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sábado, 19 de setembro de 2015

CIENTISTAS TESTAM NOVO TRATAMENTO PARA O CHOQUE SÉPTICO

A sepse é uma infecção geral do organismo, causada por germes patogênicos e que pode ser fatal. De acordo com a National Institutes of Health, a doença afeta mais de um milhão de pessoas e mata metade delas todo ano nos Estados Unidos. Apesar de ainda não haver nenhum tratamento para a sepse, ou o choque séptico, cientistas do Instituto Wyss, de Harvard, estão trabalhando nisso. O tratamento, que está em fases de teste, se baseia em um sistema de diálise que limpa o sangue de patógenos venenosos. Esse sistema coloca o sangue do paciente para circular através de um tubo de malha fibrosa coberto com uma proteína, a fcMBL. Essa proteína se liga ao açúcar que fica nas paredes dos patógenos e imobiliza-os, deixando o sangue limpo para trás. Em entrevista à Reuters, Michael Super, cientista senior da equipe, afirmou que eles estão fazendo isso como uma forma de filtro, para que, depois de limpo, o sangue possa voltar para o paciente. Em uma das fases de teste, em que ratos eram usados como cobaias, o tratamento foi efetivo em 99% dos casos. No momento, os pesquisadores estão conduzindo os testes em animais maiores e esperam poder testar em humanos em breve. FONTE: megaarquivo.com/2015/09/14/11-780-saude-cientistas-testam-novo-tratamento-para-o-choque-septico/

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

ENTENDA O QUE É CHOQUE SÉPTICO

O choque séptico, ou septicemia, é uma infecção generalizada que se dá quando as bactérias, fungos ou vírus de uma infecção local chegam à corrente sanguínea, espalhando-se por todo o corpo, causando sintomas do choque. Seu tratamento é feito com a internação do paciente na UTI, uso de antibióticos e de medicamentos, para regularizar a função cardíaca e renal. O choque séptico provoca uma diminuição da pressão arterial, dificultando a chegada de sangue e de oxigênio no cérebro, coração, rins e outros órgãos. Isto leva à presença de sinais e sintomas como febre, dificuldade para respirar, pouca urina, inchaço e alterações da pressão sanguínea. Quando tratado a tempo, o choque séptico tem cura. TRATAMENTO: O tratamento para o choque séptico requer o uso de antibióticos. Além disso, pode ser que o paciente precise respirar por aparelhos, receber sangue, medicamentos para regularizar a pressão arterial e a função renal. O paciente diagnosticado com choque séptico deve ser internado na UTI (Unidade de terapia intensiva) até a sua alta. CAUSAS: O choque séptico pode ser causado por diversos fatores. O mais comum é a migração de bactérias, fungos ou vírus, que estão localizados num único órgão (como no caso da pneumonia, por exemplo), para a corrente sanguínea, espalhando-se por todo o corpo. Sondas e cateteres infectados são também outras possíveis causas de choque séptico. DIAGNÓSTICO: O diagnóstico do choque séptico é feito com base em exames laboratoriais associados ao exame clínico do indivíduo. Chega-se ao diagnóstico de choque séptico quando o indivíduo apresenta, pelo menos, dois destes sintomas ao mesmo tempo: febre ou hipotermia; taquicardia; taquipneia; leucocitose ou leucopenia. SINTOMAS: Os sinais do choque séptico são: - Infecção; - Febre alta; - Frequência cardíaca maior que 90 bpm; - Frequência respiratória maior que 20 ipm (respiração rápida); - Leucócitos acima de 12 000 ou abaixo de 4 000 cel/mm3; - Pressão muito baixa; - Inchaço; - Pouca urina; - Diminuição das plaquetas sanguíneas; - Dificuldade em respirar; - Perda da consciência ou confusão mental; Os indivíduos mais suscetíveis ao choque séptico são os pacientes hospitalizados, devido à alguma infecção nos pulmões, abdômen, pele ou sistema urinário. Pacientes idosos, desnutridos e pós-cirúrgicos são também mais propensos a desenvolver o choque séptico. CHOQUE SÉPTICO TEM CURA? O choque séptico tem cura, apesar de ter uma alta taxa de mortalidade. A cura se dá quando o indivíduo é tratado rapidamente, mas, em caso de sepse grave, o quadro pode não melhorar e evoluir para a morte, se o indivíduo tiver outras doenças associadas. Referência Bibliográfica: HENKIN CS; COELHO JC; PAGANELLA MC; SIQUEIRA RM; DIAS FS. Sepse/ Uma visão atual. Acesso em Dez. 2011. FONTE: TUASAUDE