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sábado, 26 de julho de 2014

INCRÍVEL 'CAMPO MINADO' DE BURACOS NEGROS ILUMINA A GALÁXIA M51

Usando o Observatório Chandra, os astrônomos podem descobrir coisas que somente são detectadas através do raio-x. Nesta nova imagem composta, os dados do Chandra são mostrados em roxo, enquanto que os do Telescópio Espacial Hubble são mostrados em vermelho, verde e azul. A galáxia conhecida como Messier 51 (M51), ou NGC 5194, é uma galáxia espiral com braços espetaculares de estrelas e poeira. M51 está localizada 30 milhões de anos-luz da Terra, e sua aparência nos dá uma perspectiva incrível de como é a nossa própria galáxia, a Via Láctea. O sistema de M51, assim como de várias outras galáxias, consiste em pares de objetos onde uma estrela compacta, seja uma estrela de nêutrons ou um buraco negro captura o material uma estrela companheira de órbita. O material que é sugado é acelerado pelo intenso campo gravitacional do objeto central e aquecido a milhões de graus, o que produz uma intensa fonte luminosa de raios-X. As observações do Chandra revelam que, pelo menos dez pontos brilhantes na imagem de M51 são suficientemente brilhante para conter buracos negros. Em oito destes sistemas, os buracos negros estão, provavelmente, sugando material de estrelas companheiras que são muito mais massivas do que o Sol. Como os astrônomos já estão observando M51 há cerca de uma década com o Chandra, eles possuem informações suficientes para determinar a probabilidade desses objetos serem de fato buracos negros. Eles possuem um brilho constante por muito tempo, o que sugere que as estrelas ao seu redor são muito massivas.
A diferença entre a Via Láctea e a galáxia M51 é que a M51 está em meio a uma fusão com uma galáxia menor, que pode ser vista no canto superior esquerdo da imagem acima.Os cientistas acreditam que essa interação galática esteja provocando ondas de formação de estrelas, e a maioria dos brilhos que representam os buracos negros estão em meio a regiões de intensa formação estelar. Estudos anteriores da galáxia M51 revelaram pouco mais de 100 fontes de raios-X. O novo conjunto de dados, mostra quase 500 fontes de raios-X. Cerca de 400 dessas fontes são consideradas pertencentes a M51, e o restante, pode estar na frente ou atrás da galáxia. Grande parte do brilho difuso de raios-x em M51 vem do gás superaquecido por explosões de estrelas massivas. Fonte: Dailygalaxy

sexta-feira, 30 de maio de 2014

INCRÍVEIS DESENHOS QUE PARECEM 3D, MAS QUE SÃO 2D

Existem desenhistas e desenhistas. Esses caras aqui simplesmente possuem uma técnica bastante peculiar e muito talento, sem dúvidas. Todos os desenhos abaixo foram feitos usando lápis e papel – e eventualmente tesoura para dar o toque final – nada de computadores ou algo assim. Confira algumas imagens incríveis que parecem 3D, mas que apenas utilizam o jogo de luz e sombra para criar volume e profundidade.
FONTE:tudointeressante

sexta-feira, 23 de maio de 2014

AS 5 PESSOAS COM PODERES MUTANTES ABSOLUTAMENTE INCRÍVEIS (OU BIZARRAS)

Se você pudesse escolher algum superpoder, qual seria? Aposto que você já tem uma resposta padrão para essa pergunta. Afinal, todo mundo quer ter superpores. E, por mais surreal que pareça, alguns de nós não precisam apenas sonhar com essas habilidades fantásticas. Isso porque um seleto grupo de seres humanos têm certos dons inatos ou desenvolvidos (como a lesão cerebral que transformou um homem em um gênio da matemática) que fazem com que sejam mais fortes, mais rápidos e, provavelmente, muito mais orgulhosos de si mesmos que os reles mortais. Por exemplo: 5. A família que nasceu com ossos mais fortes que o granito
Fiquei pensando se o criador do Wolverine, personagem da história em quadrinhos X-Men que tem esqueleto de “adamantium” (um metal indestrutível e fictício), se inspirou nesse caso na hora de inventar as características de sua mutação. Especulações improváveis à parte, vamos ao caso. Em 1994, um homem conhecido apenas como “John” ficou conhecido por ter sofrido um grave acidente de carro, e não ter sofrido ferimento algum. Ele foi para o hospital mesmo assim, só por precaução – afinal ele poderia estar com uma hemorragia interna. Mas os raios-X confirmaram: nenhum ferimento. Bom, pelo menos, nenhuma fratura. Estranho, não? Podia ter sido sorte. Mas outros exames que John tinha ossos ridiculamente densos. Algo como 8 vezes mais densos do que o de um ser humano adulto “normal”. Isso explica o fato de esse paciente reportar sérias dificuldades para nadar: seus ossos eram pesados demais para seus músculos. Depois de tomar conhecimento deste caso, os médicos fizeram a única coisa que poderiam fazer naquela ocasião: ficaram maravilhados, obviamente, e mandaram John para casa. Seis meses mais tarde, uma outra equipe médica se deparou com um paciente que precisava de uma cirurgia no quadril, eninguém conseguia parafusar seus ossos para que a prótese ficasse no lugar certo. Então, perceberam que John não era o único com ossos praticamente indestrutíveis. Eles naturalmente ficaram curiosos a respeito do caso e partiram para uma investigação mais aprofundada. E para a surpresa de todos, John e o paciente cirúrgico eram parentes. Investigações posteriores revelaram que toda a família deles, que estava espalhada para cima e para baixo na costa leste dos Estados Unidos, eram indestrutíveis. Eventualmente, os cientistas aprofundaram ainda mais os estudos e descobriram que a densidade óssea verificada nessa família era recorrente de uma mutação no gene LRP5, justamente o gene ligado à osteoporose e à baixa densidade óssea. Curioso, não? 4. A tribo de nômades do mar que consegue ver perfeitamente embaixo da água
Se você já tentou abrir os olhos embaixo da água sabe de duas coisas: primeiro que os olhos ardem demais, e segundo que a imagem que enxergamos é bastante embaçada. Isso porque somos apenas humanos comuns. Essa “falha”, digamos assim, não se aplica aos Moken, um povo nômade que vive no mar, ou perto dele, na região do sudeste asiático. Eles mergulham o tempo todo, com os olhos bem abertos, e tem a habilidade incrível de ver tudo em cristalino e em alta definição, embaixo d’água! Para eles, isso é especialmente útil, uma vez que mergulham para pescar e, consequentemente, se alimentar e garantir a sobrevivência de seu povo.Mas como essa habilidade foi descoberta? Os pesquisadores descobriram isso estudando a visão subaquática de seis crianças Moken. Eles, então, compararam os resultados com a visão de 28 crianças europeias. O estudo revelou que as crianças Moken, na pior das hipóteses, podiam ver no fundo do mar duas vezes melhor que o resto de nós. Na melhor das hipóteses, eles podiam ver tão bem, e até melhor, do que alguns peixes. Tudo bem. Mas como é que eles fazem isso? Esse parece ser um simples caso de “evolução aprendida”. Como os Moken mergulham o tempo todo, suas íris já não expandem embaixo da água, como seria natural. Elas se contraem, o que os permite ver na mesma resolução que veem em terra. Em outras palavras, é como se eles decidissem que queriam esses superpoderes e, em seguida, passaram a praticar todos os dias, até que conseguiram incorporar essa habilidade. Será que essa especulação é realmente possível? De qualquer forma, se qualquer um de nós apenas decidir que quer ser o Super-Homem, colocar uma toalha no pescoço e pular pela janela, a probabilidade é que quebre a cara – literalmente. Mundo injusto. 3. As prostitutas africanas que são imunes ao vírus da AIDS
Como você já deve sabiamente supor, a vida de uma prostituta (qualquer que seja a nacionalidade) não é das melhores. No caso das africanas, é um pouco pior. Os clientes quase não usam preservativos e doenças sexualmente transmissíveis (principalmente HIV) são um perigo no local de trabalho todos os dias. Bem, a menos que você tenha uma imunidade superpoderosa. Parece improvável, mas acredite se quiser, algumas prostitutas africanas têm esse dom. Elas são expostas ao HIV praticamente todos os dias e nunca foram infectadas. Provavelmente nunca serão. É como se elas tivessem ganhado na loteria genética, e o prêmio é sobreviver na triste condição em que se encontram. Alguns pesquisadores visitaram o Quênia e Gâmbia para estudar o histórico de doenças sexualmente transmissíveis em algumas prostitutas selecionadas. Elas relataram ter relações sexuais com dezenas de homens infectados a cada ano, sendo que dois terços confessaram ter contato direto com o HIV. E aí, a gente já sabe o roteiro da história: fazer sexo desprotegido com um parceiro infectado é como mergulhar em um lago de jacarés. Mas não para essas mulheres. Para elas, esse seria como um mergulho normal, em águas rasas e cristalinas. Apesar da constante exposição, uma pequena porcentagem das mulheres estudadas não são infectadas pelo vírus mais temido do mundo. Com base em exames de sangue, os cientistas descobriram que as mulheres imunes tem células T citotóxicas trabalhando três vezes mais que o normal. Essas células bloqueiam todas as células do HIV que invadem seus organismos, formando um escudo natural contra a doença – o que abre um leque de possibilidades para o desenvolvimento da tão sonhada vacina contra AIDS. Há apenas um problema: as células T funcionam apenas se estiverem constantemente em ação – que é estimulada pelo perigo do vírus. Muitas das mulheres que eram imunes perderam essa capacidade logo após deixarem a prostituição para trás. Parece que ao primeiro sinal de paz e tranquilidade, seus sistemas imunológicos baixaram a guarda. 2. Pessoas que vivem em altas altitudes tem mais força respirando menos oxigênio
Hoje em dia, existem algo em torno de 7,2 bilhões de pessoas vivas, sendo que delas, cerca de 140 milhões vivem em uma altitude de 2.500 metros ou superior. E essas pessoas poderia muito bem ser de uma outra espécie. Isso porque, para a maioria dos seres humanos, a exposição prolongada à alta altitude leva a uma série de sintomas desagradáveis​​, como náuseas, doenças do coração, delírios e, em alguns casos mais severos, morte. Porém, com o tempo, se você começar a evoluir, pode acabar se tornando mais forte. A população tibetana é um exemplo disso. Há mais de 2.750 anos, quando se separaram da China continental, decidiram viver nas montanhas. Lá, o ar é mais fino e contém 40% menos oxigênio do que o ar que respiramos a nível do mar. Claro, isso não significa que o Tibete seja uma espaço vazio inabitável e totalmente mortal para os seres humanos. Principalmente porque, depois de milênios, o organismo da população do Tibete está adaptado a essas condições, o que lhes confere altos níveis de resistência. Essa capacidade, que é uma habilidade incrível, é resultado de uma mutação no gene EPAS1, que normalmente passa a produzir mais glóbulos vermelhos quando o corpo é privado de oxigênio. Só que em tibetanos, esse gene não funciona bem assim. Ele cria um menor número de células em ambientes de baixo de oxigênio. Também há pessoas no Quênia, da tribo Kalenjin, com essa habilidade. Seus antepassados ​​pertenciam às tribos do Nilo e viveram ao nível do mar há milhares e milhares de anos. Apenas recentemente o povo Kalenjin se mudou para sua localização atual, no Grande Vale do Rift – a aproximadamente 7.000 metros acima do nível do mar. Isso significa que, ao contrário dos tibetanos, cuja superpotência genética impede uma superpopulacão de células vermelhas do sangue, o corpo de um Kalenjin pode funcionar como se estivesse em constante adaptação à altitude mais elevada, produzindo uma quantidade enorme de células vermelhas do sangue. Quando eles descem a uma altitude mais baixa, mais próxima do nível do mar, o oxigênio extra pode muito bem se manifestar em seu atributo mais famoso: fôlego para corrida. Não é à toa que os quenianos estão sempre no podium de competições como a São Silvestre!
Todo mundo fala sobre o sucesso insano de corredores quenianos em competições de longa distância, mas a verdade é que a maioria dos quenianos não têm melhor resistência do que o resto de nós. Os Kalenjin, que compõem algo em torno de um décimo da população do Quênia, são a razão para a reputação do país. Para você ter uma ideia, para cada 10 medalhas olímpicas que o Quênia ganhou em uma prova de corrida, sete estão nas mãos de uma pessoa da tribo Kalenjin. De todos os recordes mundiais de corredores quenianos, apenas um não foi realizado por um Kalenjin. Em toda a história registrada, enquanto apenas 17 americanos conseguiram correr uma maratona em menos de duas horas e 10 minutos, 32 Kalenjin já conquistaram esse feito. 1. Anões equatorianos que não podem desenvolver câncer ou diabetes
Bem no coração do Equador, há um grupo de pessoas conhecidas como os anões Laron. E antes que você questione, a gente esclarece: há uma diferença fundamental entre esses e outros anões. Os anões Laron nunca terão câncer ou diabetes. Nunca. O Dr. Jaime Guevara-Aguirre vem estudando essas pessoas desde 1987. Em todo esse tempo, ele não encontrou sequer um caso de diabetes, e apenas uma ocorrência de câncer (não letal). Apesar disso, a maioria dos anões Laron não vivem exatamente um estilo de vida saudável. Muitos são alcoólatras e alguns também sofrem de obesidade. Parece uma boa fórmula para uma vida curta. Mas a realidade é que os Laron não tem um hormônio relacionado ao crescimento, chamado IGF-1, e a falta dele é, aparentemente, a causa de seu nanismo e a razão pela qual eles poderiam andar até as proximidades de Chernobyl sem proteção especial e arcar com as consequências nocivas desse passeio. O IGF-1 tem sido relacionado com o aumento de células cancerosas em um organismo, e estudos sugerem que a redução ou remoção dele do organismo poderia impedir a propagação de tais células mortais. Como os anões Laron têm naturalmente uma quantidade extremamente limitada de IGF-1, o câncer (e diabetes comumente associada com o câncer) não podem se proliferar. Então, se por um lado as chances de seguir carreira na NBA são absurdamente limitadas para um anão Laron, eles saem na frente no quesito “superpoderes contra doenças mortais”. Parece uma boa troca, não? FONTE: Cracked

quarta-feira, 7 de maio de 2014

INCRÍVEL POLVO POSSUI VERDADEIRO LENÇOL COLORIDO ESCONDIDO

O polvo-véu faz parte de um grupo de quatro espécies do gênero Tremoctopus. Ele é uma das mais espetaculares criaturas do mundo, que ilustra um dos mais extremos casos de dimorfismo sexual: a fêmea é 40.000 vezes mais pesada que o macho. Enquanto elas podem chegar a 2 metros de comprimento, eles são minúsculos e alcançam, no máximo, alguns centímetros de comprimento (mais ou menos o tamanho de uma noz). Também conhecido como “polvo cobertor” (“blanket octopus”) em inglês, esses nomes vêm de sua estranha aparência, com os tentáculos fechados em uma “capa”. Esses animais são raramente vistos, já que passam a vida inteira à deriva nos oceanos abertos de regiões quentes em todo o mundo, mas, quando avistados, têm a estranha aparência de um “grande cobertor rosa” (no caso da fêmea), daí o apelido.
Esse animal tem um comportamento defensivo incomum: ele coopta com os tentáculos de uma água-viva. O polvo arranca os tentáculos da água-viva, já que é imune a tal picada dolorosa, e, quando se depara com potenciais predadores, usa os tentáculos capturados nos seus dois pares de braços para afastar o perigo. Os machos também têm um terceiro braço especialmente modificado que armazena esperma. Durante o acasalamento, este tentáculo se destaca e se arrasta para o manto da fêmea para fertilizar seus ovos. O macho morre pouco depois do acasalamento. As fêmeas transportam 100.000 pequenos ovos unidos a uma secreção de calcário em forma de salsicha, que fica na base de seus braços dorsais, até à eclosão. “Se um macho encontra uma fêmea, ele usa todos os seus recursos na tentativa de acasalar, pois é improvável que vá encontrar outra”, explica Tom Tregenza, da Universidade de Leeds. Então, o macho enche um tentáculo modificado com esperma, o arranca e o apresenta a sua potencial companheira. Ela armazena os tentáculos dentro de grandes cavidades internas do corpo até que estejam prontas para colocar seus ovos. Nesse ponto, a fêmea puxa o tentáculo para fora e o aperta como um tubo de pasta de dente sobre os ovos. Por seu tamanho minúsculo, o macho dessa espécie não foi sequer visto vivo na natureza até 2003. Recentemente, no entanto, foi fotografado por pesquisadores que conseguiram notar detalhes de sua anatomia.
O comportamento de acasalamento lembra os tamboris, criaturas do fundo do mar em que os machos também são muito pequenos, mas que são parasitas. Quando um macho encontra uma fêmea, ele se fixa permanentemente ao seu corpo, absorve a sua cabeça, e funde seu tecido e sangue com o do sexo feminino. Ele torna-se apenas um pedaço do corpo da fêmea, pronto para fertilizar seus ovos. Este comportamento é obviamente adaptável para uma criatura de alto mar, pois as fêmeas são tão raras que, quando o macho encontra uma, o melhor é nunca deixá-la ir embora. FONTE:Jornal Ciência/ HypeScience

quarta-feira, 16 de abril de 2014

UM LABORATÓRIO ONDE LÍQUIDOS FLUEM PARA CIMA E SÓLIDOS ATRAVESSAM UM AO OUTRO

http://bcove.me/nq81j4xy Por séculos, artistas e ilusionistas convenceram as massas de que é possível negar a gravidade ou atravessar paredes. Platéias antigas surpreendiam-se com truques de levitação que envolviam mulheres voando em cima de mesas. Mesmo antes disso, inventores faziam marketing dos seus produtos tentando vender máquinas que faziam coisas impossíveis. Até hoje, alguns mágicos ainda fazem anéis sólidos entrar um no outro etc. Mas isso tudo é truque barato perto do que o mundo real tem a oferecer. Resfrie um pedaço de metal ou um recipiente de hélio até quase o zero absoluto e, nas condições certas, você verá o metal levitar sobre um ímã, hélio líquido subindo as paredes ou sólidos se atravessando. “Nós adoramos observar esses fenômenos no laboratório”, afirma o cientista Ed Hinds. Mas a esquisitice não é apenas entretenimento. Desses estranhos acontecimentos nós podemos provocar toda a química e biologia, encontrar salvação para nossa crise energética e talvez até revelar a natureza do universo. BEM-VINDO A UM MUNDO INCRÍVEL Esse mundo é frio. Só existe a poucos graus do zero absoluto, a menor temperatura possível. Apesar de você imaginar que pouca coisa acontece nesse frio, este é um mundo selvagem, quase surreal. Uma maneira de cruzar esse limiar é resfriar hélio líquido até um pouco acima de -271.15 Celsius. A primeira coisa que você irá notar é que pode girar o hélio, e ele vai continuar girando. Isso porque ele agora é um “superfluido”, um estado líquido sem viscosidade. Outra interessante propriedade do superfluido é que ele sobe pelas paredes do recipiente. Apesar de fascinantes, esses prodígios que desafiam a gravidade talvez não sejam tão úteis. Porém, as estranhas propriedades térmicas do hélio superfluido até que têm algum uso prático. Pegue um líquido normal da geladeira e ele vai esquentar. No caso de um superfluido, essas leis não funcionam. Pesquisadores que trabalham no Grande Colisor de Hádrons (GCH) usam essa propriedade para acelerar raios de prótons. Eles passam 120 toneladas de hélio superfluido ao redor dos 27 quilômetros do acelerador para resfriar os milhares de ímãs que guiam os raios. Hélio líquido comum iria esquentar consideravelmente se usado dessa forma, mas as extraordinárias propriedades da versão superfluida faz com que a temperatura suba menos do que 0,1 Celsius por quilometro do arco. Sem os superfluidos, seria impossível que a máquina preferida entre muitos físicos funcionasse. Aliás, os ímãs do GCH também têm superpropriedades. Eles são feitos dos primos dos superfluidos, os supercondutores. Quando a temperatura começa a se aproximar do zero absoluto, muitos metais perdem toda a resistência à eletricidade. Não é apenas uma redução gradual, mas uma queda dramática a uma temperatura específica. Isso acontece em um ponto diferente para cada metal, e revela um poderoso fenômeno. Muito pouca energia é necessária para que os supercondutores carreguem grandes cargas, o que significa que eles geram poderosos campos magnéticos – por isso sua presença no GCH. E assim como um superfluido roda sem parar, um circuito elétrico em um supercondutor nunca acaba. Isso os torna perfeitos para transportar energia ou armazená-la. Os cabos usados para transmitir eletricidade dos geradores até as casas perdem cerca de 10% da energia carregada na forma de calor, devido à resistência elétrica. Os cabos supercondutores iriam perder 0%. Armazenar energia nesse caso seria ainda mais interessante. Fontes renováveis, como a vinda do sol, do vento ou das ondas, iriam conseguir um avanço incrível. Se os supercondutores fossem usados para guardar o excesso produzido, a demanda das fontes seria reduzida, e os problemas energéticos mundiais seriam bem reduzidos. E nós já estamos colocando supercondutores para trabalhar. Na China e Japão, trens experimentais usam outra qualidade do mundo supercondutor: o efeito Meissner. Solte um pedaço de supercondutor em cima de um ímã e ele vai deslizar por cima, ao invés de cair. Isso porque o ímã induz correntes no supercondutor que criam seu próprio campo magnético, em oposição ao do ímã. A repulsão mútua mantém o supercondutor no ar. Coloque um trem em cima disso e você tem a base certa para levitar – um sistema de transportes sem fricção. Esses trens magnéticos não usam metais supercondutores por ser muito caro mantê-los resfriados; ao invés disso, eles usam cerâmicas que conseguem superconduzir a temperaturas mais altas, tornando o processo muito mais fácil e barato de ser resfriado com nitrogênio líquido. UMA HISTÓRIA DE 2 PARTÍCULAS São comportamentos estranhos esses, não? Tanto a superfluidez quanto a supercondutividade são produtos do mundo quântico. Imagine que você tem duas partículas idênticas, e você troca a posição delas. O sistema físico parece o mesmo, e responde de maneira igual. Mas, de acordo com a mecânica quântica, uma partícula pode existir em vários lugares e se mover em mais de uma direção ao mesmo tempo. No século passado, teóricos demonstraram que as propriedades físicas de um objeto quântico dependem da soma de todas essas possibilidades para dar a probabilidade de encontrá-lo em determinado estado. Existem dois resultados dessa soma, um onde o fator fase é 1 e outro é -1. Esse número representam dois tipo de partículas, os bóson e os férmions. A diferença entre eles fica clara em baixas temperaturas. Isso porque quando se retira toda a energia termal, quando está próximo do zero absoluto, não existem muitos estados energéticos disponíveis. As únicas possibilidades nas equações teóricas quânticas são as mudanças de posições das partículas. Mudar o bóson dá uma mudança de fase 1. Usando as equações para as propriedades dos bósons, se descobre que seus estados se revelam de uma maneira direta, ou seja, existe alta probabilidade de encontrar bósons indistintos no mesmo estado quântico. Em 1924, Albert Einstein e Satyendra Bose sugeriram que, em temperaturas muito baixas, os corpos de bósons indistinguíveis iriam se aglutinar e funcionar como um objeto único, hoje conhecido como condensado de Bose-Einstein, ou CBE. Átomos de hélio são bósons, e a sua formação em CBEs é o que gera o superfluido. Você pode imaginar o hélio CBE como um átomo gigante em um estado energético quântico mais baixo. Suas estranhas propriedades derivam disso. A falta de viscosidade, por exemplo, deriva do fato de que existe um espaço muito grande entre esse estado energético e o próximo possível. A viscosidade é simplesmente a dissipação de energia por fricção, mas já que CBE está no estado energético mais baixo possível, não há como perdê-la. Apenas adicionando muita energia você consegue tirar um líquido do estado de superfluidez. Supercondutores também são CBEs. Aqui, entretanto, existe uma complicação porque os elétrons, as partículas responsáveis pela condutividade elétrica, são férmions. Férmions são solitários. Trocá-los de lugar é como por a mão esquerda na direita – as coisas não parecem as mesmas. Matematicamente, essa ação introduz uma mudança de fase -1 na equação que descreve suas propriedades. O resultado quando se soma todos os estados é zero. E há probabilidade zero de encontrá-los no mesmo estado quântico. Nós deveríamos ficar felizes com isso: é a razão da nossa existência. Toda a base da química reside nesse princípio de que férmions idênticos não podem estar no mesmo estado quântico. Isso força os elétrons do átomo a ocupar posições mais e mais longes do núcleo. Isso os deixa com uma pequena atração aos prótons centrais, liberando-os para outras atividades químicas. Sem o sinal negativo gerado pela mudança de posição dos elétrons, não existiriam estrelas, planetas ou vida. Então como elétrons em supercondutores formam os CBEs? Em 1956, Leon Cooper demonstrou como elétrons que se movem em um metal podem se juntar em pares e adquirir características de um bóson. Se todos os elétrons de um cristal metálico formarem pares Cooper, esses bósons iram se juntar, formando uma partícula gigante – um CBE. A maior consequência disso é a inexistência de resistência elétrica. Em metais comuns, a resistência acontece devido a elétrons que se deparam com os íons do objeto. Mas uma vez que ele se torna um supercondutor, o par de elétrons se condensa no estado mais baixo possível. Assim não há energia dissipada, e uma vez que os pares Cooper foram feitos para fluir em uma corrente elétrica, eles simplesmente continuam correndo. A única forma de atrapalhar a supercondutividade sem aumentar a temperatura é adicionando energia de outra forma, como um campo magnético muito forte. Apesar dos superfluidos e condutores serem bem bizarros, eles não são o limite do mundo quântico. “Existe ainda outro nível de complexidade”, comenta Ed Hinds. Ele vem quando se brinca abaixo de -272,15 Celsius e a mais de 25 vezes a pressão atmosférica da Terra. Nesse ponto o hélio fica sólido – e destrói nossas noções de solidez. Nas condições certas, você pode fazer sólidos atravessarem um o outro, como fantasmas. Esse efeito foi observado pela primeira vez em 2004, por Moses Chan e Eunseong Kim, da Pensilvânia. Eles colocaram o hélio sólido em uma cuba que podia se mover rapidamente para frente e para traz, gerando oscilações no sólido. Eles observaram uma frequência vibracional ressonante, interpretada como indicativo de que havia dois sólidos ali, passando um pelo outro. Obviamente, os dois sólidos não combinam com nossas definições tradicionais. Um deles era “vago”, criado quando os átomos de hélio ficavam livres do entrelaçamento que forma o hélio sólido. Esses espaços têm as propriedades de uma partícula real – são tão reais que seus estados quânticos podem se unir para formar um CBE. O hélio sólido também é um CBE, e são esses dois condensados que se atravessam. As observações de Chan e Kim ainda são um pouco controversas; alguns pesquisadores pensam que existe uma explicação melhor que envolve deformações e defeitos na malha do hélio. “Existe muita atividade, várias noções teóricas e experimentos, mas nenhum consenso”, comenta o cientista Robert Hallock. Não por menos, o simples fato de ser possível criar sólidos que não são exatamente sólidos mostra como as “supercoisas” são interessantes. E tudo, desde os seres humanos até fenômenos estranhos a baixas temperaturas, é derivado do fato de que existem dois tipos de partículas: as que gostam de socializar, e as que não gostam. Soa familiar? Talvez o mundo quântico não seja tão diferente de nós. SUPERÁTOMOS EXTREMOS Superfluidos, supercondutores e supersólidos têm seu comportamento bizarro devido à formação de algum tipo de superátomo dentro deles, o já comentado Condensado de Bose-Einstein (CBE). Mas seria possível criar tal estado fora de um líquido ou sólido? Levou muitos anos de pesquisa, mas uma equipe do Colorado conseguiu, em 1995, transformar um gás de rubídio em CBE, o estado quântico mais baixo possível. Pelo feito, os líderes da equipe, Carl Wieman e Eric Cornell, em conjunto com o pesquisador Wolfgang Ketterle, ganharam o Nobel de Física em 2001. Quando Wieman e Cornell fizeram o condensado, o laboratório se tornou brevemente o local mais frio do universo: cerca de 20 nano Celsius abaixo do zero absoluto. No ano passado, o telescópio de raios-X Chandra descobriu que o núcleo de uma estrela de nêutrons, chamada de Cassiopeia A, há 11 mil anos-luz da Terra, é um superfluido. Uma colher de chá do material de uma estrela desse tipo pesa seis bilhões de toneladas, e a pressão das camadas externas é suficiente para tornar o núcleo um CBE. E, apesar do nome, o centro de uma estrela de nêutrons não é formado exclusivamente por nêutrons: ele contém uma porção de prótons também, que formam um CBE. Você pode enxergar esse fenômeno como um superfluido ou, devido aos prótons que carregam cargas elétricas, um supercondutor. FONTE:NewScientist

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

OS TÚNEIS MAIS INCRÍVEIS QUE VOCÊ NUNCA VIU NA VIDA

Os túneis mais incríveis que você já viu na vida Aquele papo burocrático de que túneis são todos iguais é coisa do passado. Pelo menos será depois que você terminar de ler esse artigo. Alguns arquitetos espalhados por todo mundo decidiram que, se estão indo para a toca do coelho, essa viagem pode ser feita em grande estilo. Em outras palavras: se você vai fazer alguma coisa, faça bem feito. No caso deles, o desafio era construir só mais um túnel, como os milhares que já existem por aí. Mas quem disse que eles precisavam ser iguais? Além de nos levarem de um lugar para outro, as construções que você verá a seguir também levam sua imaginação a lugares nunca antes visitados. 1. Túnel do Aeroporto Metropolitano de Detroit, em Wayne County, nos Estados Unidos.
Para chegar às alas B e C deste aeroporto, os viajantes devem obrigatoriamente passar por um túnel. E o que poderia ser um simples corredor iluminado com uma esteira para facilitar o transporte se tornou em um verdadeiro show à parte. O lugar é todo iluminado por luzes coloridas que dançam conforte o ritmo da música que preenche o ambiente. O tipo de coisa que faz qualquer um torcer por uma conexão um pouquinho mais demorada. 2. The Yew Tunnel – País de Gales, Reino Unido.
Essa é uma construção cuja matéria prima é ninguém menos que a natureza. Construído por árvores que são cultivadas desde o século XVIII, quando a família Llangthen começou a criação de um incrível jardim, o Túnel Yew é hoje um dos pontos turísticos mais bonitos de toda a região. 3. Túnel Lærdal – Noruega
Também conhecido como o maior túnel rodoviário do mundo, com 24,5 km de comprimento, ele segue embaixo de grandes montanhas. Sua função principal é ligar as cidades de Oslo e Bergen, mas ao longo do tempo também se transformou em um ponto turístico para quem visita a Noruega. E não é por menos: o túnel é decorado com efeitos de luz ao longo de todo seu percurso. 4. Túnel Bund Sightseeing – Xangai, China.
Esse é relativamente muito recente, mas já viveu tempo o suficiente para ser lembrado como um dos túneis mais incríveis que qualquer um viu na vida. Inaugurado no ano 2000, em Xangai, na China, a construção liga os distritos de Puxi e Pudong, e oferece um entretenimento e tanto ao longo do trajeto. Luzes e projeções e efeitos sonoros acompanham. O túnel subterrâneo que pretende acabar com a seca no nordeste. 5. O túnel do amor – Kleven, Ucrânia
Como não amar um túnel tão paradisíaco como este? Localizado na cidade de Kleven, a 350 km da capital do país (Kiev), o trecho desativado de uma ferrovia foi promovido a lugar mágico. Dizem que, durante a primavera, o cenário é perfeito para um passeio romântico. 6. Túnel Guoliang – Henan, China
Enquanto o Túnel Lærdal, da Noruega, é conhecido como o túnel rodoviário mais extenso do mundo, o túnel Guoliang, que também é rodoviário, é conhecido como o mais perigoso. Seu percurso segue na margem de uma montanha e, em alguns trechos, não há absolutamente nada que separe o motorista de um penhasco assustador. 7. “Túnel das Nove Voltas” – Taroko National Park, Taiwan.
Construído em 1996, o Túnel das Nove Voltas, em tradução livre, fica localizado no Parque Nacional de Taiwan e é uma paisagem estonteante para caminhas ao ar livre. Depois de 14 anos de trabalho, maior túnel do mundo está “quase pronto”. 8. Túnel The Wisteria – Kawachi Fuji Gardens, Japão.
Sabe aquelas paisagens que parecem só existir em imagens manipuladas pelo Photoshop? Bom, a verdade é que algumas delas existem ao vivo e a cores. E a muitas cores, diga-se de passagem. É o caso do túnel The Wisteria, localizado no Japão. Ele é decorado com mais de 150 glicínias (flores chamadas de “wisteria” em inglês) de mais de 20 espécies diferentes. 9. Túnel The Dark Hedges – Ballymoney, Reino Unido.
Plantado pela família Stuart no século XVIII, esse túnel é a prova viva de que algumas coisas realmente só melhoram com o passar do tempo. Localizado no norte da Irlanda, o The Dark Edges é formado por galhos de árvores que ao longo de muitos anos foram se encontrando para fazer um túnel natural e espetacularmente fantástico. Quase dá para imaginar um hobbit andando por ali. FONTE:io9

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

OBJETOS FORA DO TEMPO: AS INCRÍVEIS CAVEIRAS DE CRISTAL

s chamadas “treze caveiras de cristal” são um dos intrigantes casos de OOPArt (objetos fora de sua época e lugar). De acordo com uma interpretação de uma lenda maia, antes do continente de Atlântida afundar, foram espalhados pelo mundo treze crânios pertencentes aos seus habitantes e, quando estes objetos forem reunidos em um único ponto do planeta, darão lugar a um fato extraordinário – possivelmente, o ressurgimento de toda a misteriosa história e ciência dos habitantes de Atlântida. Uma das interpretações dessa lenda diz que cada um dos crânios corresponde a um dos vários planetas que os humanos habitavam. Isso significa que somente o crânio de número 13 tem sua origem na Terra. Até o momento, foram encontrados oito crânios de cristal, os quais foram batizados com seus respectivos nomes. Especialistas os relacionam à lenda mais supracitada. A Caveira do Destino foi encontrada em 1919 pelo britânico Frederick Albert Mitchell Hedge, em Belize, enquanto investigava possíveis vestígios da existência de Atlântida. Estudos laboratoriais determinaram que ela foi feita a partir de um único bloco de vidro, o que, mesmo com a tecnologia atual, seria algo impossível de realizar. Alguns sugerem se tratar de uma evidência da tecnologia extraterrestre. Mitchell Hedge acredita que tenha sido desenvolvida pelos maias, durante 150 anos, com trabalho diário e coordenado de geração em geração. A Caveira Britânica encontra-se atualmente no Museu Britânico de Londres, na Inglaterra. A única diferença em relação à Caveira do Destino é a sua mandíbula fixa. Não existem dados sobre como ela chegou às mãos do misterioso joalheiro que a vendeu para o museu do Reino Unido. A Caveira Sha Na Ra foi encontrada no México, em 1995, por Nick Nocerino, fundador do Instituto de Pesquisa Parapsicológica. A Caveira Maia foi achada em 1912, na Guatemala. Foi esculpida em quartzo e teria pertencido a um importante monge da cultura maia. A Caveira Lazuli foi esculpida, como seu nome sugere, em lápis azul. Ela foi descoberta no norte do Peru, em 1995. Os indígenas que a descobriram afirmavam que pertencia a um “espírito maligno”. A Caveira Jesuíta, também conhecida como a Caveira dos Pássaros, esteve em posse de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, no ano de 1534. A Caveira Shui Ting Er foi encontrada há 130 anos, na Mongólia, por um arqueólogo chinês. A Caveira Oceana foi esculpida em quartzo e descoberta por um camponês da Amazônia. Em 2004, foi doada ao Museu de Minerais da região. A Caveira ET foi descoberta em 1906, na Guatemala. Foi feita de quartzo defumado e é a que traz menos semelhança com um crânio humano. De acordo com seu dono, Broma Van Dietan, essa caveira tem grandes poderes curativos. A Caveira Max, ou Caveira de Cristal do Texas, também encontrada na Guatemala, é a maior das caveiras de cristal descobertas até o momento. Atualmente está em posse uma família de Houston, no Texas. A Caveira A Compaixão foi descoberta há poucos anos, na África. A Caveira Baby Luov, esculpida em quartzo rosa, foi encontrada no monastério de Luov, na Ucrânia, por volta de 1700. FONTE:http://noticias.seuhistory.com/

sábado, 13 de agosto de 2011

OS 10 LAGOS VULCÂNICOS MAIS INCRÍVEIS DO MUNDO

Lagos vulcânicos podem surgir de maneiras diferentes. A primeira forma é simplesmente quando uma cratera se enche de água. A segunda maneira é, quando um vulcão entra em erupção, como grandes quantidades de magma são liberadas, a câmara de magma esvaziada desaba sob o peso da terra e, com isso, um grande recuo chamado caldeira surge. Eventualmente, a caldeira se enche de água, nos presenteando com esses belíssimos lagos.

Todos eles têm um passado explosivo, um presente bonito e majestoso, e um futuro potencialmente devastador. Conheça os 10 lagos vulcânicos mais incríveis:

10-LAGO IJEN


O lago Ijen é uma cratera localizada na Indonésia. Ele está situado em um grupo de estratovulcões, no interior do vulcão Ijen. O lago de bela cor azul-turquesa é ácido e tem um quilômetro de largura.Nele acontece um fenômeno conhecido como mineração de enxofre, já que há uma abertura que traz de enxofre para a superfície continuamente. O enxofre é levado para fora através de tubos de cerâmica, é depositado no chão e se resfria, se transformando em uma cor amarela brilhante.

9-CALDEIRA COATEPEQUE

Coatepeque é uma caldeira vulcânica em El Salvador, formada depois de uma série de enormes erupções que aconteceram entre 72 mil e 54 mil anos atrás. Este lago tem cerca de 26 quilômetros quadrados, e é um dos maiores de El Salvador. O Coatepeque tem fontes de água quente ao longo de suas fronteiras, além de uma ilha chamada Teopan, que era um local sagrado importante para os maias.

8-LAGO TOWADA


O Towada é o maior lago de cratera no Japão, e o 12º maior lago do país. Ele está localizado em uma caldeira de um vulcão ativo, que teve a última grande erupção 13 mil anos atrás.

A última erupção devastadora conhecida foi há cerca de mil anos, com cinzas e fluxos piroclásticos que acabaram com os povos que ali viviam – e trouxeram uma considerável diminuição de temperatura que resultou em um inverno muito frio e fome severa.

7-MONTE KATMAI

Monte Katmai é um estratovulcão complexo encontrado no sul do Alasca. No seu centro, há uma caldeira que forma um lago, com cerca de 4 quilômetros de diâmetro. A caldeira foi formada na erupção Novarupta de 1912. Pouco se sabe sobre o vulcão antes dessa enorme erupção, devido ao aspecto inabitável da área.

A erupção de 1912 foi uma das duas maiores do século 20 (a outra foi a de Mount Pinatubo, em 1991). A erupção durou 60 horas e fez com que a caldeira caísse criando uma cratera na montanha, que resultou no belo lago.

6-LAGO LAACH

O Laach é um lago de caldeira, com cerca de 9 quilômetros de diâmetro, localizado na Alemanha, a apenas 8 quilômetros de distância do rio Reno. A caldeira foi formada após uma erupção que ocorreu cerca de 12,9 mil anos atrás. A erupção do Laacher causou um resfriamento global, e piroclasto (rocha sólida expelida para o ar pela erupção) ainda pode ser encontrado na Europa.

5-LAGO TAUPO

O Taupo é o maior lago da Nova Zelândia, e acredita-se que ele surgiu cerca de 26,5 mil anos atrás. A erupção que deu origem ao lago é a maior conhecida em pelo menos 69 mil anos. A coluna de erupção teria sido duas vezes maior que o da erupção Monte Santa Helen, e registros históricos da China e de Roma afirmaram que o céu ficou vermelho em decorrência da erupção. Este vulcão é atualmente considerado dormente, mas provavelmente irá despertar de seu longo sono em algumas centenas de anos.

4-LAGO TOBA

O Toba é uma enorme caldeira localizada na Indonésia. Com 100 quilômetros de comprimento e 30 de largura, ele é o maior lago vulcânico do mundo.

Surgiu há aproximadamente 70 mil anos, quando um vulcão entrou em erupção na maior explosão vulcânica em pelo menos 25 milhões de anos. Essa erupção causou um inverno global, que teria matado a maioria dos seres humanos vivos no momento. Tal situação criou um gargalo populacional na região central da África Oriental e na Índia, o que afetou a diversidade genética de todos na Terra.

3-LAGO CRATER


O Crater é um belo lago de caldeira localizado nos EUA. Tem uma deslumbrante cor azul profunda e é a principal atração do parque Crater Lake National Park. O lago não tem quase nenhum sinal de poluição, e é um dos mais puros reservatórios de água nos Estados Unidos, com uma claridade recorde de 43,3 metros.

O lago foi formado há 7,7 mil anos, quando o vulcão Monte Mazama desmoronou. Muitas histórias e lendas surgiram de tribos que teriam presenciado a formação do lago. Ele tem sido muito bem preservado devido à água fria em seu interior.

2-LAGO HEAVEN


O Heaven, ou “Céu”, está situado na fronteira entre a China e a Coreia do Norte. Situado dentro de uma caldeira, abrange 9,82 quilômetros quadrados. É um lago belíssimo tipicamente coberto por gelo de outubro a junho. É também o lar do lendário Monstro do Lago Tianchi. O primeiro avistamento da criatura aconteceu em 1903, quando ele supostamente atacou três pessoas e depois voltou para a água, após ser baleado seis vezes.

Em 1962, um homem que olhava através de um telescópio relatou que viu duas criaturas se perseguindo na água, e centenas de pessoas confirmaram o fato no mesmo dia. A descrição do monstro foi alterada ao longo dos anos. Em 2007, um repórter chamado Zhuo Yongsheng disse que gravou 20 minutos de vídeo que mostra seis criaturas não identificadas nadando no lago. Ele é fascinante, mas é preciso coragem para se aventurar pelas suas redondezas.

1-LAGO NYOS

O Lago Nyos é uma cratera com 2 quilômetros de comprimento situado na parte ocidental de Camarões. O lago tem uma câmara de magma abaixo dele, que constantemente infiltra dióxido de carbono para dentro do lago, transformando a água em ácido carbônico.

Ao longo dos milhares de anos escoando dióxido de carbono, o lago ficou saturado e teve alguns efeitos devastadores, o principal em 2 de agosto de 1986. Um deslizamento de terra fez com que o lago liberasse 1,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono. A nuvem sufocou mais de 1,7 mil pessoas e 3,5 mil cabeças de gado que estavam em um raio de 25 quilômetros do local.

Essa foi a primeira asfixia em massa conhecida devido a um evento natural. Após tal evento, o lago foi nomeado como o mais perigoso pelo livro Guinness World Records. Os cientistas ainda estão trabalhando na desgaseificação do lago para torná-lo mais seguro.
Bônus

Lagos de Lava: Os lagos de lava são ocorrências raras, que podem acontecer quando um vulcão permanece em erupção por um bom tempo para fornecer quantidade suficiente de lava. Atualmente existem apenas 5 lagos de lava ativos sobre a terra: Erta Ale, na Etiópia; Monte Erebus, na Antártida; Kilauea, no Havaí; Nyiragongo, na República Democrática do Congo e Villarrica, no Chile.

Piscina de Champagne: A Champagne Pool, ou Piscina de Champagne, não é um lago, mas é uma consequência surpreendente de uma erupção vulcânica. Ela fica na Nova Zelândia e tem seu nome pela quantidade de fumaça que libera, que é um efluxo abundante de dióxido de carbono, semelhante a um copo de champanhe borbulhante. A coloração alaranjada em torno das bordas é devido a depósitos de arsênico


Fonte:Hypescience