Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

domingo, 30 de agosto de 2015

DESCOBERTO PLANETA "IRMÃO" DE JÚPITER A 100 ANOS-LUZ DE DISTÂNCIA

Um novo sistema instalado na Terra desenhado para captar imagens de planetas fora do sistema solar descobriu o seu primeiro astro. O planeta foi chamado 51 Eridani b e foi descoberto pelo Gemini Planet Imager, o sistema montado no telescópio Gemini South no Chile. O Eridani b encontra-se a cerca de 100 anos luz do Sistema Solar. O exoplaneta tem uma massa duas vezes maior do que Júpiter mas de resto é muito semelhante ao nosso gigante vizinho. A sua atmosfera é rica em metano, um elemento também presente na atmosfera de Júpiter. "Muitos dos astrônomos de exoplanetas tinham imagens de atmosferas que pareciam estrelas, este parece um planeta" disse Bruce Macintosh, co-autor do estudo sobre o novo planeta, citado pelo Mashable. O Gemini Planet Imager capta imagens diretas dos exoplanetas, ao contrário do telescópio espacial Kepler, que procura sinais da existência de planetas através da redução da luminosidade da estrela que eles orbitam quando estes passam em frente a ela. O Eridani b é na verdade mais novo que Júpiter e está mais afastado da sua estrela do que Júpiter está do Sol. No nosso Sistema Solar, este novo planeta orbitaria entre Saturno e Urano. Também a estrela daquele sistema, 51 Eridani, é muito mais nova que o Sol: este tem 4,5 bilhões de anos e a 51 Eridani tem apenas 20 milhões de anos. Esta relativa juventude da 51 Eridani - já com um sistema planetário associado - vem contribuir para a discussão científica de como se formam os planetas. Existem duas teorias dominantes sobre a formação de planetas: uma defende que os planetas têm maioritariamente um início "frio"; outra de que tiveram um início "quente". Os planetas do Sistema Solar terão tido um início "frio", ou seja, formaram-se através da junção de pequenas partículas, até que é criado um núcleo firme, que depois atrai gases para que seja formada uma atmosfera. Por outro lado, os planetas podem ter um início "quente", em que os materiais do disco solar - material solar que sobra da formação da estrela - em movimento rápido, se junta em aglomerados que criam de formam muito mais rápida os planetas. Muitos dos exoplanetas descobertos até agora poderiam ter surgido através do processo "quente". No entanto, o 51 Eridani b "é o primeiro que está suficientemente frio e suficientemente perto de uma estrela para ter sido formado à 'maneira antiga'" disse Macintosh, ou seja, como aconteceu em órbita do Sol. O que leva este cientista a dizer que "todo este sistema planetário pode ser muito parecido com o nosso". Fontes: issoeciencia6.blogspot.com.br/2015/08/planeta-irmao-de-jupiter-descoberto-100.html// www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4728998&page=-1

CIENTISTAS DIZEM QUE EL NIÑO PODE SER O MAIS FORTE DA HISTÓRIA

O fenômeno meteorológico El Niño, que começou este ano, pode ser dos mais fortes dos últimos 65 anos, alertaram cientistas do governo americano. A corrente do El Niño produz uma elevação nas temperaturas do Pacífico equatoriano e pode causar fortes chuvas em algumas partes do mundo e secas em outras. Também é uma das razões pelas quais a atual temporada de furacões do Atlântico tem sido pouco ativa, pois inibe a formação de tempestades tropicais. O El Niño começou em março e se espera que dure por um ano. Autoridades na Austrália já disseram que será "forte" e "substancial". A tendência continuará, disse Mike Halpert, diretor adjunto do centro de previsões climáticas da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), em conferência com jornalistas por telefone. "Prevemos que o El Niño atual pode ser dos mais fortes desde que começaram os registros em 1950", disse Halpert. As temperaturas média da superfície do mar em uma zona chave do Pacífico equatorial "poderiam alcançar ou superar os 2 °C acima do normal, o que só foi registrado três vezes nos últimos 65 anos", destacou. Estes níveis se observaram nas temporadas 1972-73, 1982-83 e 1997-98. O sul dos Estados Unidos, da Califórnia até a Flórida, poderia experimentar níveis de precipitação acima do normal, assim como a costa leste americana, disse o especialista. Enquanto a região dos Grandes Lagos, Havaí e Alasca registrarão maiores secas e temperaturas mais altas, destacou. Embora as chuvas sejam bem-vindas na Califórnia, mergulhada em uma grave seca, Halpert disse que não serão suficientes para encher as represas do estado do oeste americano. Há cinco anos o último El Niño trouxe vários desastres: provocou monções na Ásia, secas na Austrália, Filipinas e Equador, tempestades nos Estados Unidos, ondas de calor no Brasil e inundações no México. Fonte: http://www.ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/para-cientistas-el-nino-pode-ser-o-mais-forte-da-historia.html

sábado, 29 de agosto de 2015

CONHEÇA ESCUDO MAGNÉTICO SUPERCONDUTOR PARA PROTEGER ASTRONAUTAS

Os cientistas do CERN e do LHC estão de olho em uma forma de proteger os astronautas da radiação espacial.

Escudo magnético supercondutor

Uma equipe do CERN, a entidade que dirige o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, está trabalhando para desenvolver um ímã supercondutor que poderá proteger os astronautas da radiação cósmica durante as missões no espaço profundo. A ideia é criar um campo magnético ativo que servirá como escudo para proteger as naves espaciais e seus ocupantes das partículas de alta energia, os chamados raios cósmicos. Os pesquisadores do CERN vão usar bobinas supercondutoras de diboreto de magnésio (MgB2), um material supercondutor que foi desenvolvido sob a forma de fios para ser usado no LHC. "No âmbito do projeto, vamos testar nos próximos meses uma bobina com uma fita supercondutora de MgB2," disse Bernardo Bordini, coordenador do projeto SR2S (Space Radiation Superconductive Shield). "A bobina-protótipo foi projetada para quantificar a eficácia da tecnologia de blindagem magnética supercondutora." "Se a bobina-protótipo que vamos testar der resultados positivos, teremos contribuído com informações importantes para a viabilidade do escudo magnético supercondutor," disse Amalia Ballarino, membro da equipe.

Radiação cósmica nos astronautas

Durante as viagens espaciais de longa duração os astronautas não podem contar com a magnetosfera terrestre, que nos protege na superfície do planeta. Sem a proteção, os astronautas são bombardeados com raios cósmicos de alta energia que podem causar um aumento significativo na probabilidade de vários tipos de cânceres. Um instrumento que viajou a Marte junto com o robô Curiosity mostrou que um astronauta que estivesse a bordo receberia por dia a mesma quantidade de radiação natural que atinge uma pessoa na superfície da Terra durante um ano. Experimentos adicionais mostraram como uma viagem a Marte pode causar danos ao cérebro dos astronautas. Devido a isso, as missões de exploração a Marte ou outros destinos distantes só serão possíveis se for encontrada uma solução eficaz para proteger adequadamente os astronautas - a falta dessa tecnologia foi uma das principais razões que levaram recentemente os diretores da NASA e da ESA a dizerem que ir a Marte é um sonho distante.

Tecnologias inexistentes

Mas ainda há vários outros desafios a superar antes que um escudo espacial com base na tecnologia de um campo magnético ativo possa ser montado em uma nave. Por exemplo, será necessário testar e comparar várias configurações magnéticas possíveis, além de comparar os melhores resultados obtidos com outras tecnologias em desenvolvimento, e, finalmente, desenvolver todas as tecnologias para viabilizar um escudo magnético supercondutor leve o suficiente para ser levado ao espaço de forma economicamente viável. De qualquer forma, o supercondutor MgB2 parece ser uma aposta interessante pela sua capacidade de operar a temperaturas relativamente elevadas (até cerca de 25 K), o que exige um sistema criogênico simplificado. fonte:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=escudo-magnetico-supercondutor-espaconaves&id=010130150824

COMPUTADOR QUÂNTICO PODE FAZER CÁLCULOS EM QUALQUER ORDEM

A superposição quântica funciona não apenas para os dados nos qubits, mas também para as portas lógicas inteiras.

Sem parênteses

Físicos austríacos demonstraram que os cálculos feitos por um computador quântico não precisam ocorrer em uma ordem predefinida para darem os resultados corretos. Isso aumenta a expectativa da velocidade de processamento que poderá ser obtida com esses computadores futurísticos, uma vez que, até agora, se acreditava que o ganho de velocidade viria sobretudo da possibilidade de múltiplos cálculos simultâneos. Lorenzo Procopio e seus colegas da Universidade de Viena demonstraram que esses "cálculos desordenados" permitem executar uma operação de forma mais eficiente do que ocorre em um processador quântico tradicional, em que as operações são executadas na forma sequencial tradicional.

Portas quânticas

No projeto tradicional de um processador quântico, as portas lógicas devem ser encadeadas de uma forma específica. O problema é que é difícil construir uma quantidade delas grande o suficiente para realizar cálculos práticos. O que Procopio se deu conta é que o fenômeno quântico da superposição, em que 2 qubits podem ter 2 dados simultaneamente, não precisa se limitar aos bits quânticos - é possível criar uma superposição de portas quânticas, o aparato inteiro necessário para fazer o cálculo. Isto significa que as portas quânticas superpostas podem executar suas operações lógicas em todas as possíveis ordens ao mesmo tempo. E a melhor notícia é que o número total de portas necessárias para um determinado cálculo é menor do que quando a execução segue a sequência predeterminada.

Superposição de cálculos

Em uma superposição de portas quânticas, é impossível - mesmo em princípio - saber se uma operação ocorreu antes ou depois de outra operação. Isso significa que duas portas lógicas quânticas A e B podem ser acionadas nas duas ordens ao mesmo tempo. Em outras palavras, a porta A opera antes da porta B, e a porta B calcula antes da porta A. Os resultados experimentais confirmam que é impossível determinar qual delas operou primeiro. Mas o resultado sai correto. "Na verdade, fomos capazes de executar um algoritmo quântico para caracterizar as portas de forma mais eficiente do que qualquer algoritmo anteriormente conhecido," disse Procopio. A partir de uma única medição do qubit - um fóton - a equipe detectou uma propriedade específica das duas portas quânticas, confirmando assim que elas funcionaram em ambas as ordens de uma só vez. À medida que mais portas são adicionadas ao circuito, o novo método torna-se ainda mais eficiente em comparação com técnicas anteriores. Bibliografia: Experimental Superposition of Orders of Quantum Gates. Lorenzo M. Procopio, Amir Moqanaki, Mateus Araújo, Fabio Costa, Irati Alonso Calafell, Emma G. Dowd, Deny R. Hamel, Lee A. Rozema, Caslav Brukner, Philip Walther. Nature Communications. Vol.: 6, Article number: 791. DOI: 10.1038/ncomms8913. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=computador-quantico-fazer-calculos-qualquer-ordem&id=010150150824

NOVA TECNOLOGIA DE TURBINA A GÁS USA CO2 SUPERCRÍTICO

A turbina de ciclo Brayton à base de dióxido de carbono supercrítico, capaz de gerar 6 megawatts, deverá ser testada em dois laboratórios ligados ao governo norte-americano.

Ciclo Brayton

O Laboratório Nacional Sandia, do governo norte-americano, anunciou uma parceria com oito empresas e entidades de pesquisas para viabilizar a utilização prática e comercial de um sistema de geração de eletricidade mais limpa e mais eficiente do que os atuais. O consórcio pretende desenvolver uma tecnologia de ciclo Brayton usando uma turbina a gás à base de dióxido de carbono supercrítico (S-CO2). O ciclo Brayton é um ciclo termodinâmico ideal, geralmente utilizado como demonstração didática e para análise dos ciclos reais, que se desviam do modelo ideal devido a limitações tecnológicas e fenômenos como o atrito. A NASA planeja instalar uma usina na Lua utilizando este princípio.

Dióxido de carbono supercrítico

O termo "supercrítico" refere-se ao estado semilíquido do dióxido de carbono quando ele é levado acima de um valor limite de temperatura e pressão. Fluidos supercríticos são muito utilizados na indústria porque eles penetram em materiais como um gás, mas são também capazes de dissolver algumas substâncias, como a graxa, como se fosse um líquido. Essa característica permite que os sistemas à base de S-CO2 - uma turbina, por exemplo - operem com elevada eficiência térmica. "O ciclo de Brayton de dióxido de carbono supercrítico pode substituir sistemas de vapor em um tamanho menor e com maior eficiência, menor custo, emissões mais baixas e com geração de energia distribuída, reduzindo a carga sobre a rede elétrica nacional," explicou Gary Rochau, gerente do projeto. Rochau acrescentou que a tecnologia de ciclo Brayton à base de dióxido de carbono supercrítico poderá trazer melhorias em grande escala para a maioria dos setores de energia, especialmente solar, nuclear e termoelétricas à base de turbinas a gás. Os benefícios econômicos e ambientais incluem a redução do consumo de combustível e das emissões de poluentes e a capacidade de gerar energia a partir de uma variedade de fontes de calor.

Turbina supercrítica

O consórcio trabalhará em uma planta-piloto com uma turbina a gás capaz de gerar 6 megawatts, desenvolvida pela Peregrine Turbine Technologies, que já está trabalhando há algum tempo no desenvolvimento de uma turbina para termoelétricas usando o dióxido de carbono supercrítico. A empresa afirma que a tecnologia poderá ter uma eficiência de 30 a 60% superior à das turbinas usadas hoje em termoelétricas movidas a gás natural. O primeiro protótipo da turbina, que deverá estar pronto em 2016, será instalado no Laboratório Sandia, e um segundo protótipo já planejado será testado no US Space & Rocket Center. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=turbina-ciclo-brayton-co2-supercritico&id=010115150824

PLASMÔNICA: CHIPS À VELOCIDADE DA LUZ

Os plásmons propagam-se na superfície dos nanofios a uma velocidade próxima à da luz no ar.

Plásmons luminais

Pedaços de metal muito pequenos conseguem de certa forma aprisionar a luz. Na superfície desses nanocomponentes, a luz se transforma em uma ondulação dos elétrons do metal, conhecida como plásmons de superfície. Há tanto interesse na exploração desses plásmons que eles deram origem a uma nova área de pesquisas na física, a plasmônica, com grande interesse na computação, sobretudo na substituição dos processadores eletrônicos por processadores de luz.

Viajando longe

Esse objetivo agora se tornou mais factível e mais prático com a descoberta de que os plásmons de superfície conseguem viajar por distâncias muito maiores do que se calculava. Yu Gong, do laboratório PNNL, nos Estados Unidos, demonstrou que os plásmons de superfície podem viajar sem se dispersar por até 250 micrômetros, o que é uma distância enorme em comparação com as dimensões dos nanofios utilizados e com o próprio comprimento de onda da luz.

Computadores próximos à velocidade da luz

Isto demonstra que a plasmônica poderá viabilizar circuitos computacionais operando próximo à velocidade da luz, com base em nanocomponentes cuja construção já é dominada pela tecnologia atual. A expectativa mais imediata é que os plásmons de superfície sejam usados como interconexões dentro dos chips, substituindo as correntes elétricas que viajam através dos fios de cobre. Futuramente, espera-se que a plasmônica consiga reunir processador e memória em um único dispositivo, acelerando muito os computadores. Bibliografia: Ultrafast imaging of surface plasmons propagating on a gold surface. Yu Gong, Alan G. Joly, Dehong Hu, Patrick Z. El-Khoury, Wayne P. Hess. Nano Letters. Vol.: 15, 3472-3478. DOI: 10.1021/acs.nanolett.5b00803. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=plasmonica-chips-velocidade-luz&id=010110150826

GRAFENO QUEIMADO A LASER GANHA PODERES METÁLICOS

O laser dá ao grafeno a partir do polímero embebido em sais metálicos, o "grafeno com poderes metálicos".

Grafeno metálico

Dê ao grafeno um tratamento adequado e ele parece se tornar capaz de servir para virtualmente qualquer propósito. Ruquan Ye, da Universidade Rice (EUA), não apenas criou um novo tipo de grafeno, como também descobriu como incorporar nanopartículas metálicas no material. Essa "metalicidade" adicional torna o grafeno útil como catalisador em uma série de aplicações, mas de forma particularmente promissora no campo das células a combustível, que geram eletricidade sem produzir poluentes.

Grafeno a laser

O novo tipo de grafeno foi criado disparando um laser sobre um polímero chamado poliimida - os pesquisadores batizaram-no de "grafeno óxido-metálico induzido por laser". Mas as diversas funcionalidades do material são determinadas pela forma como ele recebe uma carga de nanopartículas metálicas. A equipe testou boro, cobalto, ferro e molibdênio, que são adicionados na forma de sais à poliimida ainda líquida - só depois o laser é disparado para formar o grafeno. As diversas versões do material apresentaram capacidade de armazenar cargas elétricas (funcionando como um supercapacitor), catalisar a redução do oxigênio (reação química essencial nas células a combustível) e induzir a evolução do hidrogênio (processo catalítico que quebra a água para produzir hidrogênio, útil na fotossíntese artificial).

Supercatalisadores

"O que é maravilhoso nesse processo é que nós podemos usar polímeros comerciais e adicionar sais metálicos baratos. Nós então os submetemos a um gravador a laser comercial, que gera as nanopartículas incorporadas no grafeno," explicou o professor James Tour, coordenador da equipe. "Esses compósitos, que têm menos de 1% de metal, respondem como 'supercatalisadores' para células a combustível. Outros métodos para fazer isso têm muito mais etapas e exigem metais raros e precursores de carbono caros," finalizou Tour. Bibliografia: In situ Formation of Metal Oxide Nanocrystals Embedded in Laser-Induced Graphene. Ruquan Ye, Zhiwei Peng, Tuo Wang, Yunong Xu, Jibo Zhang, Yilun Li, Lizanne G. Nilewski, Jian Lin, James M. Tour. ACS Nano. Vol.: Article ASAP. DOI: 10.1021/acsnano.5b04138. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=grafeno-metais-incrustados-laser&id=010165150826