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sábado, 15 de novembro de 2014

VC SABE O QUE É O EXAME DA "PROTEÍNA C REATIVA"?

A proteína C reativa, também conhecida pela sigla PCR, é uma proteína produzida no fígado, cuja concentração sanguínea se eleva radicalmente quando há um processo inflamatório em curso, como infecções, neoplasias, doenças reumáticas ou traumatismos. O exame da PCR é uma simples análise de sangue, que consiste na dosagem da concentração sanguínea da proteína C reativa. Um valor elevado sugere a existência de um processo inflamatório em curso. A PCR, porém, é um exame inespecífico; ela é capaz de apontar precocemente a existência de uma inflamação/infecção, mas é incapaz de dizer a sua origem, ou seja, ela não serve para identificar qual é a doença que está provocando o quadro. Recentemente, descobriu-se que o valor da PCR pode ser útil também para indicar quais são os indivíduos com maior risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O que é Proteína C Reativa?

O fígado é o órgão responsável pela síntese das proteínas que circulam na corrente sanguínea. Em estados de estresse para o organismo, como nos casos de infecções ou lesões de órgãos e tecidos, o fígado aumenta a produção das chamadas proteínas de fase aguda. Essas proteínas possuem atividade anti-inflamatória e ajudam o sistema imunológico a combater germes invasores. Dentre as várias proteínas de fase aguda existentes, a proteína C reativa é uma das que mais se destaca. A proteína C reativa foi descoberta na década de 1930 após análises do sangue de pacientes com pneumonia. Naquela época, os investigadores notaram que a PCR encontrava-se muito elevada durante a fase ativa da pneumonia , mas desaparecia do sangue quando o paciente ficava curado. Não demorou muito para que se descobrisse que esse fenômeno não ocorria somente na pneumonia, mas sim em qualquer infecção relevante no organismo, principalmente aquelas de origem bacteriana. Mas a PCR não se limita a detectar infecções. Qualquer doença que provoque uma reação inflamatória por parte do organismo pode cursar com níveis elevados de proteína C reativa. Entre as condições não infecciosas que podem provocar elevação da PCR, podemos citar: - Apendicite aguda; - Pancreatite aguda; - Doença inflamatória intestinal; - Linfomas; - Mieloma múltiplo; - Tumores malignos; - Traumatismos; - Queimaduras; - Infarto do miocárdio; - AVC; - Artrite reumatoide; - Doença de Behcet; - Esclerodermia; - Granulomatose de Wegener; - Febre reumática . As doenças listadas acima são apenas alguns exemplos, a lista completa, incluindo as doenças infecciosas, tem dezenas de exemplos.

Para que serve o exame da PCR?

A proteína C reativa é muito usada para ajudar no diagnóstico de doenças inflamatórias/infecciosas e para o acompanhamento da eficácia do seu tratamento. Como já referido, a PCR é um exame inespecífico. Ela nos diz que existe uma inflamação em curso, mas não ajuda muito na hora de identificar qual é o agente causador. Para identificar a origem da infecção são necessários outros dados, como uma correta interpretação da história clínica, dos sinais e sintomas do paciente e a utilização de outros exames complementares, como a radiografia de tórax, análises de urina, ultrassonografia, etc.

Proteína C reativa nos casos de infecção

A concentração de proteína C reativa no sangue eleva-se precocemente em casos de infecção. Apenas 2 horas após o início do quadro infeccioso, já é possível detectar um aumento do valor da PCR no sangue. A PCR serve para ajudar no diagnóstico e para acompanhar a eficácia do tratamento, pois, conforme os antibióticos vão surtindo efeito e a infecção vai sendo vencida, o valor da proteína C reativa começa a cair. Um paciente que após 48-72 horas de tratamento com antibiótico não vê melhora no seu quadro clínico e não apresenta sinais de queda da PCR provavelmente precisará de um novo plano de tratamento, pois o atual não demonstra estar sendo eficaz. Historicamente, nós sempre utilizamos, através do hemograma, o número de leucócitos no sangue para fazer esse papel de diagnosticar e acompanhar a evolução de uma infecção (leia: HEMOGRAMA COMPLETO). A PCR, porém, mostrou-se ser um exame mais confiável, já que seus valores sobem e caem mais rapidamente de acordo com o estado da infecção. Hoje em dia, é comum utilizarmos tanto o hemograma quanto a PCR como exames complementares nos casos de infecção.

Proteína C reativa nos casos de doenças reumáticas

As doenças reumáticas e as doenças autoimune costumam provocar quadros de inflamação crônica no organismo, levando, assim, à elevação da PCR. Ao contrário das doenças infecciosas, principalmente daquelas provocadas por bactérias, nas quais a PCR eleva-se bastante, frequentemente mais de 20 a 30 vezes o seu valor normal, a PCR nas doenças reumáticas costuma estar apenas um pouco elevada. Nestes casos, a PCR serve como parâmetro de atividade da doença. Por exemplo, pacientes com artrite reumatoide que apresentam elevação persistente da PCR costumam ter mais lesões ósseas e mais deformidades das articulações a médio/longo prazo. Ao contrário da maioria das doenças reumáticas e autoimunes, o lúpus parece ser um caso à parte, pois a atividade da doença não costuma ter relação com os valores da PCR .

Proteína C reativa nos casos de câncer

Ao contrário das infecções e das doenças reumáticas, a PCR não costuma ser utilizada na investigação dos pacientes com suspeita de câncer. Isso ocorre porque nem todos os cânceres causam elevação da PCR, e quando o fazem, o valor da elevação costuma ser baixo, difícil de ser distinguido de outras situações mais comuns. Existem, contudo, algumas exceções nas quais o PCR pode ser útil. Uma elevação inexplicada da PCR, por exemplo, pode ser um sinal de recidiva de um tumor previamente tratado. Outro exemplo são os pacientes com mieloma múltiplo ou linfoma, uma vez que valores persistentemente elevados da PCR costumam indicar uma doença mais agressiva, sugerindo pior prognóstico, com menor tempo de sobrevida. É bom salientar que, em geral, não se pede PCR somente com o intuito de pesquisar um câncer. Da mesma forma, um paciente com PCR inexplicavelmente elevado tem muito mais chances de ter uma doença inflatória benigna ou uma infecção do que ter um câncer oculto.

Valores da Proteína C Reativa:

Os resultados da PCR podem ser descritos em mg/dL ou mg/L. Como as duas formas são frequentemente usadas pelos laboratórios, vou usar as duas unidades de medição ao longo do restante do artigo. Em pessoas sadias, a PCR costuma estar abaixo de 0,3 mg/dL(3 mg/L), mas esse valor pode ser um pouco mais elevado em indivíduos idosos. – Valores de PCR entre 0,3 mg/dL (3 mg/L) e 1,0 mg/dL (10 mg/L) podem ocorrer em situações de inflamação mínima, como uma gengivite ou um resfriado. Pessoas obesas, diabéticas, hipertensas, portadores de insuficiência renal, consumidores regular de álcool, fumantes ou pessoas sedentárias também podem ter valores discretamente elevados de PCR. – Valores de PCR acima de 1,0 mg/dL (10 mg/L) já começam a ser mais compatíveis com infecções ou processos inflamatórios mais intensos. Valores entre 1,0 mg/dL (10 mg/L) e 4,0 mg/dL (40 mg/dl) são compatíveis com infecções virais mais fortes, tipo gripe, mononucleose, catapora, etc. Tumores e doenças reumáticas também costumam causar elevação da PCR nesta faixa. – Valores da proteína C reativa acima de 4,0 mg/dL (40 mg/L) são mais compatíveis com infecção bacteriana. Em casos de sepse, os valores facilmente ultrapassam os 20 mg/dL (200 mg/L). Antigamente, os resultados da PCR eram divulgados apenas como positivo ou negativo. Se os valores fossem acima de 1,0 mg/dL (10 mg/L), o laboratório considerava o resultado como PCR positivo, fosse ele 1,5 mg/dL ou 30 mg/dL. Como vocês podem imaginar, esse tipo de resultado ajuda pouco. Com as técnicas mais modernas, capazes de medir exatamente os valores da PCR, esta forma de divulgar o resultado da proteína C reativa acabou sendo abandonada.

Proteína C Reativa ultrassensível e as doenças cardiovasculares

Os testes habituais que medem os valores sanguíneos da PCR costumam ter um limite inferior que fica ao redor de 0,3 mg/dL (3 mg/L). Sempre que o paciente tiver um valor de proteína C reativa abaixo de 0,3 mg/dL, o laboratório fornecerá o resultado como PCR < 0,3 mg/dL (< 3,0 mg/L). Recentemente, novas técnicas de detecção da proteína C reativa têm permitido uma avaliação mais detalhada dos resultados dos pacientes com PCR abaixo de 0,3 mg/dL. Um exame chamado proteína C reativa altamente sensível (PCR-as) ou proteína C reativa ultrassensível (PCR-us) permite detectar com segurança valores de PCR tão baixos quanto 0,03 mg/dL (0,3 mg/L). Essa possibilidade de detectar valores muito baixos possibilitou o uso da PCR-us como um preditor de doenças cardiovasculares. Vamos a uma rápida explicação para vocês entenderem melhor. Evidências acumuladas desde a década de 1990 vêm apontando para um papel central da inflamação na origem da aterosclerose e, por consequência, no aparecimento de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio. Mais de 30 estudos já demonstraram que uma inflamação silenciosa de pequena intensidade, caracterizada por elevações bem pequenas, mas persistentes, da proteína C reativa, está claramente relacionada a um maior risco de desenvolvimento de placas de colesterol nos vasos sanguíneos, o que facilita o surgimento de doenças cardiovasculares (leia: INFARTO DO MIOCÁRDIO | Causas e prevenção). Nos indivíduos sadios, o valor normal da PCR dosada pelo método de PCR-as é menor que 0,1 mg/dL (1 mg/L). Em média, pessoas sem doenças possuem uma PCR ao redor de 0,07 e 0,08 mg/dL (0,7 e 0,8 mg/L). Os diversos estudos realizados ao longo das últimas 2 décadas têm mostrado que os indivíduos que apresentam uma PCR persistentemente acima de 0,1 mg/dL (1 mg/L), apresentam um estado crônico de inflamação mínima, o que aumenta, a longo prazo, o risco de doenças cardiovasculares. Portanto, de forma resumida, o que os estudos têm apontado é o seguinte: - Pessoas com PCR persistentemente abaixo de 0,1 mg/dL (1 mg/L) possuem baixo risco de desenvolver doenças cardiovasculares. - Pessoas com PCR persistentemente entre de 0,1 mg/dL (1 mg/L) e 0,3 mg/dL (3 mg/L) possuem um risco moderado de desenvolver doenças cardiovasculares. - Pessoas com PCR persistentemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L) possuem um risco elevado de desenvolver doenças cardiovasculares. Obviamente, os resultados da PCR não podem ser interpretados durante um quadro de infecção. Esses valores devem ser pesquisados enquanto o paciente encontra-se sem nenhuma queixa clínica. Como já foi referido, indivíduos diabéticos, hipertensos, fumantes e/ou obesos apresentam frequentemente níveis de PCR acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L). Não é surpresa, portanto, que essas doenças já tenham sido há vários anos identificadas como importantes fatores de risco para problemas cardiovasculares. fonte: mdsaude.com/2014/10/proteina-c-reativa-exame-pcr.html

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O GRANDE COLISOR DE HÁDRONS: QUAL É A UTILIDADE DO ACELERADOR DE PARTÍCULAS?

O LHC (Large Hadron Collider - Grande Colisor de Hádrons) é um superacelerador de partículas, construído no mesmo túnel do LEP (Large Electron Pósitron Ring), que começou a funcionar em outubro de 2008.
O LEP começou a ser desmontado em 2002 para a construção do LHC. E daquele ano até 2008 foram consumidos bilhões de dólares, representando um dos maiores investimentos científicos do mundo. O LHC é considerado uma das maiores maravilhas tecnológicas de todos os tempos.

Para que serve o acelerador de partículas?

Imagine a seguinte situação: um carro com velocidade de 40 km/h colide com outro carro, de mesma velocidade, mas em sentido contrário. Ambos possuem uma energia que chamamos de cinética, já que têm massa e velocidade E=m.v2/2. E, no momento do impacto, essa energia é liberada, resultando em deformação do metal, calor (atrito) e energia sonora. Agora, imaginemos a mesma situação, porém com os carros acelerados de forma a atingir velocidades maiores. Supondo, por exemplo, que essa velocidade seja de 100 km/h para cada carro, teremos aqui um grande aumento de energia cinética, já que, na expressão que utilizamos para determinar seu valor, a velocidade aparece elevada ao quadrado (402 = 1600 e 1002 = 10000, veja a diferença!), e esse acréscimo de energia resultará num impacto muito maior, com uma deformação também maior do material que compõe o carro, bem como em mais calor e mais "barulho" (energia sonora). Podemos dizer que a aceleração imprimida aos carros resultou em uma liberação maior de energia no momento da colisão. É praticamente isso que será feito no LHC. Porém, em vez de carros, serão utilizadas grandes quantidades de hádrons (partículas sujeitas à interação forte, que mantêm a coesão nuclear, e constituídas de quarks), no caso prótons, partículas que possuem massa. Esses prótons serão acelerados de forma a aumentar muito sua velocidade, a fim de que colidam com outros prótons, também acelerados, que se deslocam em sentido contrário.

O que buscam os cientistas?

Os prótons possuem massas relativamente pequenas, porém serão acelerados até atingirem velocidades que chegarão a 99,9% da velocidade da luz no vácuo c≅300000km/s. Com as colisões ocorrendo a essa velocidade, teremos liberação de uma quantidade enorme de energia. Tal liberação será objeto de estudo dos pesquisadores e físicos, que tentarão: Validar, aperfeiçoar ou mesmo substituir o chamado Modelo Padrão (Standard), que é utilizado atualmente para explicar as partículas elementares e suas interações. Isso será feito buscando provas experimentais de algumas previsões do modelo, que não foram detectadas ou que não estão bem esclarecidas. Existem 4 tipos de interações conhecidas: 1) força nuclear forte; b) força nuclear fraca; c) força eletromagnética e d) força gravitacional. Os físicos buscam uma teoria de unificação das quatro forças, mas a força gravitacional ainda não faz parte do Modelo Padrão. Os trabalhos realizados no LHC podem reforçar essa tentativa de unificação ou refutá-la, indicando a necessidade de novos modelos. Trabalhar com fenômenos físicos que ocorrem em condições muito específicas de altíssimas energias em volumes pequenos de espaço. Serão criadas condições similares àquelas ocorridas pouco depois do evento de origem do universo. Dentro dessas duas perspectivas básicas, de testar a eficiência do Modelo Padrão e recriar situações parecidas com aquelas do momento que o universo surgiu, os pesquisadores estarão atentos a três fatos:

1. Detecção do chamado bóson de Higgs, que é uma partícula prevista no Modelo Padrão e seria responsável por transportar a energia de um campo denominado Campo de Higgs.

Durante as interações com esse Campo de Higgs, outras partículas ganharam massa, graças ao bóson de Higgs, originando a matéria. Esse processo é chamado no Modelo Padrão de mecanismo de Higgs. Segundo esse mecanismo, o bóson de Higgs é responsável por gerar massa nos bósons Z0 e W+ (que são mediadores da força fraca) e também permite que o fóton (que é mediador da força eletromagnética) seja considerado o mesmo tipo de partícula dos bósons Z0 e W+. Existe uma grande expectativa a cerca da detecção do bóson de Higgs.

2. Descobrir a razão da existência de maior quantidade de matéria no universo em relação à de antimatéria.

Ambas deveriam existir na mesma proporção quando o universo foi criado (Teoria do Big Bang), porém o universo "observável" é predominantemente composto de matéria. Existe uma teoria, desde 1970, conhecida como CKM. Essa teoria é consolidada, pois previu dois novos quarks, o top e o bottom, que foram detectados posteriormente, e explica parte da desigualdade entre as quantidades de matéria e antimatéria - porém, não consegue explicar o total da diferença.

3. Tentativa de reprodução do estado primordial

. O Modelo Padrão prevê, por meio da chamada cromodinâmica quântica, um estado primordial, que deve ter existido aproximadamente a 10-32 segundos após o Big Bang, com temperaturas iniciais em torno de 1027°C (e resfriando nos momentos posteriores). Nesse estado não existiam prótons nem nêutrons, e sim uma espécie de sopa de energia e partículas elementares, formada de quarks e glúons, sendo estes últimos responsáveis por manter os quarks unidos. No LHC espera-se atingir temperaturas da ordem de 1020 °C, para conseguir esse estado, o que será feito por meio de colisões com núcleos de chumbo. O que ocorrerá durante as experiências? No LHC, feixes com cerca de 3 trilhões de prótons serão acelerados por equipamentos de radiofrequência associados a campos elétricos. E cada vez que passar por esses campos, o feixe de prótons terá sua velocidade e sua energia aumentadas. Para evitar resistência ao movimento dos prótons, o LHC foi projetado para trabalhar com um vácuo artificial, onde teremos uma quantidade de matéria inferior àquela encontrada no espaço a 1.000 km de altitude. Quando o feixe de prótons estiver com o máximo de energia, ocorrerão colisões frontais com outros prótons numa taxa de 40 milhões por segundo. Nessas colisões serão liberadas quantidades enormes de energia e milhares de partículas com massas variadas (inclusive outros prótons) serão obtidas em cada uma das colisões. Teremos, então, uma transformação de energia em matéria que é baseada na equação de Einstein, E = m.c2, que nos diz que uma pequena porção de matéria pode gerar uma quantidade gigantesca de energia. Esse é o mesmo princípio utilizado nas bombas atômicas da Segunda Guerra Mundial, onde poucos quilos de material radioativo liberaram uma enorme quantidade de energia. Mas aqui ocorrerá a situação inversa, já que a energia liberada nas colisões de partículas irá produzir matéria. Com o LHC serão atingidas energias de até 14 TeV (1 TeV = 1012 eV) para o feixe de partículas, resultando aos quarks energias da ordem de 1 TeV. Durante o funcionamento do LHC, cada próton dará aproximadamente 11 mil voltas por segundo no anel de 27 km do acelerador. Nesse momento, eles terão por volta de 7 TeV de energia - e no momento das colisões deverão atingir os 14 TeV previstos. Para adquirir essa energia, o feixe de prótons deverá passar pelo anel várias vezes, sempre acelerado por um campo elétrico. Para que esse feixe de elétrons mantenha uma trajetória circular e não siga em linha reta (inércia) serão utilizados campos magnéticos associados a grandes ímãs supercondutores. Buscando uma eficiência maior, esse material será resfriado a uma temperatura de -271°C (temperatura próxima ao "zero absoluto", que corresponde a ≅−273). Esse resfriamento torna o ímã um supercondutor, pois a resistência dos metais que o compõem torna-se praticamente nula, fazendo com que conduzam a eletricidade praticamente sem perda de energia, na forma de calor dissipado. Os materiais utilizados nesses ímãs são formados, basicamente, por uma liga de cobre, titânio e nióbio. Aliás, há grandes reservas de nióbio no Brasil. Após as colisões, teremos a criação de matéria em estados similares àqueles existentes no início do universo. Tudo que ocorrer durante as colisões dessas partículas subatômicas será coletado, registrado e analisado por quatro detectores, instalados em cavernas ao longo do acelerador. Esses quatro detectores são: Alice (A Large Íon Collision Experiment), Atlas (A Toroidal LHC ApparatuS), LHCb (Large Hadron Collider beauty experiment) e CMS (Compact Muon Solenoid). E cada um deles terá funções específicas pré-determinadas pelos pesquisadores. O LHC é motivo de orgulho para comunidade científica. Toda a tecnologia utilizada, desenvolvida e em desenvolvimento, trará grandes benefícios à humanidade, com grandes avanços na área de comunicação e transmissão de dados, medicina, engenharia, física e química, entre outras. João Freitas da Silva, Especial para a página 3 Pedagogia & Comunicação é professor de física e mestrando em ensino de física pela USP. Bibliografia: SOUZA, Okky de (coord.). "Um Olhar Sobre o Início de Tudo", Revista Veja, edição 2066, ano 41, nº 25, 25 de junho de 2008. BEDIAGA, Ignácio. "LHC - o Colosso Criador e Esmagador de Matéria", Ciência Hoje - Revista de divulgação científica da SBPC, nº 247, SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), vol. 42, abril de 2008. ABDALLA, Maria Cristina Batoni. O discreto charme das partículas elementares. São Paulo: Editora UNESP, 2006. FONTE:educacao.uol.com.br/disciplinas/fisica/grande-colisor-de-hadrons-qual-a-utilidade-do-superacelerador-de-particulas.htm

segunda-feira, 9 de junho de 2014

CONHEÇA AS 10 MEDIDAS PARA AUMENTAR O HDL

O colesterol é uma substância gordurosa amplamente presente no nosso organismo e essencial para a formação das células, metabolização de vitaminas, produção de hormônios e diversas outras funções vitais. Apesar de ser uma substância extremamente útil, quando em excesso, o colesterol pode depositar-se nas paredes dos vasos sanguíneos. Este processo chama-se aterosclerose e é um grande fator de risco para doenças cardiovasculares, como AVC e infartos. Em geral, pacientes com colesterol LDL elevado (colesterol ruim) e colesterol HDL baixo (colesterol bom) são aqueles com o maior risco de doenças cardiovasculares. Por isso, além da redução do colesterol LDL, o aumento do colesterol HDL é um dos objetivos do tratamento dos pacientes com problemas de colesterol. Infelizmente, ao contrário do LDL alto, que possui diversas opções de tratamento, o HDL baixo é mais difícil de ser corrigido. Para que serve o colesterol HDL? Assim como gotas de óleo não se dissolvem na água, o colesterol não consegue se misturar ao sangue se não estiver ligado a uma proteína especial chamada lipoproteína. As duas principais lipoproteínas do nosso organismo são o LDL, sigla para low-density lipoprotein, que em português significa lipoproteína de baixa densidade, e o HDL, sigla para high-density lipoprotein, que em português significa lipoproteína de alta densidade. HDL PAPEL DO LDL: O LDL é uma lipoproteína que leva o colesterol produzido pelo fígado para o restante das células e tecidos do corpo. Se o seu organismo tem mais colesterol do que o necessário, o excesso continua circulando no sangue a procura de algum órgão que precise de mais colesterol para funcionar adequadamente. Com o tempo, o colesterol LDL circulante em excesso acaba se depositando sob as paredes dos vasos sanguíneos, acumulando-se em forma de placas de colesterol. Conforme o depósito aumenta, a parede cresce e passa a estreitar a luz do vaso (parte oca de dentro, por onde o sangue circula) até ao ponto de bloquear o fluxo de sangue, causando isquemia dos órgãos nutridos por esse vaso tomado por placas de colesterol. É por isso que o colesterol LDL é muitas vezes referido como o colesterol mau ou colesterol ruim. Também é por isso que o excesso de colesterol LDL aumenta o risco de AVC e infartos. IMPORTÂNCIA DO HDL Já o HDL é uma lipoproteína que faz uma função oposta ao LDL. O HDL atua como um “catador” de colesterol, pegando o excesso circulante no sangue ou depositado nos vasos sanguíneos para levá-lo de volta ao fígado, onde ele será “desmontado”, adicionado à bile e eliminado pelas fezes. Portanto, quanto maior forem os níveis de colesterol HDL, menor será o risco de formação de placas de colesterol nos vasos sanguíneos. Por isso, o HDL é considerado o colesterol bom ou colesterol saudável. VALORES DESEJADOS DE HDL desejados de HDL: Em geral, quanto maior for o HDL, melhor. A classificação do colesterol HDL conforme o seu nível sanguíneo é feita da seguinte forma: HOMENS: - HDL menor que 40 mg/dL – Valores abaixo do desejado. - HDL entre 41 e 60 mg/dL – Valores normais. - HDL maior que 60 mg/dL – Valores ideais. MULHERES: - HDL menor que 50 mg/dL – Valores abaixo do desejado. - HDL entre 51 e 60 mg/dL – Valores normais. - HDL maior que 60 mg/dL – Valores ideais. POR QUE É TÃO DIFÍCIL ELEVAR O HDL? Na grande maioria dos casos, o HDL baixo tem uma origem genética. O paciente tem HDL baixo porque o seu organismo produz pouco HDL naturalmente. Além disso, os valores podem ser ainda mais reduzidos por maus hábitos de vida, como má-alimentação, sedentarismo e tabagismo. Portanto, o HDL baixo é um problema difícil de ser corrigido por 3 fatores: - Ter uma origem genética o torna incorrigível de forma definitiva, pelo menos até o momento com o nosso atual conhecimento científico. - O fato de não haver medicamentos desenvolvidos especificamente para aumentar os valores de HDL impede que o paciente possa aumentar os níveis desta lipoproteína apenas tomando um comprimido por dia, como acontece com aqueles que desejam reduzir o LDL. As drogas usadas para controlar o LDL costumam aumentar o HDL, mas elas não estão indicadas naqueles pacientes com LDL normal e HDL baixo. - As únicas medidas eficazes são aquelas relacionadas a mudanças de hábitos de vida, o que boa parte das pessoas mostra-se muito resistente a fazer. Como elevar o HDL? O que vamos fornecer a seguir são 10 dicas de como elevar o colesterol HDL. Em geral, nenhuma das atitudes que serão explicadas provoca uma elevação grande do HDL de forma isolada. Para haver uma resposta relevante é preciso associar pelo menos 2 ou 3 das seguintes dicas. 1- EXERCÍCIOS AERÓBICOS Exercícios aeróbicos freqüentes, isto é, pelo menos 20 a 30 minutos por 4 a 5 vezes por semana, podem aumentar o colesterol HDL em cerca de 5 a 10% em adultos sedentários. Quanto mais intensa e mais frequente for a atividade, melhor a resposta. Exemplos de exercícios aeróbicos incluem caminhada, corrida, ciclismo, natação, jogar basquete, futebol ou qualquer outra atividade que aumente a sua frequência cardíaca de forma constante por no mínimo 30 minutos. Para ser efetivo, o coração precisa estar o tempo todo acelerado, dentro da faixa de queima calórica recomendada para a sua idade. Se você anda e para a toda hora, permitindo que o coração desacelere e volte ao nível de batimentos normais, isso não tem efeito algum. Para aquelas pessoas com falta de tempo, 20 minutos de exercícios, pelo menos 3 vezes por semana, é o mínimo aceitável. Se você já é uma pessoa fisicamente ativa (30 minutos, 5 vezes por semana) e mesmo assim tem o HDL baixo, aumentar a carga de exercícios não irá trazer maiores benefícios. É melhor focar em outras mudanças de hábito de vida. 2- PERDER PESO Essa dica, obviamente, só serve para pessoas obesas ou com sobrepeso. Se você já é magro, ou seja, se tem um índice de massa corporal abaixo dos 25, perder peso irá ter pouca influência no seu HDL. Porém, naquelas pessoas com IMC maior que 25 e, principalmente, naquelas com IMC maior que 35, cada quilo de peso perdido conta. Em média, para cada 2,5 kg emagrecidos, o HDL sobe 1 mg/dl. Portanto, uma pessoa com colesterol HDL de 35 mg/dl que consegue emagrecer de 100 kg para 75 kg, terá o seu colesterol HDL aumentado para cerca de 45 mg/dl. 3- PARAR DE FUMAR Nas pessoas que têm HDL baixo e fumam, a interrupção do cigarro pode elevar os níveis de HDL em até 10%. 4- EVITAR O CONSUMO EXCESSIVO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS Se por um lado o consumo moderado de álcool parece melhorar de forma relevante os níveis de HDL, se o paciente exagerar e tomar mais de 2 ou 3 doses de álcool por dia, o efeito da elevação do HDL é perdido e os risco cardiovascular torna-se maior. Quem não bebe não deve começar a fazê-lo somente para aumentar o HDL, pois os riscos do consumo de álcool podem superar os benefícios de pequenas elevações do HDL. 5- CONSUMA GORDURAS MAIS SAUDÁVEIS As gorduras mono e poliinsaturadas, presentes no azeite, azeitonas, óleo de canola, nozes, avelã, castanhas, amendoim, peixes ricos em omega 3, como o salmão, atum e sardinha, sementes de girassol, sementes de gergelim e abacate, são consideradas gorduras saudáveis, que ajudam a reduzir o LDL e a aumentar o HDL. Por outro lado, gorduras saturadas ou gordura trans, presentes em fast-foods, doces, chocolate, manteiga, carne vermelha e vários produtos industrializados, são péssimas para a saúde, pois, entre outros efeitos, elevam o LDL e reduzem o HDL. 6- CONSUMA FIBRAS O consumo diário de alimentos ricos em fibras, como farelo de aveia, legumes, frutas e verduras ajudam a reduzir o colesterol LDL e a elevar o colesterol HDL. 7- EVITE CONSUMIR CARBOIDRATOS EM EXCESSO O consumo excessivo de carboidratos eleva os níveis de triglicerídeos e reduzem os de HDL. Doces, refrigerantes, massas, pão etc, se consumidos com elevada frequência podem agravar os valores do seu HDL. Dê preferência para pão, cereais e massas integrais, sucos naturais e chocolate negro, com mais de 70% de cacau. Frutas têm carga glicêmica baixa e não são problemas. As frutas de cor avermelhada ou arroxeada parecem ter os melhores efeitos sobre o HDL. Exemplos são amora, uvas, cereja, cramberry, etc. 8- EVITE MEDICAMENTOS QUE REDUZAM O HDL Alguma medicamentos amplamente usados pela população podem provocar reduções dos níveis de HDL. Anti-hipertensivos da classe dos beta-bloqueadores, como atenolol, propranolol e bisoprolol são um exemplo. Outro exemplo são os ansiolíticos do grupo benzodiazepinas, como diazepam, midazolam, bromazepam e alprazolam. Esteroides anabolizantes ou qualquer outra droga que contenha androgênios ou seus precursores também colaboram para redução do HDL. 9- MARGARINAS RICAS EM FITOSTERÓIS Existem no mercado margarinas especiais com esteróis vegetais (fitosteróis) que ajudam a baixar os níveis de colesterol LDL e elevar os níveis de HDL. As duas marcas mais famosas são Becel pro-activ® e Benecol®. Atenção, não é qualquer margarina que serve. Se elas não forem enriquecidas com fitosteróis, o resultado é o oposto do desejado. 10- MEDICAMENTOS QUE AUMENTAM O HDL A maioria das drogas usadas no tratamento do LDL e dos triglicerídeos também atuam elevando o HDL. OS mais efetivos são a niacina e o genfibrozil. Estatina, como a rosuvastatina conseguem elevar o HDL em até 10%. É importante destacar que nenhum estudo até o momento conseguiu comprovar benefícios do uso de drogas exclusivamente para elevar o HDL. Se o paciente não tem LDL ou triglicerídeos elevados, não há indicação de prescrever medicamentos somente com o intuito de elevar o HDL. A reposição de estrogênio após a menopausa ajuda a elevar o HDL. A reposição de cálcio e vitamina D parecem ajudar a reduzir o HDL, mas os estudos têm mostrado resultados conflitantes, não havendo, portanto, um consenso sobre o assunto. FONTE:http://www.mdsaude.com/2014/06/aumentar-hdl.html#ixzz34BUpZesS

sábado, 31 de maio de 2014

SUPLEMENTOS DE CREATINA FAZEM MAL?

Afinal, suplementos de creatina fazem mal? Tomar creatina melhora o desempenho atlético? Creatina é anabolizante? Saiba o que os trabalhos científicos dizem. Suplementos de creatina começaram a ser usados por desportistas no início da década de 1980, ganhando grande popularidade na década seguinte após extensa divulgação na mídia do seu uso por atletas ganhadores da medalha de ouro nas Olimpíadas. Atualmente nos E.U.A cerca de 50% dos atletas universitários, 25% dos jogadores de basquetebol da NBA e 50% dos profissionais do futebol americano, referem consumir creatina regularmente para otimização do desempenho esportivo.
É bom deixar claro que a creatina não é um esteroide anabolizante, popularmente conhecido como “bomba”.Também não é considerado doping por nenhuma organização internacional, incluindo o comitê olímpico internacional. Antes de falarmos dos efeitos deste suplemento, sejam eles benéficos ou não, vamos entender o que é a creatina e qual a lógica por trás do seu uso, seja na academia do seu bairro ou por desportistas em competições internacionais. O QUE É CREATINA? A creatina é uma substância produzida a partir de 3 aminoácidos, estando presente em todos os animais vertebrados Nosso corpo, sejamos atletas ou não, produz creatina através de proteínas consumidas na alimentação. A creatina é sintetizada nos rins e fígado, sendo transportada para ser armazenada nos músculos. A principal função da creatina é fornecer energia para a contração dos músculos. Nas próximas linhas vou tentar simplificar um mecanismo fisiológico complexo. É importante ler com calma a próxima parte para pode entender por que a creatina funciona para alguns atletas e não para outros. COMO FUNCIONA? Como todo mundo sabe, os nossos músculos precisam de energia para funcionar. Esforços explosivos com demanda de força máxima do músculo, como no levantamento de peso ou na corrida de 100 metros rasos, são feitos através de um sistema energético chamado de fosfagênio. A energia para os chamados esforços explosivos é fornecida após uma reação química onde um nucleotídio (compostos ricos em energia) chamado adenosina trifosfato (ATP) perde uma molécula de fósforo virando adenosina difosfato (ADP). Cada vez que um ATP é transformado em um ADP, há liberação de uma quantidade de energia que é usada pelo músculo para se contrair. Imagine-se agora em uma academia de musculação. Você está em repouso e seu músculo está repleto de ATP. Você então, começa a fazer um exercício muscular com algum peso. O seu ATP muscular começa a ser quebrado rapidamente em ADP, liberando energia para que o seu músculo aguente o peso. O seu esforço é tão grande que em poucos segundos você consome todo o seu ATP e, a partir de então, já não consegue mais levantar o peso proposto. Você agora precisa descansar um pouco e esperar que os músculos voltem a ficar repletos de ATP. Mas aonde entra a creatina nesta história? A creatina é a substância que mais rapidamente consegue fornecer de volta a molécula de fósforo, transformando o ADP novamente em ATP. O nome correto da creatina é fosfocreatina. Neste processo de restauração do ATP, a fosfocreatina perde sua molécula de fósforo sendo posteriormente transformada em creatinina, uma molécula sem função que acaba sendo eliminada na urina. Como a creatinina é completamente eliminada pelos rins, ela serve como um marcador da função renal. Quando a creatinina começa a se acumular no sangue significa que os rins não estão trabalhando bem.
Na verdade, em esforços grandes e explosivos todo o ATP muscular é consumido em aproximadamente 3 segundos. Graças a creatina o músculo consegue prolongar seus estoques de ATP por pelo menos 10 segundos. Após esse tempo toda a creatina disponível é convertida em creatinina, e o ADP já não é mais imediatamente convertido em ATP. Surge então, o segundo modo de se produzir ATP, através do consumo dos estoques de glicose muscular (glicogênio) sem oxigênio. Este modo não restaura o ATP rápido o suficiente para exercícios de máxima utilização muscular que gastam ATP em ritmo frenético. Porém, para exercícios do tipo jogar futebol, nadar, ou corridas de média distância, ele é mais do que suficiente. O terceiro e último modo de se criar energia é através do consumo de glicose com oxigênio. Este é o modo usado nas atividades aeróbicas, como correr, pedalar ou nadar em ritmo cadenciado. Nestas modalidades o consumo de ATP é bem mais lento e, por isso, sua reposição também pode ser mais lenta. Na verdade sempre existe uma interposição entre os 3 sistemas. Quando se joga futebol, por exemplo, acabamos por utilizar os 3 mecanismos em momento diferentes da partida. Porém, essa é uma atividade que usa predominantemente o consumo de glicose como modo de se gerar ATP. Na musculação, onde os exercícios duram poucos segundos, usamos basicamente o sistema da creatina. SUPLEMENTOS DE CREATINA FUNCIONAM? Baseado no que foi explicado acima é fácil entender a lógica por trás da suplementação de creatina. Se houver mais creatina disponível no corpo, maior será o tempo que o sistema fosfagênio (ATP+creatina) consegue manter a geração de energia para atividades esportivas explosivas. A história da creatina é muito bonita e faz todo o sentido, mas a ciência é feita com comprovação prática das teorias. E aí surgem as primeiras controvérsias. Os primeiros trabalhos apresentavam resultados conflitantes. Enquanto alguns pesquisadores conseguiam demonstrar ganhos efetivos de massa muscular e rendimento com os suplementos de creatina, outros não conseguiam apresentar os mesmos resultados. Na verdade esses resultados discrepantes ocorriam porque existiam muitas diferenças entre os grupos analisados, seja na idade, tempo de treinamento, tipo de esporte praticado etc… Atualmente, após quase 20 anos de investigação, já há algum consenso entre os pesquisadores. A creatina parece sim proporcionar real ganho de massa muscular quando associado a um programa rotineiro de musculação. Porém, até 20% da pessoas, não se sabe bem por que, não apresentam nenhum benefício com esse suplemento. Os efeitos em mulheres e homens mais velhos são menos evidentes. Também não há evidências claras de benefícios para atividades que não usam predominantemente o sistema fosfagênio (ATP+creatina). Entre elas podemos citar: corrida (exceto 100 e 200 metros rasos), natação e ciclismo. A creatina é normalmente vendida sob a forma de creatina monoidratada. EFEITOS COLATERAIS Um dos grandes atrativos da creatina é o rápido efeito visual do produto. Em 1 semana já há ganho de peso e algumas pessoas realmente parecem apresentar algum grau de hipertrofia muscular. Porém, um ganho tão rápido costuma indicar apenas retenção de líquidos, o que pode ocorrer em suplementos de creatina que possuem elevado teor de sódio. Apesar de ainda não haver estudos definitivos, os suplementos de creatina, quando de boa qualidade e usados na dose recomendada, não parecem estar associados a nenhum efeito colateral importante em indivíduos saudáveis. Já é comprovado cientificamente que excesso de aminoácidos e proteínas causam aceleração da perda de função dos rins em pacientes com insuficiência renal crônica, por isso, o uso de creatina nestes pacientes é contraindicado. Na verdade, como ainda existem poucos estudos sobre a segurança dos suplementos de creatina, seu uso é desaconselhado em pessoas que não sejam completamente saudáveis. Os efeitos colaterais mais comuns da creatina são náuseas, diarreias, câimbras e desidratação. Existe ainda a hipótese de uma relação entre o consumo de creatina e aumento na incidência de cálculos renais. Em pessoas com asma, a creatina pode causar exacerbações da doença. CONCLUSÃO: A creatina proporciona sim, ganho de performance e massa muscular para atividades de explosão muscular não-aeróbicas. Porém, é necessário um programa de treino regular. É importante frisar que o produto não é livre de efeitos colaterais, e não são todas as pessoas que conseguem obter vantagens com o seu consumo. Atualmente o consenso é de que a creatina em doses até 20g por dia não faz mal a saúde, porém, ainda não há evidencias inequívocas de sua segurança a longo prazo. A creatina deve preferencialmente ser tomada com supervisão de um médico especializado em atividades esportivas e um profissional de educação física. Formulações de baixa qualidade e pouco controle técnico podem apresentar impurezas potencialmente danosas ao organismo. FONTE: http://www.mdsaude.com/2010/03/creatina.html#ixzz33Kf84Dqj

domingo, 25 de maio de 2014

QUAL A FUNÇÃO DO GESSO QUANDO QUEBRAMOS ALGUM OSSO?

Sabemos que nossos ossos tem várias funções e uma das principas é a sustentação do corpo e dentre outras é a realização de movimentos, proteção dos órgãos e produção de elementos celulares do sangue. Assim como a pele o osso também estão em constante regeneração. Em seu centro existe a medula, onde ali é responsável por toda a produção das células e dos glóbulos brancos e vermelhos. Os minerais como o cálcio e fósforo são combinados de uma forma cristalizada em uma estrutura com padrão única de tiras em diagonal que permite suportar grandes pesos, por isso não é fácil quebrar um osso. Quando sofremos fraturas, sentimos muita dor e as funções ósseas ficam comprometidas. E por nosso corpo ser extremamente inteligente e conseguir exercer funções de reposição automaticamente, o nosso organismo quando entende a mensagem de fratura óssea ele dá o início de um trabalho natural de regeneração. Durante o processo de regeneração os movimentos dos ossos são controlados, logo se a restauração está sendo feita, mover a região afetada pode causar mais danos nas regiões vizinhas do osso e atrapalhar seriamente o processo. Existem vasos sanguíneos, nervos e outros tecidos que rodeiam os ossos e que podem ser danificados nestes casos. OU SEJA, os gessos são colocados para que a gente limite os nossos movimentos e para que as células de regeneração possam trabalhar. Além disso, a maioria das fraturas pode ser restaurada com sucesso se as pontas ósseas forem reposicionadas e imobilizadas enquanto cicatrizam. FONTE:VOCESABIA

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O QUE É BIOS?

A sigla BIOS significa, em tradução livre, Sistema Básico de Entrada e Saída. É o responsável pela execução de tarefas imprescindíveis, como o reconhecimento dos hardwares instalados, a verificação das horas no relógio interno e a inicialização do sistema operacional, seja ele Windows, Mac ou Linux.
O BIOS é responsável por tarefas cruciais na inicialização de um computador. O QUE O BIOS FAZ? Ao iniciar sua máquina, o BIOS identifica seus hardwares instalados, de onde o sistema operacional será inicializado (do HD, de um CD ou de um pendrive) e, como dito, o relógio interno. Só depois, passa o controle do PC ao sistema operacional. Por exemplo, para instalar um novo sistema operacional por um CD, o usuário precisará alterar a configuração da preferência de boot da máquina, colocando o driver de CD como opção principal, antes do boot pelo HD, onde o sistema antigo está instalado. O Sistema Básico de Entrada e Saída é salvo em uma memória permanente, geralmente a ROM, que não pode ser modificada nem removida, só atualizada. Após carregada, o controle é passado para a RAM, efêmera, e, após isso, é passado para o Sistema Operacional. É no BIOS que acontece a operação conhecida como overclock ou underclock, que é a alteração da velocidade do clock do processador, aumentando ou diminuindo a capacidade do desenvolvimento da máquina. Nele, o usuário também consegue visualizar a velocidade do cooler e alterar configurações de uma placa de vídeo onboard. CONFIGURAÇÕES E ATUALIZAÇÃO DA BIOS A alteração de configurações da BIOS pode parecer confusa no começo mas, em geral, é simples. Basta necessário estar familiarizado com os termos expostos e as possibilidades de modificações para não realizar uma alteração que vá comprometer o processamento ou o equilíbrio da máquina. Antes de atualizar o BIOS, é preciso levantar em conta a sua real necessidade. Se por algum acaso o usuário adicionou uma placa moderna ao seu computador e ela não está funcionando corretamente, mesmo após os drivers atualizados, talvez seja uma boa hora de pensar em atualizar o BIOS. Entretanto, é um processo arriscado. Às vezes, podem ocorrer problemas na instalação como quedas de luz ou interrompimento de energia e o que prejudica o PC. FONTE:techtudo

domingo, 30 de março de 2014

PARA QUE SERVE O ORGASMO FEMININO?

Devem haver poucas questões da sexualidade humana mais rancorosas do que aquelas a respeito do orgasmo feminino. Os cientistas concordam que as mulheres provavelmente começaram a ter orgasmos como um subproduto de os homens os terem, semelhante à forma como os homens têm mamilos porque as mulheres têm. Como Elisabeth Lloyd, uma filósofa da ciência e bióloga teórica da Universidade de Indiana (EUA), coloca em seu livro de 2005, “The Case of the Female Orgasm: Bias in the Science of Evolution” (“O Caso do Orgasmo Feminino: Um Viés na Ciência da Evolução”, em tradução livre): “As fêmeas têm o tecido [clitórico] erétil e nervoso necessário para o orgasmo em virtude da forte pressão seletiva em curso dos homens pelo sistema de entrega de esperma do orgasmo masculino e ejaculação”. No entanto, por que as mulheres têm orgasmos ainda é muito debatido. Os orgasmos masculinos existem, acredita-se amplamente, para incentivar os homens a espalharem suas sementes. Em valor nominal, seria fácil dizer que as mulheres têm orgasmos pela mesma razão: para incentivá-las a ter relações sexuais e fazer bebês. Entretanto, na prática, em comparação com o orgasmo masculino, o orgasmo feminino é muito difícil de conseguir. Mesmo dentro de cada mulher existem muitas variações e 10% delas não chegaram a alcançá-los, nem ao menos uma vez. E, ao contrário do orgasmo masculino, o orgasmo feminino não é um pré-requisito para a gravidez. Então, por qual motivo as mulheres têm orgasmos? Existem dois campos que se opõem firmemente nesta questão. O primeiro grupo propõe que ele tem uma função adaptativa em uma das três categorias: ligação do casal, seleção de parceiros e fertilidade melhorada. Vamos analisá-los separadamente. A teoria da ligação do casal sugere que os orgasmos femininos unem os parceiros, garantindo dois pais para a prole. Por outro lado, a seleção de parceiros propõe que as mulheres usam o orgasmo como uma espécie de prova de fogo para avaliar a “qualidade” dos parceiros. A teoria da fertilidade melhorada, entretanto, propõe que as contrações uterinas durante o orgasmo feminino ajudam a “sugar” o esperma para o útero. Outro campo, todavia, afirma que o orgasmo feminino é até hoje um subproduto incidental do orgasmo masculino, e não uma adaptação evolutiva. “Não há nenhuma ligação documentada entre as mulheres que têm orgasmos, ou que os têm mais rápido, como tendo mais ou melhor prole”, defende Lloyd. A dissidência entre os dois campos se aprofundou há cerca de dois anos, com a publicação de um novo estudo de gêmeos na revista “Animal Behavior” que parece descartar a teoria do subproduto do orgasmo feminino. Os pesquisadores Brendan Zietsch, da Universidade de Queensland, na Austrália, e Pekka Santtila, da Universidade Abo Akedemi, na Finlândia, perguntaram a 10 mil gêmeos e gêmeas finlandesas e seus irmãos para informarem sobre a sua “orgasmabilidade” (termo usado no estudo). Eles procuraram semelhanças na função do orgasmo entre gêmeos femininos e masculinos. Se a teoria do subproduto do orgasmo feminino fosse verdade, dizem eles, essa semelhança deveria existir. Devido às diferenças inerentes ao orgasmo entre as mulheres e os homens, foi solicitado que as mulheres relatassem quantas vezes elas tinham orgasmos durante o sexo e o quão difícil era atingi-los, enquanto os homens foram questionados quanto tempo levavam para atingir o orgasmo durante o ato sexual e quantas vezes eles sentiram que ejacularam muito rapidamente ou muito lentamente. Zietsch e Santtila descobriram fortes correlações de orgasmabilidade entre gêmeos idênticos do mesmo sexo, e mais fracas, mas ainda significativas, semelhanças entre gêmeos não idênticos do mesmo sexo e seus irmãos. No entanto, eles não encontraram correlação alguma na função do orgasmo entre gêmeos do sexo oposto. “Nós mostramos que, enquanto a função do orgasmo masculino e feminino são influenciadas por genes, não existe uma correlação cruzada de gênero na função do orgasmo – a orgasmabilidade das mulheres não se correlaciona com orgasmabilidade de seu gêmeo”, explica Zietsch. “Como tal, não existe um caminho pelo qual a seleção do orgasmo masculino possa ser transferida para o orgasmo feminino, caso em que a teoria do subproduto não pode funcionar”. Zietsch diz que ele não tem uma teoria favorita sobre a função evolutiva do orgasmo feminino, mas se forçado a escolher, diria que ele fornece às mulheres uma recompensa extra para se engajar em relações sexuais, aumentando assim a frequência destas relações e, por sua vez, a fertilidade. (Ainda não existe prova alguma, porém, como Lloyd aponta.) Zietsch continua: “Eu mostrei em outro artigo, no entanto, que há apenas uma associação muito fraca entre a taxa de orgasmo das mulheres e sua libido, então a pressão da seleção sobre o orgasmo feminino é provavelmente fraca – isso pode explicar por que muitas mulheres raramente ou nunca têm orgasmos durante o sexo”. Lloyd e outros proponentes da teoria do subproduto concordam que a pressão de seleção fraca poderiam estar atuando sobre o orgasmo feminino, contudo não acham que seria o suficiente para mantê-lo ao longo das eras da evolução humana. Pelo contrário, se o orgasmo feminino confere quaisquer benefícios reprodutivos para a raça humana, seria por um acaso feliz. Sem surpresa, Lloyd enxerga vários problemas no estudo dos dois pesquisadores. “Comparar diferentes traços do orgasmo em mulheres e homens é querer forçar uma relação entre duas coisas fundamentalmente diferentes”, afirma ela. Kim Wallen, um neuroendocrinologista comportamental da Universidade Emory e colaborador frequente de Lloyd, explica a questão desta forma: “Imagine que eu queria comparar altura em homens e mulheres. Nas mulheres, eu usei uma medida a partir do topo da cabeça até a sola do pé. Nos homens, usei a rapidez com que eles conseguem ficar de pé. Será que eu ficaria surpreso que cada medida foi correlacionada em gêmeos idênticos dentro de sexos, mas não correlacionada em gêmeos de sexos diferentes? Tal resultado seria o que foi previsto e nem um pouco surpreendente. Zietsch e Santtila fizeram o equivalente a esta experiência usando o orgasmo em vez da altura”. Wallen também aponta que estudos anteriores mostraram que os traços sob forte pressão seletiva mostram pouca variabilidade, enquanto que aqueles sob pressão fraca tendem a mostrar maior variabilidade. “Pênis e o tamanho da vagina – ambos necessários para a reprodução – mostram pouca variabilidade, sugerindo que eles estão sob forte pressão seletiva”, acrescenta Lloyd. “Enquanto o comprimento do clitóris é altamente variável”. Wallen afirma que Zietsch e Santtila “optaram por comparar maçãs com laranjas, porque a evidência é muito forte que os orgasmos femininos e masculinos estão sob diferentes graus de pressão seletiva, exatamente o argumento que eles estavam tentando refutar”. Para seu crédito, Zietsch e Santilla reconheceram as limitações do seu estudo, tanto no artigo, como em entrevista. Obviamente, ainda há muito trabalho pela frente. “Descobrir a função do orgasmo feminino, se houver, provavelmente vai exigir amostras geneticamente informativas muito grandes, dados de fertilidade, e informações detalhadas sobre o comportamento sexual, taxa de orgasmo, e as condições e os parceiros envolvidos”, defende-se Zietsch. “Eu tenho planos, mas o debate provavelmente não será resolvido nos próximos anos”. Você pode estar se perguntando o que nós sabemos, de fato, sobre o orgasmo feminino. Bem, estamos mais perto de saber por que eles são tão poucos e distantes entre si durante o sexo. Em um artigo publicado online em janeiro de 2011 no portal da revista “Hormones and Behavior”, Lloyd e Wallen descobriram que quanto mais longe o clitóris é da abertura urinária, menos provável é que a mulher vá conseguir atingir o orgasmo regularmente com a relação sexual. Se o elo se mantiver em experimentos futuros, diz Lloyd, estabeleceria que a capacidade de uma mulher de ter um orgasmo durante o sexo repousa sobre uma característica anatômica que provavelmente varia de acordo com a exposição aos hormônios sexuais masculinos no útero. “Tal característica poderia estar sob seleção”, complementa a estudiosa. “Porém, isso teria que ser investigado. Até agora, nenhuma força seletiva parece surgir”. FONTE:PopSci