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sábado, 24 de junho de 2017

CONHEÇA 10 COISAS QUE VOCÊ POSSIVELMENTE NÃO SABE SOBRE OS OCEANOS

Os oceanos são conhecidos não somente por ocuparem a maior parte da superfície do planeta — eles cobrem 70% dela! —, mas também por hospedarem a maior quantidade de vida não-explorada. Matéria-prima do imaginário de muitas lendas e palco de inúmeras produções cinematográficas, ainda há muito a se descobrir sobre os nossos mares. Veja a seguir uma lista com 10 curiosidades não tão populares sobre eles:

1. Eles não são, de fato, azuis

Já se perguntou o porquê de a água do mar não ser azul quando a colocamos em uma garrafa pet? O fato de os oceanos terem essa coloração se deve ao Sol, em especial à incidência de luz sobre a superfície da água. Os comprimentos de onda mais claros, como o vermelho e o laranja, são absorvidos mais rápido pela superfície, enquanto os comprimentos de onda azuis entram mais fundo no mar. Isso faz com que a coloração azulada predomine sobre os demais tons. Mais próximo de algumas ilhas e praias, a tonalidade tende a se tornar esverdeada. Isso porque nessas regiões é comum a existência de flora marinha composta de pigmentos amarelados, como algas e bactérias, os quais modificam a equação final: azul + amarelo = verde. Quanto à garrafa pet, a água não aparece azul porque não há moléculas suficientes para absorver a luz.

2. A Internet depende deles

Estamos frequentemente habituados a enxergar os limites da infraestrutura da internet até onde os cabos do nosso provedor saem da parede. Mas há muito, muito mais por trás disso. Seus streams do Spotify, os últimos vídeos assistidos no YouTube ou sua compra recente na Amazon provavelmente trafegaram por cabos estendidos ao longo de milhares de quilômetros no fundo dos oceanos. Sem essa mega conexão intercontinental subaquática, a internet que conhecemos não seria possível.

3. Existem rios e lagos abaixo da superfície

Em lugares onde há acúmulo de crostas de sal debaixo do solo oceânico, a água atua como agente perfurador, aos poucos abrindo buracos e dissolvendo o sal das mesmas. A água extremamente salgada se acumula no fundo por ser mais densa que a do redor, formando rios ou lagos nitidamente divididos. Alguns deles são tão parecidos com rios de verdade que têm margens, correntes e até ondas. Nesses ambientes é comum a presença de enormes quantidades de mexilhões e pequenos crustáceos adaptados que se alimentam de bactérias extremófilas, dada a inexistência de luz em locais tão profundos. As bactérias, por sua vez, convertem o metano da água salgada em energia, em um processo raro de vermos na natureza.

4. Mais de 20 milhões de toneladas de ouro residem nos mares

Há hoje o equivalente a 2,5 quilos de ouro para cada habitante do planeta — faça as contas: nós já somamos 7,5 bilhões de pessoas! Incrivelmente, segundo estimativas mais recentes, todo o ouro extraído até hoje representa apenas cerca de 2% do total de ouro nos mares. Entretanto, ele não é extraível por estar em sua maioria muito diluído, na ordem de 13 bilionésimos de grama de ouro para cada litro de água do mar. Já o ouro sólido presente entre as rochas do leito oceânico se encontra muito profundo e encrostado para ser minerado, tornando a tarefa não só difícil como absurdamente cara.

5. A maior cascata do mundo não fica nos continentes

Na disputa por quem detinha a maior queda d'água do mundo, a Venezuela, há tempos, se firmou vitoriosa com seu Salto Angel, de 979 metros. Porém, para a surpresa de muitos, a verdadeira vencedora estava bem longe da terra firme. Com 3.505 metros de altura e quase 5 milhões de metros cúbicos por segundo, a Cascata do Estreito da Dinamarca tem uma vazão equivalente a 2 mil Cataratas do Niágara juntas. Localizada no Atlântico, entre a Groenlândia e a Islândia, a cachoeira se forma através da diferença de temperatura que existe a cada lado do Estreito: a água ártica vinda do Mar da Groenlândia se encontra com a do Mar de Irminger, e "cai" por ser mais fria e densa.

6. O ponto mais remoto do planeta está no Pacífico

O Pacífico é, de longe, o maior de todos os oceanos, com o dobro do tamanho do segundo colocado, o Atlântico, o que o figura como candidato perfeito a hospedar o local mais remoto e isolado do globo.
Nomeado de "Ponto Nemo" — ou mais formalmente como "Polo Oceânico de Inacessibilidade" —, ele é tão distante de qualquer terra habitada (2,7 mil km para sermos mais específicos) que as pessoas mais próximas são geralmente astronautas (a Estação Espacial Internacional orbita a uma altura de 416 km acima do ponto). Para ser considerado um polo de inacessibilidade, um local deve estar igualmente distante de três pontos de terra. No caso do Nemo, temos a Ilha Ducie, uma das Ilhas britânicas Pitcairn, ao norte, Motu Nui, pertencente à Ilha de Páscoa, a nordeste, e a Ilha Maher, na Antártida, ao sul.

7. Erupções vulcânicas ocorrem, em sua maioria, debaixo d'água

Cerca de 80% das erupções vulcânicas da Terra, espalhadas entre os mais de um milhão de vulcões — ativos e extintos —, espirram suas lavas dentro dos oceanos. E possivelmente há muito mais onde nossas limitações científicas não conseguiram chegar. O mais incrível é que há vida nesses lugares, mesmo em condições tão extremas: a pressão da água equivale ao peso de meio carro para cada centímetro quadrado; a temperatura da água congelante contrasta com os 400° C da lava que sai das chaminés; isso sem falar da quantidade de elementos tóxicos, como o sulfato de hidrogênio, expelidos pelos vulcões e nocivos à maioria das espécies.

8. Eles nos mantêm respirando

A Amazônia é popularmente conhecida pelo jargão de "pulmão do mundo", mas, na verdade, esse título pertence aos oceanos. As plantas marinhas, especialmente os fitoplânctons, as algas marinhas e os plânctons de alga, são responsáveis por 70% de todo o oxigênio produzido. Alguns deles, como os fitoplânctons da espécie Prochlorococcus, são tão pequenos e numerosos que introduzem, sozinhos, incontáveis toneladas de oxigênio na atmosfera. Estima-se que o ar de uma em cada 5 vezes que respiramos provenha dessas microplantas.

9. As maiores ondas estouram debaixo da superfície

Ondas gigantes são muito raras porque dependem de condições específicas para acontecer, como terremotos ou deslizamentos massivos de terra ou gelo. A maior já registrada, com 30,4 metros de altura, se formou no Alasca, em 1958, em função de um terremoto e consequente deslizamento de terra. Fora isso, as maiores ondas naturais não passam dos 25 metros. Todavia, nas profundezas do Pacífico Sul já foram encontradas ondas colossais de mais de 250 metros que se formam no limiar de duas camadas de água de densidades diferentes. No fluxo oceânico, a água mais fria e salgada da camada mais profunda se eleva devido a cumes no fundo do mar, subindo por sobre a camada de água mais quente e formando, assim, as ondas. O processo todo, no entanto, demora cerca de uma hora para acabar.

10. Conchas não soam como o oceano

Destruindo as crenças de muitos na infância, o som que ouvimos ao pôr uma concha do mar no ouvido não é do oceano, mesmo que pareça coincidentemente com o som de ondas quebrando. O que estamos ouvindo, na verdade, é barulho. Sim, o barulho ao nosso redor é comumente despercebido porque ele é muito baixo. A concha funciona como um amplificador — ou mais precisamente como um ressonador —, aumentando volume o suficiente para que o barulho seja audível. FONTE:http://mentalfloss.com/article/501254/25-things-you-didnt-know-about-worlds-oceans

sábado, 3 de outubro de 2015

MICROMOTORES CAPTURAM CO2 DE ÁGUA A 36 cm/H

A ideia é que esses micromotores possam ser utilizados no futuro como parte dos sistemas de tratamento de água.

Acidificação dos oceanos

Engenheiros da Universidade da Califórnia estão propondo usar micromáquinas para capturar o dióxido de carbono excessivo nas águas de lagos, rios e até dos oceanos. "Estamos entusiasmados com a possibilidade de usar esses micromotores para combater a acidificação dos oceanos e o aquecimento global," disse Virendra Singh, que faz parte da equipe da qual também participa a brasileira Severina de Oliveira, formada pela UFRN. Eles são membros da equipe do professor Joseph Wang, que vem desenvolvendo micromotores há algum tempo, já tendo construído várias versões, incluindo um microfoguete alimentado pela própria água do mar, outro capaz de navegar pelo estômago humano e uma versão que navega pelo sangue para capturar células doentes.

Descarbonatação

Nestes novos experimentos, os micromotores descarbonataram rapidamente soluções aquosas saturadas com dióxido de carbono. Em 5 minutos, os micromotores removeram 90% do CO2 de uma solução de água ionizada. Eles foram igualmente eficazes em uma solução de água do mar, removendo 88% do dióxido de carbono no mesmo período de tempo. Os micromotores são essencialmente tubos - cada um com 6 micrômetros de comprimento - que convertem dióxido de carbono em carbonato de cálcio, o mesmo mineral presente nas cascas dos ovos, nas conchas de organismos marinhos, nos suplementos de cálcio, no cimento etc. Os microtubos têm uma superfície externa de polímero que contém a enzima anidrase carbônica, que acelera a reação entre o dióxido de carbono e a água para formar bicarbonato. A adição de cloreto de cálcio(CaCl2) à água ajuda a converter o bicarbonato em carbonato de cálcio(CaCO3). A ideia é que esses micromotores possam ser utilizados no futuro como parte dos sistemas de tratamento de água.

Combustível poluente

Mas ainda resta bastante trabalho a fazer para que todas as ideias da equipe sejam postas em prática. O principal desafio é o combustível que movimenta os micromotores para que eles saiam pela água fazendo o seu trabalho. Esse combustível é o peróxido de hidrogênio(H2O2), que precisa estar presente em concentrações de até 4%, o que faz os micromotores atingirem velocidades de 0,1 milímetro por segundo - 36 cm/hora. A equipe afirma estar trabalhando em uma versão alimentada apenas pela água. Bibliografia: Micromotor-Based Biomimetic Carbon Dioxide Sequestration: Towards Mobile Microscrubbers. Murat Uygun, Virendra V. Singh, Kevin Kaufmann, Deniz A. Uygun, Severina D. S. de Oliveira, Joseph Wang. Angewandte Chemie. Vol.: Article first published online. DOI: 10.1002/ange.201505155. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=micromotores-capturam-co2-agua&id=010125150930

domingo, 12 de julho de 2015

NAVIO VERTICAL PRETENDE EXPLORAR O OCEANO DE CIMA A BAIXO

Um navio de pesquisa marinha vertical, chamado de SeaOrbiter, tem sido o sonho do arquiteto francês Jacques Rougerie por 12 anos. Agora, um crowdfunding recentemente lançado através do site KissKissBankBank visa ajudar a tornar o navio de 57 metros de altura uma realidade. A embarcação é projetada para ficar à deriva, sendo movida pelas correntes oceânicas, e será totalmente sustentável, funcionando com energia solar, eólica e das ondas. Um projeto paralelo em conjunto com o conglomerado europeu de sistemas espaciais de defesa (EADS) está trabalhando para desenvolver um biocombustível para o navio.
50% do barco coletivamente financiado vai passar pela água submersa, dando aos seus passageiros uma oportunidade constante para observar a vida abaixo da superfície. O SeaOrbiter tem espaço para abrigar 18 biólogos marinhos, oceanógrafos, meteorologistas e outros cientistas, que irão viver e trabalhar a bordo por meses ou talvez anos. Sua forma vertical lhe dá a vantagem única de ser capaz de estudar a vida nos oceanos a partir do topo do navio, onde os pássaros voam, indo até o fundo do oceano, que será explorado por submarinos. Entre o céu e o fundo do mar, os exploradores serão capazes de investigar o oceano 50 metros abaixo da superfície. Mergulhadores conseguirão chegar a 100 metros. Além disso, os pesquisadores irão utilizar navios submarinos equipados com câmeras e outros sensores. Rougerie e seus parceiros, incluindo o Ifremer (Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar), a NASA e a emissora National Geographic, querem explorar todos os oceanos e grandes mares.
O site de financiamento coletivo está esperando levantar US$ 436 mil, apenas uma fração do custo esperado de US$ 43 milhões (cerca de R$ 100 milhões) do projeto. O dinheiro irá para a construção dos 18 metros da parte superior do navio, chamada The Eye. FONTE:http://news.discovery.com/tech/alternative-power-sources/vertical-ship-to-explore-ocean-skies-to-floor-131114.htm

terça-feira, 26 de agosto de 2014

PREDADOR MARINHO MISTERIOSO ENGOLE TUBARÃO NAS PROFUNDEZAS DO OCEANO

Pesquisadores australianos estão abismados e sem qualquer tipo de explicação razoável para algo bastante curioso que ocorreu na costa do litoral da Austrália. Um tubarão branco fêmea de aproximadamente três metros foi marcado com um rastreador para que os cientistas estudassem o seu comportamento, além de identificar quais são as áreas em que esse tipo de animal percorre durante o ano. Acontece que quatro meses depois de inserirem o rastreador, ele foi localizado em uma praia qualquer do país. Quando os dados de localização e do trajeto percorrido foram revelados, o resultado foi assustador. O aparelhou registou súbitas elevações de temperatura de 7ºC para 25ªC – o que parece indicar que o tubarão foi engolido por algum tipo de predador gigantesco, já que tal temperatura pode ser obtida dentro do estômago de predadores. Logo após o súbito acréscimo de temperatura, o tubarão branco foi arrastado para as profundezas do oceano por seu possível predador, atingindo mais de 580 metros de profundidade em relação à posição original. Depois disso, outras variações de profundidade foram registradas, sendo que o rastreador foi finalmente liberado à superfície posteriormente. No vídeo disponibilizado pelo canal Smithsonian Channel, podemos ver os próprios pesquisadores australianos comentando o fato. ASSISTA O VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=Z_QyGANCUJI Atualização: explicações já foram dadas Parece que o mistério desse monstrengo do fundo do oceano finalmente foi revelado e não é tão fantástico assim – pelo menos para aqueles que estavam imaginado criaturas bizarras comedoras de tubarões. De acordo com os pesquisadores, esse superpredador abissal é outro tubarão branco, porém exageradamente grande e antropófago. Ele foi definido como um “colossal tubarão branco canibal”. Depois de estudarem as rotas de migração dos tubarões brancos, os pesquisadores identificaram que o animal que morreu estava nadando em águas de outros grupos de tubarões brancos. Os biólogos dizem que os dados batem com informações que já foram registradas de um tubarão gigantesco nas costas da Austrália. Segundo as estimativas, esse animal pode passar dos cinco metros de extensão e pesar mais de duas toneladas. Com base nesses dados, é possível que ele tenha se alimentado de outro tubarão branco e tenha percorrido as profundidades que foram medidas pelo rastreador. E quanto maior é o tubarão, maior é o estômago. As altas temperaturas registradas também batem com as temperaturas que são atingidas dentro do estômago desses animais, o que reforça o fato de que um tubarão branco gigante pode ter se alimentado de outro. Tubarões atacando tubarões? Quanto às hipóteses de por que motivo um tubarão branco atacou um predador da mesma espécie, existem algumas explicações. Eles podem ter brigado e disputado aquele território aquático. Além disso, o tubarão gigante poderia estar esfomeado e não ter se importado em comer um animal semelhante. Vale lembrar que o tubarão branco também é conhecido por realizar o canibalismo intra-uterino (outras espécies de tubarão também possuem esse costume, porém no caso do tubarão branco isso não está 100% confirmado, apesar de ser muito provável). Quando o primeiro dos ovos eclode no útero da mãe, o pequeno tubarão se alimenta de seus irmãos que não nasceram e cresce com base nas proteínas fornecidas pelos ovos mais fracos que não eclodiram (ou que deram ao azar de eclodir depois). Sim, canibalismo entre irmãos. Com base nesse e em outros fatores, a hipótese de ser um ato de canibalismo também é bem aceita no caso desse gigantesco tubarão branco. FONTE: Info.abril.com.br/noticias/ciencia/2014/06/uma-criatura-marinha-misteriosa-devorou-um-tubarao-de-quase-3-metros.shtml

domingo, 10 de agosto de 2014

VC SABIA QUE EXISTEM REDEMOINHOS NO OCEANO COM 500 KM DE DIÂMETRO?

Há enormes redemoinhos nos nossos oceanos que medem até 500 km de diâmetro e têm uma influência muito maior sobre o clima do mundo do que pensávamos. Também conhecidos como vórtices de mesoescala, estes redemoinhos podem crescer entre 100 km e 500 km de diâmetro e muitas vezes formam-se em torno de ilhas, onde o movimento das correntes é interrompido. Eles giram à volta, carregando enormes quantidades de água e calor até que gradualmente ficam sem força e se dispersam na água circundante. De acordo com Michael Slezak, da New Scientist, os pesquisadores assumiam que enquanto eles giravam no oceano, ficavam menores e mais lentos, sendo que o calor que exalavam difundia-se em muitas direções diferentes e de forma gradual, dificilmente tendo qualquer efeito sobre o clima. No entanto, "agora, pela primeira vez, a quantidade de água e calor que conduzem foi medido e não é que os vórtices têm um efeito grande", disse Slezak. Uma equipa de pesquisadores da Universidade do Havaí, nos EUA usaram dados de satélite recolhidas entre 1992 e 2010, para identificar grandes redemoinhos e usaram dados de sensores flutuantes no oceano para mapear as suas formas, volumes e temperaturas. A sua investigação, publicada na revista Science, revelou que os vórtices movem-se em torno de tanta água do oceano, como as correntes normais fazem, e porque são forçados num movimento para o oeste pela rotação da Terra, entregam 30 milhões toneladas de água do mar a cada segundo para a costa leste dos continentes do mundo. "Não está claro o que isso significa para o tempo, mas é provável que seja significativo", disse Slezak à New Scientist, chamando aos vórtices de mesoescala o equivalente no oceano das tempestades. "Algumas das maiores fontes mundiais de variabilidade do clima, como o El Niño, são alimentados por transporte de calor através dos oceanos, conduzido por correntes de vento e mar", concluiu Slezak. FONTE:Sciencealert.com.au/news/20140807-25833.html

quarta-feira, 28 de maio de 2014

OCEANO PODE AJUDAR HUMANIDADE A SOBREVIVER

Um grande perigo paira sobre toda a humanidade. A Organização Mundial de Saúde apresentou um relatório onde se afirma que os antibióticos já não têm efeito contra as atuais infecções e micróbios. São dados recolhidos em 114 países de todos os continentes, assinalou Keiji Fukuda, vice-diretor-geral da Organização Mundial de Saúde: “Não se trata simplesmente de um problema regional, próprio só de países pobres e desenvolvidos, ou apenas de países desenvolvidos ricos. É uma tendência geral para todos os países do mundo”. Os autores do relatório da Organização Mundial de Saúde apresentam fatos de que, em alguns países, mais de metade dos pacientes já não reagem aos antibióticos. Trata-se de bactérias que provocam pneumonia, diarreia, infecção do sangue. Há muitos anos que os cientistas russos falaram do fim da era dos antibióticos, outrora considerados uma panaceia para uma série de doenças. Eles preveniram que não se pode recorrer aos antibióticos depois do primeiro espirro. Ocorre a habituação, as bactérias e os micróbios adaptam-se e adquirem formas mais perigosas. Mas essa não é a única causa da atual ineficácia dos antibióticos. Segundo se assinala no relatório da OMS, antibióticos são utilizados na indústria alimentar e pecuária nos EUA, Austrália, Nova Zelândia e outros países para acelerar o crescimento do gado e aves. Na Europa, semelhante emprego foi limitado em 2001. Mas é impossível travar esse processo. Os cientistas russos propõem que se procure a salvação no oceano. Andrei Adrianov, diretor do Instituto de Biologia do Mar em Vladivostok, considera que 80% dos antibióticos conhecidos já não funcionam, porque as suas substâncias têm, fundamentalmente, origem terrestre. Mas é precisamente o oceano que pode dar à humanidade uma hipótese de salvação. Hoje, químicos e biólogos marinhos russos dedicam-se fundamentalmente à procura de substâncias marinhas, declara Valentin Sotkin, diretor do Instituto de Química Bio-orgánica do Oceano Pacífico: “Nos últimos anos, foram descobertas centenas de substâncias fisiologicamente ativas, e só muito poucas se tornaram substâncias ativas de medicamentos”. A criação de um medicamento eficaz com contra-indicações estudadas necessita de 20-30 anos de trabalho. Por isso, hoje, em Vladivostok lança-se a base de produção de medicamentos experimentais de origem marinha. Cria-se uma linha de extração de algas cinzentas e vermelhas. Isso corresponde aos apelos da Organização Mundial de Saúde que, atualmente, pede aos farmacêuticos para criar, o mais rapidamente possível, novos medicamentos eficazes para substituir remédios praticamente inúteis. Caso contrário, as pessoas poderão morrer devido a um banal arranhão ou intoxicação alimentar. FONTE: http://portuguese.ruvr.ru/

quinta-feira, 1 de maio de 2014

VC SABE POR QUE O OCEANO É AZUL?

Comummente acredita-se que o oceano é azul porque está a refletir o céu azul. Mas isso é um equívoco. O oceano é azul por causa da maneira como ele absorve a luz solar, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA). Quando a luz solar atinge o oceano, a água absorve fortemente as cores de longo comprimento de onda na extremidade vermelha do espectro de luz, assim como a luz de curto comprimento de onda, incluindo violeta e ultravioleta. A luz restante que vemos é, em grande parte, composta por comprimentos de onda azul. No entanto, a NOAA observa que o oceano pode assumir outras cores, incluindo vermelho e verde, se a luz for refletida por objetos flutuantes perto da superfície da água, tais como sedimentos e algas. O quão azul a água do oceano é depende de quanto está disponível para absorver a luz. Por exemplo, a água num copo é clara - não há moléculas de água suficientes para realmente absorver a luz. [Quanto tempo se pode sobreviver no oceano?] Mas a água do oceano parece mais azul quanto mais você viaja abaixo da coluna de água. As moléculas de água absorvem infravermelho, vermelho e luz ultravioleta em primeiro lugar, e, em seguida, amarelo, verde e violeta. A luz azul é absorvida menos, quanto maior for a profundidade de penetração do oceano, de acordo com a NASA. Este fato é claro, se você olhar para fotos subaquáticas que não foram tiradas com um flash ou outra fonte de luz artificial. FONTE:Livescience

sábado, 29 de março de 2014

QUANTO TEMPO SE PODE SOBREVIVER NO OCEANO?

A procura pelos 239 passageiros e tripulantes do voo 370 da Malaysia Airlines, que desapareceram algures na costa do sudeste da Ásia, no dia 8 de março, continua. Detalhes sobre o curso do Boeing 777 e do seu eventual desaparecimento estão lentamente em desenvolvimento, mas autoridades e militares de vários países juntaram-se a voluntários numa busca para encontrar o avião. Supondo que o avião tenha caído sobre o oceano, quanto tempo os sobreviventes poderiam continuar a viver no oceano? A primeira preocupação quando se sofre um acidente em mar aberto, é, naturalmente, sobreviver à própria queda do avião. Surpreendentemente, as chances de sobrevivência são muitas. Mais de 95% dos passageiros de aviões envolvidos neste tipo de acidente sobrevive. Especialistas apontam que vários fatores podem contribuir e aumentar as chances de sobrevivência em situações como essas, tais como o uso de sapatos e roupas apropriadas. Estudos têm revelado que as pessoas sentadas atrás da asa possuem 40% mais chances de sobreviver do que os passageiros da frente do avião. Os assentos do corredor, perto de uma saída de emergência, estão entre os mais seguros. Os primeiros 90 segundos após um acidente são os mais importantes – se você conseguir manter a calma e mover-se para fora do avião rapidamente, as chances de sobreviver são muito maiores. Alguns passageiros ficam em tal estado de pânico que não conseguem sequer desatar o cinto de segurança. Muitas vítimas de acidentes são encontradas nos seus lugares com os cintos de segurança ainda fechados. Qualquer acidente de avião no oceano apresenta circunstâncias especiais, e todos os sobreviventes terão de confrontar o mar, seja num bote salva-vidas mesmo em contacto com a água. Um bote salva-vidas aumenta as probabilidades de sobrevivência de uma pessoa uma vez que são menos propensos à fadiga e ataques de tubarão. No mesmo sentido, os botes salva-vidas são frequentemente equipados com kits de primeiros socorros, água potável, foguetes, entre outros apetrechos que podem ajudar a sobreviver. No entanto, não se sabe se o voo 370 da Malaysian Airlines tinha botes salva-vidas. Mesmo as pessoas que têm a sorte de possuir um bote salva-vidas, enfrentam grandes problemas, como a desidratação. O corpo humano precisa de água para sobreviver, e poucas pessoas conseguem sobreviver mais que uma semana sem ela. Temperatura, humidade e outros fatores podem aumentar ou diminuir seu tempo de resistência sem água. Em janeiro, José Salvador Alvarenga escapou de uma situação semelhante. O homem contou às autoridades que conseguiu sobreviver ao beber sangue de tartaruga e águas pluviais, além de se alimentar com peixes e aves que capturava com as próprias mãos. Alvarenga também afirmou ter bebido a sua própria urina quando não havia mais nada disponível, mas isso pode não ser uma boa ideia, uma vez que as pessoas ingerem novamente sais que os seus rins estão a tentar eliminar. Na água, uma pessoa sem colete salva-vidas ou algum outro tipo de dispositivo de flutuação fica cansado numa questão de horas, especialmente em água fria. Os tubarões também são uma ameaça, apesar do fato dos ataques de tubarões não serem tão comuns como muitos pensam. Uma preocupação mais relevante e que pode realmente pôr em causa a vida dos sobreviventes é a hipotermia, uma condição mortal que pode ocorrer até mesmo em águas com uma temperatura de 16ºC. [Conheça os efeitos bizarros da hipotermia] As temperaturas da água superficial no Golfo da Tailândia – região onde o avião terá deixado de funcionar – são de cerca de 27ºC, o que aumenta as chances de sobrevivência de qualquer pessoa. Entretanto, pode levar dias para se encontrar o avião, ou qualquer sobrevivente. Em 2009, quando um voo da Air France caiu no Oceano Atlântico, levaram cinco dias a localizar os destroços do avião, e dois anos para recuperar as caixas-pretas. Todos os 229 passageiros e tripulantes do voo morreram. FONTE: LiveScience

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

OS 4 MISTERIOSOS PONTOS OCEÂNICOS

Você provavelmente já ouviu falar do Triângulo das Bermudas, área oceânica famosa por fazer barcos desaparecem misteriosamente. Infelizmente, esse não é o único lugar com segredos obscuros e atividade (aparentemente) paranormal. Mais regiões das águas já passaram por situações inexplicáveis. Confira: 1 – TRIÂNGULO DAS BERMUDAS
O Triângulo das Bermudas, uma região da parte ocidental do Atlântico Norte, é definido pelos seus pontos em Bermuda, Flórida e Porto Rico. A área tem uma longa reputação de misteriosamente engolir barcos, navios e até aviões. Algumas pessoas acreditam que a região contém um buraco para outra dimensão, enquanto outros dizem que a área é um local de atividade OVNI e que alienígenas estariam abduzindo os barcos perdidos. A primeira vez que o Triângulo das Bermudas atraiu atenção foi em dezembro de 1945, quando cinco aviões da marinha dos Estados Unidos desapareceram durante um exercício de treinamento. Antes de perder contato com o rádio e desaparecer em algum lugar ao largo da costa do sul da Flórida, o líder do voo teria dito: “Estamos entrando em águas brancas, nada parece familiar”. Nunca mais se ouviu falar dos 14 homens. Mesmo a aeronave de busca e resgate com 13 homens a bordo, enviada para localizar os aviões desaparecidos, também desapareceu inexplicavelmente. Desde então, o desaparecimento de embarcações na área, incluindo um navio-tanque americano transportando uma tripulação de 39 pessoas em 1963, e um navio americano com 309 tripulantes em 1918, ficaram conhecidos e o Triângulo das Bermudas virou tópico de assombração. 2 – MAR DOS SARGAÇOS
Não há costa no Mar dos Sargaços, uma região no meio do oceano Atlântico Norte cercada por correntes oceânicas. As correntes marinhas depositam plantas e lixo no Mar dos Sargaços, fazendo com que seja cheio de sargaço, um gênero de alga marrom denso e invasivo. Devido ao acúmulo de algas e ao isolamento criado pelas correntes, o mar permanece estranhamente quente e calmo, apesar de estar rodeado por águas geladas e agitadas. A estranha calma contribui para o mistério da área, já que vários navios foram encontrados à deriva, sem nenhuma tripulação, nas suas águas pacíficas. Em 1840, o navio mercante francês Rosalie navegou pelo Mar dos Sargaços e foi descoberto mais tarde com suas velas em pé, mas sem tripulantes a bordo. Em um esforço para explicar os desaparecimentos misteriosos, o folclore do século XIX dizia que as algas do mar eram carnívoras, e devoravam os marinheiros, deixando somente os navios. 3 – MAR DO DIABO,JAPÃO
O Mar do Diabo, também conhecido como “Triângulo das Bermudas do Pacífico” ou “Triângulo do Dragão”, por causa de antigas lendas sobre dragões que viviam na costa do Japão, é uma região do Pacífico em torno da ilha Miyake, ao sul de Tóquio. Durante o final de 1980, o autor Charles Berlitz escreveu o livro “O Triângulo do Dragão” sobre fenômenos paranormais que ele acreditava ter ocorrido no Mar do Diabo. Ele escreveu que o Japão perdeu cinco embarcações militares com um total de mais de 700 velejadores durante os anos entre 1952 e 1954, e que a área foi declarada oficialmente uma zona de perigo. Investigações posteriores sobre as alegações de Charles descobriram que os navios eram na verdade de pesca, alguns dos quais haviam desaparecido fora do Mar do Diabo. Além disso, os pesquisadores apontaram que, durante o período de tempo em que os navios desapareceram, centenas de barcos de pesca se perderam ao redor do Japão devido às condições meteorológicas e à pirataria – não por causa de atividade sobrenatural ou dragões míticos. Ainda assim, a reputação do Mar do Diabo como uma área perigosa permanece. 4 – TRIÂNGULO DE MICHIGAN
O Triângulo de Michigan fica no lago Michigan, cujo litoral se estende pelos estados americanos de Illinois, Michigan, Indiana e Wisconsin. Obviamente não é um ponto oceânico como diz o título do artigo. A área tem sido responsabilizada pelo desaparecimento misterioso de navios e aviões e suas tripulações inteiras. Alguns relatam que, enquanto navegavam ao longo do Triângulo, o tempo parecia ter parado, ficado mais lento ou acelerado. Em 1937, o desaparecimento do capitão George Donner criou de vez o status de lugar estranho ao Triângulo de Michigan. Durante uma entrega de carvão de rotina, Donner deu ordens para sua equipe acordá-lo quando o navio fosse chegar ao porto. Três horas depois, os marinheiros foram a sua cabine, mas Donner tinha desaparecido, apesar do fato de que a porta da cabine estava trancada por dentro. Em 1950, o voo 2501 da Northwest Airlines desapareceu enquanto voava de Seattle sobre o Triângulo de Michigan, com destino a Nova York. Com 58 pessoas a bordo, o avião sumiu no ar. Os passageiros e o avião nunca foram encontrados novamente. Fonte: Arquivodoinsolito

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

ESTAMOS AMEAÇADOS POR UM NOVO DILÚVIO?

O nível dos oceanos está subindo 60% mais depressa do que estava previsto. Por isso, as regiões do litoral poderão enfrentar, já em breve, uma ameaça de inundação real, avisam cientistas do Instituto de Mudanças Climáticas da RFA. No entanto, será impossível que algo semelhante ao Dilúvio se repita nos próximos milênios, afirmam peritos da Rússia. Enquanto isso, o nível dos oceanos tem vindo a subir, embora a ritmos menos elevados, como estimam os cientistas alemães. Os especialistas estão acompanhando o processo, utilizando uma vasta gama de métodos de observação modernos, salienta o dirigente do Departamento de Interação do Oceano e Atmosfera junto do Instituto de Pesquisas do Ártico e Antártico, com a sede em São Petersburgo, Guenrikh Alexeev. "O monitoramento do nível oceânico se efetua através de satélites. Conforme as estimativas mais generalizadas, este tende a subir em 3,4 milímetros ao ano, o que constituirá 34 cm no século XXI. Como se vê, não é um indicador preocupante, tanto mais para a Rússia e os países nórdicos. Por outro lado, são valores sérios para os Estados insulares situados na zona equatorial tropical, onde as ilhas de coral se erguem a apenas 1,5 metros acima do nível do mar." Entretanto, o nível dos oceanos não se elevará muito devido à desaceleração de ritmos do aquecimento global, prossegue o cientista. A subida de 60% se deve ao aumento da temperatura da água nos oceanos. Os peritos de ânimos mais pessimistas apontam para um progressivo degelo, sobretudo, na Groenlândia. Ao mesmo tempo, na maior parte da Antártida as geleiras vão crescendo. Os cientistas consideram que furações e cheias semelhantes às que surgiram no Golfo do México poderão ser mais freqüentes. Mas estes fenômenos não se relacionam com a subida do nível do oceanos. Seja como for, a Humanidade não está ameaçada por um novo Dilúvio, garante Anatoli Sagalevitch, colaborador do Instituto da Oceanologia da Academia Nacional de Ciências. "Nos próximos milênios podemos viver sossegados. Essa hipótese tem fundamentos. Nas Bermudas mora o mergulhador experiente Teddy Tucker. À profundidade de 20 metros ele achou uma árvore com a idade de 7,5 milhões de anos, oque quer dizer que, neste lapso de tempo, o nível oceânico registrou uma subida de 12 metros. Daí, se pode calcular a subida anual. No Oceano Pacífico, foram feitos cálculos semelhantes, relativos à imersão de algumas montanhas. Em virtude disso, seria prematuro falar de eventual imersão das depressões no território da Europa." Em última análise, a hipótese de um novo Dilúvio pode ser definitivamente afastada. Por que vão surgindo então tais previsões assustadoras? Os dados recolhidos por cientistas alemães foram divulgados na Conferência Internacional em Doha. Foi ali que se travaram acaloradas polémicas à volta do Protocolo de Kyoto, que visa a diminuição de emissões de gases do efeito estufa. O Canadá, a Rússia e o Japão recusaram-se a prorrogar a vigência do Acordo. Não se exclui, pois, que os prognósticos pessimistas não passem de uma tentativa de exercer pressão sobre os Estados que desistiram de participação neste convênio internacional. Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2012_12_26/Estamos-ameacados-por-novo-Diluvio/

segunda-feira, 12 de março de 2012

ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS ATUAL É MAIS RÁPIDA EM 300 MILHÕES DE ANOS


Em uma revisão de centenas de estudos paleoceanográficos, pesquisadores encontraram evidência de apenas um período nos últimos 300 milhões de anos em que os oceanos mudaram tão rapidamente quanto hoje. Esse período foi o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), há 56 milhões de anos.
Nos últimos cem anos, o aumento da liberação de CO2 de atividades humanas diminuiu o pH do oceano em 0,1 unidade, uma taxa de acidificação dez vezes mais rápida do que 56 milhões de anos atrás. A previsão é que até o ano de 2100, o pH diminua outras 0,2 unidades, aumentando a possibilidade de que o oceano fique parecido com o observado no PETM.
“O que estamos fazendo hoje se destaca nos registros geológicos”, diz Bärbel Hönisch, paleoceanógrafo da Universidade de Columbia. “Nós sabemos que a vida não foi dizimada nas últimas acidificações dos oceanos. Novas espécies se desenvolveram para substituir aquelas que foram perdidas. Mas se as emissões industriais de carbono continuarem no ritmo em que estão, isso pode significar que vamos perder organismos importantes, como corais, ostras e salmões”.
A palavra “pode” é uma daquelas que cientistas usam com muita frequência para sugerir dúvida. Mas uma certeza que se perde nas discussões sobre a mudança climática é que a poluição é simplesmente ruim.
Os oceanos agem como se fossem uma esponja, que absorve o excesso de dióxido de carbono do ar. O gás reage com a água e forma ácido carbônico, que com o tempo é neutralizado pelo carbonato dos fósseis, das conchas do fundo do mar. Se muito dióxido de carbono entra no oceano de uma vez, o nível de íons de carbonato diminui, o que gera problemas para os corais, moluscos e alguns plânctons, que precisam do íon para construir suas conchas.
Eventos mais catastróficos já aconteceram na Terra, mas talvez com menos velocidade. Outros dois momentos análogos à acidificação moderna foram causados por atividades vulcânicas massivas: uma no final da era Permiano, cerca de 252 milhões de anos atrás, e outra na era Triassica, há cerca de 201 milhões de anos. Mas os autores do estudo advertem que existem poucos registros sobre os acontecimentos com mais de 180 milhões de anos, uma vez que os sedimentos oceânicos acabaram se desfazendo.
No final da era Permiano, cerca de 96% da vida desapareceu. Erupções massivas na atual Rússia podem ter causado uma das maiores extinções da Terra. Em 20 mil anos ou mais, o carbono na atmosfera aumentou drasticamente. No final da era Triássica, uma segunda onda de atividade vulcânica, associada com a separação do super continente Pangea, duplicou a emissão de CO2 na atmosfera, e causou outra extinção. Recifes de corais se desmancharam e outras classes de criaturas marítimas desapareceram.

O estudo da PETM
Cerca de 56 milhões de anos atrás, uma misteriosa emissão de CO2 na atmosfera tornou os oceanos corrosivos. Em 5 mil anos, o CO2 da atmosfera dobrou para 1.800 partes por milhão, e elevou as temperaturas médias da Terra em cerca de 6 graus Celsius.
O sedimento característico do período PETM é uma camada de lama marrom, com grossos depósitos brancos de fósseis de plânctons. Isso se explica pelo dissolução das conchas de plâncton que ocupavam o fundo o mar, deixando a argila marrom que cientistas encontram hoje.
Segundo uma pesquisadora, Ellen Thomas, cerca de metade de todas as espécies de foraminíferos, grupo de organismos monocelulares, se extinguiu, sugerindo que outros organismos mais acima na cadeia alimentar também podem ter desaparecido. “É muito raro quando mais de 5 a 10% de espécies se perdem”, compara.

A vida marinha e a acidez da água
Tentativas de reconstruir as mudanças do pH oceânico não puderam ser feitas em laboratório. Em experimentos, cientistas tentaram simular a acidificação moderna do oceano, mas o número de variáveis – quantidade de CO2, temperatura da água, nível de pH e níveis de oxigênio dissolvido – tornam as previsões difíceis.
Uma investigação alternativa pode ser feita em regiões vulcânicas, onde a acidificação chega aos níveis esperados para o ano de 2100. Em estudos recentes em recifes de corais na Papua Nova Guinea, cientistas constataram que exposição a longo prazo a altos níveis de CO2 e pH 7,8 impedem a regeneração das espécies.
FONTE:Science20