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domingo, 28 de maio de 2017

OVÁRIO CRIADO EM IMPRESSORA 3D FAZ ANIMAIS INFÉRTEIS ENGRAVIDAREM

Essa prótese, feita de gelatina, foi bem aceita pelo organismo de ratas tratadas. Será que, no futuro, isso resolverá problemas de fertilidade feminino?
O método pode ajudar, entre outras mulheres, as que que foram esterilizadas durante o tratamento contra o câncer (Ilustração: Lucas Kazakevicius/SAÚDE é Vital) Três ratinhas de laboratório com problemas de fertilidade deram à luz a filhotes saudáveis após terem seus ovários substituídos por um versão sintética do órgão, feita em uma impressora 3D. O corpo das fêmeas assumiu o comando da estrutura artificial em uma semana, e passou a usá-la para abrigar e liberar os óvulos no ritmo certo – restabelecendo, assim, a saúde reprodutiva e hormonal dos animais. “Nossa esperança é de que essa bioprótese seja o ovário do futuro”, afirmou ao jornal britânico The Guardian Teresa Woodruff, pesquisadora da Universidade Northwestern, em Chicago, nos EUA. “O objetivo do projeto é restaurar a fertilidade e saúde hormonal de pacientes de câncer jovens que foram esterilizadas pelo tratamento.” Atualmente, mulheres que se tornam inférteis antes da primeira menstruação por problemas de saúde precisam tomar doses elevadas de hormônio para manterem o ritmo de desenvolvimento do corpo durante a puberdade.

Como funciona

Um ovário real pode ser comparado, em alguns aspectos, a uma caixa de ovos de galinha – sim, a de papelão, vendida no supermercado. Ele tem reentrâncias arredondadas: uma superfície forrada em que os óvulos que ainda não estão maduros se desenvolvem e aguardam sua hora de descer para uma possível fecundação. O ovário sabe a hora certa de soltar um óvulo maduro ao receber um comando hormonal específico – se há um problema no mecanismo de liberação, o resultado será a infertilidade. O implante de ovário artificial, que você pode ver na foto abaixo, é feito de gelatina com alto teor de água, e lembra um plástico bolha na aparência. A amostra que está na ponta da pinça tem só 4 ou 5 milímetros, e embora isso não seja visível a olho nu, está repleta de reentrâncias que funcionam da mesma maneira que as do ovário real. No artigo científico, publicado na Nature, há uma descrição detalhada da estrutura. Quando o corpo da fêmea, até então infértil, percebe que agora há um implante capaz de fazer o que o ovário não fazia, ele assume o comando da gelatina e passa a usá-la. Esse processo de apropriação da prótese envolve inclusive sua vascularização – ou seja, vasos sanguíneos passam a irrigar a superfície artificial e nutrir os óvulos.

Fabricação

A impressão 3D dessa superfície porosa, tão pequena, é um processo muito delicado. Se você pudesse olhar a amostra acima no microscópio, veria longos fios de uma proteína chamada colágeno – o ingrediente responsável pela consistência curiosa da gelatina. Esses fios ficam entrelaçados como uma cesta de vime artesanal. E é nos vãos e reentrâncias dessa superfície trançada minúscula que os óvulos se encaixam. Aqui vale uma nota de rodapé: o colágeno também é essencial para te manter vivo. Graças a ele, seus músculos podem se contrair e se esticar, e sua pele mantém a elasticidade necessária para aguentar um beliscão. Sem ele, você teria problemas de formação nos ossos e tendões e articulações rígidos. Cerca 30% da proteína presente no corpo humano é colágeno – em outras palavras, todo mundo é 30% gelatina. Por isso, substituir o ovário real por uma versão de laboratório biodegradável feita de colágeno e água é um bom jeito de evitar que o organismo rejeite o implante – inflamações são comuns quando peças de metal ou plástico são inseridas em partes delicadas do corpo. Nos últimos anos, próteses de ovário com o mesmo princípio já haviam sido testadas com sucesso. Mas elas eram fabricadas manualmente, e portanto, menos precisas. Com a impressora, foi possível controlar o ângulo entre os filetes de gelatina que compõe a trama – o que muda a aderência dos óvulos e, por consequência, a eficácia do tratamento. Um princípio parecido foi usado na semana passada por uma pesquisadora colombiana, que criou uma prótese de retina não-invasiva usando água e proteínas presentes nos tecidos fotossensíveis do olho humano. O material é muito mais bem recebido pelo organismo que as câmeras de metal usadas anteriormente. fonte: http://saude.abril.com.br/medicina/ovario-criado-em-impressora-3d-faz-animais-inferteis-engravidarem/

sábado, 27 de setembro de 2014

CIENTISTAS IDENTIFICAM NOVOS MARCADORES PARA O RISCO DE CÂNCER DE MAMA, OVÁRIO E PRÓSTATA

Um enorme esforço internacional, envolvendo mais de 100 instituições e testes genéticos em 200.000 pessoas, descobriu dezenas de marcadores no DNA que podem ajudar a revelar ainda mais o risco de uma pessoa para desenvolver câncer de ovário , mama ou próstata . Trata-se da mais recente megaoperação conjunta entre cientistas para aprender mais sobre os intrincados mecanismos que levam ao câncer. Enquanto o progresso parece significativo em muitos aspectos, a recompensa potencial para as pessoas comuns é principalmente esta: no futuro, testes genéticos poderão ajudar a identificar quais mulheres se beneficiam mais fazendo a mamografia periódica e quais homens poderiam se beneficiar mais dos testes de PSA e das biópsias da próstata. Talvez, num futuro ainda distante, essas pistas genéticas também possam levar a novos tratamentos contra a doença. “Isso acrescenta mais peças ao quebra-cabeça”, afirmou Harpal Kumar, presidente-executivo da Cancer Research UK, o fundo que financiou grande parte da pesquisa. Entre os homens cuja história familiar lhes dá cerca de 20% de risco de ter câncer de próstata, os novos marcadores genéticos poderiam identificar aqueles cujo verdadeiro risco de ter a doença é de 60%. Os novos marcadores também podem fazer a diferença para as mulheres com mutações do gene BRCA – tê-los, coloca a mulher em risco elevado para câncer de mama. Nestes casos, os pesquisadores podem, no futuro, ser capazes de separar aquelas cujo risco excede 80% das mulheres com risco mais baixo, entre 20% e 50%. Com essa precisão, algumas mulheres podem escolher monitorar a própria saúde com exames periódicos em vez de tomar a medida drástica de ter os seios saudáveis removidos para evitar o surgimento da doença. Especialistas que não participaram do estudo afirmam que os resultados são encorajadores, mas que são necessárias mais pesquisas para ver como toda essa informação seria útil para orientar o atendimento ao paciente. O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres em todo o mundo, com mais de 1 milhão de novos casos por ano. O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens, depois do câncer de pulmão, com cerca de 900 mil novos casos a cada ano. O câncer de ovário é responsável por cerca de 4% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres, causando cerca de 225.000 casos em todo o mundo. Os novos resultados foram divulgados em 13 trabalhos publicados nas revistas científicas Nature Genetics e Genetics PLOS, entre outras. Eles vêm de uma colaboração que envolve mais de 130 instituições nos Estados Unidos, Europa e outros lugares do globo. A pesquisa foi financiada pela Cancer Research UK, pela União Europeia e pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. Os cientistas usaram exames de DNA de mais de 200.000 pessoas para procurar os marcadores, pequenas variações nas 3 bilhões de “letras” do código do DNA que estão associados com risco de doença. Foram descobertos 49 novos marcadores de risco para câncer de mama, mais um par de outros que modificam o risco de câncer de mama a partir de raros genes mutados, 26 marcadores de câncer de próstata e oito para o câncer de ovário. Individualmente, cada marcador tem apenas um impacto pequeno na estimativa de risco, muito pequeno para ser útil por si só, disse Douglas Easton, da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, um dos autores do estudo. “Eles seriam combinados e adicionados a marcadores previamente conhecidos para ajudar a revelar risco de uma pessoa”, explicou ele. Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-03-28/cientistas-identificam-novos-marcadores-para-o-risco-de-cancer.html

sexta-feira, 11 de abril de 2014

CISTO NO OVÁRIO: ENTENDA O QUE É

O cisto de ovário é uma alteração benigna, que pode aparecer em mulheres jovens e idosas, e que não tem relação com câncer na imensa maioria dos casos. O cisto ovariano é uma lesão que, quando pequena, não costuma provocar sintomas e pode desaparecer espontaneamente com o tempo. Neste artigo vamos explicar o que é um cisto de ovário, quais são suas causas, seus sintomas e as opções de tratamento. Vamos abordar apenas os cistos simples. Se você procura informação sobre ovários policísticos, o seu texto é esse: SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS. O QUE É UM CISTO? O cisto é uma lesão que pode surgir em várias partes do nosso organismo. Ele é basicamente uma bolha, envolta por uma fina membrana, que contém ar ou substâncias líquidas (ou semi-líquidas) em seu interior. Aqui no site já abordamos alguns tipos de cistos, tais como: - CISTO RENAL. - CISTO PILONIDAL. - CISTO SINOVIAL. Cistos também podem ocorrer na pele, no fígado, no pâncreas, nas mamas, no cérebro, nas cordas vocais e em dezenas de outros pontos do corpo. O QUE É CISTO NO OVÁRIO? O cisto de ovário é, portanto, uma bolsa ou saco com líquido em seu interior, que se forma no próprio ovário ou ao redor do mesmo. CISTO DE OVÁRIO Existem vários tipos de cisto no ovário, os mais comuns são os chamados cistos funcionais, que se formam durante o processo de ovulação. 1- CISTOS FUNCIONAIS CISTO FOLICULAR A cada ciclo menstrual, as variações hormonais estimulam o crescimento de um folículo ovariano, que é um pequeno cisto que contém o óvulo em seu interior. Na metade do ciclo menstrual, esse folículo se rompe e libera o óvulo em direção a uma das trompas. Esse processo chama-se ovulação. Caso o folículo não consiga ser rompido, ele continua a acumular líquidos em seu interior e a crescer, formando um cisto. Todo folículo não rompido que atinge, pelo menos, 2,5 cm de diâmetro é chamado de cisto folicular. O cisto folicular é o cisto ovariano mais comum de todos e ocorre principalmente em mulheres jovens. Este tipo de cisto costuma desaparecer espontaneamente após algumas semanas. CISTO DE CORPO LÚTEO Quando no momento da ovulação o folículo ovariano rompe-se e liberta o óvulo, ele passa a se chamar corpo lúteo. O papel do corpo lúteo é produzir estrogênio e progesterona de forma a preparar o útero e o organismo da mulher para receber uma gravidez. Caso o óvulo libertado não seja fecundado, o corpo lúteo involui e desaparece em poucos dias. O cisto de corpo lúteo surge quando logo após o seu rompimento para liberação do óvulo, ele volta a se fechar, passando a acumular líquido em seu interior. O cisto de corpo lúteo costuma ter mais de 3 cm de diâmetro e também desaparece espontaneamente após algumas semanas. Medicamentos usados no tratamento da infertilidade, como o citrato de clomifeno (Clomid®, Indux®, Serofene®) aumentam o risco de formação de um cisto de corpo lúteo. É bom lembrar que mulheres após a menopausa não ovulam, por isso, não podem ter a forma mais comum de cisto ovariano, que são os cistos foliculares. Da mesma forma, mulheres jovens que tomam anticoncepcional hormonal também não ovulam, e não é esperado que tenham cistos foliculares. O mesmo raciocínio vale para o cisto de corpo lúteo. 2- Outros tipos de cisto ENDOMETRIOMA Mulheres com endometriose podem desenvolver cistos nos ovários, que recebem o nome de endometriomas ou cistos de chocolate, devido ao seu conteúdo escuro e sanguinolento. Os endometriomas costumam ser dolorosos, principalmente na época do período menstrual ou durante o ato sexual. Quando se rompem, pode haver um quadro de intensa dor abdominal e febre baixa, simulando um quadro de doença inflamatória pélvica (DIP) ou apendicite. CISTO DERMOIDE Também chamado de teratoma cístico maduro, o cisto dermoide é um tumor benigno que surge em mulheres jovens. Por ser uma neoplasia de células germinativas, esse cisto pode conter pedaços de osso, cabelo, pele, gordura e até dentes. O cisto dermoide é o tipo de tumor mais comum nas mulheres entre 20 e 40 anos. Apesar de ser uma lesão benigna, em casos raros ele pode se transformar em câncer. O cisto dermoide pode causar dor e alguns deles crescem bastante, podendo facilmente ultrapassar os 10 cm de diâmetro. CISTADENOMA O cistadenoma também é tumor benigno dos ovários e podem chegar a ter até 20 cm de diâmetro. O cistoadenoma pode surgir em ambos os ovários e não costumam desaparecer sozinho com o tempo. Cisto de ovário pode ser câncer? O câncer de ovário costuma se apresentar como um tumor sólido no ovário, mas, em alguns casos, ele pode ter uma aparência parecida com a de um cisto. Nas mulheres em idade fértil, o tumor de ovário é incomum e menos de 1% dos cistos de ovário representam, na verdade, um tumor maligno. Nas mulheres pós-menopausa, a maioria dos cistos também é benigno, porém, a ocorrência de tumores com aspecto semi-cístico é maior, o que demanda um pouco mais de atenção por parte do médico. Na maioria dos casos, os cistos foliculares, de corpo lúteo, endometriomas ou cistos dermoides são facilmente distinguíveis pela ultrassonografia ou ressonância magnética, não havendo muito espaço para confusão com tumores malignos. Porém, quando não é possível descartar um tumor através destes exames de imagens, o cisto deve ser retirado cirurgicamente para avaliação histopatológica. Alguns exames de sangue, como a dosagem do CA 125, ajudam a distinguir tumores malignos de cistos benignos, pois em 80% dos casos de câncer ovariano este exame encontra-se com valores aumentados. Portanto, a resposta para a pergunta acima é: sim, um cisto de ovário pode ser um câncer, mas na imensa maioria dos casos não é. SINTOMAS A maioria dos cistos de ovário não causa sintomas e acaba por desaparecer espontaneamente após algumas semanas. Portanto, muitas mulheres têm cistos de ovários e nem sequer ficam sabendo. Em geral, os cistos ovarianos não causam infertilidade nem provocam alterações menstruais. O endometrioma é uma das exceções. O cisto no ovário costumam provocar sintomas quando pelo menos uma das seguintes situações está presente: 1- Crescimento do cisto Nestes casos, a mulher pode sentir dor ou sensação de peso na região pélvica ou abdominal, dor durante o ato sexual, distensão abdominal, enjoos, vontade de urinar frequentemente (caso a bexiga esteja sendo comprimida), dificuldade ou vontade súbita de evacuar (caso o reto esteja sendo comprimido) e ganho de peso (caso o cisto esteja crescendo muito). 2 - Ruptura do cisto O quadro clínico de uma ruptura de cisto ovariano costuma ser uma súbita e intensa dor unilateral na pelve. As rupturas geralmente ocorrem durante um esforço físico ou relação sexual. Raramente, a ruptura do cisto pode provocar hemorragias graves. Sangramento vaginal pode até ocorrer, mas não é um sintoma comum do cisto de ovário rompido. 3- Torção do cisto Quando cisto cresce muito, ele pode girar ao redor do seu próprio eixo, causando um torção do cisto, do ovário ou da trompa uterina. O quadro é parecido com o da ruptura do cisto, com intensa e súbita dor unilateral pélvica ou abdominal. A dor pode intensa o suficiente para causar náuseas e vômitos. TRATAMENTO Mulheres jovens Nas mulheres jovens, em idade fértil, a maioria dos cistos não requer nenhum tratamento, pois causam poucos ou nenhum sintoma e desaparecem sozinhos após 1 ou 2 meses. Uma reavaliação ultrassonográfica após 8 semanas é geralmente indicada para o médico avaliar se o cisto sumiu ou aumentou de tamanho neste intervalo. Se o cisto for grande, geralmente maiores que 5 cm e com crescimento contínuo, causarem sintomas muito intensos ou, principalmente, se tiverem uma aparência suspeita aos exames de imagem, a cirurgia para retirada do cisto ovariano é um opção a ser levada em conta. Cistos de ovário causados por endometriose também costumam requerer tratamento cirúrgico. É bom destacar que o tamanho do cisto não tem relação direta com a possibilidade do mesmo ser um câncer. Cistos grandes ou que crescem não são necessariamente malignos, do mesmo modo que cistos pequenos não são necessariamente benignos. Mulheres após a menopausa Nas mulheres no período pós-menopausa, a aparência do cisto pela ultrassonografia e o valor do CA 125 ajudam a definir a melhor conduta. Se o cisto tiver uma aparência benigna e o CA 125 for baixo, o médico irá apenas acompanhá-lo com exames de ultra-som a cada 3 ou 6 meses. Entretanto, se houver alguma dúvida quanto à benignidade da lesão, a cirurgia pode ser a conduta mais recomendada. Os cistos em mulheres mais velhas não costumam desparecer espontaneamente. Isso não significa, porém, que eles precisam ser obrigatoriamente removidos por cirurgia. Se o cisto for pequeno, assintomático e claramente benigno, basta segui-lo com exames de imagem. FONTE: http://www.mdsaude.com/2014/04/cisto-no-ovario.html#ixzz2yciNi7ag

domingo, 6 de abril de 2014

EXCESSO DE PESO ASSOCIADO A CÂNCER DE OVÁRIO

Segundo um estudo do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer, as mulheres com excesso de peso, ou obesidade, têm mais possibilidade de desenvolver câncer dos ovários do que as que mantêm um peso saudável. Até agora os cientistas tinham relacionado a obesidade ou o excesso de peso a câncer como o do útero, mama ou cólon, mas os especialistas dessa organização britânica associaram também o dos ovários após avaliar 128 estudos realizados sobre esta doença. Segundo acrescentaram, até agora apenas eram conhecidos fatores de risco como a idade e o histórico familiar da doença. Os especialistas do chamado Projeto Contínuo de Atualização, área de pesquisa do WCRF, avaliaram os 128 estudos junto com outras 25 análises sobre o câncer dos ovários e o índice de massa corporal (IMC), que mede o conteúdo de gordura corporal em relação à estatura e ao peso de uma pessoa. As mulheres que têm um IMC abaixo de 18,5 são consideradas magras, enquanto entre 18,5 e 24,9 são índices normais, mas quando é superior a 25 indica que a mulher tem excesso de peso. A obesidade faz referência a um índice de massa corporal de 30 ou superior, segundo os pesquisadores. "Há provas de uma associação entre a gordura (fixada pelo IMC) e o câncer dos ovários. Uma maior gordura é uma causa provável de câncer dos ovários nas mulheres", afirmou a chefe do departamento de pesquisa do WCRF, Rachel Thompson. "Agora podemos dizer com certeza que estar com excesso de peso, ou ser obeso, aumenta o risco de desenvolver câncer dos ovários, assim como acontece com outros tipos de câncer, como da mama, útero ou cólon", acrescentou. De acordo com Thompson, conhecer este vínculo pode ajudar a que as mulheres possam fazer mudanças no seu estilo de vida. A estimativa é que a cada ano sejam diagnosticados 7.100 novos casos de cancro dos ovários no Reino Unido e 4.300 mulheres ao ano morrem com esta doença. fonte:ciencia-online