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terça-feira, 2 de setembro de 2014
O TRANSPLANTE DE CABEÇA É POSSÍVEL, DIZ MÉDICO
Até agora, transplantes de cabeça não foram feitos por causa de barreiras técnicas, como a capacidade de conectar a medula espinhal do doador com a do receptor. No entanto, um novo artigo do Dr. Sergio Canavero, membro do Turin Advanced Neuromodulation Group, diz que já somos capazes de superar as dificuldades.
No texto, o médico esboça um processo modelado em transplantes de cabeça bem sucedidos que foram realizados em animais desde 1970.
Literatura científica
Nos transplantes feitos em animais, os cientistas não foram capazes de conectar a medula espinhal do corpo doador à cabeça do receptor, o que deixou os pacientes paralisados abaixo do ponto de transplante.
No entanto, Canavero crê que avanços recentes em reconexão da coluna vertebral cortada cirurgicamente podem facilitar a técnica e torná-la possível em humanos.
O procedimento que o médico esboça é muito parecido com o usado por Robert White, que transplantou com sucesso a cabeça de um macaco rhesus no corpo de um segundo rhesus em 1970.
Em primeiro lugar, ambos os pacientes devem estar na mesma sala de operações. Em seguida, a cabeça a ser transplantada deve ser resfriada entre 12 e 15 graus Celsius. Movendo-se rapidamente, os cirurgiões devem remover ambas as cabeças ao mesmo tempo, e religar a cabeça do paciente no novo corpo dentro de uma hora para preservar o sistema circulatório do organismo.
Uma vez que a cabeça é reconectada, o coração do paciente pode ser reiniciado, e os cirurgiões podem começar a religar outros sistemas vitais, incluindo a medula espinhal.
Medula espinhal: a chave
A ligação de uma medula espinhal da cabeça de uma criatura com o corpo de outra nunca foi tentada nem em animais, por isso o artigo de Canavero deve ser tomado como um exercício de especulação.
No entanto, o corte e religação da medula espinhal no mesmo animal já foram feitos com certo sucesso no passado. Por exemplo, cientistas da Case Western Reserve University e da Cleveland Clinic (ambas nos EUA) foram capazes de restaurar conectividade limitada entre duas metades cortadas da medula espinhal de ratos.
A religação de medulas espinhais pode ser realizada através do encorajamento dos mecanismos naturais de cura do corpo. Canavero acredita que cortar a medula espinhal com uma faca superafiada e ligá-la imediatamente ao corpo de outra pessoa permite uma conexão mais completa.
“É este ‘corte limpo’ que é a chave para a fusão da medula espinal, na medida em que permite que axônios proximais cortados sejam ‘fundidos’ com seus homólogos distais. Esta fusão explora os chamados fusogens/selantes, que são capazes de reconstituir imediatamente membranas de células danificadas pela lesão mecânica, independentemente de qualquer mecanismo de vedação endógeno conhecido”, explica Canavero.
O médico sugere que plásticos como o polietileno glicol sejam utilizados para realizar esta fusão, citando pesquisas anteriores que demonstram que a substância permitiu a fusão de medulas espinhais cortadas em cães, por exemplo.
Quem se beneficia
De acordo com Canavero, religar medulas espinhais de pessoas diferentes não é o mesmo que restaurar a função do sistema nervoso em tetraplégicos ou outras vítimas de lesão medular traumática.
No entanto, paraplégicos com lesões qualificadas (ou seja, com suficiente medula espinhal intacta para permitir um transplante de cabeça) poderiam, em teoria, recuperar o pleno uso do corpo (doado). Da mesma forma, pacientes com distrofia muscular poderiam ganhar uma nova vida.
Só que tudo isso ainda está longe da realidade. O novo artigo aponta que o transplante é apenas teoricamente possível e, além dos enormes desafios que tal cirurgia apresenta, outra barreira potencial é seu custo. Canavero estima que a despesa total de um transplante de cabeça seria de pelo menos 10 milhões de euros (cerca de 29 milhões de reais).
Por fim, a bioética de tal procedimento também é extremamente controversa – mesmo quando os cientistas provarem a eficácia da operação, suas implicações práticas devem ser muito debatidas.
FONTE: Qz
CONHEÇA 6 MITOS SOBRE O CORPO HUMANO
“Fatos” totalmente equivocados sobre saúde, dieta, sexo e toda e qualquer outra coisa relacionada ao corpo humano continuam a aparecer na cultura pop, e às vezes até mesmo chegam às salas de aula. Não é nossa culpa, então, que ainda acreditemos em absurdos propagados sobre nosso próprio ser. Para esclarecer as coisas:
6. Sentar muito perto da TV não vai danificar sua visão
Que criança nunca teve que levantar do chão aborrecida e se sentar mais longe no sofá para ver desenhos porque seus pais lhe disseram que ela estava muito perto da TV e ia ficar cega?
Se há alguma correlação entre sentar muito perto da televisão quando criança e precisar de óculos quando adulto, é provavelmente o contrário – ou seja, a criança estava sentada tão perto da TV aos sete anos porque já tinha problemas de visão naquela época.
Na verdade, em todos os estudos que foram feitos para testar se há uma distância mínima abaixo da qual a TV começa a fritar seus olhos, nenhuma evidência jamais apareceu de que a telinha cause defeitos visuais.
Esses rumores surgiram provavelmente porque televisores velhos emitiam radiação, e as pessoas se preocupavam que uma proximidade da TV danificasse seus olhos.
Vale lembrar que olhar fixamente para telas – sejam de televisão, computador ou celular – por longos períodos pode fazer seus olhos doerem, ficarem tensos e secos, mas isso não é porque a tela está ativamente prejudicando seus olhos; é porque se concentrar demais em algo significa que você pisca com menos frequência, e seus olhos se cansam. É interessante fazer pausas antes de voltar a encarar a telinha.
5. Dentes brancos não são sinônimo de dentes saudáveis
Você pode pensar que dentes brancos são atraentes, mas isso é algo cultural. Um dente amarelo de fato nos remete a uma imagem nada higiênica, de um fumante que não escova os dentes há séculos.
No entanto, dentes muito brancos não são naturais; eles são o equivalente oral a silicone. A cor normal dos dentes humanos é amarela. Claro, café, cigarros ou não escovar os dentes com frequência podem o tornar mais escuros. Mas o auge da saúde bucal não é um dente tão brilhante que cega quem está por perto.
Na verdade, tentativas fúteis e desesperadas de esfregar os dentes para que fiquem brancos podem danificá-los. Escovas duras são abrasivas e enfraquecem os dentes tirando suas camadas exteriores. Marcas de creme de dental que prometem “branqueamento” são na sua maioria besteira. E mesmo se você resolver clarear os dentes com um profissional, o esmalte será danificado, o que também é ruim para a saúde bucal.
4. A capacidade de rolar a língua não é um traço genético
Se você não consegue rolar sua língua em forma de tubo, não é porque seus pais não conseguem. E se você consegue, mas nenhum deles consegue, não significa que você é filho do vizinho.
Mesmo em 1950 estudos já haviam mostrado que rolar a língua não é uma característica transmitida por seus pais. É um comportamento que pode ser aprendido.
As pesquisas identificaram que a porcentagem de crianças que pode fazer isso aumenta de 54% na faixa etária de 6 a 7 anos para 76% aos 12 anos. Isso significa que muitas crianças praticam o truque até aprenderem a fazê-lo.
A afirmação original de que essa habilidade era uma coisa genética veio de um artigo publicado em 1940, que animadamente afirmou ter descoberto “Uma Nova Característica Herdada em Humanos”. Como se fazer careta pudesse ser característica genética.
3. Cabelo e unha não continuam crescendo depois que as pessoas morrem
Esse mito é tão disseminado que gostaríamos de poder desenterrar corpos só para poder confirmá-lo. Será que as unhas e o cabelo ficam em negação após a nossa morte, e continuam crescendo como se nada tivesse acontecido?
Não. Assim como qualquer outra coisa no seu corpo, cabelo e unhas requerem um fornecimento constante de nutrientes, oxigênio e sangue para continuar crescendo, três coisas que não estão disponíveis em um cadáver.
O mito – popular desde a Primeira Guerra Mundial, quando apareceu até em livros – pode ter nascido do fato de que, após a morte, o corpo começa a secar e murchar, e a pele se afasta das unhas e cabelos de forma que parece que eles estão ficando mais longos, quando em realidade, a carcaça está apenas encolhendo.
Pessoas que encontraram mortos naquela época e perceberam isso podem ter pensado que o cabelo e as unhas deles cresceram, em vez de raciocinar que foram seus corpos que diminuíram.
2. Pé plano não é um defeito, nem deixa as pessoas mais propensas a ferimentos
Se você tem o chamado “pé plano” (ou “pé chato”, aquele que não apresenta o “arco” comum nos pés), você deve em algum momento ter se considerado “anormal”, ou inapto para o serviço militar. Mas não é sua culpa; durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de soldados potenciais foram rejeitados simplesmente porque tinham a condição, criando o mito de que pés planos eram mais propensos a lesões.
O que os generais não sabiam é que recusaram os superiores pés planos em favor dos patéticos pés arqueados da maioria do resto dos mortais.
Em Fort Benning, em 1989, uma amostra de mais de 300 soldados foi estudada e descobriu-se que as pessoas com pé chato, na verdade, eram menos propensas a lesões do que aqueles com arcos normais. Os soldados com pés arqueados sofreram o dobro de lesões, como distensões e fraturas por estresse, dos que os com pés planos.
Enquanto isso, empresas de calçados gastam milhões tentando fazer com que as palmilhas deem aos pés “normais” o mesmo apoio que tem a raça superior dos pés planos, em uma tentativa desesperada de adiar a inevitável extinção dos arcos por meio da seleção natural.
1. Fazer sexo antes de competições não atrapalha sua performance
É um axioma tão comum no mundo dos esportes que fazer sexo diminui o desempenho atlético que muitos treinadores chegam a proibir seus jogadores de qualquer contato sexual de uma noite para até um mês antes de partidas importantes.
Essa regra é velha. Há evidências de que mesmo os antigos gregos que participaram dos primeiros Jogos Olímpicos acreditavam que o sexo sugava seus níveis de energia e de agressão, de forma que não podiam dar seu melhor no dia seguinte.
Claro, se você ficar a noite toda fazendo malabarismos na cama, pode se machucar e vai ficar cansado, não vai dormir o suficiente, e seu desempenho será provavelmente prejudicado. Mas, tirando isso, não há nada que sugira que o sexo atrapalhe o desempenho atlético.
Por alguma razão, o mito é tão bizarro que a proibição só se aplica aos homens. Nos esportes femininos, muitas vezes é popularmente pensado que o sexo aumenta a testosterona, e por isso é incentivado para ajudá-las nas competições.
Por que o sexo seria uma coisa seria boa para elas e ruim para eles? Não faz sentido!
A falsidade dessa declaração foi apontada já em 1995, quando um estudo da Universidade de Yale (EUA) com onze homens testou seu desempenho quando tiveram relações sexuais e quando se abstiveram antes de partidas esportivas, e nenhuma mudança foi detectada. Inclusive, outro estudo realizado com corredores de maratonas em Londres sugeriu que o sexo pode melhorar o desempenho atlético.
Embora nem todos os ângulos que envolvem sexo e esportes tenham sido testados por pesquisas científicas, no geral, é seguro dizer que fazer sexo com sua(seu) namorada(o) ou mulher(marido) antes de um jogo não vai mudar em nada – e pode até ajudar – sua performance.
FONTE: Cracked.com/article_21502_6-bullshit-myths-you-believe-about-human-body_p2.html
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
CONHEÇA OS 10 MISTÉRIOS CIENTÍFICOS DE ALGUMAS COISAS DO DIA A DIA
Por que músicas grudam na sua cabeça? Por que o céu é azul? O que é um relâmpago globular?
Estas questões estão respondidas (ou, pelo menos, quase respondidas). Partindo deste princípio, é fácil pensar que todas as coisas cotidianas têm explicações completas e claras, relegando mistérios ao raro, ao remoto e ao isolado. No entanto, muitas coisas cotidianas ainda estão cheias de segredos não revelados.
10. Fita adesiva
Se você “puxar” certos tipos de fita adesiva em um vácuo, ela produz rajadas de raios-X. Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles notou este fato pela primeira vez em 2008, embora cientistas soviéticos tenham observado algo semelhante (a produção de elétrons de alta energia, em vez de raios-X) na década de 1950. Porém, parece que ninguém acreditou nas descobertas soviéticas, afinal, como puxar uma fita poderia gerar tais elétrons de alta energia? Desde 2008, muitos outros cientistas produziram raios-X com fita adesiva, de modo que parece ser um fenômeno real. Mas como isso acontece?
Sabemos que “descascar” a fita faz com que a carga aumente; é o chamado efeito triboelétrico. Uma vez que a carga (e campo elétrico associado a ela) se tornam grandes o suficiente, há uma descarga súbita – acontece uma explosão de elétrons que se mantém tão rápida que quando as partículas atingem alguma matéria, são emitidos raios-X. O problema é entender como os elétrons aceleram tanto. O artigo de 2008 concluiu: “Os limites de energias e larguras de flash que podem ser alcançados estão além das teorias atuais da tribologia”.
9. Prótons
Objetos de uso diário são feitos de átomos e cada átomo contém um ou mais prótons. O átomo mais simples – hidrogênio – consiste de um próton e um elétron. Um próton pode ser modelado como uma pequena esfera com um raio constante. Usando dados de experimentos com hidrogênio, os cientistas estimaram o raio do próton: 0,8775 fentômetros, com uma incerteza de mais ou menos 0,0051 fentômetro. Um fentômetro (FM) é igual a um quadrilionésimo de metro.
Os cientistas queriam uma margem de erro menor do que 0,0051, então Randolf Pohl e seus colegas fizeram experimentos com uma forma exótica de hidrogênio chamado hidrogênio muônico. Este é parecido com o hidrogênio normal, exceto que o elétron é substituído por um múon, uma partícula semelhante a um elétron, mas com muito mais massa. Como esperado, os pesquisadores reduziram a incerteza até 0,00067 fm e uma experiência posterior a reduziu ainda mais. Contudo, houve uma surpresa: eles chegaram a um valor muito menor para o raio do próprio próton.
Aqui está uma analogia. Suponha que você tenha uma vara de medição barata e que você a tenha usado para medir o raio de uma bola de praia gigante como sendo de 1 metro, com uma margem de erro de 0,1 metro. Em seguida, suponha que você tem um parquímetro gigante, que você usou para obter uma medição de 0,5 metro, com uma incerteza de 0,01 metro. O que está acontecendo? A bola não deve ter um raio diferente dependendo de como você a mede! Mas é exatamente isso que está acontecendo com as medições do raio dos prótons.
Será que a incerteza declarada no valor anterior é muito pequena? Ou talvez outros valores utilizados nos cálculos estavam errados? Ou será que algum novo fenômeno físico foi descoberto? É um mistério.
8. Cromossomo X
Os homens recebem cromossomo X de sua mãe e um cromossomo Y de seu pai. Já as mulheres têm um cromossomo X de sua mãe e um cromossomo X (diferente) de seu pai (outras combinações de cromossomos X e Y pode ocorrer, mas XY e XX são os mais comuns). Cada célula do corpo de uma mulher tem cópias de ambos os cromossomos X. A partir de 1949, uma sequência de descobertas levaram à conclusão de que um dos cromossomos X das mulheres é sempre inativo – a maior parte da informação genética nele é ignorada.
Suponha que temos uma célula de uma mulher na qual o cromossomo X de sua mãe está inativo e o cromossomo X do pai está ativo. Vamos chamá-la de “célula-pai”, enquanto a outra possibilidade seria de uma “célula-mãe”. Como uma célula decide se tornar uma célula-mãe ou uma célula-pai? Os cientistas acreditavam que isto era algo completamente aleatório, como se o organismo decidisse no cara ou coroa. Entretanto, experimentos recentes feitos com camundongos mostraram que um órgão inteiro (um olho, por exemplo) pode ser principalmente composto por células-mãe ou por células-pai. Não é aleatório e é um mistério ainda maior de entender como a célula faz sua escolha.
7. Magnetocepção dos animais
O que abelhas, pássaros e tubarões têm em comum? Eles conseguem sentir campos magnéticos. Isto é conhecido como magnetocepção (ou magnetorecepção). Como eles fazem isso? Existem duas hipóteses principais.
A primeira (e mais antiga) é que alguns animais têm pequenos ímãs em algumas de suas células. A ideia é que essas barras magnéticas se alinham com o campo magnético da Terra como agulhas de bússola, e suas orientações são comunicadas ao cérebro. Não é uma ideia maluca: minúsculos ímãs em barra foram encontrados em bicos de pombos, por exemplo. Infelizmente, as células do bico munidas de barras magnéticas acabaram por fazer parte do seu sistema imunológico, incapazes de se comunicar com o cérebro do animal.
A segunda hipótese principal é que há uma proteína no olho que, quando atingida pela luz azul, se divide em duas partes que são sensíveis a campos magnéticos. Claro, é possível que alguns animais usem ambos os mecanismos. Assim como também é possível que existam outros mecanismos. A ciência da magnetocepção animal ainda é nova, então muito permanece desconhecido.
6. Corar
O ato de corar consiste em uma vermelhidão involuntária do rosto, geralmente devido a fortes emoções ou estresse. É bem conhecido que a vermelhidão é devido ao alargamento dos vasos sanguíneos (vasodilatação), mas o que provoca a vasodilatação?
O primeiro sinal veio em 1982, quando Gustavo Mellander e sua equipe descobriram que as veias faciais têm receptores beta-adrenérgicos, além dos adrenoceptores alfa habituais. Esses receptores podem ser ativados pela adrenalina e moléculas semelhantes associadas com a resposta emocional. Será que os receptores beta-adrenérgicos nas veias faciais nos fazem corar?
Na década de 1990, Peter Drummond, professor de psicologia da Universidade de Murdoch, na Austrália, fez algumas experiências para descobrir. Algumas das suas cobaias receberam drogas para bloquear os alfa-adrenérgicos e outros receberam drogas para bloquear os receptores beta-adrenérgicos. Os participantes em seguida fizeram contas mentalmente estressante, cantaram ou fizeram exercícios físicos moderados, coisas que normalmente fazem com que as pessoas corem. Como esperado, o bloqueio de alfa-adrenérgicos não afetou a habilidade de corar. Já os bloqueadores beta-adrenérgicos causaram uma diminuição no fenômeno, mas não o inibiram completamente. Deve haver algo mais que nos faça corar, mas essa explicação permanece desconhecida.
5. Vidro
O vidro está por todos os lados na vida moderna: nas telas de smartphones, garrafas de refrigerante, canecas de café, janelas da cozinha, pode escolher. Certamente cientistas e engenheiros o entendem, não? Não.
O mistério está em como o vidro se forma. Você pode criá-lo ao aquecer uma substância formadora de vidro, como o dióxido de silício, até que ele se torne um líquido para, em seguida, o resfriar. Ao contrário, por exemplo, do sal, que muda de um líquido para um sólido cristalino a uma temperatura específica, o vidro torna-se mais e mais viscoso conforme esfria. Com uma temperatura baixa o suficiente, o vidro fica tão viscoso que se torna sólido, apesar de suas moléculas não estarem dispostas ordenadamente.
Em 2007, o físico norte-americano James Langer escreveu: “Nós não sabemos que tipo de transformação ocorre quando um líquido torna-se um vidro ou até mesmo se essa mudança familiar de estado é, na verdade, uma fase de transição termodinâmica como a condensação ou solidificação, ou algo completamente diferente.”A misteriosa transição vítrea” ainda é um tema de pesquisas ativas.
4. Alergia a amendoins
Nos Estados Unidos, o número de crianças com alergia a amendoim aumentou dramaticamente nos últimos anos. Um estudo descobriu que a prevalência em crianças aumentou de 0,4% em 1997 para 1,4% em 2008. Resultados semelhantes foram encontrados no Reino Unido, Canadá e Austrália. Por quê? Há muitas teorias.
Provavelmente, a ideia mais comum é a hipótese da higiene. Algumas crianças modernas crescem em ambientes muito limpos, onde não estão expostas às mesmas bactérias, fungos, pólen, vírus, etc, como os filhos de épocas anteriores. A hipótese é que, como resultado, seu sistema imunológico se desenvolve de forma diferente, por isso responde de forma diferente ao amendoim.
Outra possibilidade é que os amendoins são processados de forma diferente agora (eles são torrados), o que poderia torná-los mais alergênicos. Ou, talvez, crianças modernas não estejam recebendo quantidade suficiente de vitamina D. Talvez o amendoim seja introduzido tarde demais na dieta. Há muitas possibilidades, mas não muitas respostas.
3. Veneno da viúva negra
Aranhas viúvas-negras são encontrados em locais de clima temperado em todo o mundo. Quando picam os seres humanos, o veneno frequentemente causa dores terríveis em todo o corpo e flutuações da pressão arterial que podem durar dias. De acordo com o livro “The Red Hourglass”, de Gordon Grice, “algumas [vítimas] tentaram se matar para parar a dor”. Mas como ele funciona? É aí que as coisas ficam misteriosas.
Uma dose do veneno contém apenas algumas moléculas da neurotoxina, a qual tem um elevado peso molecular – na verdade, as moléculas são suficientemente grandes para serem vistas sob um microscópio comum. Como é que estas poucas moléculas conseguem afetar todo o corpo de um animal pesando dezenas ou mesmo centenas de quilos? Ninguém nunca explicou o mecanismo específico.
De alguma forma, a neurotoxina deve enganar o organismo para atacar a si mesmo. Compreender como faz isso pode fornecer insights sobre doenças auto-imunes e outras condições em que o corpo ataca a si mesmo.
2. Gelo
Jogadores de hóquei e patinadores deslizam sobre o gelo porque ele é muito escorregadio. Mas por que ele é tão escorregadio?! Os mesmos patins não deslizam sobre asfalto, vidro ou uma chapa de aço.
A resposta antiga era que o patim exerce pressão sobre o gelo. O aumento de pressão reduz o ponto de fusão do gelo, fazendo com que se derreta e crie uma fina camada de água no estado líquido, que é escorregadia. O problema com essa resposta é que a pressão não é grande o suficiente para explicar o deslizamento observado.
Duas outras respostas têm sido propostas. Uma delas é que o atrito derrete o gelo. A outra é a de que o limite de gelo/ar sempre tem uma fina camada de água no estado líquido. Há evidências experimentais para ambas as respostas, então a soução pode ser uma combinação delas, contudo a contribuição relativa de cada uma não é conhecida.
Também pode haver outros mecanismos em ação. A “escorregabilidade” do gelo não é a única propriedade esquisita da água – há muitas mais, entre elas o seu ponto de fusão, excepcionalmente elevado.
1. A dominância da matéria
Quase tudo que nos rodeia é feito de matéria, e não antimatéria. Mesmo quando a antimatéria consegue ser produzida (no decaimento radioativo de determinados átomos, por exemplo, ou em algumas trovoadas), ela normalmente colide com alguma matéria e rapidamente desaparece em uma explosão de raios gama de alta energia.
O problema é que o melhor modelo atual da física de partículas fundamentais, o Modelo Padrão, prevê que quantidades iguais de matéria e antimatéria deveriam ter sido produzidas pelo Big Bang. No entanto, parece haver mais matéria do que antimatéria. Por quê?
Uma possibilidade é que o Modelo Padrão precisa ser revisto, de modo que a nova versão preveja uma ligeira preferência para a produção da matéria sobre a antimatéria. Outra possibilidade é que o Modelo Padrão é bom, mas de alguma forma a antimatéria e a matéria se separaram, com espaço vazio entre elas. Mas que mecanismo as separaria? A gravidade as colocaria juntas, e não as empurraria uma para longe da outra.
Este problema é conhecido como “assimetria bariônica do universo”. Ele continua sendo um dos grandes mistérios não resolvidos da física moderna.
FONTE: Listverse.com/2014/07/19/10-baffling-scientific-mysteries-of-everyday-things/
A APARTIR DE AGORA, O AQUECIMENTO GLOBAL NÃO PARA MAIS
Aproveite a pausa no aquecimento global enquanto ela ainda está por aqui, porque provavelmente esta é a última que vai acontecer neste século. Uma vez que as temperaturas começarem a subir novamente, elas não vão parar até o final do século – a menos que façamos um esforço para reduzir as nossas emissões de gases de efeito estufa.
A desaceleração do aquecimento global que vem nos beneficiando desde 1997 parece ser impulsionada pela ocorrência de ventos excepcionalmente fortes sobre o Oceano Pacífico, que estão “enterrando” o calor na água. Porém, de acordo com dois estudos independentes, mesmo que isso volte a acontecer, ou uma erupção vulcânica lance partículas de resfriamento no ar, não é provável que vejamos novamente um hiato semelhante.
Masahiro Watanabe, da Universidade de Tóquio, no Japão, e seus colegas descobriram que, ao longo das últimas três décadas, os altos e baixos naturais de temperatura têm tido menos influência sobre o calor global do planeta. Na década de 1980, a variabilidade natural foi responsável por quase metade das variações de temperatura observadas. Isso caiu para 38% em 1990 e, na década de 2000, chegou a apenas 27%.
Ao invés disso, o aquecimento induzido pelo homem é responsável por cada vez mais alterações do clima. Com o aquecimento cada vez mais rápido, pequenas variações naturais têm menos impacto e é improvável que substituam o induzido pelo homem. “A implicação é que vamos ter menos períodos de hiato, ou períodos de hiato que duram menos tempo”, explica Wenju Cai, especialista em clima da Organização de Pesquisa Científica e Industrial Comunitária, em Melbourne, na Austrália, que não estava envolvido no trabalho.
Outro estudo recente aponta que o hiato atual pode ser o nosso último por um tempo. Matthew England e seus colegas da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália, tentaram quantificar a chance de outra pausa. “Nos parece que esta provavelmente vai ser a última que veremos no futuro próximo”, afirma England.
Usando 31 modelos climáticos, os pesquisadores mostraram que, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem a subir, a chance de um hiato – um período de 10 anos sem aquecimento significativo – cai para praticamente zero após 2030. O hiato atual provavelmente será seguido por um rápido aquecimento à medida que o calor preso no oceano escapa para a atmosfera, de modo que não é provável que tenhamos mais uma década sem aquecimento antes de 2030. England acredita a próxima pausa pode levar um século ou mais para acontecer.
Contudo, este quadro pode mudar se desacelerarmos agora as emissões de gases de efeito estufa. Se conseguirmos alcançar as metas de emissões globais até 2040, o aumento da temperatura irá diminuir até o final do século, e os períodos de hiato seriam mais prováveis.
Estas lacunas também pode ser desencadeadas por erupções vulcânicas que expelem partículas no ar, refletindo a luz solar para longe da Terra, como aconteceu depois da erupção de 1991 do Monte Pinatubo, nas Filipinas. Mas, mesmo que um vulcão entre em erupção, faria pouca diferença. “Depois de 2030, é provável que a taxa de aquecimento global seja tão rápida que até mesmo grandes erupções vulcânicas na escala de Krakatoa não seriam susceptíveis a levar a uma década de hiato”, diz Nicola Maher, membro da equipe australiana.
FONTE: NewScientist.com/article/dn26122-no-more-pause-warming-will-be-nonstop-from-now-on.html
CONHEÇA 10 DICAS PARA FICAR MAIS INTELIGENTE
Certamente você gostaria de se tornar mais inteligente, de forma a ter um rendimento melhor nos estudos e no trabalho.
Mas você sabia que é possível dar um empurrãozinho ao funcionamento do seu cérebro? A revista Time fez uma lista com pequenas atitudes que o podem ajudar a ser uma pessoa mais inteligente.
Em seguida conheça algumas das dicas elaboradas pela conceituada revista Time e teste por si mesmo se fica mais inteligente.
1. Faça uma boa gestão do seu tempo online
Certamente já reparou que, de vez em quando, faz login no Facebook só para dar uma olhadinha e quando dá por si passaram algumas horas diante da tela. Isso não significa que você não se possa divertir com as redes sociais, mas aprender a administrar o tempo na internet é importante.
Você pode usar o lado bom da internet e dedicar algum do seu tempo a aprender coisas novas, a tentar aprender uma nova língua, a conhecer um novo país, a aprender mais a respeito do corpo humano, entre outras boas coisas.
2. Escreva o que aprende
Você acede a um gigantesco número de informações diariamente, por isso não adianta tentar lembrar o conteúdo de um artigo que acabou de ler e achou incrível. Quando alguma coisa for realmente importante o ideal é que você anote para se poder lembrar depois.
3. Liste as coisas que você já fez
Ser confiante e feliz é sinal de inteligência, e uma boa forma de você se tornar confiante e satisfeito é lembrar-se das coisas que já conquistou. Se a sua meta era fazer academia e já está na musculação há duas semanas, lembre-se disso. Idem para as conquistas no trabalho, na faculdade, na escola. Isso vai fazer de si uma pessoa mais motivada.
4. Jogue mais
Como imagina, os jogos mais recomendados para treinar o cérebro são o xadrez, alguns jogos de baralho e, claro, as famosas palavras cruzadas. Tudo que envolve planeamento estratégico e memória é uma boa ideia. Melhor ainda se você jogar sozinho, sem ajuda de livros e dicas.
5. Selecione melhor os seus amigos
Como compreende, as pessoas com as quais se relaciona podem influenciar os seus hábitos e decisões. Por isso, é sempre bom manter por perto aquele amigo que gosta de ler, que é bom nos estudos, que tem um bom relacionamento social, que sabe tomar boas decisões, etc. De acordo com Saurabh Shah, o seu QI é uma média do QI das cinco pessoas mais próximas de si.
6. Leia muito
Esse é um conselho um pouco chato para algumas pessoas. No entanto, é preciso reforçar o poder da leitura, principalmente em tempos de redes sociais, quando passamos mais tempo em contato com conteúdos fracos sem uma boa narrativa literária.
Em termos científicos, a leitura tem o poder de impulsionar o seu cérebro sendo também um ótimo exercício para a criatividade. Você não precisa de ler a obra completa de Dostoiévski, mas pode criar o hábito de ler jornais e, quem sabe, um livro que faz mais o seu estilo.
7. Explique coisas para as pessoas
Albert Einstein disse que "se você não consegue explicar de uma maneira simples, você não entende o assunto bem o suficiente" e, mais uma vez, ele estava certo. Quando você realmente entende um assunto, consegue falar sobre ele com facilidade.
Por isso, acostume-se a falar a respeito das coisas que você tem aprendido. Pode ser até para você mesmo, na frente do espelho. A verdade é que é fácil aprender nova informação, mas manter esse conhecimento é a verdadeira aprendizagem.
8. Faça coisas novas e aleatórias
Ninguém gosta de rotina, nem mesmo o seu cérebro. Por isso, faça coisas novas e diferentes com frequência. Pode ser que um dia o que você fizer hoje seja útil ou, na pior das hipóteses, você está a criar memórias de novas experiências.
Steve Jobs, por exemplo, fazia aulas de caligrafia quando era mais novo, mesmo sem precisar de se preocupar com isso. Anos mais tarde, quando se tornou o génio responsável pela Apple, os conceitos de design que aprendeu foram mais do que úteis.
Se você trabalha com fotografia, tente escrever um pouco também. Se o seu interesse maior é a saúde, pratique ioga ou aventure-se numa aula de zumba. Vale tudo: de torneios de pôquer com os amigos a caminhadas em parques desconhecidos aos finais de semana.
9. Aprenda um novo idioma
Se você tem acesso à internet, já não tem desculpa para não aprender outro idioma. É lógico que ter aulas de uma língua estrangeira com um professor é sempre a melhor opção, mas você pode também aprender sozinho.
Com uma boa pesquisa, você pode descobrir sites que ensinam gramática, ortografia, interpretação de texto, expressões idiomáticas e dão dicas de como se aprofundar noutra língua. É também importante saber outra língua além da nativa para se destacar no mercado de trabalho.
10. Relaxe
Depois de um dia stressante e com todas as tarefas do trabalho cumpridas, depois de fazer aquela aula de pilates, de começar a ler um novo livro e de aprender um pouco mais sobre algo que lhe interesse, relaxe, respire e fique algum tempo em silêncio, sem fazer nada.
Esses minutos de calma são muito úteis para que o seu cérebro assimile tudo o que você fez e para que o seu corpo recomponha as energias. Se você é do tipo que vive muito estressado e irritado, experimente fazer um pouco de meditação diariamente. FONTE: Time.com/3032117/get-smarter-every-day/
CONHEÇA AS 7 MISTERIOSAS RAZÕES PARA A CONSTRUÇÃO DE STONEHENGE
Pesquisadores recentemente tiveram a rara oportunidade de bater os megálitos gigantes em Stonehenge e notaram que cada tinha uma ressonância semelhante às de sinos de metal ou de madeira.
Eles propuseram que o estranho monumento já terá sido ou um antigo sistema de comunicação de longa distância, ou um sistema de sino da igreja da Idade da Pedra.
Mas, apesar de séculos de especulação, os cientistas não estão muito mais perto de revelar o motivo da construção do monumento enigmático na planície de Salisbury, na Inglaterra, há milhares de anos.
Lendas associam o local à magia de Merlin, e os teóricos da conspiração têm associado alienígenas e OVNIs aos megálitos. Os cientistas propõem mais teorias fundamentadas sobre o local.
1. Solo sagrado de caça
A área em torno de Stonehenge era um terreno de caça ao longo de uma antiga rota de migração auroch milhares de anos antes de as primeiras pedras serem levantadas, de acordo com evidências arqueológicas.
Um local a apenas uma milha (1,6 km) de distância de Wiltshire, na Inglaterra - contém evidências de ocupação humana que abrange 3.000 anos, incluindo milhares de ossos auroch, ferramentas de pedra e evidências de queimadas.
Stonehenge tem evidência de construção. Já há entre 8500 e 10.000 anos atrás, alguns pinheiros foram levantados para criar uma estrutura antiga. Esta evidência arqueológica sugere que o local era originalmente um local caça antiga e de banquetes, e talvez os megálitos tenham sido criados para lembrar a generosidade de carne.
2. Monumento de unidade?
A construção de Stonehenge pode ter sido mais do que apenas para lembrar alimentação. Alguns acreditam que os megálitos britânicos foram erguidas para celebrar a paz e a unidade. Durante o período do monumento, entre 3.000 a.C e 2.500 a.C, a cultura da ilha britânica estava cada vez mais unificada.
Tal fato é exemplificado por estilos de cerâmica mais uniformes tomando conta de toda a região. O esforço maciço teria levado milhares de trabalhadores e empregados a transportar pedras do longínquo País de Gales. Trabalhar num projeto tão grande teria sido um exercício de unificação por si só.
3. Calendário astronômico
Muitos acreditam que os antigos comemoravam o solstício de inverno em Stonehenge. A avenida perto de Stonehenge está alinhada com o pôr do sol do solstício de inverno.
De igual forma, evidências arqueológicas nas proximidades sugere que porcos eram abatidos durante dezembro e janeiro - possivelmente para uma festa meados de inverno.
O local também enfrenta o nascer do sol durante o solstício de verão, e milhares de visitantes ainda migram para o local todos os anos para celebrar aquele momento.
4. Ilusão do som de Stonehenge
Dois gaiteiros que tocavam num campo ao redor de Stonehenge viram os sons ser cancelados em certos pontos, tal ilusão de som pode ter inspirado os construtores de Stonehenge, de acordo com uma apresentação feita na Associação Americana para o Avanço das Ciências, em 2012.
Os megálitos poderiam ter sido criados para aumentar o cancelamento de som natural da área, com as pedras bloqueando seletivamente o som.
Mesmo aqueles que não acraditam na teoria de ilusão de som não negam que Stonehenge tem uma acústica incrível, com os ecos cavernosos tipicamente encontrados em uma sala de aula ou numa catedral.
5. Cemitério de elite
O misterioso monumento pode ter sido um cemitério para a elite, de acordo com um estudo. Milhares de fragmentos de esqueletos de pelo menos 63 pessoas foram exumados de área, com uma proporção igual de homens, mulheres e crianças.
Os enterros datam de 3.000 a.C, quando a construção do monumento estava a começar. Os arqueólogos também desenterraram uma possível tigela de incenso e uma cabeça de maça, um objeto geralmente associado à elite na sociedade antiga.
6. Sinos gigantes
A teoria mais recente sugere que os dolerites e sarsens em Stonehenge produziam diferentes sons únicos e subtis semelhantes a sinos de madeira ou metálicos ocos. Porque os sons teriam percorrido longas distâncias, esses sons poderiam ter sido uma forma de comunicação primitiva.
Alternativamente, eles podem ter sido usados tanto como os sinos das igrejas como são hoje. A ideia de usar pedras para fazer música não é nova, muitas outras culturas têm utilizado litofónes - ou xilofones de pedra - que produzem sons únicos.
7. Local de cura
Muitos dos esqueletos enterrados perto de Stonehenge têm marcas de doença ou lesão, levando Geoffrey Wainwright e Timothy Darvill a propor que o local seria um ponto de cura antigo.
Dando crédito a essa teoria, muitas das pedras azuis de Stonehenge foram escavadas ao longo dos tempos, talvez por peregrinos há muito perdidos que procuram talismãs de proteção ou de cura a partir do local.
É também importante notar que Stonehenge pode ter sido construído por muitos, alguns ou nenhum desses motivos, e as probabilidades são que ninguém nunca vá saber com certeza o motivo da sua construção.
FONTE: Livescience.com/44283-why-stonehenge-was-built-theories.html
É DESCOBERTO 15 ESTRUTURAS ENTERRADAS EM TORNO DE STONEHENGE
Uma pesquisa revelou 15 estruturas escondidas sob o solo em torno de Stonehenge, e mostrou que havia muito mais a acontecer no local do que sabíamos.
Stonehenge sempre foi um mistério para os pesquisadores. Para começar, para que foi construído o local com cerca de 5.000 anos de idade?
E como foram transportadas as toneladas de pedras que criaram o monumento, tendo percorrido quase 300 km desde o País de Gales? [5 estranhas teorias sobre Stonehenge]
Agora, uma investigação de quatro anos revelou que pode ter acontecido muito mais coisas no monumento do que se pensava anteriormente.
Liderado pelo Instituto Ludwig Boltzmann de Prospecção Arqueológica e Arqueologia Virtual, o estudo utilizou radares não-destrutivos e escaneamento a laser 3D para obter uma imagem no chão dentro de um raio de 10 km2 de Stonehenge, e revelou 15 monumentos anteriormente ocultos.
As estruturas parecem incluir cercas, carrinhos de mão, valas segmentados e poços, alguns dos quais tinham sido detectados antes, mas nunca estudadas, e alguns das quais eram completamente novos para os pesquisadores.
Embora alguns desses monumentos possam ter sido originalmente construídos no subsolo, outros podem ter ficado encobertos pela erosão ou pela produção gradual de solo feita pelas minhocas. Ainda há muito para descobrir sobre as novas estruturas, mas a descoberta muda tudo o que pensávamos que sabíamos sobre Stonehenge.
Uma das descobertas-chave é uma calha através de uma vala Leste-Oeste, conhecida como "Cursus". Acredita-se que este monumento foi feito para se alinhar com o nascer do sol nos equinócios de primavera e outono.
No ano passado, a pesquisa revelou que a área em torno de Stonehenge é a mais antiga região continuamente ocupada na Grã-Bretanha, e pode ter sido habitada desde 8820 AC. Espera-se que mais informações sobre Stonehenge e o seu propósito original possa lançar alguma luz sobre as culturas que existiam anteriormente no local.
FONTE: sciencealert.com.au/news/20142808-26083.html
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