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domingo, 31 de maio de 2015

CONHEÇA A GALÁXIA MAIS BRILHANTE QUE 300 TRILHÕES DE SÓIS

Uma galáxia recém-descoberta é mais brilhante do que a luz de 300 trilhões de sóis. Então, acho que não é surpresa para ninguém que ela já tenha ganhado o título de “A Galáxia Mais Brilhante do Universo”.Mas como pode algo no universo ser tão luminosa assim? Descoberta pelo telescópio espacial WISE da NASA, a galáxia, com o nome cativante “J224607.57-052635.0″, deixou uma pulga atrás da orelha nos pesquisadores. Apesar de estar a colossais 12,5 bilhões de anos-luz de distância, o que significa que os sinais levaram 12,5 bilhões de anos para chegar até nós e serem captados pelo WISE, ela é extremamente luminosa. É altamente incomum para um objeto tão jovem na história do universo ser assim tão brilhante. De acordo com Chao-Wei Tsai do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA (JPL) e principal autor do relatório de descoberta, essa galáxia nos dá um ponto de vista sobre uma fase muito intensa da sua evolução. Esta luz pode, inclusive, ser o principal surto de crescimento do buraco negro da galáxia. Os buracos negros crescem através de gravitacionalmente atrair poeira e matéria. A poeira fica mais quente conforme é “comida” pelo buraco, e então ele libera alguns destes aumentos de energia em forma de luz, principalmente na região infravermelha do espectro. Para um buraco negro criar este tanto de luz, ele teria que ser enorme e, portanto, um verdadeiro beberrão de gás e poeira, consumindo tudo a uma taxa alarmante – e muito mais rápido do que o que temos testemunhado antes.

Comilões

Os buracos negros maciços em galáxias infravermelhas extremamente luminosas poderiam estar se empanturrando mais do que deveriam e por um longo período de tempo. De acordo com Andrew Blain, da Universidade de Leicester, coautor do relatório, isso é como ganhar uma competição de quem come mais cachorro-quente que durou milhões de anos. Há algumas teorias sobre como exatamente esse buraco negro pode ser tão brilhante. Uma delas sugere que as “sementes” do buraco negro são muito maiores do que se pensava anteriormente. Um elefante adulto, por exemplo, já foi um elefante bebê. Mas mesmo quando era pequeno, era relativamente grande. Essa ideia sugere que o buraco negro é grande porque já nasceu grande. As outras teorias começam a quebrar as leis da física. Há uma lei que determina o quanto um buraco negro pode comer, chamada de limite de Eddington. Esta regra estabelece que, quando um buraco negro atinge um determinado tamanho, a pressão da luz que seu disco produz impede a poeira (ou outros “alimentos” de buraco negro) de entrar. Alguns buracos negros são conhecidos por quebrar essa regra e consumir um pouco mais do que é suposto, mas esta galáxia teria de ter jogado para bem longe o livro de regras para chegar a seu enorme tamanho. Outra maneira para um buraco negro crescer a ficar assim tão grande é ter ido um frenesi constante, consumindo alimentos mais rápido do que normalmente pensamos ser possível. Isso pode acontecer se o buraco negro não estiver girando tão rápido. fonte: iflscience.com/space/galactic-hot-dog-eating-competition-lasts-hundreds-millions-years

sábado, 5 de abril de 2014

DESCOBERTA ESTRELA DE 1 MILHÃO DE VEZES MAIS BRILHANTE DO QUE O SOL

Imagem artística da estrela hipergigante amarela binária descoberta, que é muito rara na Via Láctea e tem um tamanho 1.300 vezes superior ao do Sol. ESO Maior estrela amarela até hoje conhecida foi descoberta por um telescópio do Observatório Europeu do Sul, organização a que Portugal pertence. É uma das dez maiores estrelas até hoje descobertas e foi identificada pelo Very Large Telescope, o gigantesco telescópio ótico do Observatório Europeu do Sul (ESO) instalado no Deserto de Atacama, no Chile. Chama-se HR 5171 A, é classificada pelos astrônomos como hipergigante, tem um tamanho superior a 1.300 vezes o diâmetro do Sol e é um milhão de vezes mais brilhante, fazendo parte de um sistema estelar binário, com uma segunda componente tão próxima que ambas as estrelas estão em contacto. A maior estrela amarela que conhecemos é também 50% maior do que a famosa supergigante vermelha Betelgeuse. A verdade é que os cientistas não esperavam que fosse tão grande, porque os objetos comparáveis parecem ser todos supergigantes vermelhas, que atingem 1.000 a 1.500 vezes o raio do Sol e têm massas iniciais não superiores a 20 a 25 massas solares. Esperava-se, assim, que o raio de uma supergigante amarela fosse "apenas" 400 a 700 vezes o raio do Sol. HIPERGIGANTE AMARELA É RARA E INSTÁVEL As estrelas hipergigantes amarelas são portanto muito raras, sendo apenas conhecidas cerca de uma dúzia na Via Láctea. São objetos que se encontram numa fase instável da sua vida, mudando por isso muito rapidamente. Devido a esta instabilidade, expelem material para o exterior, formando uma atmosfera grande e extensa em sua volta. Apesar da enorme distância a que se encontra da Terra - quase 12.000 anos-luz - esta estrela ainda pode ser vista a olho nu na constelação do Centauro por pessoas com boa visão. Descobriu-se que a HR 5171 A tem vindo a tornar-se maior nos últimos 40 anos, arrefecendo à medida que cresce. A evolução desta estrela está a ser de facto observada ao vivo. Apenas algumas estrelas são observadas nesta fase muito breve das suas vidas, altura em que sofrem variações dramáticas de temperatura, originadas pela sua rápida evolução. SISTEMA BINÁRIO A HR 5171 A tem na sua órbita uma estrela companheira que demora 1300 dias a dar uma volta completa. "A companheira que descobrimos é bastante importante, pois a sua presença pode influenciar o destino da HR 5171 A, ao arrancar-lhe, por exemplo, as camadas exteriores, modificando o seu processo de evolução", explica Olivier Chesneau, investigador do Observatório da Côte d'Azur, em Nice (França) envolvido nesta descoberta. A equipa internacional que identificou a estrela hipergigante é composta por cientistas de França, Holanda, Bélgica, Suiça, Chile, África do Sul, EUA e Reino Unido. O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a investigação em astronomia e é considerado o observatório astronômico mais produtivo do mundo, sendo financiado por 14 países europeus (incluindo Portugal) e pelo Brasil. Fonte: Expresso