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domingo, 9 de julho de 2017
CONHEÇA OS 10 ÁCIDOS MAIS FORTES DO MUNDO
O ácido, quimicamente, pode ter referência ao composto capaz da transferência dos Íons em reação química, com possibilidade desta maneira, de reduzir o pH da solução aquosa, ou para composto com capacidade de formação das ligações covalentes com par dos elétrons.
Há muitos ácidos existentes no mundo, e alguns têm natureza intensa, assim como alguns são de natureza menos intensa. Eles têm propriedades químicas particulares. Nesta seleção estão em destaque os 10 ácidos mais fortes do mundo, e são 100% ionizados na água.
sábado, 3 de junho de 2017
CONHEÇA O HOMEM QUE TEM OSSOS MAIS FORTES QUE O GRANITO
"Eu tenho uma aparência diferente, sim", admite Tim. Isso porque ele guarda consigo um segredo: "Tenho ossos superfortes", diz.
Tim tem uma condição que faz com que seus ossos sejam 150% mais densos que o granito. A doença só foi descoberta quando ele tinha por volta de dois anos de idade - tudo começou com um episódio de paralisia facial.
"Meu pai conta que um dia eu entrei no carro sorrindo, mas só com metade do rosto. Eles pensaram que eu estava brincando", conta.Mas a paralisia nunca desapareceu.
Amadurecimento dos ossos
O esqueleto é uma das partes do nosso organismo que mais demoram a se desenvolver até chegar à fase adulta. Ao nascer, nossos ossos estão muito distantes da fase madura. Com o tempo, o corpo passa por um processo de ossificação, por meio do qual a cartilagem vira osso. Para a maioria de nós, esse processo está completo quando chegamos aos 25 anos de idade, segundo a médica Gabriel Weston, apresentadora da série de TV Incredible Medicine: Doctor Weston's Casebook ("Medicina incrível: a coletânea de casos do Dr. Weston"), da BBC. Mas para algumas pessoas, como Tim, esse processo acabou distorcido. E esse estranho caso pode ajudar os médicos a encontrar respostas para outros males mais comuns.Pressão sobre o cérebro
Os médicos fizeram radiografias e concluíram que Tim tinha uma doença extremamente rara, que só atinge outras 50 pessoas em todo o mundo. "Eu tenho esclerosteose, uma condição caracterizada por ter uma densidade óssea excessiva", diz. Ainda que não pareça algo necessariamente ruim, essa doença colocou a vida de Tim em perigo. Quando pequeno, seu crânio começou a crescer com tamanha espessura que passou a pressionar seu cérebro e nervos cranianos. Essa pressão intracraniana pode causar paralisia facial e até a morte. Para aliviá-la, os médicos tiveram que cortar o crânio, tirar uma parte do osso, lixá-lo e colocá-lo de volta, explica Tim à BBC. Assim, "imediatamente há mais espaço para o cérebro".Sem cura
Os médicos poderiam tratar Tim para aliviar os sintomas causados pelo excesso de osso, mas nada explicaria por que eles cresciam mais do que o normal em seu corpo. Sua condição é tão rara que foi alvo de inúmeras investigações médicas. Mas o caso também chamou atenção de cientistas que estudam um problema ósseo muito mais comum: a osteoporose. É como se a doença estivesse no extremo oposto do que acontece com Tim: é a perda da densidade dos ossos, que deixa as pessoas mais frágeis. O médico Alastair Henry é um biólogo que faz parte de uma equipe que investiga a osteoporose. Em um paciente com esclerosteose como Tim, explica, "a arquitetura, a estrutura tridimensional dos ossos é normal, mas muito mais densa". Seu time tenta entender o que faz com que pessoas como ele desenvolvam ossos tão fortes. Depois de examinar os genes conhecidos por controlar o crescimento dos ossos, eles descobriram um erro em um gene específico chamado SOST, que estimula a produção de uma proteína chamada esclerostina. Essa substância é responsável por avisar ao osso quando ele deve parar de crescer. No corpo de Tim, ela não funciona. "Os pacientes com esclerosteose que tem uma mutação no gene SOST nunca produzem esclerostina", explica Henry. Sem essa proteína, o corpo de Tim não sabe quando deve interromper o crescimento do osso, e assim ele continua sendo produzido.Uma ideia e uma viagem ao espaço
Essa particularidade deu a Henry e sua equipe uma ideia para uma nova possibilidade para tratar a osteoporose. "Quando identificamos que a esclerostina é a proteína que controla a densidade do osso, o que queríamos fazer é neutralizar seu efeito. Se conseguirmos, estaríamos deixando de frear o processo de construção contínua de osso", disse Henry. Com esse propósito, sua equipe trabalhou durante vários anos no desenvolvimento de um novo tratamento para tratar a osteoporose. E quando chegou a hora de colocá-la em prova, foi apresentada aos médicos uma oportunidade única. Em 2010, o ônibus espacial Atlantis partiu com quatro astronautas a bordo - eles podem perder até 30% de sua densidade óssea durante uma estadia de seis meses no espaço. E a Nasa, a agência espacial americana, tinha interesse em explorar como deter essa perda. Assim, concordou em levar a bordo alguns pequenos passageiros adicionais: 12 ratos. Metade deles recebeu uma versão do novo tratamento e, depois de 13 dias, a densidade de seus ossos havia aumentado. Enquanto isso, os ossos dos outros seis ratos ficaram debilitados, um indício de que o tratamento funcionou com os roedores. No momento, os cientistas estão testando o tratamento com humanos em clínicas. Agora, Tim tem mais respostas sobre sua doença e os milhões de pessoas que sofrem de osteoporose podem ter esperança nesse novo tratamento. "É realmente incrível e para mim é uma notícia fantástica. Isso faz com que tudo que passamos, todas as operações, tudo que meus pais sofreram, tenha valido a pena", diz ele. FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39437345terça-feira, 29 de abril de 2014
VIDROS FLEXÍVEIS MAIS FORTES QUE AÇO SERÃO REVELADOS EM 4 ANOS
Vidros mais fortes do que o aço já estão por aí há algum tempo.
São os chamados vidros metálicos, um tipo versátil de vidro que é flexível e que, conforme sua fama diz, é mesmo mais forte do que o aço.
Talvez até mais importante, os vidros metálicos são flexíveis, o que permite usá-los para fabricar produtos usando as mesmas técnicas empregadas para fabricar produtos de plástico.
Eles são ligas compostas tipicamente de três ou mais elementos, tais como magnésio, cobre e ítrio (Mg-Cu-Y).
O grande problema é descobrir a receita certa para fabricar um vidro metálico - estima-se haver 20 milhões de possibilidades para compor essas ligas.
Usando os métodos convencionais de simulação e processamento levaria cerca de 4.000 anos para processar todas as combinações possíveis.
Agora, Shiyan Ding e seus colegas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descobriram uma nova técnica que permitirá reduzir esse tempo de análise para meros quatro anos.
MOLDAGEM POR SOPRO:
O novo método permite analisar cerca de 3.000 ligas por dia e, simultaneamente, determinar certas propriedades, tais como a temperatura de fusão e a maleabilidade do material resultante.
"Em vez de pescar com um único anzol, estamos jogando uma grande rede," disse o professor Jan Schroers, coordenador do grupo. "Isso deve acelerar dramaticamente a descoberta de vidros metálicos e novos usos para eles."
A nova técnica mescla dois processos, a moldagem por sopro paralela e a pulverização combinatorial.
A formação por sopro gera pequenas bolhas das ligas, permitindo aferir sua flexibilidade.
A pulverização é utilizada para simular milhares de ligas ao mesmo tempo - os elementos da liga são misturados em várias proporções controladas, obtendo-se milhares de amostras com dimensões na casa dos milímetros e espessuras na casa dos micrômetros.
IMPLANTES E PRÓTESES:
Desde 2010, Schroers e sua equipe analisaram cerca de 50.000 possíveis ligas, e identificaram três vidros metálicos específicos, com aplicações práticas. A expectativa é que a nova técnica permita aumentar muito essas descobertas.
Apesar das dificuldades em sua identificação, os vidros metálicos já são utilizados em componentes de relógios, tacos de golfe e outros artigos esportivos.
Uma das áreas mais promissoras do material, ainda dependente da descoberta de ligas específicas, é no campo da tecnologia biomédica, tais como implantes e próteses.
Bibliografia:
Combinatorial development of bulk metallic glasses
Shiyan Ding, Yanhui Liu, Yanglin Li, Ze Liu, Sungwoo Sohn, Fred J. Walker, Jan Schroers
Nature Materials
Vol.: 13, 494-500
DOI: 10.1038/nmat3939
FONTE:inovacaotecnologica
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