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sábado, 5 de abril de 2014

DESCOBERTA ESTRELA DE 1 MILHÃO DE VEZES MAIS BRILHANTE DO QUE O SOL

Imagem artística da estrela hipergigante amarela binária descoberta, que é muito rara na Via Láctea e tem um tamanho 1.300 vezes superior ao do Sol. ESO Maior estrela amarela até hoje conhecida foi descoberta por um telescópio do Observatório Europeu do Sul, organização a que Portugal pertence. É uma das dez maiores estrelas até hoje descobertas e foi identificada pelo Very Large Telescope, o gigantesco telescópio ótico do Observatório Europeu do Sul (ESO) instalado no Deserto de Atacama, no Chile. Chama-se HR 5171 A, é classificada pelos astrônomos como hipergigante, tem um tamanho superior a 1.300 vezes o diâmetro do Sol e é um milhão de vezes mais brilhante, fazendo parte de um sistema estelar binário, com uma segunda componente tão próxima que ambas as estrelas estão em contacto. A maior estrela amarela que conhecemos é também 50% maior do que a famosa supergigante vermelha Betelgeuse. A verdade é que os cientistas não esperavam que fosse tão grande, porque os objetos comparáveis parecem ser todos supergigantes vermelhas, que atingem 1.000 a 1.500 vezes o raio do Sol e têm massas iniciais não superiores a 20 a 25 massas solares. Esperava-se, assim, que o raio de uma supergigante amarela fosse "apenas" 400 a 700 vezes o raio do Sol. HIPERGIGANTE AMARELA É RARA E INSTÁVEL As estrelas hipergigantes amarelas são portanto muito raras, sendo apenas conhecidas cerca de uma dúzia na Via Láctea. São objetos que se encontram numa fase instável da sua vida, mudando por isso muito rapidamente. Devido a esta instabilidade, expelem material para o exterior, formando uma atmosfera grande e extensa em sua volta. Apesar da enorme distância a que se encontra da Terra - quase 12.000 anos-luz - esta estrela ainda pode ser vista a olho nu na constelação do Centauro por pessoas com boa visão. Descobriu-se que a HR 5171 A tem vindo a tornar-se maior nos últimos 40 anos, arrefecendo à medida que cresce. A evolução desta estrela está a ser de facto observada ao vivo. Apenas algumas estrelas são observadas nesta fase muito breve das suas vidas, altura em que sofrem variações dramáticas de temperatura, originadas pela sua rápida evolução. SISTEMA BINÁRIO A HR 5171 A tem na sua órbita uma estrela companheira que demora 1300 dias a dar uma volta completa. "A companheira que descobrimos é bastante importante, pois a sua presença pode influenciar o destino da HR 5171 A, ao arrancar-lhe, por exemplo, as camadas exteriores, modificando o seu processo de evolução", explica Olivier Chesneau, investigador do Observatório da Côte d'Azur, em Nice (França) envolvido nesta descoberta. A equipa internacional que identificou a estrela hipergigante é composta por cientistas de França, Holanda, Bélgica, Suiça, Chile, África do Sul, EUA e Reino Unido. O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a investigação em astronomia e é considerado o observatório astronômico mais produtivo do mundo, sendo financiado por 14 países europeus (incluindo Portugal) e pelo Brasil. Fonte: Expresso

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