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sábado, 3 de junho de 2017

CONHEÇA O HOMEM QUE TEM OSSOS MAIS FORTES QUE O GRANITO

"Eu tenho uma aparência diferente, sim", admite Tim. Isso porque ele guarda consigo um segredo: "Tenho ossos superfortes", diz. Tim tem uma condição que faz com que seus ossos sejam 150% mais densos que o granito. A doença só foi descoberta quando ele tinha por volta de dois anos de idade - tudo começou com um episódio de paralisia facial. "Meu pai conta que um dia eu entrei no carro sorrindo, mas só com metade do rosto. Eles pensaram que eu estava brincando", conta.Mas a paralisia nunca desapareceu.

Amadurecimento dos ossos

O esqueleto é uma das partes do nosso organismo que mais demoram a se desenvolver até chegar à fase adulta. Ao nascer, nossos ossos estão muito distantes da fase madura. Com o tempo, o corpo passa por um processo de ossificação, por meio do qual a cartilagem vira osso. Para a maioria de nós, esse processo está completo quando chegamos aos 25 anos de idade, segundo a médica Gabriel Weston, apresentadora da série de TV Incredible Medicine: Doctor Weston's Casebook ("Medicina incrível: a coletânea de casos do Dr. Weston"), da BBC. Mas para algumas pessoas, como Tim, esse processo acabou distorcido. E esse estranho caso pode ajudar os médicos a encontrar respostas para outros males mais comuns.

Pressão sobre o cérebro

Os médicos fizeram radiografias e concluíram que Tim tinha uma doença extremamente rara, que só atinge outras 50 pessoas em todo o mundo. "Eu tenho esclerosteose, uma condição caracterizada por ter uma densidade óssea excessiva", diz. Ainda que não pareça algo necessariamente ruim, essa doença colocou a vida de Tim em perigo. Quando pequeno, seu crânio começou a crescer com tamanha espessura que passou a pressionar seu cérebro e nervos cranianos. Essa pressão intracraniana pode causar paralisia facial e até a morte. Para aliviá-la, os médicos tiveram que cortar o crânio, tirar uma parte do osso, lixá-lo e colocá-lo de volta, explica Tim à BBC. Assim, "imediatamente há mais espaço para o cérebro".

Sem cura

Os médicos poderiam tratar Tim para aliviar os sintomas causados pelo excesso de osso, mas nada explicaria por que eles cresciam mais do que o normal em seu corpo. Sua condição é tão rara que foi alvo de inúmeras investigações médicas. Mas o caso também chamou atenção de cientistas que estudam um problema ósseo muito mais comum: a osteoporose. É como se a doença estivesse no extremo oposto do que acontece com Tim: é a perda da densidade dos ossos, que deixa as pessoas mais frágeis. O médico Alastair Henry é um biólogo que faz parte de uma equipe que investiga a osteoporose. Em um paciente com esclerosteose como Tim, explica, "a arquitetura, a estrutura tridimensional dos ossos é normal, mas muito mais densa". Seu time tenta entender o que faz com que pessoas como ele desenvolvam ossos tão fortes. Depois de examinar os genes conhecidos por controlar o crescimento dos ossos, eles descobriram um erro em um gene específico chamado SOST, que estimula a produção de uma proteína chamada esclerostina. Essa substância é responsável por avisar ao osso quando ele deve parar de crescer. No corpo de Tim, ela não funciona. "Os pacientes com esclerosteose que tem uma mutação no gene SOST nunca produzem esclerostina", explica Henry. Sem essa proteína, o corpo de Tim não sabe quando deve interromper o crescimento do osso, e assim ele continua sendo produzido.

Uma ideia e uma viagem ao espaço

Essa particularidade deu a Henry e sua equipe uma ideia para uma nova possibilidade para tratar a osteoporose. "Quando identificamos que a esclerostina é a proteína que controla a densidade do osso, o que queríamos fazer é neutralizar seu efeito. Se conseguirmos, estaríamos deixando de frear o processo de construção contínua de osso", disse Henry. Com esse propósito, sua equipe trabalhou durante vários anos no desenvolvimento de um novo tratamento para tratar a osteoporose. E quando chegou a hora de colocá-la em prova, foi apresentada aos médicos uma oportunidade única. Em 2010, o ônibus espacial Atlantis partiu com quatro astronautas a bordo - eles podem perder até 30% de sua densidade óssea durante uma estadia de seis meses no espaço. E a Nasa, a agência espacial americana, tinha interesse em explorar como deter essa perda. Assim, concordou em levar a bordo alguns pequenos passageiros adicionais: 12 ratos. Metade deles recebeu uma versão do novo tratamento e, depois de 13 dias, a densidade de seus ossos havia aumentado. Enquanto isso, os ossos dos outros seis ratos ficaram debilitados, um indício de que o tratamento funcionou com os roedores. No momento, os cientistas estão testando o tratamento com humanos em clínicas. Agora, Tim tem mais respostas sobre sua doença e os milhões de pessoas que sofrem de osteoporose podem ter esperança nesse novo tratamento. "É realmente incrível e para mim é uma notícia fantástica. Isso faz com que tudo que passamos, todas as operações, tudo que meus pais sofreram, tenha valido a pena", diz ele. FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39437345

domingo, 28 de maio de 2017

TOMAR IOGURTE PROTEGE OS OSSOS

Quem consome esse lácteo todo dia tem menor risco de encarar a osteoporose. Veja como escolher o melhor produto. Você sabia que a cada três segundos acontece uma fratura no mundo em decorrência da osteoporose? Pior: até a lesão dar as caras, muitas pessoas nem sabem que estão com os ossos fracos. E pode parecer coisa simples de resolver. Mas não é. Estima-se que o risco de morte por causa de uma fratura no quadril é igual ao de falecer em virtude de um câncer de mama. Pois pesquisadores irlandeses descobriram uma maneira fácil e saborosa de driblar a encrenca: investir no consumo de iogurte. A investigação contou com a participação de 4.310 pessoas com 60 anos ou mais, que responderam a questionários sobre dieta e hábitos de vida. Além disso, os cientistas mediram a densidade óssea, a deterioração das juntas e o nível de atividade física desse povo todo. Publicado no jornal científico Osteoporosis International, o trabalho revelou que, em comparação com quem nunca comia iogurte, aqueles que se deliciavam com um potinho diariamente apresentavam menor risco de osteoporose. Entre as mulheres, a probabilidade de encarar a doença era 39% menor, enquanto nos homens esse índice chegou a despencar 52%. Em comunicado divulgado pela Trinity College Dublin, na Irlanda, o pesquisador Eamon Laird, líder do estudo, disse que esse laticínio é uma fonte rica em nutrientes benéficos ao esqueleto. “Nossos dados sugerem que melhorar a ingestão desse alimento pode ser uma estratégia para manter a saúde dos ossos”, afirmou.

Como escolher o iogurte

Com pedaços de frutas, caldas, cereais, mais cremoso… Não faltam opções desse alimento no supermercado. Mas, para a nutricionista Haline Dalsgaard, do Rio de Janeiro, a melhor opção mesmo seria aquela preparada em casa, sem açúcares, adoçantes, corantes e outras substâncias químicas. Agora, se não tiver tempo – nem vontade – de ir para a cozinha, ela conta que o iogurte natural é a melhor opção. Para crianças e pessoas com baixo peso, não tem problema em oferecer a versão integral, que mantém as gorduras do alimento. Já o tipo semidesnatado pode fazer parte da rotina de quem está controlando a ingestão desse nutriente. “O iogurte desnatado, por sua vez, é indicado para pessoas acima do peso ou portadores de doenças cardiovasculares”, ensina Haline. Agora, quem tem diabete precisa ficar de olho na quantidade de carboidratos por porção – o correto é que não passe de 15 gramas. “E o teor de gordura deve ficar abaixo de 2% do valor calórico total”, informa Haline. Está acima do peso ou o coração anda ameaçado? Aí a especialista conta que o melhor é um produto com valor calórico reduzido, abaixo de 80 calorias por porção. E as gorduras totais não podem representar mais de 1% do valor calórico total. Para outras pessoas saudáveis e crianças, Haline sugere avaliar a dose de proteínas no potinho. O bacana é contar com pelo menos 4 gramas em 100 gramas do produto. “E não pode concentrar mais de 7 gramas de açúcar em uma porção”, completa. O desejável é que o teor de cálcio fique entre 170 e 200 miligramas por pote.

Para deixar mais doce

Se achar o iogurte natural difícil de engolir por causa do sabor mais azedinho, tem como adoçar sem comprometer a qualidade do produto. Segundo Haline, quem estiver dentro do peso e não for diabético pode, por exemplo, usar melado de cana, mel ou geléia de frutas. “Também dá para incluir fruta picada, granola ou aveia”, recomenda. Para quem convive com o diabete, a dica é utilizar geléias dietéticas ou bater o iogurte com metade de uma fruta. Viu como para tudo há uma solução saudável e saborosa? fonte: http://saude.abril.com.br/alimentacao/tomar-iogurte-protege-os-ossos-afirma-estudo/

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CRIADA NOVA TECNOLOGIA PARA SUBSTITUIÇÃO DE OSSOS

Se você quebrar algum osso no futuro, talvez não precise usar gesso! Pesquisadores desenvolveram um material biodegradável que pode substituir ossos no nosso organismo. Supondo que você tenha quebrado o maxilar, em vez de usar um pino de titânio para que seu osso fique no lugar certo, os cientistas colocariam um implante desse material. Ele é feito para estimular o organismo a se “regenerar” mais rapidamente e, como é biodegradável, à medida em que o osso vai crescendo, o implante vai sendo eliminado aos poucos (o implante pode ser alterado para durar de algumas semanas até um ano, dependendo do tipo da fratura). Os dois principais ingredientes dessa inovação são polilactídeo sintético e fosfato tricalium – o primeiro é a base do implante e o segundo estimula o crescimento do osso. No entanto, há uma desvantagem para esse novo implante: ele não pode ser aplicado em lugares onde há muito stress – na perna por exemplo, pois ela suporta muito peso. Os lugares onde está sendo testado são os maxilares e no crânio. FONTE:Daily Tech

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CONHEÇA OS VERMES-ZUMBI QUE DEVORAM OSSOS COM USO DE ÁCIDO

Pesquisadores desvendam o mecanismo de alimentação dos pequenos devoradores de ossos.
De acordo com a BBC, existe uma espécie de verme marinho que se alimenta de ossos e usa uma secreção ácida para perfurar essa estrutura. Conhecido como Osedax — ou devorador de ossos, em latim —, o zumbi dos mares vive no fundo dos oceanos e ataca os esqueletos de baleias e outros peixes mortos. Os vermes-zumbi foram descobertos apenas em 2002, mas só agora os cientistas conseguiram desvendar como funciona o seu mecanismo de alimentação. Os Osedax não possuem boca ou dentes, e ninguém sabia ao certo como é que eles faziam para perfurar os ossos dos animais. Devoradores de ossos Os pesquisadores já haviam observado que essas minúsculas criaturas contam com bactérias simbióticas em seus organismos capazes de digerir os elementos que eles absorvem dos ossos, e um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriu que os pequenos vermes contam com enzimas que produzem uma secreção ácida capaz de corroer o “alimento”. Os vermes-zumbi foram descobertos acidentalmente por pesquisadores do MBARI (Monterey Bay Aquarium Research Institute), causando fascínio desde então. Em um primeiro momento, os cientistas apenas encontraram espécimes fêmeas, observando, mais tarde, que os machos, na verdade, vivem no interior delas. Fonte: BBC

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

5 DICAS PARA DEIXAR SEU ESQUELETO IMBATÍVEL

1. CÁLCIO Coma alimentos ricos no nutriente todos os dias. Ele é o principal constituidor do seu esqueleto. Três copos de leite desnatado já dão conta da sua necessidade diária. “Mas você também encontra cálcio em iogurte, queijo, alguns vegetais verde-escuros – como couve e brócolis -, soja, sardinha, salmão, laranja, feijão e amêndoas”, enumera o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares, em São Paulo. 2. SOL Não adianta apenas ingerir a dose certa de cálcio. “Você precisa de vitamina D para que ele seja absorvido pelo sistema digestivo”, explica Lanzotti. Aí, entra outro cuidado: tome um pouco de sol toda manhã. “Nosso estoque corporal de vitamina D não provém apenas da dieta, mas da exposição da pele à luz solar. Assim, o corpo precisa de um banho de sol de 15 minutos, antes das 10h ou após as 16h, com a pele dos braços e pernas desprotegida, ou seja, sem protetor solar”, completa. 3. MUSCULAÇÃO Todo exercício ajuda, mas a musculação é um dos que mais tem efeito nesse caso. Exercícios com pesos exercem tensão óssea e, em jovens, podem aumentar a densidade dos ossos em até 8% ao ano. Portanto, faça da musculação um hábito para a vida toda. “Longas caminhadas rápidas e regulares também ajudam”, afirma o especialista. 4. VEGETAIS Os radicais livres não enferrujam apenas sua casca: com o tempo, eles atacam também os ossos. Para blindar seu esqueleto, coma de cinco a nove porções de vegetais todos os dias. “Frutas e legumes laranjas, vermelhos e verde-escuros são ricos em antioxidantes e nutrientes que vão beneficiar seus ossos”, diz Lanzotti. 5. CHECK-UP Não pense que osteoporose é coisa de mulher. Apesar de ser mais comum entre elas, a doença atinge até um entre cada dez homens depois dos 50 anos. E não adianta deixar para se preocupar com isso só quando a idade chegar. “Pergunte a seu médico a partir de quando é legal fazer um examepara checar a variação de densidade óssea”, finaliza. 10% dos homens desenvolvem osteoporose depois dos 50 anos, segundo dados do hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. FONTE: MENSHEALTH

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ENGENHEIROS DESENVOLVEM IMPLANTE DE VIDRO QUE FAZ OSSOS CRESCEREM

Engenheiros da Universidade de Missouri de Ciência e Tecnologia (EUA) desenvolveram um implante feito com um tipo de vidro bioativo (foto abaixo) que pode reparar grandes defeitos ósseos. Quando um paciente recebe este implante, o osso danificado consegue crescer. Funciona assim: os materiais bioativos reagem com fluidos do corpo e se transformam em osso vivo, por isso não precisam ser removidos.
Em uma das pesquisas, o material bioativo foi implantado em crânios de ratos, e o resultado foi positivo: o implante poroso ligado ao osso promoveu o crescimento do osso novo em seis semanas. A equipe de engenheiros pretende continuar os estudos aplicando o implante em animais maiores, em condições mais realistas. Eles acreditam que a adição de pequenas quantidades de prata (que, em certas quantidades, é bactericida) no implante poderá prevenir o risco de infecção, e a utilização de cobre poderia promover o crescimento de vasos sanguíneos, necessários para manter os ossos saudáveis. Os pesquisadores também fizeram testes computadorizados para garantir que o implante possa suportar o peso e a pressão dos ossos longos do corpo, como os dos braços e pernas. No futuro, este material poderá ser usado para reparar defeitos graves, que podem surgir como resultado de doenças ou traumas físicos (como guerras e acidentes). Atualmente, os tratamentos para reparos ósseos são feitos com metal poroso, que pode ter resultados ineficientes, além de trazer risco de infecções. Os materiais utilizados no desenvolvimento do implante e vidro, por sua vez, são baratos e fáceis de obter. FONTE: MedicalXpress/Mst