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sexta-feira, 30 de maio de 2014
A INTERNET ESTÁ QUEBRADA, E VAI SER DIFÍCIL CONSERTÁ-LA
Estamos completamente perdidos. Tudo o que usamos diariamente está quebrado e vai ser bem difícil consertar. Sofremos com espionagem de agências governamentais e falhas que afetam quase tudo o que usamos na internet. E a situação é realmente preocupante, ou ao menos parece bem complicada, pelo tom de um ótimo texto escrito por Quinn Norton.
Norton é uma jornalista que escreve há algum tempo sobre hackers e segurança em geral. No longo artigo, ela destaca como a internet foi meio feita de qualquer jeito e a culpa é basicamente de todo mundo.
Computadores se tornaram extremamente complexos e ninguém sabe exatamente o que eles tentam fazer. Eles, na verdade, tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo, e ninguém consegue explicar como isso funciona. Um software conversa com o sistema operacional, a internet é um amontoado de caixas tentando se comunicar uma com as outras. É tudo uma bagunça imensa, tudo isso programada por pessoas com pouco tempo ou pouco dinheiro, que muitas vezes lançam softwares quando acham que eles estão bons, e assim podem ir para casa brincar com os filhos, ou então simplesmente dormir.
Um bom exemplo de como tudo está quebrado, diz Norton, é a questão das atualizações de segurança:
“As pessoas dizem ‘você precisa aplicar isso, é uma correção crítica!’ e deixam de lado o ‘…porque os desenvolvedores cagaram tanto que a identidade dos seus filhos provavelmente está sendo vendidas para a máfia estoniana por alguns hackers.’”
Basicamente, os softwares estão tão errados e com tantos buracos de segurança que precisam ser atualizados o tempo inteiro para evitar que essas falhas sejam exploradas. Nós aceitamos isso tranquilamente e muitas vezes aplicamos essa correção sem nem questionar o que ela significa. Mas, no fundo, é mais um exemplo de como tudo é feito de qualquer jeito, como os softwares são lançados sem ter sido testados como deveriam, e como o mundo inteiro está quebrado.
A culpa, claro, não é apenas dos desenvolvedores. As pessoas comuns têm sua culpa. Mas o que elas podem fazer? Muitas pessoas não possuem o computador que mais usam – seja no trabalho, em uma lan house, ou uma biblioteca pública – e não podem instalar softwares ou mesmo as atualizações de segurança. Qual é a melhor opção para elas? Provavelmente nenhuma, e não há como dar sequer uma falsa sensação de segurança para elas.
Ela mostrou um cenário bastante apocalíptico para a segurança na internet, e, aparentemente, a qualquer momento nossas informações podem ir parar nas mãos de alguma organização criminosa lá do outro lado do mundo. O que fazer?
“Sim, os geeks, executivos, agentes e militares cagaram o mundo. Mas no fim, é o trabalho das pessoas, trabalhando juntas, para limpá-lo.”
Como podemos fazer isso? Difícil dizer. Mas é um bom alerta de como as coisas não estão tão bem quanto parecem, e como casos como Heartbleed podem ser mais comuns do que pensamos. Você pode ler o texto completo de Quinn Norton no Medium (em inglês).
FONTE: Medium
domingo, 25 de maio de 2014
QUAL A FUNÇÃO DO GESSO QUANDO QUEBRAMOS ALGUM OSSO?
Sabemos que nossos ossos tem várias funções e uma das principas é a sustentação do corpo e dentre outras é a realização de movimentos, proteção dos órgãos e produção de elementos celulares do sangue.
Assim como a pele o osso também estão em constante regeneração. Em seu centro existe a medula, onde ali é responsável por toda a produção das células e dos glóbulos brancos e vermelhos. Os minerais como o cálcio e fósforo são combinados de uma forma cristalizada em uma estrutura com padrão única de tiras em diagonal que permite suportar grandes pesos, por isso não é fácil quebrar um osso.
Quando sofremos fraturas, sentimos muita dor e as funções ósseas ficam comprometidas. E por nosso corpo ser extremamente inteligente e conseguir exercer funções de reposição automaticamente, o nosso organismo quando entende a mensagem de fratura óssea ele dá o início de um trabalho natural de regeneração.
Durante o processo de regeneração os movimentos dos ossos são controlados, logo se a restauração está sendo feita, mover a região afetada pode causar mais danos nas regiões vizinhas do osso e atrapalhar seriamente o processo. Existem vasos sanguíneos, nervos e outros tecidos que rodeiam os ossos e que podem ser danificados nestes casos.
OU SEJA, os gessos são colocados para que a gente limite os nossos movimentos e para que as células de regeneração possam trabalhar. Além disso, a maioria das fraturas pode ser restaurada com sucesso se as pontas ósseas forem reposicionadas e imobilizadas enquanto cicatrizam.
FONTE:VOCESABIA
terça-feira, 29 de abril de 2014
QUEBRADO SISTEMA DE SEGURANÇA DAS REDES WI-FI
A maior fraqueza do WPA2 foi encontrada na etapa de autenticação, que representa um ponto de entrada muito mais acessível para um invasor.
Um trio de cientistas da Grécia e do Reino Unido acaba de criar mais uma dor de cabeça para os milhões de usuários das redes sem fio, ou Wi-Fi.
Eles mostraram que existem várias falhas que podem ser exploradas por invasores no sistema de segurança usado nos roteadores wireless.
Existem várias maneiras de proteger uma rede sem fios. Algumas geralmente são consideradas mais seguras do que as outras - embora não por muito tempo.
O protocolo WEP (Wired Equivalent Privacy), por exemplo, foi quebrado há vários anos, e hoje não é mais recomendado como uma maneira de manter os intrusos longe das redes privadas.
Agora foi a vez do protocolo WPA2 (Wi-Fi protected access 2), considerado um dos sistemas de segurança sem fio mais fortes disponíveis atualmente.
Achilleas Tsitroulis e seus colegas afirmam que este sistema de segurança das redes sem fio pode ser violado com relativa facilidade por um ataque malicioso.
Eles sugerem que os especialistas em segurança e os programadores encarem o problema como uma questão de urgência, a fim de eliminar as vulnerabilidades do WPA2.
Contudo, se o protocolo não puder ser salvo, outros terão que ser desenvolvidos.
FALHAS NA SEGURANÇA DAS REDES WI-FI:
Os pesquisadores mostraram que é possível ter êxito em um ataque de força bruta na senha do WPA2, embora o tempo necessário para quebrar um sistema aumente conforme as senhas ficam mais longas - a criptografia de 256 bits disponível no WPA2 permite criar senhas com uma sequência alfanumérica e com caracteres especiais de até 63 caracteres.
Mas a maior fraqueza do WPA2 foi encontrada na etapa de autenticação, que representa um ponto de entrada muito mais acessível para um invasor.
Como parte das medidas de segurança do WPA2, os roteadores devem reconectar e reautenticar os aparelhos periodicamente, compartilhando uma nova chave a cada reautenticação.
Esse processo deixa uma porta aberta, ainda que temporariamente - um "temporariamente" que é tempo suficiente para um scanner sem fio rápido e um intruso insistente.
MEDIDAS DE PROTEÇÃO:
E o que os usuários devem fazer para proteger suas redes sem fios?
Os pesquisadores sugerem que os usuários usem o protocolo de criptografia mais forte disponível em seu equipamento, escolham a senha mais complexa e longa possível, e limitem o acesso a aparelhos conhecidos através do endereço MAC (endereço de controle de acesso de mídia).
Vale a pena também aprender como atualizar o software do seu roteador - uma visita ao site do fabricante pode ajudar - e ficar atento às atualizações de segurança.
E depois talvez seja melhor cruzar os dedos - pelo menos até que um novo sistema de segurança seja criado e se torne disponível.
Bibliografia:
Exposing WPA2 security protocol vulnerabilities
Achilleas Tsitroulis, Dimitris Lampoudis, Emmanuel Tsekleves
International Journal of Information and Computer Security
Vol.: 6, 93-107
FONTE:INOVACAOTECNOLOGICA
domingo, 27 de abril de 2014
CONTROVÉRSIA: CIENTISTAS DIZEM QUE QUEBRA DA VELOCIDADE DA LUZ NÃO ACONTECEU
Um grupo de físicos comprovou que os famosos neutrinos, que pareciam viajar mais rápido do que a luz, na verdade não viajam tão rápido assim. Eles afirmam isso porque as partículas não emitiram um tipo de radiação específico.
De acordo com um dos físicos desse estudo, é difícil contra argumentar essa última objeção sobre o resultado “mais rápido do que a luz”, que foi produzido por outros cientistas na Itália.
O grupo, com base em Roma, argumenta que qualquer partícula que ultrapasse essa velocidade deveria emitir um tipo particular de radiação enquanto viaja. Como eles não detectaram nada disso nos neutrinos – e porque as partículas não pareciam emitir radiação não detectável – elas deveriam estar em velocidade menor ou igual à da luz.
Eles afirmam que o outro experimento, que disse ter enviado neutrinos de um laboratório na Suíça até outro na Itália em 60 nanosegundos mais rápido do que a luz, deve ter errado a medição de tempo.
O argumento é o seguinte: em alguns casos especiais, partículas conseguem viajar mais rápido do que fótons (partículas de luz) quando penetram em um meio, como o vidro. Isso acontece quando os fótons interagem com os átomos do meio, sendo absorvidos e reemitidos tantas vezes que a velocidade cai muito. Isso permite que outras partículas sejam mais rápidas do que a luz, mas ainda assim menos do que a velocidade normal da luz (ou “c”, a conotação usada para ela).
Quando partículas carregadas propagam-se em um meio, mais rápidas do que a luz, elas emitem uma agitação de fótons conhecida como radiação Cherenkov, análoga ao estrondo sônico que os jatos de guerra fazem quando ultrapassam a velocidade do som. O efeito Cherenkov é previsto pelo modelo tradicional das partículas físicas e também é observável no mundo real, geralmente como um brilho azul que emana de núcleos de reatores nucleares.
Após o teste com os neutrinos, os físicos Andrew Cohen e Sheldon Glashow, da Universidade de Boston, argumentaram que uma radiação similar à Cherenkov, mas ligada aos neutrinos em vez de partículas carregadas, deveria estar emanando do feixe de neutrinos usado. Se eles estavam emitindo essa radiação, tinham que estar perdendo muita energia.
O físico da Universidade da Califórnia, David Cline, e membro do estudo mais recente, afirma que uma radiação similar à Cherenkov, na forma de fótons e pares de elétrons-pósitrons, estaria saindo do que os físicos chamam de “partículas virtuais”, pairando ao redor dos neutrinos.
“A luz Cherenkov vem dessas partículas quando a velocidade da luz é ultrapassada. É difícil argumentar contra esse fato”, afirma Cline.
Dias após a primeira equipe anunciar que havia melhorado e repetido o experimento da velocidade, os físicos do segundo grupo refutaram-no. Eles analisaram dados do feixe de neutrinos e não descobriram evidência alguma de elétrons-pósitrons vindo dos neutrinos.
Eles também disseram que não havia marcas no espectro energético dos neutrinos que implicassem uma emissão de radiação similar à Cherenkov. Conclusão: de acordo com as leis aceitas da física, a velocidade dos neutrinos deve ter sido igual, mas não superior à da luz.
O único contra-argumento possível, de acordo com Cline, é se o venerado e testado modelo padrão das partículas físicas estiver errado. “E claro, isso pode acontecer”, afirma.
fonte: LiveScience
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