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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ALERTA: VÍRUS EBOLA PODE SOFRER MUTAÇÃO E SER TRANSMITIDO PELO AR

Estudiosos afirmam que mesmo tendo matado mais de 2.400 pessoas na África Ocidental, o ebola pode matar bem mais pessoas. A preocupação dos virologistas é que o vírus, que hoje é transmitido pela secreção dos infectados, possa sofrer mutação e começar a se proliferar pelo ar. Se isso chegar a acontecer, mais de 22 milhões de pessoas podem ser atingidas, segundo informações do site Daily Mail. O diretor do Centro de Investigação em Doenças Infecciosas da Universidade de Minnesota, Michael Osterholm, disse que os especialistas tinham receio de discutir a possibilidade por medo de que a história vazasse e causasse uma histeria coletiva. O presidente da Agência de Proteção à Saúde do Reino Unido David Heymann, disse ser impossível prever como acontecerá a mutação do vírus. Osterholm informou que vírus semelhantes são conhecidos por se replicar e reinventar: "Isso significa que o vírus, que primeiro apareceu na Guiné em fevereiro, pode ser muito diferente do que o que está agora invadindo a Nigéria, Congo e Camarões". De acordo com Heyman, para que o vírus consiga se modificar, ele precisa desenvolver um novo sistema para se hospedar nas pessoas pelo sistema respiratório. "Não podemos prever o curso da doença, mas o melhor que podemos fazer é parar esse surto agora", alerta o profissional. Fonte: http://www.dm.com.br/

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

AS MUTAÇÕES DO VÍRUS EBOLA OCORREM 2 VEZES MAIS RÁPIDO EM HUMANOS DO QUE EM ANIMAIS

CÉLULA INFECTADA COM VÍRUS DO EBOLA Segundo o último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde sobre a epidemia de ebola na África Ocidental, já foram registrados mais de três mil casos e mais de 1,5 mil mortes nos quatro países atingidos pela doença (Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria). No sábado, a organização confirmou que o vírus chegou a mais um país, o Senegal, e recentemente afirmou que o número real de infectados pode ser de 20 mil. Em meio ao cenário alarmante, uma descoberta genética apontou um novo desafio para a contenção do surto: na medida em que passa de uma pessoa a outra, o ebola está sofrendo mutações 2 vezes mais depressa do que em outros animais hospedeiros, como o morcego frugívoro. O estudo publicado na revista Science sequenciou amostras do genoma do vírus nos primeiros 78 pacientes a serem infectados em Serra Leoa. Os pesquisadores registraram mais de 300 alterações genéticas localizadas sobretudo na glicoproteína, molécula responsável pela ligação do vírus nas nossas células – processo a partir do qual ele começa a se reproduzir. É por meio desta proteína que o sistema imunológico identifica o parasita. “Como muitas das mutações alteram sequências protéicas e outros alvos biologicamente significativos, elas devem ser monitoradas para impactos em diagnósticos, vacinas e terapias críticas a uma resposta à epidemia”, diz o artigo publicado na revista 'Science'. Além de impor novas dificuldades ao tratamento que já enfrenta diversas barreiras, as mutações podem comprometer também a eficácia de drogas experimentais como a ZMapp, que curou infectados na Libéria e dois missionários americanos que contraíram ebola em Serra Leoa. Através do sequenciamento do genoma, foi possível reconstruir a rota do vírus naquele país. Os pesquisadores descobriram que a via de entrada da doença ocorreu no dia 25 de maio, quando diversas pessoas infectadas de Guiné atenderam ao chamado de uma curandeira tribal de Serra Leoa que alegava ser capaz de curar a enfermidade. Ao invés de salvar aqueles que foram ao seu encontro, a xamã acabou adoecendo e morreu, sendo velada em um funeral com grande comoção. Como o ebola é transmitido mesmo por cadáveres, a partir deste evento a epidemia começou a se espalhar exponencialmente pelo país. Numa medida pouco comum, os pesquisadores disponibilizaram os dados na internet assim que eles foram disponibilizados, para garantir que colegas pudessem ter um acesso mais dinâmico e se instrumentalizar na luta contra o surto. Dos 58 autores e co-autores da pesquisa, cinco morreram vítimas do vírus, entre eles o médico Sheik Umar Khan, considerado um herói em Serra Leoa e uma das principais referências mundiais no combate ao ebola. FONTE:abc.net.au/science/articles/2014/08/29/4076805.htm