personalidade fossem adicionados, além de 15. Ou seja, como muito mais características existem, é mais provável que homens e mulheres não sejam assim tão diferentes mesmo.
FONTE:LiveScience

BEBER EXCESSIVAMENTE PREJUDICA MAIS A MULHER DO QUE O HOMEM

Quando se trata de “aguentar beber”, algumas mulheres são capazes de beber tanto quanto os homens. Porém, não há igualdade quando se trata de qual saúde sofre mais por isso. Segundo uma nova pesquisa, o consumo excessivo de álcool leva a maiores estragos no corpo feminino, com um maior risco de danos no cérebro, fígado e coração, entre outras condições.
A pesquisa apresentou um salto de 30% em mulheres que bebem demais entre 1979 e 2006 (isto é, que tomam pelo menos quatro bebidas alcoólicas em rápida sucessão).
Os especialistas estão cada vez mais preocupados com o aumento da “bebedeira” entre mulheres mais jovens. Um estudo que reúne dados de mais de 500.000 pessoas indica que mulheres com idade entre 21 e 23 anos são o único grupo cuja bebedeira aumentou.
Isso é preocupante. As diferenças físicas entre homens e mulheres desempenham um papel importante na maneira como o corpo metaboliza o álcool. As mulheres têm mais gordura e menos água em seus sistemas, bem como níveis mais baixos de uma enzima importante na decomposição do álcool. Isso significa que elas experimentam os efeitos da bebida mais rapidamente e durante mais tempo que os homens.
Segundo os pesquisadores, como as mulheres são menores do que os homens, a mesma quantidade de álcool fica mais concentrada no corpo de uma mulher no que no corpo de um homem. Isso significa que quando um homem e uma mulher bebem a mesma quantidade de álcool, em geral, os órgãos internos da mulher ficam mais expostos do que os do homem.
As consequências de beber incluem diversos danos as mulheres. Por exemplo, lesões no fígado. As mulheres desenvolvem doença hepática induzida por álcool, incluindo hepatite e cirrose, durante um curto período de tempo e depois de menos consumo de álcool do que os homens. O hormônio feminino estrogênio pode aumentar os riscos.
Outras lesões são as cerebrais. Exames de ressonância magnética mostraram que certas regiões do cérebro são menores em mulheres alcoólatras do que em outras mulheres e homens que são alcoólatras, mesmo após as medidas serem ajustadas ao tamanho da cabeça.
A doença cardíaca também é uma ameaça. Muitos estudos têm mostrado que uma ou duas bebidas por dia é saudável para o coração. No entanto, outras pesquisas mostram taxas similares de danos graves ao músculo do coração entre mulheres e homens que são alcoólicos, apesar do fato das mulheres alcoólatras consumirem 60% menos álcool durante a vida, em média.
O risco de desenvolver câncer de mama também sobe drasticamente para as alcoólatras. Uma grande análise mostrou que o risco de desenvolver a doença salta 9% para cada aumento de 10 gramas de consumo diário de álcool por dia, até 60 gramas.
Além disso, o risco de acidentes e casos violentos é muito maior. Não apenas as mulheres se colocam em maior risco de serem abordadas, sexualmente ou não, como tem havido um aumento na última década na proporção de motoristas mulheres envolvidas em acidentes de carro fatais. Os hábitos de consumo não saudáveis colocam as mulheres em maior risco para uma variedade de consequências adversas à saúde e socialmente, incluindo a infecção pelo vírus da Aids.
Mesmo condições menos sérias, tais como sinusite ou infecções da bexiga, podem ser provocadas pelo abuso de álcool. Algumas ex-alcoólatras relataram infecções crônicas no seio, desidratação, síndrome do intestino irritável, etc.
O alcoolismo pode ser muito “sutil”. Muitas vezes as pessoas não conseguem perceber quando “cruzam a linha” para a doença. Aliás, segundo pesquisadores e especialistas, muitas pessoas não sabem sequer que é uma doença.
Os cientistas encorajam os profissionais de saúde a fazer exames em mulheres de todas as idades para selecionar as com problemas de bebida, já que os sintomas são tão facilmente negligenciados. Por exemplo, em mulheres mais velhas, o álcool pode ser um “culpado oculto” que contribui para a depressão, quedas frequentes, ou insuficiência cardíaca. Nem os profissionais de saúde, nem os pacientes devem simplesmente assumir que o álcool não pode ser um problema; pois não só pode, como é.

FONTE: LiveScience

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

WI-FI PODE CAUSAR INFERTILIDADE MASCULINA

Cientistas argentinos afirmam ter descoberto uma ligação entre o uso do Wi-Fi e problemas relacionados à infertilidade nos homens.

A notícia foi publicada no site Fertility and Sterility, onde a equipe de Medicina Reprodutiva Nascentis, da cidade de Córdoba, na Espanha, aponta que o sinal de rede sem fio pode aumentar o dano no DNA humano e torná-lo mais vulnerável a complicações - em especial na produção de espermatozóides.

"Nossos dados sugerem que o uso de um computador portátil sem fio, quando conectado à internet e posicionado próximo aos órgãos reprodutores masculinos, pode diminuir a qualidade do sêmen humano. No momento, não sabemos se esse efeito é induzido por todos os dispositivos móveis ligados à rede Wi-Fi, ou que tipo de condições aumentam esse efeito", explicam os pesquisadores.

A equipe recolheu amostras de sêmen de 29 homens saudáveis e colocou as coletas sob um notebook conectado à internet. Em seguida, compararam os resultados com outras amostras armazenadas na mesma temperatura, porém longe do computador.

Após quatro horas, foi descoberto que as amostras expostas ao Wi-Fi apresentaram três vezes mais danos ao DNA do que as outras. Além disso, apenas três quartos do esperma ainda apresentavam algum tipo de movimento mais intenso, em comparação com os 86% das amostras colocadas longe do PC.

Os efeitos, segundo o grupo de cientistas, são causados pela radiação emitida pelo sinal Wi-Fi, e não pelo computador, que emite níveis insignificantes de radiação.

FONTE:site Fertility and Sterility

PESQUISA CIENTÍFICA AFIRMA: VERMES PODEM POSSUIR A CHAVE PARA A VIDA NO ESPAÇO


Com o objetivo de descobrir maneiras de ajudar o corpo humano a lidar com viagens para outros planetas, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nottingham (Reino Unido) afirma que vermes podem ter a solução para iniciar esse processo.

De acordo com o site TG Daily, uma colônia de minúsculos vermes da espécie "caenorhabditis elegans", originalmente desenterrados de um depósito de lixo, sobreviveu após uma temporada no espaço, além de terem se reproduzido fora da órbita do planeta Terra. Apesar de parecer esquisito, esses seres microscópicos são, biologicamente, muito semelhantes aos seres humanos - por isso a comparação nas pesquisas.

O "caenorhabditis elegans" foi o primeiro organismo multi-celular a ter sua estrutura genética completamente mapeada, e muitos de seus 20 mil genes desempenham funções semelhantes às dos seres humanos. Desses genes, por exemplo, dois mil possuem um papel fundamental para promover funções musculares.

Em dezembro de 2006, foram enviados 4 mil vermes para a ISS - sigla em inglês que se refere à Estação Espacial Internacional -, e trazidos de volta recentemente pelo ônibus espacial Discovery. Até agora, os cientistas já analisaram e monitoraram os efeitos da órbita terrestre baixa (LEO, do inglês "Low Earth Orbit) em 12 gerações dos vermes. Espera-se incluir nesses testes possíveis danos provocados pela radiação e a deterioração de estruturas esqueléticas pela falta de gravidade.

"Uma boa parte de nossos cientistas concorda que poderíamos colonizar outros planetas. Enquanto essa ideia soa apenas como ficção científica, é um fato que deve ser considerado caso a humanidade queira evitar sua ordem natural de extinção. Temos de encontrar novas formas de viver em outros planetas", explica o médico Nathaniel Szewczyk, em entrevista para o TG Daily.

Embora os estudos possam parecer surpreendentes, muitas das mudanças biológicas acontecem durante os voos espaciais, e tanto em astronautas como em vermes, o processo ocorre da mesma forma. Os pesquisadores foram capazes de mostrar que essas minúsculas formas de vida podem crescer e se reproduzir no espaço por tempo suficiente para chegarem a outro planeta.Atualmente, experimentos analisam a possibilidade de enviar um animal a outra rota galática e estudar seu crescimento.

FONTE:http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/pesquisa-cientifica-afirma-vermes-podem-ser-a-chave-para-vida-humana-no-espaco