Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

MOTORES DE ANTIMATÉRIA E FUSÃO PODERÃO MOVER NAVES ESPACIAIS NO FUTURO

Em 2010, a NASA produziu um trabalho em parceria com o “The Tauri Group” para determinar quais as áreas de avanço tecnológico mais promissoras, que permitiriam vencer os desafios da exploração espacial. Uma das tecnologias sugeridas pela pesquisa, chamada de “Technology Frontiers: Breakthrough Capabilities for Space Exploration” (“Fronteiras da Tecnologia: capacidades inovadoras para a exploração espacial”) é o uso de antimatéria para disparar um motor de fusão nuclear. Como combustível para esse motor, seriam usadas pastilhas contendo deutério e trítio – isótopos mais pesados do hidrogênio -, cercados por um material mais pesado, como urânio. A ideia é disparar um raio de antiprótons – o equivalente da antimatéria aos prótons – para iniciar a reação de fusão, com o hidrogênio sendo convertido em hélio e liberando muita energia. A propulsão poderia ser obtida de diversas formas, como aquecendo um combustível ao ejetá-lo em altíssimas velocidades. A ideia não é nova: o projeto Daedalus, da Sociedade Interplanetária Britânica, já propôs o uso de foguetes de fusão para fazer viagens interestelares. Os cálculos apontam que uma viagem para Júpiter precisaria de 1,16 gramas de antiprótons, o que não parece muito, exceto quando consideramos que desde 1950 não devem ter sido produzidos mais de 10 nanogramas do material em aceleradores de partículas, e que poucas gramas devem custar vários trilhões de dólares. Porém, os autores do estudo apontam que a produção de antiprótons está avançando, e talvez venham a ser a grande novidade em propulsão espacial até 2060. Com a quantidade de combustível suficiente, uma viagem a Júpiter não demoraria mais que alguns poucos meses, e seria possível chegar em Marte depois de apenas 39 dias de viagem, usando um foguete de plasma. Fonte: Space.com

BEBER ÁLCOOL ENCOLHE O CÉREBRO

Quem bebe álcool, mesmo nas menores quantidades, tem um volume cerebral menor do que as pessoas que não bebem, de acordo com um estudo publicado na revista científica Archives of Neurology. Apesar de um pequeno encolhimento no cérebro ser normal com a idade, quantidades maiores de redução em algumas áreas já foram ligadas a demência. Carol Ann Paul da Universidade de Boston, nos EUA, tinha a esperança de descobrir que o álcool poderia proteger o cérebro do encolhimento. No entanto ela descobriu que qualquer nível de consumo de álcool leva à redução de volume cerebral. Foram 1.839 pessoas, uma amostra de tamanho significativo, que fizeram o exame de Ressonância Magnética do cérebro e disseram o quanto bebiam. Como regra geral a cientista descobriu que quanto mais álcool é consumido, menor é o volume do cérebro com os abstinentes tendo um volume mais alto do que pessoas que pararam de beber ou que bebem 14 ou mais drinques por semana. A conexão entre o consumo de álcool e o volume cerebral foi mais enfático nas mulheres. Nos homens, apenas aqueles que bebiam 14 ou mais drinques por semana tinham volume cerebral menor do que aqueles acostumados com pouco álcool. Nas mulheres, mesmo variações sutis na ingestão de álcool mostraram diferenças claras no volume do cérebro. Essa discrepância não deixou claro que quantidades pequenas de bebidas alcoólicas encolhem o cérebro. O álcool desidrata e a desidratação pode ter efeitos negativos em quaisquer tecidos sensíveis. No entanto o estudo não responde se cérebros “encolhidos” ou com menor volume tem mais dificuldades de memória e funcionamento mental. As diferenças de volume também eram pequenas: 1,5% entre aqueles que não bebem e os que bebem muito. No entanto especialistas afirmam que a descoberta sobre a redução do cérebro é interessante. Mas ainda há um longo caminho para descobrir as implicações desse fato. Fonte: CNN

BEBER EXCESSIVAMENTE PREJUDICA MAIS A MULHER DO QUE O HOMEN

Quando se trata de “aguentar beber”, algumas mulheres são capazes de beber tanto quanto os homens. Porém, não há igualdade quando se trata de qual saúde sofre mais por isso. Segundo uma nova pesquisa, o consumo excessivo de álcool leva a maiores estragos no corpo feminino, com um maior risco de danos no cérebro, fígado e coração, entre outras condições. A pesquisa apresentou um salto de 30% em mulheres que bebem demais entre 1979 e 2006 (isto é, que tomam pelo menos quatro bebidas alcoólicas em rápida sucessão). Os especialistas estão cada vez mais preocupados com o aumento da “bebedeira” entre mulheres mais jovens. Um estudo que reúne dados de mais de 500.000 pessoas indica que mulheres com idade entre 21 e 23 anos são o único grupo cuja bebedeira aumentou. Isso é preocupante. As diferenças físicas entre homens e mulheres desempenham um papel importante na maneira como o corpo metaboliza o álcool. As mulheres têm mais gordura e menos água em seus sistemas, bem como níveis mais baixos de uma enzima importante na decomposição do álcool. Isso significa que elas experimentam os efeitos da bebida mais rapidamente e durante mais tempo que os homens. Segundo os pesquisadores, como as mulheres são menores do que os homens, a mesma quantidade de álcool fica mais concentrada no corpo de uma mulher no que no corpo de um homem. Isso significa que quando um homem e uma mulher bebem a mesma quantidade de álcool, em geral, os órgãos internos da mulher ficam mais expostos do que os do homem. As consequências de beber incluem diversos danos as mulheres. Por exemplo, lesões no fígado. As mulheres desenvolvem doença hepática induzida por álcool, incluindo hepatite e cirrose, durante um curto período de tempo e depois de menos consumo de álcool do que os homens. O hormônio feminino estrogênio pode aumentar os riscos. Outras lesões são as cerebrais. Exames de ressonância magnética mostraram que certas regiões do cérebro são menores em mulheres alcoólatras do que em outras mulheres e homens que são alcoólatras, mesmo após as medidas serem ajustadas ao tamanho da cabeça. A doença cardíaca também é uma ameaça. Muitos estudos têm mostrado que uma ou duas bebidas por dia é saudável para o coração. No entanto, outras pesquisas mostram taxas similares de danos graves ao músculo do coração entre mulheres e homens que são alcoólicos, apesar do fato das mulheres alcoólatras consumirem 60% menos álcool durante a vida, em média. O risco de desenvolver câncer de mama também sobe drasticamente para as alcoólatras. Uma grande análise mostrou que o risco de desenvolver a doença salta 9% para cada aumento de 10 gramas de consumo diário de álcool por dia, até 60 gramas. Além disso, o risco de acidentes e casos violentos é muito maior. Não apenas as mulheres se colocam em maior risco de serem abordadas, sexualmente ou não, como tem havido um aumento na última década na proporção de motoristas mulheres envolvidas em acidentes de carro fatais. Os hábitos de consumo não saudáveis colocam as mulheres em maior risco para uma variedade de consequências adversas à saúde e socialmente, incluindo a infecção pelo vírus da Aids. Mesmo condições menos sérias, tais como sinusite ou infecções da bexiga, podem ser provocadas pelo abuso de álcool. Algumas ex-alcoólatras relataram infecções crônicas no seio, desidratação, síndrome do intestino irritável, etc. O alcoolismo pode ser muito “sutil”. Muitas vezes as pessoas não conseguem perceber quando “cruzam a linha” para a doença. Aliás, segundo pesquisadores e especialistas, muitas pessoas não sabem sequer que é uma doença. Os cientistas encorajam os profissionais de saúde a fazer exames em mulheres de todas as idades para selecionar as com problemas de bebida, já que os sintomas são tão facilmente negligenciados. Por exemplo, em mulheres mais velhas, o álcool pode ser um “culpado oculto” que contribui para a depressão, quedas frequentes, ou insuficiência cardíaca. Nem os profissionais de saúde, nem os pacientes devem simplesmente assumir que o álcool não pode ser um problema; pois não só pode, como é. Fonte: LiveScience

MULHERES QUE BEBEM CERVEJA PODEM DESENVOLVER PSORÍASE MAIS FACILMENTE

As moças que gostam de “suco de cevada” podem querer pedir um refrigerante após lerem sobre essa pesquisa: beber cerveja aumenta as chances de uma mulher desenvolver psoríase em até 70%. A psoríase é uma doença auto-imune que faz com que a pele fique vermelha, inflamada e com possíveis lesões que causam escamação. Estima-se que 2,5% dos caucasianos e 1,3% dos negros sofram com a doença. Os médicos ainda não sabem a causa exata da psoríase, mas acreditam que algum fator ative o sistema imunológico do corpo, fazendo com que as células da pele se reproduzam de forma muito acelerada. Pesquisadores da faculdade de medicina de Harvard resolveram analisar melhor a associação que há entre bebidas alcoólicas e psoríase. Para isso, eles observaram dados de mais de 82 mil mulheres, que respondiam a questionários a cada dois anos desde 1991. As questões incluíam a quantidade e a freqüência de bebidas alcoólicas que as moças consumiam. Até 2005, pouco mais de mil destas mulheres havia desenvolvido psoríase. A maioria destas afirmava beber cerveja até duas vezes por semana – mostrando que as que bebiam o líquido tinham 72% a mais de chances de desenvolver a doença. Curiosamente, nenhuma ligação com outras bebidas alcoólicas populares, como o vinho, foi notada. Isso pode acontecer porque cevada e outros grãos contêm glúten e pessoas com psoríase têm sensibilidade a essa substância. Especialistas aconselham que mulheres que tenham histórico de psoríase na família evitem beber cerveja. Fonte: LiveScience

terça-feira, 16 de julho de 2013

OS PIORES VENENOS DO MUNDO

Aranhas, escorpiões, “remédio” pra matar barata, sua sogra, a menina que faz intriga com seu nome… O que tudo isso tem em comum? VENENO!! Listamos aqui algumas dessas substâncias de efeito nocivo, e às vezes letal. OS ANIMAIS MAIS VENENOSOS DA TERRA
8: Peixe pedra: Com uma capacidade incrível de se camuflar, este peixe que vive nas proximidades da Oceania possui um veneno que, quando inoculado, causa uma dor intensa, e se o ferimento não for tratado nas primeiras horas, pode levar à morte por paralisia e dificuldade respiratória.
7: Aranha Armadeira: Uma espécie bastante agressiva, podendo ser encontrada principalmente em árvores, embora seja muito comum encontrar um desses bichinhos dentro de casa. A picada resulta em uma dor insuportável no local, seguida de tontura, hipotensão, suor e espasmos.
6: Cobra Rei: Alimenta-se basicamente de outras cobras, vive no sul e sudeste da Ásia. Seu veneno atinge diretamente o sistema nervoso central.
5: Escorpião Dourado Israelense: Geralmente não ataca seres humanos. Seu veneno é um coquetel de neurotoxinas, que além de dor intensa, provoca febre, convulsões, paralisia e coma, podendo levar à morte em poucas horas.
4: Inland Taipan: Embora seja agressiva somente quando se sente ameaçada, essa serpente, quando ataca, inocula um veneno capaz de matar até 100 homens. Seu veneno age destruindo as células sanguíneas, provocando hemorragias internas.
3: Polvo de Anéis Azuis: Este pequeno e belo animal vive nas águas que banham a Austrália. Não existe antídoto para seu veneno, que é inoculado através de uma mordida praticamente indolor, o que o torna muito mais perigoso, já que a pessoa não sente na hora o que aconteceu. Os primeiros sintomas são náuseas e visão embaçada. Em poucos minutos, a pessoa perde o tato, a visão e a capacidade de falar ou engolir. Se não receber socorro rapidamente, a vítima pode ficar paralisada e morrer por asfixia.
2: Rã Flecha Venenosa: Carrega em seu corpo veneno suficiente para matar cerca de 2.200 pessoas. Os índios da zona equatorial utilizavam seu veneno para molhar a ponta de suas flechas – daí vem seu nome. O veneno da rã penetra na corrente sanguínea através da ingestão, (se, após tocar na rã, colocar o dedo na boca, por exemplo) ou através de um corte na pele, mas raramente se simplesmente tocar no animal. Seu veneno impede os nervos de transmitir impulsos, deixando os músculos em estado de contração ou paralisia, podendo levar à morte por insuficiência cardíaca ou fibrilação.
1:Vespa do Mar: Em primeiro lugar, temos a água-viva que aterroriza surfistas e banhistas na costa australiana. Seu veneno pode matar um ser humano em 2 minutos, tempo muitas vezes insuficiente para a pessoa chegar à praia. Carrega em seu corpo veneno suficiente para matar 60 pessoas, e é tão intenso que ataca de uma vez, sistema nervoso, coração e pele. Ao menor contato com os tentáculos da medusa (mesmo que estes já não estejam mais ligados ao corpo da mesma), o veneno é inoculado, causando queimadura no local, dor intensa, respiração descontrolada, paralisia do sistema linfático, os glóbulos vermelhos do sangue são dissolvidos, e por fim, parada cárdeo-respiratória. Existe antídoto para o veneno, produzido a partir do mesmo, e é recomendado compressão torácica e respiração artificial até chegar o socorro.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

CÓLICAS MENSTRUAIS E TPM: LIVRE-SE DELAS‏!

Há mulheres que detestam ficar menstruadas, outras que se sentem aliviadas quando o ciclo se completa. No primeiro caso, cólicas constantes prejudicam o rendimento no trabalho ou faculdade e, durante a TPM (tensão pré-menstrual), elas chegam a nocautear maridos e namorados. Conheça as causas e, também, soluções para livrar-se de uma vez por todas deste mal estar. Por que sentimos cólica? No ciclo menstrual, o óvulo não fecundado é eliminado, causando alterações no endométrio (membrana que reveste o útero). Durante este processo, ocorre isquemia nas células uterinas (baixa irrigação sanguínea), ocasionando dor. O nome científico da cólica menstrual é dismenorréia primária (as secundárias, são consideradas patológicas). Sua intensidade, branda ou pungente, explica-se pela quantidade de prostaglandina no útero. Tome cuidado! “Para os transtornos relacionados ao ciclo menstrual, o diagnóstico é clínico”, explica a ginecologista Denise Drumond. Isto significa que a paciente deve ter uma boa conversa com o seu médico, sem que nenhum dado seja omitido. Acontece de a paciente achar que está sofrendo com cólicas menstruais e, na verdade, apresentar dismenorréia secundária (do tipo patológico). Neste caso, dores no útero podem ser em função do uso de DIU, evolução de um mioma, pólipo interuterino ou endometriose inflamatória-pélvica. Cortar, ou não, o mal pela raiz? Mas não só de cólicas vivem as mulheres. Outro mito do ciclo menstrual é a tensão pré-menstrual (TPM). Luciana Ramos Lavorato, 26, sempre sofreu com as dores da cólica, mas era a TPM que a tirava do sério. Cansada de sofrer, resolveu cortar o mal pela raíz – parou de menstruar. “Durante o período pré-menstrual, tinha vontade de morder as pessoas quando contrariada, brigava com motorista de ônibus e os dois maridos que tive sempre reclamaram da minha oscilação de humor”, relata Luciana, que diz sofrer de TPM desde os 15 anos. Depois de assistir pela TV uma entrevista com o ginecologista baiano Eusimar Coutinho, autor do polêmico livro “Menstruação, a Sangria Inútil”, ela tomou a decisão de suspender o ciclo através do uso contínuo de pílula anticoncepcional, tendo o apoio de sua ginecologista. TPM, a síndrome A tensão pré-menstrual ou síndrome pré-menstrual é caracterizada por alterações emocionais, transtornos psicossomáticos e comportamentais. Lesões orgânicas, como a queda de prostaglandina e várias vitaminas, como a B6, A e E são produzidas por influências psíquicas, consideradas, até hoje, um “mistério”. Por exemplo, a ginecologista e obstetra Denise Drumond explica que a mulher com TPM sofre de um certo “transtorno do eixo hipotálamo-hipófise-ovário”, mas por que isto acontece, a ciência ainda não conseguiu explicar. Além da alteração em áreas cerebrais de extrema importância (a hipófise, por exemplo, controla a temperatura do corpo e o sono), durante a síndrome há queda de beta-endorfinas, de prostaglandina (do tipo F2-alfa, E2, D) e vitaminas B6, A e E, além de refração líquida. Nesta época, a mulher pode sofrer de depressão, oscilações de humor, ansiedade e dor nos seios. Solução natural: dieta e exercício físico Evitar – substâncias estimulantes, como derivados de cafeína, cola e xantina Não fume! Reduzir – uso de bebida alcóolica, sal marinho e açúcar refinado Preferir – alimentos diuréticos, como morango, melancia, salsa e agrião. Em sua dieta, dê preferência a verduras e legumes. Habitue-se a dormir bem Pratique exercício físico regularmente, eles propiciam o auto-controle e estimulam a produção de beta-endorfinas no organismo. As atividades mais recomendadas são: hidroginástica, yoga, tai-chi-chuan e massagens relaxantes. Castração química A ginecologista e obstetra Denise Drumond também encoraja suas pacientes em suspender a menstruação quando julga necessário. “Mal não faz, mas o profissional deve fazer um exame físico detalhado, para que a solução não vire mais um problema”, alerta Denise. Existem pacientes que não se adaptam ao uso contínuo de anticoncepcionais. Outras alternativas para a “castração química” são: pílula injetável (90/90 dias), uso de análogo de Gnrh, danasol ou gestinona. Mas não se auto-medique: procure a opinião do seu médico. Fonte: Acessa

domingo, 5 de maio de 2013

SAIBA COMO CUIDAR BEM DOS RINS

Apenas 150 gramas muito bem distribuídos em 12 centímetros de altura (clique na imagem para conferir a explicação) — parece pouco, principalmente quando comparados a pulmões e fígado. Porém, os rins são responsáveis por funções vitais no organismo. E, quando esses pequenos notáveis convalescem, é encrenca na certa: a doença renal crônica (DRC), mal que não costuma avisar sobre sua existência, destrói as estruturas renais até chegar ao ponto em que o órgão para de funcionar. "DRC é o termo que se refere a todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais, o que diminui a filtração e afeta algumas de suas atribuições", explica a nefrologista Gianna Mastroianni, diretora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O problema é tão sério que renomadas instituições brasileiras criaram a campanha Previna-se, vencedora do Prêmio SAÚDE 2011 na categoria Saúde e Prevenção. "Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito com atraso", completa Gianna. Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. "O rim é um órgão muito resistente, e esses sintomas só vão se manifestar nos estágios 4 e 5 do problema, quando ele está muito avançado", conta o nefrologista Leonardo Kroth, da Sociedade Gaúcha de Nefrologia. Além de só surgirem em situações extremas, muitas dessas manifestações tendem a ser confundidas com outras enfermidades. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectam as alterações indesejadas nos filtros do corpo humano. QUANDO A DRC BATE À PORTA E se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam? "Ela precisa se consultar periodicamente com um nefrologista, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo", atesta Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina. Nos casos em que a DRC progrediu além da conta e os rins perderam grande parte de sua capacidade de eliminar a sujeira do organismo, o indivíduo pode optar por dois caminhos: receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. "Ok, alguns pacientes não têm condições clínicas de realizar um transplante. Mas, nos demais, esse é o tratamento de preferência", esclarece Vieira. No entanto, a ausência de alguém que esteja apto a doar um de seus rins faz com que a maioria dos convalescentes siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho excretor. Algumas atitudes simples podem eliminar muitos desses transtornos. Confira a seguir como manter essa dupla a todo vapor. DIABETES E PRESSÃO NA RÉDEA CURTA Quando esses marcadores estão em níveis exagerados, a probabilidade de desenvolver a DRC é ainda maior. Além da aterosclerose, a formação de placas de gordura, sobretudo na artéria renal, há uma sobrecarga do trabalho de filtração dos rins. "E a incidência dessas duas doenças vem aumentando nos últimos anos, algo agravado pelo envelhecimento da população, além de sedentarismo e obesidade", diz Gianna Mastroianni. Nos casos em que o estrago já foi feito, a primeira medida é ficar de olho na pressão e no diabete. DE BEM COM A BALANÇA Manter-se no peso ideal também é uma regra de ouro para seguir com os rins a mil. Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis ficam protegidos dos pés à cabeça e, nesse pacote de benesses, os filtros naturais saem ganhando. "Hoje em dia, existe uma epidemia mundial de obesidade. O excesso de peso leva à hipertensão e ao diabete. Quando hábitos saudáveis são adquiridos, o risco de sofrer com um problema no rim é bem menor", destaca o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo. ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA, RINS A SALVO Tomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, é provável que seja obrigado a fazer algumas mudanças em seu cardápio. "Aí é importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal", afirma Marcos Vieira. Esse menu deve ser avaliado pelo médico e por um nutricionista. ANALGÉSICOS SÓ COM ORIENTAÇÃO Remédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. "Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los, se tomados em excesso, porque favorecem a ocorrência de doenças renais", alerta Nestor Schor. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível. DEVAGAR COM A BEBIDA Quando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. "Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais", adverte o nefrologista André Luis Baracat. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins. APAGAR O CIGARRO EM DEFINITIVO No personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC. "Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão", destaca o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. DUETO EFICIENTE: Dois exames muito comuns checam o funcionamento renal. E melhor: médicos de qualquer especialidade podem requisitá-los. EXAME DE SANGUE Ao medir o nível de creatinina, um resíduo originado da atividade muscular corriqueira, é possível calcular a quantas anda o trabalho de filtração dos rins. Quando os níveis da substância estão elevados, é sinal de que algo não vai bem. EXAME DE URINA Esse teste vai mostrar a presença de uma proteína, a albumina, no líquido amarelo. O composto orgânico não costuma aparecer no xixi, já que ele é retido quando chega aos rins. Porém, se existirem problemas, a albumina será liberada sem empecilhos. DOENÇAS PRELIMINARES: Alguns problemas de saúde podem levar ao desenvolvimento da DRC: - Diabete; - Hipertensão; - Glomerulonefrite (infecção no glomérulo); - Má-formação nos rins; - Lúpus; - Cálculo renal; - Tumores; - Infecções urinárias recorrentes. Fique atento para estes sintomas - Cansaço; - Insônia; - Inchaço nos pés e tornozelos; - Inchaço nos olhos; - Nictúria (vontade de ir ao banheiro durante a noite); - Mau hálito; - Mal-estar; - Urina espumosa ou com sangue. Olha a chuva! No verão, o Brasil sofre com as enchentes. Junto com esse problema, doenças como a leptospirose podem surgir e atrapalhar o funcionamento dos rins, causando até a insuficiência renal aguda. É de extrema importância ficar o menor tempo possível em contato com a água da inundação, usando botas e luvas de borracha. FONTE:REVISTASAÚDE